segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

É minha não é de mais ninguém...



Dois mil e sete foi um ano marcado por fases Barão Vermelho, do tipo se ferre sozinho e me deixe em paz o mundo. Ou então, pela fase Leoni, "não me deixe sozinho porque não aguento ficar sem você, sozinha...". Mas fecha-se 2007 e entra 2008 na área e como o nascer de cada ano depende do que fazemos...Agora é ora de curtir a dor para deixar ir embora, não deixando vestígios. Quem sabe encontrar um sentido para como se desapegar as coisas que já passaram e entender o que é de fato transcender na dor (forte heim!?). Encontrar um sentido para tudo isso que acontece...a fase Marisa quem sabe caia bem...


De Mais Ninguém
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte/ Arnaldo Antunes

Se ela me deixou a dor,
É minha só,
não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bemSe ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem...
É meu troféu, é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia,
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.
Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem temmmmh...mmmh...
É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Natal, natal, natal....


Incrível como as festas de fim-de-ano mechem com a gente...não é só porque esperamos presentes, muita comilaça e confratenizar com os amigos, os colegas de trabalho...Mas principalmente porque depositamos um confiança inabalável que dessa vez o ano vai dar certo, que as advercidades vão ser superadas e os sonhos realizados....como esse clima todo meche com a gente heim!? E olha que a gente acaba acreditando...Mas do outro lado da esperença existe também a angústia para alguns que experimentaram que não é bem assim ou que simplesmente tiveram seu dezembro transformado num inferno astral. Seja pelas obrigações das "festinhas" que cada um é obrigado a se deparar mesmo sabendo que a hipocrisia vai rolar solta, ou então, porque vai passar as tais festas longe de alguém muito querido ou perdido...Enfim, fim-de-ano é um misto de alegria e de triste, dor e esperança, o qual muitas vezes faz com a gente se sinta um átomo no caminho para os muitos meios dos outros...Mas não nos resta outra coisa a não ser pender para o lado da esperança e torcer para que o ano seja diferente e melhor para aqueles que não tiveram um nao tão bom. Eu pelo menos assim espero...Talvez esta seja a minha última postagem de 2007 e diretamente do núcleo de um átomo, onde me sentindo uma misera particula tentando estar faiscando de esperança.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Para divagar...

“Quando eu estiver irritado, eu vou tentar ser orquídea
Quando eu tiver problemas com a família,
eu vou tentar ser rosas
Se no meu trabalho, houver discórdia
eu quero aprender a ser jasmim.
Se alguém me magoar e meu melindre quiser aflorar,
eu vou brotar girassol.
Quando uma pessoa me trair,é por não conhecer Papai do Céu,
eu deixarei meu coração ser bouganville.
Quando eu não tiver prudência,e a doença aproveitar o meu descuido,
que eu deixe surgir a flor do maracujá.
Se o vício me persegue e eu não consigo enxergar meu erro,
que eu me transforme em lírios e azaléias.
Se eu sei que as coisas da terra são instrumentos de aprendizageme nada me pertence,
se tudo é passageiro por aqui,que eu acorde mais rápidoe seja orquídea, rosa, onze-horas, violetas...
Afinal o Pai que nos criou, deixou a gente escolher ser flores ou ser espinhos"(Nando Cordel)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Quando parece que o bolo solou?

