Nunca foi tão real uma coisa que li em meus 1498 mil livros [pegando emprestado de Jad]:
As pessoas usam máscaras. E suas máscaras variam de acordo com a posição que assumem no espetáculo...quando fazem parte da platéia é uma coisa. E quando do público outra. Tudo depende da posição que ocupa: se de observador ou de observado. Não se trata de falsidade, mas [nas minhas palavras] trata-se de não usar biquini em pleno Pólo Ártico.
O que me preocupa é quando essas máscaras, necessárias, tornam o outro totalmente indecifrável, um desconhecido. Então as pessoas se tratam a partir do que elas pensam que são/demonstrão. Mas na verdade não não existe, apenas o vácuo!
Máscara/ defesa; máscara/escudo/; máscaras/verdades. Quais são as suas?
Bem, sai novamente em busca da minha casinha de sape no meio do vendaval de fim de semestre, aulas, seleção...e daí ouvi novamente a locatária dizer-me mais ou menos assim:
"- Não se preocupe porque a vaga é sua. Aqui é lugar de família e você me parece de família."
Poderia tomar isso como um elogio, mas me veio a cabeça: "E o que é ter cara de rapariga?". Roupa curta, gíria, tatoo? Sei lá...Ter um inquilino ruim é sabido que é um incoveniente, mas gente, de cara todo mundo é quase um anjo...E sei porque minha mãe também aluga casa. Para mim que vê cara, geralmente, não vê coração.
O outro lado da moeda é que como digo, você só conhece realmente uma pessoa depois de uma situação limite, como fome, necessidade de grana, abrigo, colo... Daí você sabe quem realmente a pessoa é...Então, ainda estou naquela filosofia todo mundo é inocente até que me provem o contrário...
Com a convivência as pessoas vão mostrando seus diversos lados, seus anjos e demônios. Há demônos convivivéis, claro. Mas outros que para mim é: "Vai de reto Satanás!". Um desses demônios é a avareza, a mesquinhes e a mentira desnecessária...
Então, quando as pessoas se aproximam com essa de "porque você é boa moça" eu já fico no: iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!Cuidado com que disse isso!
Ah! Esqueci um demônio horrível de se conviver: aqueles que se fazem de anjo esperando que você se estrepe para que você se sinta culpado por você e pela outra pessoa. É horrível. Classifico-os como os demônios perversos. A culpa sempre é sua, não importa o que fez ou deixou de fazer. Nessa categoria estão a minha vó Hittler e os últimos relacionamentos que tive.
Recentemente descobri Dona Deise do programa Toma Lá da Cá. Essa última figura só em olhar para cara dela você tem pena. Carinha de triste, mas quando você menos espera solta as garras...Até me assustei quando vi! Jesus que tome conta de mim nesse mundo. Sou quase uma Helena de Manoel Carlos. Vou escrever para ele perguntando se não quer transformar minha vida em novela. Afinal minha vida já é um drama mesmo...Mas como Helena sempre dá a volta por cima mesmo...
1.Imagine você ir dormir num canto da casa de uma “parenta” e o colchão ficar dobrado – e daí você nem pode esticar as pernas e a cabeça - enquanto o cachorro morde seu pé? Você dá um chute, esgana ele, mas a criatura pensa que você está brincando...
2.Imagine você estar cansado, sem dinheiro, ter levado um esporo do chefe e o sobrinho de três anos, para coroar, enquanto você está de costa, mete uma “cabada” de vassoura em você?
3.Imagine você entrar no quarto e ver o seu filho fazendo desenhos imaginários na parede, como se estivesse escrevendo, e quando perguntando sobre o que está acontecendo, o mesmo diz que está resolvendo uma questão de matemática? No mínimo a gente pensa que está ficando doido;
4. O super-sincero voltou a me procurar pq não respostei os torpedos. Não queria reforçar a conduta orelhão de ex...Inclusive ele me mandou um outro torpedo perguntando se eu tinha ficado chateada com o papo, então, decidi respostar, fazendo a linha educada, mas saindo à francesa. Detesto ser mal-educada! Achei que era o mínimo a se fazer porque ele sempre foi educado comigo pô!
5. Fiquei super emocionada quando os meus alunos em odonto se mobilizaram para levar-me na rodoviária em plena véspera de feriado para que eu pudesse ir para casa...
