terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Diálogo




- O que há no horizonte?
- Arrecifes, lembranças da adolescência, promessas de futuro e um céu azul lindo...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Retrô de Thaisa





Acho que já está na hora né? Acredito que nada de tremendamente extraordinário acontecerá daqui para o final do ano mesmo, sendo assim, lá vai minha retrospectiva 2008...

Se a Globo faz também faço (RSS!). Começando de trás para frente o meu balanço do ano e de forma rápida e rasteira. Sem esquecer que, muitas vezes, para ver melhor o que está do outro lado da margem é preciso um mar de distância e que acabei dando uma coladinha no meu diário virtual.

DEZEMBRO

1. Superar o fato de não ter alcançado um meta acadêmica projetada numa boa;

2. Perceber que estou aprendendo a socializar-me;

3. Aprender a gostar mais de mim e da vida que tenho com seus obstáculos.

LEMA: “Ando devagar porque já tive pressa. E levo esse sorriso porque já chorei demais”

NOVEMBRO

1. Ensaio de estudar sem surtar e sem isolar-me do mundo;

2. Desmascaramento de Narcisos ou fim de amores platônicos. É preciso riscá-los da minha vida. “E o que está feito, está feito e que assim seja”;

3. Desconstruir um pouco da imagem irreal sobre meu irmão perfeito. Ele é humano uai!

4. Aprender a começar e a fechar ciclos. A viver lutos.

LEMA: “Levanta e sacode a poeira e dá a volta por cima”

OUTUBRO

1. Entre angústias e felicidades, aprendendo a ter autonomia de verdade;

LEMA: “Eu vejo a vida melhor no futuro. Vejo a vida por cima do muro de hipocrisia que insiste em nos rodear...Hoje o tempo voa amor. Escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir que não há tempo que volte amor. Vamos viver tudo que há para viver...”

SETEMBRO

1. Realizando sonhos. Parceria com minha bike. Momentos de reflexão, diversão e superação;

LEMA: “Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome. Cores de Almodóvar. Cores de Frida Kahlo. Cores...”

AGOSTO

1. Expectativa para fim do inverno e do que parecia cinza...Porque tudo douradinho fica mais gostoso.

LEMA: “Lá vem o sol...”

JULHO

1. Momentos de incertezas, angustias e conflitos. O que quero? Quem sou?

LEMA: “Eu não quero mais mentir. Usar espinhos que só causal dor.Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu. Dos cegos do castelo me despeço e vou. A pé até encontrar. Um caminho, o lugar. Pro que eu sou...

JUNHO

1.Consolidar descobertas interna e amadurecimentos. Eu não quero ser o Golon do filme "Senhor dos Anéis": my precious.

LEMA:

“Sabe de uma coisa Seu
Vou lhe jogar no meu baú
Vivo e mágico
Com as coisas boas que tem lá

Os meus desenhos herméticos
As palavras de Da Lai Lama
Quem sabe você adora
Quem sabe se transformará...”

MAIO

1.Alguns lembram. Outros esquecem. Aniversário surpresa. Tentativa de ser um lobo da estepe, mas a chuva me esperava.

LEMA: "Um por todos e todos por um..."

ABRIL

1. Em busca de ser amada fora de mim...

LEMA: “Só me dói morrer, se não for de amor” (G. Marquez)

MARÇO

1. Defesa de dissertação e uma tonelada a menos nas costas. Vitória! Sensação de liberdade.

LEMA: "Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós..."

FEVEREIRO

2. Carnaval porcaria. Grande amizade em cheque, mas devidamente contornada.

LEMA:

“Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem"

JANEIRO

1. Tentando sair da deprê, indo para angústia para encontrar a felicidade.

LEMA:

“Novo dia
Sigo pensando em você
Fico
tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar
Todo dia
Vivo pensando em casar
Juntar
as rimas como um pobre popular
Subir na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar
É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti...”



sábado, 27 de dezembro de 2008

Cadê a farofa de promoção de fim de ano?


  1. Na esperança de encontrar o centro da cidade vazio e de ver as possíveis promoções com calma, tive uma tremenda decepção. Num é que o povo ainda está gastando. Comprei um sutiã no vuco-vuco na marra. Acho que o fator estresse foi consideravelmente contornado porque antes fiz uma limpeza de pele com produtos da herbalife. E aí Jad entrei na sua heim? Minha pele ficou de pêssego...E adorei tanto que vou adotar algumas pilulazinhas para fazer meu organismo funcionar melhor...Quero ver em consultor! E eu que quando assistia os Jetsons achava maior barato existir comida em cápsula que se transformava em frango, sanduíche, adicionando apenas água para hidratar. Agora a gente nem precisa hidratar a comida. Só é mandar para dentro (rss!);
  2. Descobri que ainda sou muito teen num corpo de adulto e fico me degladiando para ajustar idade/bom senso nas roupas e em algumas atitudes afetivas porque senão daqui a pouco me torno a Britney Spires aos 15 anos, aff...Jesus acende a luz!;
  3. Minha mãe ganhou de Natal um bebezinho negro, a coisa mais fofa., representando o fruto da união dela com o namô. Ela chamasse Fofonilda e num é que ela queria comprar uma calcinha bunda rica para a boneca. Gente que essa foi demais. Agora sei de onde saiu meu lado teen. Disse a ela: "Menina compra essa calcinha num camelô. Nam! Baixou ai a mãe da mãe, a Rory;
  4. Minha mãe andando de bike parece uma ranzinha, com as pernas flexionadas para subir no selo da bicicleta...eu ri demais quando vi isso;
  5. Minha mãe Amy pegou mais um barraco na porta de casa porque os guri da rua estavam jogando pedra no portão. Todas às vezes que isso acontece já me preparo para chamar a polícia, a SAMU, porque ela não está nem aí. Mete o esculacho em todo mundo. Ela ainda não "RESSOCINOU" como diz meu irmão, que moramos quase da favela da portelinha?;
  6. Hoje foi dia de faxina virtual e de papel novamente. Faz uma semana que não termino essa porra. Nesses dias morro soterrada de letrinhas, ai, ai...Vamos desobstruir os canais de energia para 2009. Tudo tem que fluir...;
  7. LEMA DE HOJE: Não se submeta a testes se não estiver preparado para eles. Lembrete para Thaisa.
  8. Ei! Você tem medo de usar maquiagem todos os dias? Sim, porque quando lembro que desde criança minha mãe diz que maquiagem envelhece, morro de medo de me maquiar todos os dias e a preguiça não deixa, né? Embora as maquiagens de hoje sejam "power" e limpam, hidratam e protegem num tubo só (rss!). Além do fato que isso era conversinha para as meninas não se tornarem mocinhas, né?
  9. Ei! Vocês conseguem ser uma mulher compacta? Sim, porque eu ainda quando viajo daqui para ali levo milhões de coisas. E não é roupa não. São apenas produtos para o cabelo e para pele pode? O que faço? E eu queria tanto sair com uma bolsinha compacta e leve. Ah! Meu Deus será impossível para mim...ai, ai...LEMBRETE para Thaisa: aceitar sua vida com os obstáculos que tem é ser madura. inclusive o tamanho da mala...;
  10. SCRAPS DO DIA:
AMIGA 1.
Amiiiiga!Como vc esta?Alguma nova?Tou aqui fazendo uma pesquisa antroplógica em Juazeiro.O povo aqui ama forro, Campina Grande dois.Socorro!!!Fazem festa na frente de casa c/ a mala do carro aberta, tou agora mesmo ouvindo um pagodÃo.Ngm merece!Fui hoje ao unico centro de artesanato aqui....amiga, nunca tinha visto isso, nem em salvador....mulher é tanto sabonete, vela e coisas do tipo p descarrego, olho gordo e td mais...fiquem saber oq levar de lembrança daqui kkkkkkk....Essa é parte do meu diario de campo rs...amanha vem outro, uma festa q eu vou meio sem coragem, antes de mais nada por causa da grana 100 conto amiga!É peeeeso?Bjuuuuuuu


AMIGA 2.

oie.. recebi a msg.... 2009 seja um jardim imenso de flores lindas e gentis... ventos suaves .. brisa leve pra vc borboletinha.....
bjao.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Comédias românticas francesas S.A.