Ás vezes me pego pensando:" quando é que a gente se dá conta de que o bolo solou?Quando não é tão fofinho e macio quanto imaginava?" Pelo menos para mim, que não sou uma mestre-cuca, é quando sinto que ele não serve de nada, que nada agrada, quando o fracasso bate a porta... Que sensação horrível, mas que não dá para negar que existe. E o que resta é a vontade de que passe logo isso, de esquecer e para quem quer continuar deleitando-se com bolo, tentando, né? Fazer o que? Parece uma metáfora banal, mas na vida também é assim quando queremos muito algo que não acontece, a sensação de fracasso é inevitável. Mesmo quando a gente tenta não gerar tanta espectativa e "deixa a vida rolar". Ainda sim não é simples. E se você escolheu todos os ingredientes certinho, fez cada passo e mesmo assim a sua mão desandou, ai lascou...Das duas uma: ou você escolheu algo errado pensando que era certo, ou você entendeu algo de errado no MODO DE PREPARO. Em último caso mude de marca... Hoje fazem 21 dias que estou pensando quais os melhores ingredientes para o meu bolo da felicidade, refazendo o modo de preparo e pensando qual é a melhor marca. Sei que ainda penso e sonho com aquele gostinho do bolo fofo e macio da felecidade. Independete do meu jeitão prático, o contraponto também é ótimo e vou continuar agreditando nesses besteróis que são muito melhores do que crer que nunca vou comer bolo fofo de novo...Idealismo...As grandes descobertas começaram assim: Era uma vez um bolo solado que depois de inúmera tentativas ficou...FOFO. Até lá: Paciência...
Paciência



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

sábado, 1 de setembro de 2007

Não quero ver você triste

Clique no play/pause para carregar e depois assista na integra para evitar pausas no vídeo...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Remendo novo em pano velho...


Sabe aquele ditado popular que diz:"Remendo novo em pano velho esgaça" pois é. Ultimamente venho pensado neste fato. Por que insistimos continuar em situações que já deram tudo que tinham que dar?Metaforicamente, por que somos tão apegados aquela roupa que fica lá entocada no guarda-roupa, fora de moda, velha e apertada, sabendo que ela não nos serve mais? Sei lá, coisas de humanos malucos...O fato é: nos apegamos tanto a alguma coisa ou a alguém que fingimos não perceber que algumas coisas passam, mudam e aí não dão mais certo. Nesse período de compreensão da necessidade de desapegar entramos numa roda-viva muito louca, tentando remendar o que não tem mais remendo: negando, resgatando, transformando, um verdadeiro Kama Sutra ambulante (tomado aqui no sentido da manobras mirabolantes para chegar ao ápice de nossas interelações impossíveis) até nos darmos por vencido. São assim com alguns amigos, algumas relações, nossos pais...

Aprender a desapegar não é uma qualidade própria de grandes avatars como Gandhi ou Jesus Cristo, mas algo que deve ser praticado por nós cotidianamente. Fácil com certeza não é, mas necessário se não quisermos entrar na roda-viva mencionada que só machuca e prolonga um momento que é inevitável quando objetivos em comum se distanciam, divergem, e só restão farpas nessas relações e esperançosas fantasias que dispersam como fumaça. Estar apegado a coisas que já passaram é não aceitar o luto de nossas perdas e suas fases: negação (Ah! Isso não aconteceu. Não é bem assim.), raiva (Eu odeio você, o que você faz...), culpa (Tudo aconteceu porque fiz ou não fiz exatamente isso.) barganha (Se eu fizer isso a partir de agora as coisas vão ser como era. Vão melhorar) para enfim chegar a conformação (Foi. Passou.)Tudo na vida tem seu ciclo de duração e seu fim necessariamente não significa perda, mas mudança para um outro ciclo: perdesse algumas coisas habituais,agradáveis e que muitas vezes só existem na fantasia da gente, mas ganhasse outras . A questão não é perder, mas descobrir o que há de novo em nós, algumas vezes sufocado e mal-tratado pela falta de liberdade nas relações. Enfim, quando na roda-viva é difícil pensar com essa clareza e é por isso que todos os dias acordo e penso: todo dia mais um dia (Lema do Alcoólicos Anônimos, dependente químicos, afinal dependência pessoal também é vício), mais uma vitória para mim e para tantos outros nessa tentativa de desapego.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Relações hiper-dosadas com o Domingo Maior e o Corujão.