Quatro mulheres, quatro estranhas, quatro histórias, em quatro lugares diferentes e ao mesmo tempo. A primeira transava com o marido. A segunda com o namorado. A terceira com um quase desconhecido. E a quarta e última estava vendo TV na sexta-feira à noite.
A casada estava no banheiro, chorando escondida depois de ter transado com o marido. A água do chuveiro se confundia com as lágrimas e a dor no peito ocasionada por mais uma transa maluca que seu marido tinha inventado. Era a maneira que ele encontrava de subjugar seus sonhos e a aprisionar seu gozo porque apenas um poderia ser pleno naquela ópera egoísta de apenas um ato.
A segunda suspirava de decepção porque mais uma vez seu namorado, sem sentimentos por nada nem ninguém, tinha precisado de “ajuda” para gozar sozinho. Problemas com álcool, ereção e ejaculação precoce era tudo de que ela precisava para segurar um relacionamento e se sentir importante para alguém, necessária.
A terceira esperava uma noite alucinante, ou quem sabe, na pior das hipóteses, uma “brisa”. Caía na noite e nos braços de um homem que conhecia não muito bem, mas o necessário para depositar alguma confiança de que talvez, dessa vez, dessa vez...Ops! Mas acabara de não ser...Era mais um incompetente metido a sabichão para quem ela precisava fingir e não deixá-lo com o ego detonado.
A quarta, essa? Essa enquanto assistia comédia na TV acabo decidiu subitamente chamar pelos seus cinco amigos porque apenas um não bastava: Midinho, Vizinho, Maior de Todos, Fura-Bolo e Cata-Piolho. Sem sentimentos, sem imagens românticas e idealizadas, apenas ela e os cinco. Uma conta precisa que precisou do tempo necessário para que o calor, a dormência e o torpor do prazer tomassem conta daquele momento: - AAAAAM! – e em seguida uma boa gargalhada porque o personagem do filme tinha feito uma boa piada.
No popular nordestês trevaliar significa ficar doido ou ter lapsos de consciência...E por quê eu me fiz a pergunta se estou trevaliando?
Por que antes eu achava que moradia podia ser qualquer uma que tivesse o mínimo do mínimo para sobrevivência. Com o tempo, a idade, problemas com sono e tipos de comida, comecei a perceber que não é bem assim...Respeito o jeito que cada um quer viver - se numa barraca de campim, num casarão, numa pocilga - mas eu sei que eu preciso do mínimo mais para básico: lugar central, arejejado, limpo, seguro e confortável. Por isso que aqui em Natal procurei algo assim: simples, mas básico. Entreanto, fui sacaneada. Optei por uma hospedagem para adaptar-me em ficar de fato sozinha, mas nem tanto, e nisso a senhora com quem fiz o acordo disse-me que o melhor quarto ficaria para mim, com excessão de uma locação no feriadãod eoutubro passado. Então, ficaria uma semana num outro quarto menor. No ato ela não me mostrou o quarto porque estava ocupado, mas confiei nela - hoje duvido se estava mesmo...Mas como sou daquelas que acreditam que as pessoas são inocentes até que provem o contrário. A mulher depois deuma semana me informou que era o "quarto caixa de fósforo ou nada", com todo o arrodeio do gato subiu no telhado, ou nada. Era alta temporada e eu não poderia ficar no quarto que estava. Mas ela não me informou nada no ato? E agora como é passar a maior parte do tempo para descansar num quarto pequeno, quente, numa cama pequena e desconfortável, que para tomar banho tenho que estar fora do box porque sou grande e desviar do ventilador de teto?Às vezes me pego rindo dessa situação, sabe? Mas dei uma de doida e vou catar outro lugar mais cedo do que ela previa. "Olho por olho, dente por dente". Eu sou boa, mas quando sou ruim sou melhor ainda...