Para cada coquetel uma sombrinhazinha no cabelo...Eu adorei isso!

Bem, posso ser uma pessoa tendenciosa para falar sobre filmes franceses porque afinal a gente vive ouvindo falar do romantismo e da sedução desse país. Algo que não poderia faltar nos filmes, claro. Entretanto, tento separar o joio do trigo e assim sendo, de fato as produções cinematográficas francesas são no geral muito boas.

Por exemplo, enquanto uma comédia romântica americana interpreta os estereótipos comuns - a puta, a virgem, a feia, o garanhão, o popular, o desastrado, o gordo etc, - as francesas trabalham com o tipo comum, com seu lado cotidiano, esperto e charmoso. É como se ninguém fosse comum e fosse ao mesmo tempo. Adoro esses paradoxos. São mais realistas. Isso quando não trabalham com as sutilezas filosóficas da vida cotidiana.

A última comédia romântica que assisti dia de Natal, para substituir o especial "maravilhoso " de Roberto Carlos (coloque muitas aspas aí), foi "Amar...Não tem Preço", confesso que loquei por causa da atriz Audrei Tatto que mudou minha vida depois de Amelie Poulain. Eu amo esse filme.

Voltando, "Amar...Não tem preço" enfoca no garçon bem regrado que apaixona-se pela trés belle femme que gosta de caras ricos. Eles vivem muitos episódios engraçados depois que ela descobre que ele é um duro. Fazendo o jogo do jeito que ela ensina e não como ela quer, a história tem muito pano para manga e faz pensar: quanto vale seu amor? E o desconhecido? E 10 segundos? Um euro?

E o engraçado que muitos dos filmes com essa atriz termina com ela de carona na vida e no bagageiro de uma motocicleta.




quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal às avessas



Minha família seja a nuclear ou a mais extensa não é muito chegada em Natal. Eu, particularmente, não tenho nada contra nem a favor. Tendo paz interior o resto acontece. Claro, que as super ceias são muito legais e animadas. Mas esse ano fiquei em casa sozinha descansando das minhas inúmeras confraternizações.

[abrindo parenteses]

Tarde da noite meu irmão siamês veio me trazer uma truffa. SOCORRO! Dessa vez me afogo na endorfina. Só para fechar o parenteses assim que a truffa bombou no mercado minha mãe chamava truffa de "troxa" e não era de sacanagem não. E o inconsciente grita, né mãe?...

[fechando parenteses]

Enfim, o Natal às avessas é muito mais porque escolheu um filme bem diferente das minhas categorias usuais para me fazer companhia. "Almoço Nu", em português "Mistérios e Paixões ". Que tradução nada a ver, heim? Bem, baseado no romance de Burroughs o filme a grosso modo é uma ficção não científica, mas que se passa na cabeça de um cara por se tornar usuario de inseticida de barata, depois de centopéia preta aquática brasileira.

O cara viaja o tempo todo, fazendo com que fantasia e realidade se misturem. O próprio telespectador fica confuso. Me parece que foi baseado em fatos reais, como o envolvimento com as drogas e o fato dele ter matado a mulher num desses baratos. Os monstros dos filmes são surreais, onde litaralmente o ato de escrever devora, o sexo devora e a ambivalência sexual aflora de todas as suas repressões e explodem em alucinações. Quem estiver afim de encarar, vai nessa.

E gingobel para todos!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Romance. Em três versões? Por que não eu?

Tem a porra de uma música que eu não consegui tirar. Me empuraram guela abaixo

Nossa! Ao assistir o filme “Romance” com Letícia Sabatella e Vagner Moura fiquei arrebatada. Do roteiro a produção fotográfica o filme foi perfeito. Além, claro, de ter rolado uma identificação pesada: amor sofrido ou amor recíproco e feliz? Pelo menos eu queria o amor recíproco e feliz.
Situando a história sem contar o final, são três histórias de amor diferentes que convergem e se separam no tempo e no espaço real. Os amantes centrais são sempre os mesmos e a grande questão era: o amor seria uma invenção? Até que ponto seria realidade ou encenação?

Bem, tendo como pando de fundo a história de Tristão e Isolda no século XII, um acredita que todas as histórias somente serão de amor se houver a impossibilidade da realização dessas, assim como foi todas as histórias de amor que marcaram gerações. O outro, acredita no amor recíproco e feliz, como os de folhetim de novela do século XIX e por quê não XX?

E entre atropelos, obstáculos e mágoas se separam e se reencontram para reviver suas histórias de amor ao mesmo tempo iguais e diferentes de Tristão e Isolda e deles mesmos. O palco cênico é onde viveram a primeira versão desse amor sofrido. O sertão da Paraíba, a segunda, quase recíproco e feliz, assim como também sofrido. Um quer uma coisa e outro quer outra nesses dois momentos.

Na terceira e última versão de Tristão e Isolda a única coisa que sabem é que para o amor não há saídas. Apenas buscá-las eternamente, sabendo sempre que realidade e fantasia se misturam e se encontram com o encantamento de todas as nossas primeiras vezes na vida e do saber amar o cotidiano. Enfim, por que não eu? Por que não consegui a terceira saída das três versões de um amor? Porque talvez não era para ter sido. E no filme me dei conta que sonhos sonhados juntos tornam-se realidade, quando sonhado sozinho é ilusão. Então, tudo não passou de uma ilusão. É o fim da minha primeira versão contemporâneas de Tristão e Isolda .

Esse amor em específico não foi recíproco e feliz, mas o amor emana de todos os lados e no meu caso veio dessa declaração de Natal do meu irmão...




terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tentações de fim de ano e eticetera



Jesus me segure porque evitar toda essa comilança de fim de ano está sendo uma tarefa muito difícil e logo eu que perdi quatro quilinhos...Oh Jesus!

Só para ajudar ganhei uma cesta de chocolate da Cacau Show. Gente, vamos combinar que para uma desgustadora de chocolate como eu, evitar a cesta é uma tarefa árdua. Já dividi os produtos com minha mãe e meu irmão, já chamei minha irmã siamesa para uma farra do chocolate e fazê-la comer mais do que eu, claro, já que ela diz que está aceitando ser uma gordinha feliz. Mete bala, ou melhor meta-se no chocolate. Mas está difícil, inclusive, tem uns três chocolates nessa sexta que são super interessantes:

1. Chocolate com pimenta. Depois da novela acho que muita gente ficou curiosa para saber como seria um chocolate com pimenta e se existir muitas receitas confesso que essa que degustei é interessante. Não muito doce com leve ardor no final, quase imperceptível. Ah! Há ainda um chocolate belga que parece ter gosto de rum e um suíço que parece um pouco amargo com um gosto de cacau mais forte. Já viu né? Sinto todos os detalhes dessas obras primas que são os chocolates. Tipo quando a Nescau lançou seu chocolate, para mim parecia o Milkybar da Nestlé (o antigo Lolo da minha infância que só mudou o nome) com flocos de arroz numa versão maior e mais firme. Meu Deus! Se alcoólatra foge de garrafa e bar, eu fujo dos chocolates, nem compro mais para levar para casa, mas quando ganho é irresistível não comer mais de um. Fora os chocolates comerciais como o Caribe da garota e o Crocante que amo. Ou seja, nesse disse foram 5 chocolates e haja bike para queimar;

2. Ai! Lembrei de uma criancinha agora metendo a cara num bolo de chocolate. Ai que delícia !

3. Ganhei um pinguinzinho da minha irmã siamesa. Tão fofo. Ela disse que viu e lembrou-se de mim por causa do filme a Marcha dos Pingüins que amo. Já tenho uma tartaruguinha, um pingüim, um coelhinho, um macaquinho...Olha como minha interação com os animais está melhorando. Se ela ler isso me mata porque gosto mais de interação com bichinhos de pelúcia. Coisas de menina que vem da cidade grande e morou em apartamento;