Eu não sei se todos pensam assim, mas não suporto o domingo...Acho que pior do que o domingo só a segunda, definitivamente. A quinta, a sexta e o sábado você entra na expectativa de fim-de-semana: sair, se diveirtir, descansar, fazer aquilo que você deixou de fazer durante a semana. Mas e o domingo? Você não pode beber, nem ir para balada porque muito provavelmente você trabalha ou os seus amigos o fazem. Se você não se programou para pegar um filme na sexta para o domingo... Esqueça!Possivelmente a locadora não terá os filmes que você quer ver porque todo mundo já retirou os melhores. Inclusive a séries americanas que pelo menos fazem parte do que gosto...Na televisão então é a morte. Programas como Faustão, Gugu e derivados por mais de duas horas podem causar náuseas e em casos mais graves retardo mental...Enfim, o que resta? Quase nada! Quem sabe um livrozinho, uma musiquinha né?

Mas todos os fins-de-semana não creio que vá dá muito pé porque por mais que sejamos apaixonados por leitura e música, no imaginário popular fim-de-semana é a oportunidade de você sentir que a liberdade pulsa na suas veias e que você é dono do tempo e não o relógio. E a melhor maneira disto acontecer é com um fluxo razoável de pessoas em torno de um mesmo lugar agradável quase sempre que não faça parte de sua rotina, comendo, bebendo, rindo...essas coisas. Acredito que o desespero total do domingo é quando chega a insônia. Você já saturou o computador. A televisão começa a anunciar que "Nesse domingo especialmente nossos transmissores entraram em manutenção e não será exibido Corujão..."Você entra em desespero. Então quando a manutenção não acontece você dá graças a Deus...Não sei o que é pior assistir Domingo Maior e Corujão ou não tê-los para assistir nos dias de insônia. Mas vamos dar a César o que é de César nem sempre é ruim...Ontem mesmo passei por uma experiência desse tipo. Talvez só para mim porque filme de arte é legal e tal, os filosóficos também, mas num dia de domingo você morrendo de tédio assistir um desses muito provavelmente é assistir e depois pedir a morte. Sim porque no meio da madrugada do domingo para a segunda você ficar se perguntando: para onde eu vim?onde estou?e que país este?Não é nada legal.

Ontem assisiti Jimmy Bolha. Quando vi o título pensei: "Veio para completar meu domingo. A lei de Murphy de fato existe: quando as coisas estão ruins ainda há a chance delas se tornarem piores..." mas sinceramente nada veio na minha cabeça... Fui assistir e dei ótimas gargalhadas. Basicamente era um pastelão americano que pegou todas as figuras cômicas de sua sociedade: a dona de casa neurótica por limpeza, pela América e por seus preceitos religiosos que tem um filho numa bolha; o pai dominado e medroso; a vizinha biscate que se apaixona pelo menino da bolha, mas vai casar com o garoto cafajeste e popular da escola.

No meio da aventura para esse casamento o garoto em traje de bolha encontra um motoqueiro mexicano que só fala em arrancar as tripas que por acaso foi namorado de sua mãe, a "Fogo Selvagem" (olha o nome!); uma seita religiosa de pessoas felizes que se chamavam Tody independente de sexo, idade...um circo do horrores como homem peixe, pé grande... comandado por um anão; japoneses que gritavam "Quinhetos mil, quinhetos mil" e faziam luta de mulheres americans na lama; Pipi e Papi, dois irmãos, ex-heróis da segunda guerra mundial que disputavam um ex-grande amor: a Pu- ta! Exatamente. Todas as vezes que eles começavam a falar o nome dela PU, o final era completado com o barulho do carro quebrando com: ta! Eu fui dormir três horas da manhã e dei ótimas risadas. Ainda bem que meu domingo de todo não foi perdido. São as grandes lições da vida num Domingo Maior e no Corujão: nem tudo está perdido...rs


domingo, 29 de julho de 2007

Quantas vezes você viu se amor sendo transformado em flores do mal?





Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Que acabou feito um sonho
Foi o meu inferno, foi o meu descanso
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal
Huummm....
Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Não me esqueça por tão pouco
Nem diga adeus por engano
Mas é sempre assim
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

(Flores do Mal, Barão vermelho)

sábado, 28 de julho de 2007

Que porra é a fase Barão Vermelho?