Por que será que a gente tem o que merece? Tô perguntando isso simplesmente porque aqui ou lá sou posta em situações do tipo: "não quero ler", "não quero entregar a atividade"...e eu faço a conciliação, um acordo, sendo uma profê tipo democrática, mas hoje quando interpelei gentilmente sobre estarem atrapalhando a aula, um veio com quatro pedras na mão e para não pedir que se retirasse como se faz no maternal, em plena faculdade, ignorei e fiz de conta que nada tinha acontecido. Mas que meu vontade de mandar pelo menos tomar no cú, deu...Agora me diga como pode haver imparcial nessas situações em que um acha que sabe tudo e mostra que não sabe nada? Que acha que tudo pode ser conseguido no "grito"? Não tem como...Se não colabora quando está ausente nem presente, paciência! Com que escala avaliou um trabalho que num diz né com cré? Não há acordo que suporte...E olha que nem só do tipo que cobra presença. Não quer estar presente, saia. Sem ônus. Se é autoditada que bom para você;
Bestando...tudo bem que nada se cria, tudo se transforma, mas a novela Viver a Vida não é muito recorte e cole não? E olha que ata amigas minhas noveleira falaram à respeito. Tipo Renata faz um tipo de Amy Winehouse, As amigas Helena, médicas e loira fatal o quarteto Sexy in the City e por fim e não é quer Lilian Cabral e Niemayer parecem que repitiram a dobrinha do casal do filme Divã. Ah! Tô suspeitando que até Dora e a filha é um clone mãe/filha em Gilmore Girl's...;
Há! Quando vejo aqueles regadores de grama aqui, me dá uma vontade de tomar banho...nesse calorão hem? Hoje pela manhã vi um casal fazendo isso e ri...Massa!
Ás vezes pareço trevaliano, pareço? Acho que não...Por isso que muitas vezes só a estupidez e autoritarismo são entendidos e obedecidos à risca. Que saco! Mas tá bom. Sem reclamações. Ossos do óficio...
Sabe quando você não quer pensar? Eu não quero pensar, por isso que para mim, relaxar é não pensar...E hoje enquanto dava aula e mostrava um curta vi a imagem do "ex " no vídeo. Pense num susto. Parecia que tinha encontrado-o na vera, ao vivo, e de surpresa. E num é que eu tinha esquecido que tinha imagens dele? Ok, o coração acelerou, mas logo se recompôs por saber que estávamos a quilômetros de distância. Não vê-lo é não pensar no que se foi...perdeu tá perdido ora!
Apesar do impacto encarei como um test drive porque afinal um dia vou encontrá-lo e não vai ser sozinho. Óbvio. O duplo impacto poderá ser amortecido então por essa experiência de remapeamento cognitivo...Essa minha reabilitação vai valer a pena. Tem que valer.
QUERO MANDAR UM SALVE:
Para Jad: SALVE! Sim me meto em roubada, mas é sem querer, querendo...kkk, mas não dei mais pé para que a "criatura" procurasse o meu ouvido. Não dei nem sinal de vida aos torpedos de agradecimento que vieram depois. Tô ficando inteligente.
Essa pergunta me veio em mais um episódio com o “Super-Sincero”. Quando eu já imaginava que já estava tudo certo, ele reaparece de surpresa para me perguntar, depois de um logo rodeio do tipo “o gato subiu no telhado”:
“- Eu queria saber se ficou claro para você sobre a nossa última conversa? Também porque eu não queria que você ficasse com raiva de mim. Queria que você fosse minha amiga...
De cara achei o menino um tanto perturbado, do tipo que não aceita rejeição e tal, ou então, que ele estaria me subestimado quase me perguntando se precisava desenhar para que eu entendesse. Não falei o que pensei. Guardei a indignação para mim porque não queria dar um “piti” e parecer loca-loca pelo cara. Coisa que realmente nunca estive. Bem à primeira vista mesmo, ele me pareceu interessante. Algo que foi desconstruído logo no segundo encontro e telefonemas.
Depois de ter dito a ele que tinha entendido a plaquinha de “danger” ele engrenou um papo tipo eu e minha “ex”. Cara eu não acreditei. Como assim Bial? Eu tinha virado um grande ouvido humano para o caso da ex. Uma “amiga psicóloga”. Isso era novidade para mim. E para mim isso era coisa que só acontecia com “o vizinho”. Mas, enfim, imaginei que depois dessas, por que não foi uma, mas várias mancadas a criatura ia me esquecer né? Que nada. Durante a mesma semana me ligou e eu não atendi porque estava dormindo. Na mesma semana ligou de outro número e ao atender disse que teve vontade de conversar comigo...E daí tentei sair pela tangente: “-Ah! Se eu não tiver estudando ou dando aula, de repente, a gente pode conversar tá?” Ainda fazendo a linha simpática e madura. Vale salientar que uma tarefa árdua nesse episódio em particular.