4. Vocês viram o programa “Altas Horas” de sábado? Mas uma prova de que não estou louca. Dudu Nobre relatou o quanto foi descriminado numa viagem internacional por profissionais da companhia área quando voltava de viajem ao Brasil. Inclusive ele está processando a empresa e relatou como ele, Adriana Bombom, suas duas filhas menores e um amigo deles foram vítimas dos xingamentos. Os comissários de bordo imitaram macaco ao lado da poltrona dele, afirmaram que ele e a família eram ignorantes e chipanzés e que ele calasse a boca que não estava no Brasil (querendo insinuar que aqui é uma zorra). Detalhe: um dos agressores idiotas era mexicano e supostamente deveria saber o que é discriminação, já que é subordinado de uma companhia área americana. Aplaudi a atitude de Dudu Nobre quando disse que ia aproveitar da posição que ele tinha alcanço através da música para evitar que outros negros e brasileiros fossem discriminados em viagens internacionais. Eu sabia que estava certa! Senti a mesma coisa quando fiz minha viagem a dois anos à Europa. Senti que fui descriminada porque era mulher brasileira (prostituta ou mula de drogas). O que me salvou no mais foi o fato de não ser negra e ter um biótipo que me aproximava das alemãs (alta de olhos claros). Embora fosse das alemãs que alguns europeus diziam ser da parte pobre da Alemanha. Isso me foi dito textualmente assim como o chipanzé e o ignorante a Dudu e família. Enquanto isso esses estrangeiros vêm para cá e nós o tratamos com toda pompa e circunstância. E nem ao menos nos respeita quando no país deles. Parece que brasileiro tem síndrome de capacho, nam! Vamos mudar essa reação gente. Cadê o nosso orgulho. Existem outras nações tão ou mais problemáticas do que a nossa e que sentem honra de seu país.

5. Há também uma possibilidade: Dudu e família terem sido arrogantes e por isso maltratados. O mesmo aproveitou para fazer publicidade do fato.

6. Mensagem do dia: “O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você” (Ginsberg) Revirando o baú de lembranças...

7. Ah! Uma afirmação que ouvi a favor da liberdade sexual feminina e contra o preconceito com essa: "Nunca vi buceta com velocímetro"

8. Ah! Fiz um teste de revista "Seu perfil cor-de-rosa"... rsss e olha o que deu, embora não seja a minha cor favorita:


Você conhece o valor de uma bonita amizade. E seus amigos sabem muito bem a amigona que têm. Com você por perto, a tristeza e o baixo astral nem se atrevem a tomar conta do ambiente. Pode ser com um telefonema, um SMS ou um scrap fofo, você nunca deixa uma amiga necessitada desamparada!

Escolha atitudes rosa que combinam com você, ou crie a sua:

Uma rosa com carinho a todos que fazem parte da minha vida, com muito amor e carinho...

Descubra seu lado rosa:
http://www.movimentorosa.com/natalrosa/


sábado, 20 de dezembro de 2008

Se é para rir a gente rir


Plagiando a frase de um forró de plástico - "se é para rir a gente rir, se é para chorar a gente chora" - vou ficar somente com a primeira parte do refrão e a banda, tanto faz porque não há importância em identificá-la, para fazer alguns relatos desse fim de ano. Lá vai:


FATO 1:
-Qual o nome da sua filha? - passageira do ônibus
- Paloma Elóa. - mãe da criança e outra passageira do ônibus.
Eu, também passageira do mesmo ônibus pensando:
"Como é que uma mãe coloca o nome de uma filha de Elóa? Afinal a guria era até seu cativeiro e assassinato pelo ex-namorado uma desconhecida de um conjunto habitacional da grande São Paulo. Deus que me defenda colocar o nome de uma filha minha carregado de tragédia. Já acho estranho o povo colocar o nome dos filhos, homenageando os jogadores de futebol. Pelo menos esses nomes guardam a fé que a futura criança será rica, né? Imagine o povo colocando o nome dos filhos de Isabela Nardone tal...Aff!

FATO 2:
-Thaisa?Por quê que é que você está colocando o capacete na cabeça se a gente está no meio da rua? Quer ser presa é bichota- meu amigo enquanto andávamos no ruge do centro da cidade.
- Eita! Nem reparei nesse vuco-vuco. Acho que eu queria colocar os óculos escuros. Tô louca-louca - eu

FATO 3:
Chamada para uma confraternização de última hora e pega no susto de que o amigo secreto tinha um tento mínimo de R$ 50,00, comprei no vuco-vuco um perfume do boticário feminino e de fragrância suave. O sorteio do amigo secreto era na hora e tinha pelo menos três homens na festa. Azar ou sorte sorteei um homem que gostou do perfume. Ufa! Ainda bem, mas foi por pouco. Detalhe eu tinha perdido a hora e a roupa que escolhera para ir ao evento. Acabei saindo como que vai ali só dá uma volta. Quando chego no local o povo tudo no salto, brilhando...Ai meu Deus a pessoa errada na hora fazendo a coisa errada. Ainda bem, que meu irmão siamês foi para o mesmo evento quase que coagido pela realizadora do evento e me fez companhia. Servindo as bebidas disse a ele:
- Amigo odeio sidra cereser e em taça de plástico é fatal. Mas com você agora até sidra cereser é melhor. - eu
- Ow amiga meu primeiro porre foi com sidra cereser - ele
- E o meu foi com uísque Teacher's - eu.

FATO 4:
No outro lado do mundo, outro amigo secreto no mesmo dia do amigo do furto de R$ 50,00, saí voada e quando cheguei na pizzaria quase não tinha mais ninguém, mas fiz a troca simbólica e conversei um pouco e fiquei sabendo das peripécias que um homem faz para se "montar"( vestir-se de mulher para cair na night):
  • vale esmalte na sombracelha para apagar a original e fazer uma outra à lápis bem mais marcante e feminina;
  • vale colocar as bolas para cima e puxar o bilau para trás, colocando umas três calcinhas bem apertadas para não aparecer os possuídos. Inclusive confessaram-me que o desconforto é grande e que independente do tamanho do digníssimo é possível sim amarrar o bichinho;
  • vale fazer uma rodilha na cabeça com fita crepe para a peruca ficar bem presa. Vale também colar com cola mesmo ou furar o couro cabeludo com uns grampos enormes e perfuradores. Isso garante que a peruca não cairá na festa e que quando você chegar em casa vai ficar sem uns tufos de cabelo por causa da fita. A DICA: arranque a fita de uma vez, não aos poucos. Ui!;
  • Para fazer o colo de seios femininos enche-se uma camisinha com um pouco de água envolve-a em mais três para não estourar, colocando-a em baixo da cava do peito masculino. Para tudo ficar arrumadinha colocasse uns panos para acomodar a camisinha com água num sutiã e arroxa-se o toráx com fita crepe. Nossa! Colos de seios feitos com a garantia de que o silicone/água não irá estourar.
Ui! E eu que achava que sofria quando passava o dia no salão ouvindo abobrinha, depilando, escovando a juba e pintando as unhas.

FATO 5:
Em outra confraternização...

- Mainha parece peru. Só sabe comer molhando...- eu disse a meu irmão enquanto ela bebia "milhões" de copos de refrigerante.
- Eu ouvi viu! - mainha rindo.

Isso me fez lembrar o que um ex-namorado disse-me sobre mainha e os refrigerantes:
- Teve gás, fez espuminha, tua mãe bebe qualquer tubaína (refrigerante). Tenho medo de que um dia sua mãe abra o gás de cozinha e tome pensando que é refrigerante.

Ow! Só porque ela na época, assim como eu, gostou da edição limitada de Fanta maçã.

FATO 6:
Em mais uma confraternização...
- Ou zói lindo! - amiga de estudos
- Ainda bem que pelo menos nisso a natureza foi generosa comigo. Meus olhos são a janela da minha alma.
- A você viu esse filme? - e o rapaz começo a comentá-lo e eu assentindo com a cabeça, morta de vergonha em dizer que não sabia qual era o filme e que na verdade me inspirava num quadro de um pintor que se entitulava olhar: janela da alma ou algo assim. Mas cometei sobre o quadro.