As novelas recorrem a um recurso bastante interessante para tematizar as cenas dramáticas e amores: o uso da música. Engraçado como a gente faz isso no dia-a-dia e nem se dá conta, tipo: música quando se está feliz, com dor de cotovelo, para refletir...E a fase Barão Vermelho vem justamente atrelada a essa idéia de música que dizem um pouco de como estamos, quem somos, o que queremos ou o que estamos pensando. Especificamente uma fase direcionada a aquelas "caras metades", frutos de histórias mal resolvidas, em que você já está pronta para dizer: vai À MERDA. Uma fase que você está mais segura, cansada de grandes dilemas, querendo apenas ser feliz sem complicações. E como nos alcoólicos anônimos, quer se libertar de vícios e fazem um pensamento afirmativo:"Por hoje só mais um dia..". E que esses dias sejam muitos longe de você, de suas dúvidas e de seus modos insuportáveis.

1a. FASE...
Eu não estou aqui pra brigar com você
E nem pretendo mais me aborrecer
Embora eu ache que era a hora
Depois de toda essa demora
Que não foi capaz de me adormecer
Nossas almas gêmeas então mudaram de tom e cor
Nossa cela já não tem mais chave mas você ficou
No meio da sala perdida e só sem uma direção
E meio cansada de ver fugir num instante tudo que sonhou
E tudo que eu tentei fazer
Pra te ver mais feliz
E tudo que eu tentei esquecer
Eu fiz também por mim
(...)
Caímos numa armadilha rara
Sem alma sem sede e sem reação
Agora é tarde pra ter volta
Estamos ainda em nossa casa
Longe da alegria e mais perto da dor
(Cara a Cara, BARÃO VERMELHO)


2a. FASE

Becos escuros

Ruas desertas

Sombras, sussurros

Noites e frestas

Frio na espinha

Beijos roubados

Sexo e vertigem

Amor e pecado

Tudo que um dia ja foi o motivo

Pra tanto misterio e prazer

Apodreceu nosso fruto proibido

E eu vim aqui hoje so pra dizer

Eu quero te olhar de um lugar diferente

Eu quero a chave

A chave da porta da frente

Eu quero agora e eu quero pra sempre

Restos e sobras

Porta dos fundos

Senhas secretas

Sonhos ocultos

Fugas, mentiras

Culpas e falhas

Muita espera pra

Pouca migalha

Tudo que um dia ja foi o motivo

Pra tanto misterio e prazer

Apodreceu nosso fruto proibido

E eu vim aqui hoje so pra dizer

Eu quero te olhar de um lugar diferente

Eu quero a chave

A chave da porta da frente

Eu quero agora e eu quero pra sempre
(A Chave da Porta da Frente,Barão Vermelho)
3a. FASE: Ser feliz...E deixar os ziquizildos para trás...

terça-feira, 24 de julho de 2007

E quem disse que Super Cine não pode nos dar um boa lição?




 











Assiti em Super Cine um filme ótimo: SOB O SOL DE TOSCANA. O filme conta a história de uma divorciada triste que decide ir atrás dos seus sonhos mais românticos, e, principalmente, esquecer a segurança de sua vida independente na cidade grande. Foi asim que ela decide morar numa casa na cidade de Toscana para nela ver um casamento, ter uma família e alguém para cozinhar...mas antes de ser alcançada por seu sonho ela aprende que é preciso ACREDITAR (ter fé, que para ela sendo cética seria por de mais difícil), TRABALHAR (fazer algo que achava importante ou que gostasse) e ESPERAR...Essa é a pior parte para quem é ansiosa...