Só sei que em pleno domingo enquanto me degladiava com os livros, mas um número desconhecido e como estava de guarda baixa, atendei. Já era ele na porta de casa me chamando para andar no calçadão da praia. Como assim? Eu não tinha nem como dar o “dispensa”. Ok! E lá vamos nós. Isso parece coisa de novela de Manoel Carlos... E daí de cara disse-me:
- Você foi um anjo que Deus pôs em minha vida.
Arra! Eu sabia. Eu sabia que na cabeça dele eu tinha um “propósito maior” na vida dele, do tipo: nada acontece por acaso. Esse meu sexto sentido...Tirando a parte do elogio, ouvi uma longa conversa sobre ele e a “ex”. No começo estava atenta aos detalhes e disposta a ser “alugada”, arrancando alguns detalhes para entender o que diabo se passava e menino desmitificasse essa coisa de que eu era algo “maior”...mas caramba lá para as tantas o que descubro: não é que a história dele tem haver com a minha história. Teve momentos em que eu o achei uma “encarnação” de mim mesma nos estágios iniciais da minha relação. Palavras como vício, projetos de vida, respeitar o jeito dela... Depois achei mais parecido com o ex e daí tive vontade de correr com medo. Até que disse uma coisa quando ele tomou um fôlego que doeu nele e depois em mim...Jesus me salve:
“- Ela até pode sentir algo por você. Pode também estar confusa porque não sabe definir ao certo o que sente por você e também não quer abrir mão...é mais confortável ter você por perto, caso algo dê errado. Não descarto essa hipótese, mas não quer se responsabilizar pelo que venha a acontecer e você quer uma pessoa que se responsabilize. Talvez ela não seja seu grande amor, mas seu primeiro grande projeto a dois e é disso que você não quer abrir mão. É isso que você quer concertar porque começar do zero é muito mais difícil e significa que o projeto não vai ser o mesmo. Não é o vaso de cristal que você idealizou, mas um mosaico desse vaso que nunca vai voltar a ser o que era, mas vai tomar outros sentidos que, se você conseguir, vai ter uma figura própria, um significado particular. Nem melhor, nem pior”.
Caramba! Ele parou e chorou. E eu pedia desculpas enquanto ele me dizia que a dor era necessária para “tirar o elefante da sala”. Como não sou adepta a exposição, principalmente a quem mal conheço, me senti na obrigação em dizer que tinha passado por uma situação parecida e que já tinha experimentado todos os estágios. E que ele ficasse a vontade para fazer o que achasse melhor para ele porque eu estava numa zona estranha do QUASE: eu quase fui algo para ele, eu quase era amiga dele e nunca poderia ser sua quase psicóloga. Aconselhei que ele procurasse uma profissional da área psi que era o mais sensato que eu poderia fazer por ele nesse momento.
Depois dessa longa conversa minha vontade foi tomar um porre. Mas graças a Deus, acho que sem sacar, sugeriu que tomássemos um Milk Shake de chocolate porque eu já tinha dito que amava chocolate. E foi bom para tirar o peso da conversa. Foi bom para parar de olhar o meu próprio espelho distorcido no espaço-tempo, como quem olha o retrato de Dorian Gray.
A minha cabeça já tinha começado a rodar e já bastava: “Amamos o amor, o projeto, a segurança, a idealização que representa, ou o amado, com suas imperfeições e mortalidade, no sentido de ser mortal e não inumano?
Eu? Eu amei o amor. E amar o amor, no meu caso, é amar tudo que pode ser salvo. Por isso sempre me meto em “causas perdidas” pessoalmente, profissionalmente, politicamente... Síndrome de super heroína. Naquela tarde queria salvar o Super-Sincero. Salvando-o, salvava a mim e ao meu ex. Mas a única coisa que pude me dar conta no fim de tudo é que quem precisa ser salva sou eu, por mim e de mim mesma. Eu sou nesse momento meu próprio projeto de amor, de salvação e de amada. Se é preciso ser sábio para saber quando voltar atrás, dar o braço a torcer e salvar, também assim o é para desistir, deixar partir e não salvar o que precisa ir.