FATO 7:
Em outra confraternização...
  1. Fui repreendida por uma de minhas colegas porque estava distante demais do grande grupo. Era porque estava fazendo fotos. Ow! Detesto repressão. Acho que ano novo com essa galera não dá não viu!;
  2. Fiquei com medo da mulher de uma outra colega minha achar que eu estaria "dando em cima" dela. Por isso quase não cheguei perto e nem olhava na direção dela. Respondia o básico de lado, de costas, sem olhar nos olhos. Reminiscências da boataria da graduação. Ow como sofre quem faz Psicologia;
  3. Ligamos para amigos na madrugada, perguntando se estavam dormindo com fundo musical da música da dança do siri em homenagem a pessoa mais a minha pessoa imitando a personagem da tiazinha no filme O Cheiro do Ralo, fazendo: Aê, aê, aê!
  4. Meu arque inimigo foi de surpresa para festa e no sorteio me tirou. RA! Ele não sabia descrever minhas características contrárias e disse apenas que era uma pessoa baixa. Logo supus que pela falta de dados era eu. Ele me entregou um CD de Ana Carolina que joguei no colo da minha irmã gêmea. De volta para casa no carro, troquei o CD pela caneca da minha irmã e tudo certo. Nada de energias ruins junto a mim. Nosso diálogo:
- Me senti no filme do homem de vidro, o arque inimigo de Bruce Willes, o homem de vidro feito por Samuel Jackson. Como era mesmo o nome do filme? - eu
- Corpo fechado. - namô da irmã;
- Pronto esse mesmo. Socorro! Ele quis me destruir. Aaaaaaaaaa. - eu
- Também dá um CD de Ana Carolina é não gostar mesmo da pessoa e querer fazê-la curtir a dor de cotovelo do mundo todinho ...- meu irmão de sangue.

Rimos. E, por favor, nada contra Aninha. Eu curto umas musicas dela mais é indiscutível que ela puxa uma dor do cotovelo, da alma e em qualquer outro lugar que ela estiver alojada.

FATO 8:
Em outra confraternização..
Sugestão de oração. Nesses círculos sempre há uma evangélica no meio chamado o espírito santo. Tudo bem. Nada contra, mas é muito engraçado a cara franzida de esforço ou para mostrar profundidade da oração ao proferir as palavras de fé (parece que a pessoa está no banheiro fazendo o número 2). Me segurei para não rir da senhora. Perdoem mais foi muito engraçado.

FATO 9:
- Você sabia que você mexe com as pessoas quando passa?- um desconhecido enquanto eu andava e fingia que não o ouvia. Meus trajes: óculos escuros estilo Marisa Monte, vestidinho preto com gola V e de sainha esvoaçante.

Ele insistiu:
- Você sabia que mexe com as pessoas quando passa?
Apenas assenti novamente com a cabeça sem falar uma palavra, completamente afônica, louca para encontrar o lugar mais próximo para proteger-me. Pelo menos foi uma cantada baixaria de nível criativo.

FATO 10:
Mami Amy foi para " O Grande Encontro : Zezo e Tayrone Cigano" e relatou-me que foi só a baixaria de Campina. Tipo no meio do salão tinha lama, garrafa, lata, balde de gelo, gelo, briga entre mulheres com direito a sessão salto na cara (eu acho que inspirada no episódio Bush ) e mulheres fazendo xixi nos cantos da parede do Spazzio ( será que elas imaginavam que estavam em praça peruana? No Peru é um hábito cultural as melhores fazerem xixi na praça, basta se agachar e tomar cuidado com o saião para não molhar, legal né? E prático). E para encerrar mami magrinha ao final da festa foi abalroada por um homem jamanta que saiu "catando cavaco "para não cair de cara no chão. Perdeu até os "sapatinhos de cristal", mas ela não contou conversa e disse poucas e boas ao homem, para variar.

FATO 11:
Nos discursos de confraternização escutar pobrema ao invés de problema de quem tem nível superior é uma facada, mas tudo bem. Junto aí as palavras do programa casos de família com o povo falando crima (clima) e muié. Jesus que ninguém me diga crima na a hora H porque senão eu digo que realmente acabou o clima.

FATO 12:
Eu ainda não sei como é que a ciência não descobriu o mistério porque o pessoal da terceira idade adora guarda "cacarecos". Minha avó Hitler começou a brigar comigo e com mainha porque não guardamos as caixas de margarina como recipiente. Ela ficou indignada porque as mandamos para reciclagem e mais ainda com o meu discurso contra as sacolas plásticas. Ela disse que era conversa minha e que sacola plástica não demora 100 anos para desmanchar-se na natureza. Fora que ela ficou mais irritada ainda quando acrescentei que comida feita armazenada por muito tempo em geladeira vai perdendo seus nutriente.

- A senhora não assisti jornal não é?

Se é para rir a gente rir...


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Confraternizações

Como sempre qualquer semelhança com a realidade pode ser mera coincidência

Confraternizações

As festas de fim de ano não guardam apenas o clima de celebração, confraternizações e coisas do gênero. Elas estão imbuídas de jogos nos quais as pessoas apresentam diferentes estratégias para efetivar seus objetivos ou anseios. Os amigos secretos e os demais gêneros, necessariamente não querem dizer que as pessoas, material e simbolicamente, trocam “dádivas”, presentes, com toda a força de seus melhores afetos. Por trás dos presentes surgem muitas vezes diversas intenções, como manter as aparências para o grupo, aproximar, ou quem sabe reforçar a sinergia do grupo ou no grupo.

O fato é que foi dessa exata maneira que Laura ia a mais uma de suas infinitas confraternizações de fim de ano. Dessa vez, mais do que caprichara no presente. Reparara todos os detalhes desde o papel, ao conteúdo e sem esquecer do cartão. Ela queria que seu presente transpirasse um pouco de suas personalidade: um livro, um bom filme, uma garrafa de vinho e um belo cartão aconchegante.

Ela poderia ser enquadrada num hibridismo paradoxal entre uma mulher linda, extrovertida, sociável e ao mesmo tempo tímida, romântica e inteligente. Uma combinação complexa a qual a fazia se sentir quase sempre não completamente integrada a nenhum grupo. Pois bem, o cuidado com o presente tinha um alvo: seu amor platônico.

Como toda mulher que guarda traços do romantismo, desejar o amor sem poder ser correspondido era quase um carma. E foi do lado dele que sentira na confraternização. Por que platônico? Seus princípios não permitiam que jamais se insinuasse a um homem casado, portanto, quase celibatário. Criada numa família vitoriana, o que queria dizer bastante repressora, foi preciso muita força de vontade e anos de terapia para libertar um pouco de sua sensualidade e sexualidade, a qual muitas vezes foi vivida na clandestinidade, dando-a certo tom de mulher livre. Ele, por sua vez, jamais esboçara nenhum gesto que transpusesse a barreira platônica. “Por quê?” Ela ao mesmo tempo em que se indagava, agradecia o fato dele jamais ter se atirado em cima dela com a fome de um lobo, com certeza se desencantaria com o que idealizara do seu cavalheiro

Estava linda na confraternização, num longo preto que tinha um “Q” de despojamento e sensualidade, além de uma maquiagem natural destacando levemente os olhos e marcando sua boca bordô. Logo, se pôs a falar e brincar com os colegas. Ao mesmo tempo em que pensava: “Será que percebera e me achara bonita no mais íntimo do eu dele? Será que percebera e assim como eu prefere guarda discrição por ser casado? Como ela poderia pensar nisso? Será que ele a daria uma carona após a festa? Quem sabe um bom motivo para ter seus olhos fitados nos dela por pelo menos um breve até logo. Por apenas um segundo. Somente isso, mais nada”.

Enquanto algumas mulheres da mesa lembravam a sua época de movimento feminista de pegar carona, de “viver o tesão na pele desde a ligação porque simplesmente aquele cara queria vê-la”, de como a rotina é uma merda para quem casa, Laura também pensava em quantas aventuras e desventuras vivera. E como não casar tinha dado-a oportunidades e viagens incríveis. Embora sempre pensasse à noite nos caminhos que não tomara, no casamento e nos filhos que não tivera. No ombro para chorar que não tivera tantas vezes e que necessitara.

Absorta em seus pensamentos, segundos depois voltara ao papo que corria solto na mesa. Não tendo como se proteger, ela colocou os óculos de grau que há davam um ar de seriedade e de anteparo. Sentiu-se de repente ameaçada pelos presentes. Pareciam maiores do que ela, pragmáticos, enquanto a mesma representava o papel de também fazer parte dessa grandiosidade ou pragmatismos.