Enquanto isso ela conheceu uma italiana que tornou-se sua amiga. Esta contou uma história que vai ter uma profunda relação com o desfecho do filme: quando era criança saiu para caçar joaninhas e não conseguiu pegar nehuma. Até que adormeceu e ao acordar havia um monte de joaninhas sobre ela...A protagonista conheceu um amante italiano e numa primeira e única noite de amor se sentiu como se "joaninhas houvessem pousada sobre ela", mas ele não havia chegado na hora certa na vida da protagonista: desencontro geográficos, uma amiga grávida e abandonada para que cuidasse e um casal de adolescentes apaixonados para fazer o papel de cúpido. Meses depois ela se reencontrar com o amante e descobre que ele havia encontrado um outro amor. Arrasada volta para casa, mas em meio a sua dor resolve ajudar o casal apaixonado. O casamento deste casal se realiza e um vizinho a diz:"Você percebeu que seus sonhos se realizaram? Houve um casamento nesta casa, há uma família nela e alguém para quem cozinhar..." 

Neste momento já era o final do filme e eu estava indignada:MERDA! Bem a cara da realidade mesmo. Os sonhos se realizam, mas nunca são como gostaríamos que eles fossem. Ela largou-se em uma cadeira no jardim SOB O SOL DE TOSCANA e um rapaz em busca de uma escritora americana, a encontra. Ao encontrá-la retira uma joaninha de seu braço, enquanto ela estava de olhos fechados, dizendo: "Espero que não tenha chegado tarde demais e que este não seja seu casamento". Mas ele não havia chegado tarde demais. Pensei: Quanta coisas boas nós vivemos quando menos esperavamos, quando não "caçavamos" sonhos, raridades, as "joaninhas"...?Uma viagem, um bom filme, um trabalho, amores...Quantas coisas boas já aconteceram em nossas vidas quando a gente simplesmente viveu enquanto esperavamos os sonhos nos encontrarem?Lutar é importante, mas esperar também. Mesmo quando parece que somente conseguimos as coisas na "unha"...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Seria eu uma mulher que ama errado?


Hoje o Programa Vídeo Show apresentou uma matéria em que a personagem Marilda de outro Programa A Grande Família frenqüentava um grupo de bairro chamado:"Mulheres que amam cafajestes". Claro que a feminista que existe dentro de mim gritou:"Imagine!Você não. Isso é coisa de mulheres que perderão completamente a vergonha". Só que fazendo uma análise mais profunda sobre o que é amar errado podemos concluir que necessariamente está condição temporária não existe apenas com mulheres que gostam daquele clássico cafajeste: malandrão, galinha, explorador, enrolador...É uma condição que se manifesta quando "amar demais é sofrer", quando a mulher tem uma dependência pessoal, como se fosse uma viciada. 
 
O cafajeste que as mulheres tanto temiam antigamente, na contemporaneidade são homens complicados que se escondem atrás das caras de coitadinhos, das crises existenciais e das depressões. As mulheres, por sua vez, acham que têm culpa de tudo, até do que não fizeram; suportam qualquer coisa para manter o relacionamento ou então, "comem feito um bicho" e consomem "pelos cotovelos" uma aparência sempre impecável e escravizante. 
 
Quem já não portou essa condição temporária que jogue a primeira pedra... O ruim é quando essa condição de temporária passa a ser permanente. Quem nunca ouviu do SACCN(Serviço de Atenção ao Consumidor Chamado Namorado) reclamações como: 
1)"Você fala demais";
2)"Você é exagerada, come demais, quando adoece parece que vai morrer e compra muito"(quase smepre para agradá-lo); 
3)"Você é cheia de rituais, quando acorda, quando sai...";
4)"Você é preguiçosa prefere fazer programinhas em casa do que ir para um barzinho com os meus amigos";
5)"Você é facilmente sugestionável, qualquer coisa já fica assustada";
6)"Você é desastrada. Não presta atenção no que faz";
7) "Suas brincadeiras são repetitivas, cansativas"; 
8) "Você vive carente"; 
9) Parece o Titanic quando com problemas: se afoga em lágrimas";
9) "Você é convencida";
10)"Não sei o que tem mulher que só faz sexo se a cena for de filme meloso"; 11)"Não sei porque tanta vergonha se a gente se agarrar em público?"; 12)"Você reclama demais";
13) "Você é ciumenta"

