segunda-feira, 23 de julho de 2007

(Des)graça? Não, coluna do meio...


O feminismo trouxe grandes responsabilidade e dilemas que até certo tempo não nos questionávamos, ou pelo menos, não tinhamos coragem para isto. De mulheres com destinos traçados por seus pais, maridos e filhos preocupadas com o lar e a obediência, para autoras e atrizes de nossas próprias histórias. E o que é que a gente faz com isso?Aí e que está! Nem sempre sabemos o que fazer porque ora queremos ser independentes, modernas, livres para experimentar as coisas que a vida nos oferece. Ora queremos carinho, companheirismo, romance...E o pior é que estas mulheres fraccionadas em duas ou em muitas perspectivas/desejos parecem ser partes inconciliáveis, como água e óleo, mas por que?Manía essa da gente em ver o mundo sempre dividido em bem ou mal, certo ou errado, bom ou ruim, direita ou esquerda. E onde é que enfiaram aquele slogan: O mundo é uma aldeia global? Além dos adjetivos como polissemia, caleidoscópio...que viraram moda para descrever o momento que a nossa sociedade vive? Bufe! Balela! Nós ainda estamos impregnados da herança cartesiana expressa num gráfico linear ou senoidal xy. Infelizmente a gente não pode dizer que esta polêmica trata-se apenas de filosofia universitária/ acadêmica porque tem repercussão direta em nossas vidas. "E enquanto isso na sala da justiça" (rememorando o desenho Liga da Justiça), entre sonhos e conflitos, vamos na peregrinação para conseguir um relacionamento, um projeto a dois que NÃO SEJA:

1) Duas partes individualistas traduzidas pela expressão: "Cada um por si...";

NEM:

2) Almas gêmeas resultante de uma simbiose neurótica traduzida, por sua vez, pela expressão, a qual surta em aparecer em algum momento, nem que seja como num flash, nas cabeças até das feministas mais ferrenhas, comum aos cerimonais religiosos, fazendo com a gente deixe de existir completamente para ser o outro: " Como uma só alma em um só corpo";

MAS PARA TER:

3) Um novo projeto de vida para ambos que se propuseram a construir uma nova história, com significado diferente e inovador a partir das perspectivas já existentes e outras novas, podendo ser expresso pela frase: "O todo não é a simples soma das partes, portanto, não pode ser traduzido apenas pelas partes isoladas, nem sem elas..."

Nem a direita, nem a esquerda. Quem sabe a coluna do meio da Zebrinha do Fantástico...Afinal na grécia a Deusa Harmonia, tão ansiada por nós, era filha da Deusa Afrodite, a deusa do amor, e o Deus Ares, o Deus da guerra


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