Enfim, ela decidiu ir embora mais cedo e sozinha. Despediu-se de todos, porém, ansiando estar na companhia das recordações daqueles minutos clandestinos. Na companhia de todos os eventos daqueles segundos no qual teve a oportunidade de servir seu amor platônico a mesa, de fazer um chiste e de tocá-lo como que por acaso. Uma noite boa, tranqüila, a qual teve como desfecho a resolução de um mistério, de um medo interno que guardava e não sabia as causas. O medo de baratas. Pois é! Ela sentira dentro de si depois de um pesadelo em que as baratas a atacavam e a paralisavam. Não era um medo comum, mas um pavor, pânico mesmo. Quando a folha de uma árvore roçava por acaso seu pescoço logo saía aos berros imaginando que já era uma barata que a atacava. Não era um simples nojo.

Naquele último pesadelo pôde perceber que o medo do inseto na verdade simbolizavam medo de sexo, ou melhor, a possível sujeira desse ato que tão cautelosamente foi inculcado em sua cabeça desde menina. Barata: bicho sujo. Sexo: sujo. A barata vai a lugares sujos. O sexo também penetra em lugares supostamente também sujos, de onde saem nossas secreções e nossos excrementos. Afinal não era à toa que a crença popular associa vagina a barata, que nas canções de pagode ela ainda merece ser chicoteada, chinelada e estapiada.

Sabendo dessas revelações se libertaria do medo? Bastava apenas saber disso? Episódios da época de criança começaram vir à tona. Por isso, sua obsessão por limpeza. Era ela se negando. Negando seu desejo que não poderia ser nem afirmado para si mesma. Ela reprimia tudo que achava sexualmente sujo, limpando, e ainda usava a máscara de mulher livre, mas nem tanto assim como acabara de descobrir. Incluindo seu desejo platônico? Talvez, mas nada passará de um sonho ou de um pesadelo. O tempo é que dirá.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O caso do espelho



Como sempre, qualquer coincidência poderá ser mero acaso...

Passeava tranqüila pelas lojas, vendo as novidades, mas interiormente entediada com a mesmice de sua vida. Casa, trabalho, alguns poucos amigos...Até que decidiu se dar um presente porque algo havia chamado sua atenção: uma lingerie. Diferente de todas que tinha usado. Diferente de todos os motivos anteriores pelos quais as havia comprado.


Dessa vez não era para ninguém em especial, mas para ela. Naquela momento as lembranças de seus ex-amantes narcisistas não mais a pertubavam. Estaria resolvido inernamente que o centro do mundo não eram eles, nem muito menos a incomodava o fato de querê-la, seja pelo desafio de corrompê-la, de quebrar suas regras e seus limites, seja pelo prazer de sentí-la como o esteio que dá limites onde parece o caos. Ou ambas as situações: corromper e assegurar-se.




A lingerie roxa tinha a cor da ressurreição. O modo como, de certa forma, também se sentia: ressurgindo. Ela brindaria hoje consigo e para si. Em seu apartamento ela se felicitava e se amava, como deveria ter sido sempre. Diante do espelho com aquela lingerie roxa e transparente se apreciou e brindou:



- TIM-TIM! A você! Como nunca deveria ter esquecido ou deixado de acreditar: em você.



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Analogias, identificações, abobrinhas ou vice-versa tanto faz (parte 2)

1. Relativamente tímida até minutos atrás não teria coragem de participar de um reality show. Tipo dar “piti” em rede nacional tal, não rola...Mas quando vi a Djeizinha e Alan Pierre de um dos BBBs casado com filhinho, pensei finalmente num motivo para participar do BBB: viver uma história de amor e com a possibilidade de sair endinheirada;

2. Vocês gostaram da mini-série Capitu? Caramba. Tinha tudo para ser o “pipoco” do trovão, mas não foi. Claro, que não esperava uma versão ypsi literis do livro, mas deixou muito a desejar. A mini-série foi em cima da adolescência e nos dois últimos capítulos ao amor atormentado de Bentinho e Capitu. Na verdade quando o li na adolescência, já me amarrei por Machado e fui lendo outras coisas como “A cartomante e outros cantos”, mas voltando, Dom Casmurro com a personagem Capitu dá ao enredo além de uma densa trama psicológica aos personagens, deixa o leitor pensando em porquês. Capitu traiu? Bentinho era paranoicamente ciumento? E ainda ouvi recentemente uma terceira via da trama que seria o amigo de Bentinho era apaixonado pelo dito e decidiu magoá-lo como forma de afastar seu amor de Capitu? Enfim, quem ler decide o final. O livro quando escrito e publicado deixa de ser apenas uma história para ser várias;

3. A Novela Mulheres Apaixonadas foi minha novela de transição da adolescência para a idade adulta. Não perdia um capítulo esperando Luciana, a personagem de Camila pitanga, aparecer e viver o affer com Diogo, Rodrigo Santoro. Meu namoro da época dizia que meu frisson era sim por Rodrigo, mas definitivamente não era. Hoje uma amiga minha diz que o nome da novela deveria ser Mulheres Carentes e Desesperadas e que o personagem na Suzana Vieira, Lorena, tinha uma filosofia de botequim, um enche abobrinha da bexiga;

4. Um amigo meu enquanto bebíamos e eu dizia abobrinhas me chamou de Isadora do programa Toma lá, Da Cá, ou seja, burra e mal caráter de olho junto. Eu? Como assim?

5. Revelo o milagre, mas não revelo o santo. Uma das minhas amigas fazendo compras na cidade teve o vestido arrebatado pelo vento à cabeça. Detalhe: a questão não foi mostrar a bunda em praça pública, mas ela estava como uma calcinha de dormir. Ou seja, nada sexy. Ela ficou com ódio pela calcinha, não foi nem pelo vento;

6. Essa mesma amiga diz que quando está quente tem vontade de esfriar a “priquita” sentando no chão frio ou fazendo como cachorro que arrasta a bunda no chão. Após! Ri de mais.

7. A mesma amiga me perguntou:
- Quem era Maysa?- ela
- Não conheço bem a música dela, mas foi uma das precursoras da Bolsa Nova e tal. Uma Piaf da vida (Nesse momento lembrei-me da febre do filme Piaf e o fato dessa mini-série ser de Manoel Carlos e dirigida por Jaime Monjandin, ou seja, fantasia rola à solta e voltada para o mercado né?

8. Revelando o milagre, mas não revelando novamente o santo, uma amiga na hora H disse que escutou um elogio um pouco diferente: “Oh! Como a sua é grande!” Ele não mencionou o nome vagina, mas olhou fixamente para ela. Quase que ela teve uma crise de riso porque ela sabia que pênis grande era simbolicamente e efetivamente mais importante para as mulheres, mas a vagina? Não sabia nada de extra que o tamanho poderia proporcionar...kkk

9. Ah! Peguei o ônibus errado pela milésima vez. E o sol estava bem morninho para não dizer o contrário. Será que acontece isso com todo mundo? O nível de lesera extrema? Ai, ai...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Balaio de gato ou de Natal?


1. Filas. As enormes filas. Mesmo tendo começado minhas compras de Natal em novembro, sempre tem coisinhas extras para comprar. São tantos amigos: secreto, da onça, doce, etc. E haja dinheiro e paciência; NÃO ME CHAMEI MAIS, POR FAVOR!

2. Perigo. Levar crianças às compras de Natal. Elas gritam, esperneiam, correm e contribuem para o consumo sem responsabilidade. Ou seja, não estão nem aí! Querem mais se divertir comprando tudo da loja. Sejam prudentes com seus bolsos pais e com o pobre dos ouvidos dos outros!

3. Eu vi uma boneca tipo “Barbie” academia e fiquei imaginando o lado lúdico disso: 15 abdominais, 10 levantamentos de peso, 3 horas na bicicleta...O que é isso hem? Treinamento neurótico para magras? A brincadeira produz e reproduz alguns comportamentos sociais, mas lembro-me que as minhas bonecas eram mais alternativas do que as atuais. Elas eram executivas, nós costurávamos roupinhas fashion para elas e elas tinham casos com os ursinhos de pelúcia tá? Tudo bem que minha mãe nunca me deu o Ken, namorado da Barbie, e na primeira oportunidade que ele estava fora da caixa na loja, arriei as calças dele e ele não tinha pitinho, como no filme “Estigma” com Alanes Morrisete. Mas minhas bonecas eram mais independentes. Hoje me parece mais claro como um treinamento para o que você pode ser quando crescer. E claro, que a parte da emoção, da aventura ficam com os meninos e suas motos, carros e bonecos transformers;

4. No Natal vale tudo? A mulher colocou o filho de pitinho para fora em cima do “balaio” do supermercado no shopping. Já fiquei imaginando ele mirando no pessoal da fila, inclusive eu, para acertar com seu xixi. Ou então, colocar um potinho para o guri mijar dentro, mas ela colocou uma fralda descartável.