...E o que as mulheres geralmente detestam no "consumidor namorado" são os fatos dele: 
1)Ser perdulário com farras;
2) ter humor negro e excessivamente juvenil;
3)Ser egoístas;
4)Estar fora de sintonia na hora de fazer sexo;
5)Ser superficialmente carinhoso;
6)Ser chato;
7) Controlador (regula tudo o que é o que não é certo fazer);
8) Ser chantagista, tabagista etc. 
9)Ser irritadiço, vingativo, impaciente;
10)Gostar de "moído"(sempre tem algo a reclamar, a jogar na cara);
11)Não consegue se colocar no seu lugar;
12)Gosta apenas de programinhas underground;
13)Não reconhece o que faz (o número de reclamações é maior do que o de elogios);
14)Ser inseguro porque quer discutir a relação do ponto de vista dele; 
15)Ser agressivo; 
16)Quando vai dormir só pensa nele quanto ao clima, os lenções...Em síntese: 

O defeito de um amplifica o do outro, potencializando o descontentamento de ambos. E o que fazer nessas situações nas quais existem mais defeitos do que qualidades?Quem se interessar pelo tema: Mulheres que amam errado pode acessar o site http://www.grupomada.com.br/ e dar uma espinhadinha na sessão apresentação para checar se possui muitas das características das mulheres que amam demais e errado...E pode acabar tendo uma surpresa. Fique ligada.


(Des)graça? Não, coluna do meio...


O feminismo trouxe grandes responsabilidade e dilemas que até certo tempo não nos questionávamos, ou pelo menos, não tinhamos coragem para isto. De mulheres com destinos traçados por seus pais, maridos e filhos preocupadas com o lar e a obediência, para autoras e atrizes de nossas próprias histórias. E o que é que a gente faz com isso?Aí e que está! Nem sempre sabemos o que fazer porque ora queremos ser independentes, modernas, livres para experimentar as coisas que a vida nos oferece. Ora queremos carinho, companheirismo, romance...E o pior é que estas mulheres fraccionadas em duas ou em muitas perspectivas/desejos parecem ser partes inconciliáveis, como água e óleo, mas por que?Manía essa da gente em ver o mundo sempre dividido em bem ou mal, certo ou errado, bom ou ruim, direita ou esquerda. E onde é que enfiaram aquele slogan: O mundo é uma aldeia global? Além dos adjetivos como polissemia, caleidoscópio...que viraram moda para descrever o momento que a nossa sociedade vive? Bufe! Balela! Nós ainda estamos impregnados da herança cartesiana expressa num gráfico linear ou senoidal xy. Infelizmente a gente não pode dizer que esta polêmica trata-se apenas de filosofia universitária/ acadêmica porque tem repercussão direta em nossas vidas. "E enquanto isso na sala da justiça" (rememorando o desenho Liga da Justiça), entre sonhos e conflitos, vamos na peregrinação para conseguir um relacionamento, um projeto a dois que NÃO SEJA:

1) Duas partes individualistas traduzidas pela expressão: "Cada um por si...";

NEM:

2) Almas gêmeas resultante de uma simbiose neurótica traduzida, por sua vez, pela expressão, a qual surta em aparecer em algum momento, nem que seja como num flash, nas cabeças até das feministas mais ferrenhas, comum aos cerimonais religiosos, fazendo com a gente deixe de existir completamente para ser o outro: " Como uma só alma em um só corpo";

MAS PARA TER:

3) Um novo projeto de vida para ambos que se propuseram a construir uma nova história, com significado diferente e inovador a partir das perspectivas já existentes e outras novas, podendo ser expresso pela frase: "O todo não é a simples soma das partes, portanto, não pode ser traduzido apenas pelas partes isoladas, nem sem elas..."

Nem a direita, nem a esquerda. Quem sabe a coluna do meio da Zebrinha do Fantástico...Afinal na grécia a Deusa Harmonia, tão ansiada por nós, era filha da Deusa Afrodite, a deusa do amor, e o Deus Ares, o Deus da guerra