5. Extinção dos produtos naturais. Parece-me que as prateleiras com produtos naturais foram recolhidas durante esse período natalino. Quase não há produtos. Somente os “engordiets”. Light e Diet parecem em falta. Os estoques estão cheios de chocolates, biscoitos, panetones... Eu pelo menos encontrei uma única e última prateleira com granola. Mas provavelmente no verão elas voltaram, RA!

6. O corredor da morte. Você já percebeu que as filas de supermercado parecem o corredor da morte dos boizinhos? A diferença é que essas filas são “consumisticamente” lúdicas. Monte de coisas para mulher (xuxinha, diadema, cremes, sabonete e revistinhas). Saí puta porque vi um livro e não tinha grana para comprar: O Pasquim (folheto jornalístico que antecedeu mais ou menos o período da ditadura). Tudo bem não acertaram na minha veia de consumo feminino, mas na intelectual foi fatal. Ai, ai...Mas eu e o meu bolso tentaremos SOBREVIVER AO NATAL! SOCORRO!

7. A magia da farra das compras de Natal. Parece-me que cai por terra quando vemos que nessa época do ano os pedintes aumentam juntamente com a quantidade de assaltos nas ruas, afinal o 13º. representa um dinheirinho extra, inclusive para a parcela mais marginalizada da população. “Que país e esse?” (Legião Urbana).

8. Paradoxos. Casais que entram em crise e se separam. Casais que se reencontram. Assim como também foi paradoxal, o evento aluno nota 10, projeto Alpargatas/Secretaria de Educação de Campina Grande, que lotou o auditório da FIEP sem considerar as condições de infra-estrutura para o evento diante da falta de poltronas, da “massada” para o começo do evento, do calor e o discurso arrebatador do Secretário do qual saiu a pérola de que em meio aqueles alunos estarão os futuros médicos, vereadores... “mas não queiram ser professor não porque ganha mal”. Isso é coisa que se diga? Que tal discursar falando pela luta para reconhecimento do professor por meio do salário?

9. Sapatada em Bush. Um iraquiano jogou em entrevista coletiva os dois sapatos em Bush. Ai que delícia! Ele fez o que um monte de gente tem vontade de fazer. Valeu!

domingo, 14 de dezembro de 2008

O dia que o mundo tornou-se uma buceta

A foto tráz uma boa dica hem?

Narrado pelo meu irmão e "psicografado" por mim, trata-se da experiência de um passeio de carro com minha mãe Amy e minha avó Hitler. O carro onde estavam foi fechado por um ônibus e um caminhão e teve como resposta materna um discurso bastante polido e de alto conteúdo educativo:

- Ô seu buceta! (Dirigindo-se ao motorista do ônibus). Não está vendo que a buceta está quebrada? (referindo-se ao semáforo). Agora fica fechando essa buceta (localizando a rua)! Por que você não faz isso com a puta que te pariu?

Claro que se não fosse um motorista de ônibus, temente por seu emprego, possivelmente ela estaria envolvida numa briga de trânsito daqueles de apanhar e tudo, mas fora isso, quer conteúdo mais misogeno do que esse? A buceta algo tão prazeroso quando devidamente manipulada, claro, porporciona sensações tão boas e minha mãe associou-a somente a coisas ruins, reforçando a aversão a bichinha (misogenia). Ow! Lembro-me de todo o meu discurso com os adolescentes sobre sexo e os órgãos genitais ser associado a algo ruim, sujo e pecaminoso. De fato casa de ferreiro o espeto é de pau e não de buceta, rsss.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Embalos de sexta e sábado à noite



Depois do trabalho uma passadinha na casa da amiga, mas minha cama me chama. Antes disso:

1. A meu Deus! Pizza em casa com as colegas. Ninguém resiste. Amanhã bike para queimar que a idade bate a porta;

2. Assistir “A favorita”. O que foi aquilo hem? A cena de Flora tentar enfartar Gonçalo. Acho que o autor assistiu muito filme de terror. A luz na cara de Flora me lembrou muito o filme Poltergeist. E claro, as manchas de sangue pelas parede, inclusive na maçaneta, é um clássico do terror;

3. Jogada conversa fora, lembramos de aniversários surpresas. O da minha mãe, por exemplo, foi um clássico. Para tirá-la de casa inventei que tinha que comprar um livro de mais de R$ 100,00 por R$ 30,00. Ela foi na loja e “armou um barraco” com a vendedora, enquanto meu cúmplice na trama tentativa retirá-la da loja e evitar que ela ou quebra-se o cacete na vendedora (coitada), ou então, chamasse o gerente. Depois de passado o aniversário, quase a fiz ir pedir desculpas à vendedora, mas ela mesma já estava morta de vergonha do que tinha feito. O detalhe dessa história está na torta vinda comigo na moto quase sem freio. Depois da fechada de um ônibus e de um carro no cruzamento a dita cuja chegou amassada. Agarrei-me com a essa e inicie uma breve retrospectiva de vida com uma luz lá no fim do túnel. Tudo saiu bem mesmo à torta. Antes ela do que eu. Ufa!

4. Relembramos meu choque quando vi o filme pornô da Xuxa, afinal eu era uma baixinha e esperava pela manhã ela sair da nave e cantar: “Quem quer, pão pica pão pica pão, que está quentinho, está quentinho, está quentinho. Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho quero mais um. Mais um!

5. Já no sábado a uma hora e meia de bike planejada se tornou em vinte e cinco minutos, ou seja, duas voltas no Açude Velho e uma no Parque da Criança. Ah, aquela maldita pizza!

6. Faxina cibernética: o que é isso? Eu tenho tanto entulho no computador que passei boa parte da manhã e da tarde “limpando” o computador e nem terminei. “Lerê, lerê, lerê...”

7. Finalizei o dia andando dentro do carrinhos de comprar do Macro e assistindo Barrados no Baile. E adivinhem o que aconteceu? Uma leve quedinha pelo bad boy Dilan, mas devidamente reparada pelo senso crítico de Bredon que se colocou contra a exploração do trabalhador. Meu Deus terá sido aí que nasceu o primeiro embrião de minha consciência social? Socorro! Revi a lanchonete do Pitche’s, o consultório sentimental da maioria da galera que fazia parte do seriado...ai, ai..quebrei a dieta novamente para comer um pedacinho de bolo de aniversário porque Barrados merece a nostalgia do doce.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Minha vida como na mini-série 24 horas







Não é a mini-série americana com Jack Bauer e que passava à meia-noite, mas minha vida ontem foi exatamente como nos episódios: o relógio contando cada segundo até fechar às 24 horas que completavam o dia.



Quarta para quinta pela madrugada: embalando presentes e cartões de amigo secreto;


Quinta-feira
7:45 – depois de tanto tempo acordando quase as cinco da matina, logo hoje acordei super-atrasada. Engoli o café. Troquei de roupa e fui para 3ª. Região de Ensino pegar uma assinatura;

9:00 – 3ª. Região fechada somente à tarde. Putz! Me ferrei!

9: 15 – Bompreço mais fila para comprar os comes e bebes do amigo secreto e colocar crédito no celular para contactar minha “equipe de duas pessoas” para organizar a festa de aniversário de minha irmã siamesa surpresa e a fantasia. Nossa! Pense!

9: 50 – Marcado o encontro no centro da cidade para comprar material da festa: bolas, fantasias, bolo. O básico porque não sou uma excelente anfitriã, mas uma ótima improvisadora, rss;

10:00 – feira central de campina grande: comprar rosas para despedida dos companheiros do grupo de estudo e do amigo secreto;

10:30 – Praça da Bandeira: Chá de cadeira da minha sub-coordenadora de festa. Enfim ela chega e vamos para as lojas às compras. Cartão, bolas, lojas de fantasias, vuco-vuco de gente. Nessa hora eu grito: SOCORRO!

11:30 – divisão de sacolas do que vai para casa comigo referente ao amigo secreto e o que vai com a minha sub-coordenadora para a festa à fantasia;

11: 50 – Chego em casa e me preparo para tomar banho, almoçar e voltar para 3ª. Região de ensino com o intuito de pegar a bendita assinatura e de lá ir à universidade para o último encontro do grupo de estudos.

12:00 – Almoçada. Gravar CD de festa à fantasia com cortes porque o lance é fazer aqueles carros de telemensagens brega, porém personalizado. Seqüência de músicas: Técnico, gatinho angorá, eu te amo (sertanejo de a favorita), êxtase, flores do mal, pedra, flor e espinho, as demais na integra a critério do mano;

12:30 – Banho, arrumação, recepção do meu irmão siamês para os últimos detalhes da festa;

12:45 – Seleção do CD junto com o mano;

13: 15 – liguei para minha avó pedindo carona. Ela esqueceu de mim, como no filme. Era para pegar-me às 13:00, aaaaaah!

13:20 ás 15:00 – Tentativa de arrancar a assinatura dos inspetores da 3ª. Região de Ensino. Desce. Sobe. Entra. Sai. Até que enfim! Até que enfim! Assinado.

15:15 – chego atrasada ao grupo de estudos e deixo de pegar alguns informes. Preciso fotocopiar a agenda de alguém porque esqueci. RA!

15:15 às 16:50 – No grupo avaliando e me programando para as atividades acadêmicas 2009. Ai! Muitos congressos...E haja dinheiro para inscrever e viajar...ai, ai..

17:00 – Sede da ADUFE/UFCG para organizar os preparativos para a confraternização da turma do yôga. Ninguém havia chegado. Ir atrás de tesoura, cordão e encher bolar. Lembrete para mim: nunca mais comprar bolas “palito” sem articular compressor antes. Ok! Aqueles homens que enchem e fazem bichinho na rua tem técnica, ta?

17:30 às 18:50 – chegada de reforço para os preparativos e confraternização: Haja comida! E olha que teve gente que ainda levou coisinhas naturais: suco, frutas, patê de toffu (particularmente para mim teve o mesmo gosto de ricota). Atolei-me nos pastéis de açúcar que amo e bolinhas de queijo acompanhado de suco de soja. Hum!

18:55 às 19:40 – A espera de meu amigo motoqueiro e irmão que sempre liga dizendo que "chega já, já” e só chega duas horas depois. O celular não para de tocar. Pedindo instruções ou mandando eu chegar porque a aniversariante está chegando de João Pessoa. Socorro! A ansiedade me consome.

19:50 às 21:45 – A idéia do carro telemensagem foi cortada de última hora porque não tinhamos carro com som para isso. Agora é hora de colocar a fantasia de borboletinha meio mariposa assanhada. Esperar a aniversariante que ficou de chegar para jantarmos juntas. O povo reclamava de fome e de sede. Minha irmã pegou a mesma mania do meu irmão siamês: “To chegando”. E nada...O povo está morrendo de fome e já fizeram fotos. Foi irremediável: a mesa de salgados foi atacada. Colocamos a foto da aniversariante para que ela se fizesse em "missa de corpo presente". Restou apenas o bolo inteiro. Enquanto isso todos se aglomeravam para ver a novela “A FAVORITA”. Pode? Pôde. “Lá vem o carro. Corre!Corre!Alarme falso”. E isso várias vezes. A aniversariante finalmente chegou ao som de Aleluia! Não foi nem parabéns...Ninguém agüentava mais esperar. Na hora do parabéns um amigo piromaníaco joga papel crepom nas velinhas. Quase um incêndio acontece. E os meninos das exatas, ainda bem, joga os papéis flambejantes no chão e debelam o princípio de incêndio. Algumas fotos breves e correr para casa que amanhã é dia de trabalho. Ai, ai...

22:00 – A aniversariante liga dizendo que me ama, que adorou tudo, inclusive as suas asinhas de borboletinha estrelada e que todos estão no Big Mix comemorando, já que não tinha mais nada de salgado. Posso ser boa de surpresa, mas péssima de mega-organizações. Ainda bem que o povo que anda comigo na maioria não tem muita frescura.

22:30 – arrumando material de trabalho e procurando o bercinho que amanhã (hoje) vai ser rojão. Encontro com professores. Eita!

PONTO POSITIVO DO DIA: ganhei o DVD original de Amelie Poulain no amigo secreto. Amei! O grupo de estudo me deixou mais animada academicamente e a confraternização do Yôga foi ótima. Rosa e abraço do teacher. Amizade do grupo de estudos. Presente da minha sub-coordenadora baiana. E outra: porque é que toda coisinha pequenininha é fofa. Minha teoria é que, por esse motivo os homens adoram as baixinhas porque são compactas, portáteis e menos ameaçadoras que as mulheres altas e com cara de independente ou sei lá, de viúva negra, rss (Coitada das mulheres altas da minha categorai, ai, ai...)

PONTO NEGATIVO DO DIA: muito corre-corre e estresse com a espera da aniversariante e embora de borboletinha todos queriam minha imitação de Amy Winehouse do Pânico. Nam! Essa marcou mesmo, nem de cabelo cortado o povo deixa escapar...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Idéias bizarras. o mundo. com. br (parte 3)



  1. Incentivo aos estudos é importante, principalmente, quando você acha que esse mundo não pertence a uma determinado segmento de pessoas, mas escutar de uma educadora em reuniões de pais que "você só é alguém se estudar" é tratamento de choque. Então, o que acontece com os analfabetos e semi-analfabetos? Os que não tiveram estudo suficiente e nem fizeram graduação e pós-graduação? Eles são ninguém, nada e sendo assim deixam de ser responsabilidade da coletividade, é isso? E eu que achava engraçado a propaganda da globo: "Eu sou Maria. Eu sou João. E com certidão de nascimento sou cidadão". Sendo assim, não basta ter certidão, tem que ter estudo e depois emprego porque senão você não é ninguém. Chupa essa manga! E eu que achava que para ser alguém bastava, de acordo com o estatuto dos diretos humanos, ser humano, ter vida. Liberté, igualité, fraternité. (alguém lembra dos lemas da revolução francesa propulsores de tantas mudanças no mundo?);


  2. E por falar em emprego, um dia passeando no shopping, minha amiga observou que havia aquelas estátuazinhas de profissões com uma de desempregado:
- O que é isso?" - minha amiga perguntou.

- A institucionalização e a legitimação social do desemprego, da insegurança social. Assim como você escolhe ser médico, fisioterapeuta e lá vai, também escolhe ser desempregado. Pode? Parece que pode. Por mais que digam que nosso país é eclético


3. E por falar em institucionalização, a festa de Iemanjá em João Pessoa deixou a desejar para muitos. Embora nem todos os partipantes da festa sejam devotos do candomblé e vá muitas vezes por folia, para conhecer, paquerar, enfim, por outros motivos, o mais chocante não foram os diversos motivos que levam as pessoas a irem a tal evento - particularmente acho engraçado o contorno de "feira" onde tudo se encontra, vende e troca que as festas e as tragédias assumem- mas, os discursso políticos de confederações estaduais do terreiros. Pois é! É verdade que cada vez mais o sistema precisa organiza e sistematiza os movimentos, entretanto, a festa não pode ser deixada para trás mesmo quando os contornos mudam porque o cenário mundial muda e os movimentos também. Sem tradicionalismos, ao invés da política se imiscuir, pesou e muito na festa.A dança das baianas dos terreiros e os batuques dos cantos foram abafados pelo tempo e o cansaço dos discursos de horas das confederações de candomblé;

4. Sem falar que enquanto a Bíblia, livro sagrado, prega "Amavai-vos uns aos outros", um bando de evangélicos se aglomeraram na festa do candomblé para anunciar que somente Jesus salva. Como se os demais estivessem condenados ao inferno. Fio direto com o senhor, ora! Bem, mas isso não é novidade, afinal já vi algumas vezes nos Encontros da Nova Consciência, um encontro ecumênico, os evangélicos pregarem a mesma coisa.

A baixo aos fundametalismos! Inclusive aos religiosos. Liberdade de expressão e de religião para todos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Entorpecida

Mais um conto/crônica, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência


O quarto cheirava a álcool. Mais a frente um casal se debatia entre fazer amor ou se matar mais um pouco, uma vez que o enroscar daqueles corpos era no mínimo estranha, entorpecida. A guerra era em encontrar o que não mais existia: o prazer. Restavam apenas gotas de suor misturadas a um cheiro nauseabundo de cola. E num dos cantos daquele espaço triste, fotos e juras de amor amassadas no lixo...

“Nosso amor durará para sempre”. Ele disse
“Oh, sim, sim, sim!” Ela gritou.
“Para sempre é um termo muito relativo”. Ele disse.
Ela deu-lhe uma pauldada! Cuidado!
Feliz Dias dos Namorados.

Folhas amassadas, pessoas amafanhadas, derrotadas selada.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Adoro comédia pastelão

Ser uma intelectual não é um projeto nada fácil. Além de você estar quase sempre absorta em leituras densas e algumas vezes catastróficas, não sobra muito tempo para você ser gente que rir, que tem esperança, que sonha...enfim, viver nessa condição é quase sempre limítrofe. E se, somado a isso tudo, ainda houver uma intelectual feminina racional, o bicho pega! As chances da mulher se tornar ranzinza e amarga são quase sempre grandes. Porém todos os dias tento exercitar meu lado divertido, pueril ou infanto-juvenil. Algo que quase sempre consigo, o fato é: por esse e por tantos outros motivos que sou gente que de vez em quando ler revista feminina, vejo comédia romântica, novela e me acabo de rir com comédia pastelão. Pois é! Senhoras e senhores eu adoro comédia pastelão.


A última que assisti e adorei foi quase irmãos. Produção holiwoodiana, claro. Conta a histórias de dois viúvos solteiros que ainda tem seus filhos de 40 anos morando com eles na mesma casa e se comportando como adolescentes de 15. Enfim para que quer assistir e rir com besteira, o filme não deixa de falar sobre essas novas famílias que surgem na contemporaneida com pai, mãe e filhos de outras relações, assim como dos filhos que nunca "crescem" e não "sai da barra da saia" dos pais.


No filme ainda coube a MORAL DA HISTÓRIA:


seja quem for, nunca deixe de cultivar a criança e os sonhos que você tem para se tornar um adulto chato e engessado. Esse talvez seja um caminho sem volta, afinal nem todo sonho é uma besteira completa e nem todo adulto assim reconhecido sabe o que faz e gosta de ser quem se tornou...Fica a dica! Pelo menos eu ri muito...Ainda bem que esse traço pueril não se foi com minha maturidade, ufa! Caso contrário seria a maior chata, só falando da catástrofe e de crise mundiais.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Namoro ou amizade?



Mais um conto-crônica e que, portanto, qualquer semelhança com a via real pode ser, como sempre, mera coincidência...

Namoro ou amizade?

A cabeça dela rodava. Depois de pelo menos dois meses de divórcio, ainda não sabia o que fazer. Na tão pavorosa meia idade feminina o mundo lhe parecia muito diferente. Não sabia por onde começar. Magoada, atordoada, lembrando e sonhando com romance que não havia mais, com o companheirismo que não existia a muito tempo.

O telefone de repente toca e diferente das outras vezes, ou pelo menos parecia, o ex-marido propõe um trégua não para reconciliação - como sempre fizera ao longo dos anos em que estiverão juntos - mas para propor amizade. Poxa! Como foi bom para ela ouvir aquilo. Tudo que não queria era ter que enxergar um inimigo aonde justamente já morou o amor.

Ele sugeriu um encontro amistoso. Ela ainda temia porque todos os registros de relação com ele tinham sido de uma relação como amantes e não de amigos. Como agir? Do que falar? O que sentir? Como reagir? Ela ainda não estava pronta, mas decidiu encarar e enfrentar seus próprios fantasmas. Resolver quaisquer pendências de uma antiga relação.

O encontro foi tenso, sem saber como beijar, abraçar, o que conversar...Além de algumas faíscas ocorridas no meio do caminho durante as mais variadas conversas. Quem falava seria a ex-amante, a amante, a colega, ou uma possível amiga?Ela não sabia se acreditava naquele outro tipo de esforço para uma nova relação. Se estava sendo excessivamente paranóica. Ou então, se era estratégico, quem sabe conveniente. Se casso fosse assim então, para quem ou para qual das partes?


Enfim, o dia terminou com cobranças, acusações já por telefone quando já haviam se despedido. Por quê? Até mesmo nessa outra condição seria difícil uma relação? Serião sinceras as intenções de ambos? O que buscavam? Ela não tinha mais certeza o que buscava. Antes acreditava que era apenas alívio para dor e para culpa de ter se frustrado aquela relação de tanto tempo e tanto investimento emocional, com certeza por pura e simples falta de compatibilidade. Afinal descobrira da forma mais difícil que não basta amar o objeto escolhido para seu amor. Para o dia-a-dia é preciso um monte de paciência, afinidades, ceder, compreender e sempre buscar respeitar o espaço do outro, a necessidade do outro, a individualidade que não deve ser sufocada elo "nós" de uma relação. De agora em diante o que seria? Namoro ou amizade? Ela não sabia, só tinha certeza que queria ficar bem, sem muletas, sem morfina e sem ter que provar a ninguém o que era, quem era ou deixava de ser...Queria apenas planar harmonicamente no ar. E, portanto, nada nem ninguém iria quebrar essa aposta em si mesma.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Experiências bizarras.minha vida.com (parte 2)



Necessariamente não quer dizer que os fatos narrados a seguir seguem um tempo cronológico, nem muito mesmo atual...experiências um tanto bizarras, ou não, passam desapercebidas por um olhar mais desatencioso...

  1. Primeira experiência com jantar paraense: tacacá, mosumbá (eu acho que era assim) e vatapá à paraense. O primeiro é uma iguaria servida em uma cuia com caldo de mandioca brava bem cozida para não matar ningúem envenenado, junto com água da goma de mandioca descansada, mais camarão, erva de nome estranho que não lembro mais e por fim pimenta. Sensação: ardente e gosmenta. Não gostei. O mosumbá parense feijoada com folha de mandioca desfarçada de espinafre. Sensação: gosto peculiar a feijoada, sem tanto peso no estômago. Finalmente vatapá à parense parece o vatapá baiano com camarão sem outros pescados. Bom também. Acompanhamento um monte de gente da área de exatas falando sobre cálculos e questões acadêmicas. Ai! Alguém sabe a cotação do dólar, por favor? (tentar mudar de assunto é bom...);


  2. Catchupa: prato africano que parece um pirão bagunçado com galinha, milho, feijão e linguiça. Também gostoso, porém pesado. Acompanhamento: cabo verdianos que não deixava passar nada, nem ninguém, aff! Eu sou a favor que todos os meninos na mais tenra idade deveria assisitir o filme Don Juan de Marco se tocar às vezes é bom, até mesmo pra os conquistadores baratos ou canalhas eventuais. Afinal, toda mulher gosta de sentir única para um homem e gosta que ligue no dia seguinte, perguntando como ela está mesmo que depois dê uma desculpa esfarrapada para não mais vê-la, delicadmente tá?


  3. Água de coco na sombra tendo como paisagem o marzão azul, um almocinho natureba, um banhozinho de piscina e finalizando a noite com um bainho e um filminho. Isso sim que é vida difícil. Além do recadinho gostoso pela net:

"Não sei...se a vida é curta ou longa demais pra nós,mas sei que nada do que vivemos tem sentido,se não tocamos o coração das pessoas.Muitas vezes basta ser:colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.É o que faz com que ela nãoseja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura...enquanto durar..." sentido da vida
4. Ah! Alguém discutido relação por celular dentro de transporte público: um horror! Se celular já parece um GPS, um sinto de castidade moderno, as câmeras do programa Big Brother, discutir relação então torna o negócio ainda mais público:

_- Pode ficar com ela. Eu não me importo com você porque senão estaria aí. A gente só dá valor quando perde...

A prontidão com que a passageira atendeu a ligação na primeira chamada indicou somente que a mesma não queria perder tempo em descontar a raiva e queria que o outro ligasse e bajulasse mesmo. "Mentiras sinceras me interessam e te interessam...( já cantava Cazuza);

Ai, ai e bola para frente que atrás vem gente.