quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Banco de sementes: mais uma das inversões humanas


Noite passada assisti uma matéria no jornal da Globo que me faz constatar mais uma vez a burrice humana: a criação do Banco de Sementes, projeto Noé. São 4 milhões de sementes guardadas num conteiner especial, climatizado e tal, com sementes vindas de todas as partes do mundo. Feito com fundos de todas as nações, apesar de localizar-se na Noruega, não há donos. E será usado no caso de instição de alguma espécie. Então pensei:"será que as autoridades internacionais se deram conta que o mundo está acabando e por isso estão se preparando para o apocalipse? Bem, o fato é que a humanidade prefere cuidar depois de ter arrasado. Por que não evitar que isso aconteça? Por que não evitar a extinção de sementes ao invés de prepar-se caso ela se extinga. A filosofia cotidiana do que não tem remédio remediado está é burrice. Precisamos fazer algo antes que as coisas se acabem. Eu heim, esse negócio de valorizar o que perdemos não está com nada. Tendência a autodestruição consciente da porra!Nam...Por isso que ultimamente jogo uma pá de terra, enterro, todos os sonhos que porventura se transformaram em autodestruição em 5 segundos...É melhor cortar o mal pela raíz antes que se enraíze como um câncer. Chorar o luto num momento onde só ficaram boas lembranças e a certeza de que tudo foi feito para o bem de todos, é melhor do que viver um pesadelo na esperança de que um dia volte a ser aquele sonho...A grandiozidade de um simples banco de sementes é um projeto que se perde diante da diversidade e da magnetude que deveria ser a vida na Terra.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Caverna do Dragão...



Últimamente venho observado que minha vida parece aquele desenho "Caverna do Dragão". Quando finalmente penso que vou atravessar o portal para outro mundo, pimba! Algo acontece e permaneço no mundo não tão encantado, lutando contra o Vingador, o Dragão Tiamatti e aguentando ainda o Mestre dos Magos e a unicórnio Uni. Bem, infelizmente as únicas armas "mágicas" do meu mundo não tão mágico é um escudo a lá Eric, o cavaleiro não tão nobre, e o chapéu do mago Presto, um bobão atrapalhado. Vou precisar muito dessas armas daqui para frente. Mas se alguns estiverem certo, o mundo mágico na verdade é o inferno e o Mestre dos Magos, a Uni e o Vingador são as mesmas entidades que asseguram a circularidade dos eventos, to ferrada! Enfim, tenho que pagar para ver...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sabe quando seu príncipe vira sapo?


Como é que aquele cara que você achava "seu príncipe encatado" vira sapo?Quando ele gasta a maior parte do tempo criticando do que elogiando; quando ele quer colocar limites sem necessidade porque você está completamente consciente do que acontece ao seu redor. E o fim da picada: quando ele diz o que você deve ser e como deve ser, como se fosse o Dono da Verdade. Se achando heim!?Vai se foder!"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Remapeamento cortical


Existe um fênomeo neuronal comum entre as pessoas que têm membros amputados: o remapeamento cortical. Este consiste num rearranjo das funções dos neurônios responsáveis pelo membro antes da amputação, os quais passam a se agregar a outros neurônios para ao mesmo tempo em que supera o novo déficit sensório-motor também possa valorizar novas demandas deste setor. Durante este período o indivíduo pode ter a sensação de "membro fantasma", de que ele existe e que, por exemplo, coça, onde ele não existe mais. Penso: será que podemos falar de remapemaneto cortical com as mudanças subjetivas? De novos neurônios que superam déficites de "pedaços da gente" que não existem mais e que se esforçam para dar conta de novas demandas internas?Só sei que como toda amputação, seja física ou simbólica, sentimos falta do que foi perdido; nos pergutamos se ainda vale a pena continuar ou se vamos conseguir continuar e o pior ainda dói a falta...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Para que você ainda possa acordar com medo por ter sonhado comigo e gritado meu nome


Interessante todas às vezes que acordo um tanto tristinha, decepcionada comigo ou com coisas que faltam na minha vida, me faz bem recordar sabe aquela(s) história(s)?Aquelas que quando você lembra bate um sentimento de perda misturada com "era necessário para que pudéssemos lembrar ainda hoje um do outro com tanto carinho". Necessário para que essa lembrança nos aqueça nos dias feios, frios e tristes... Ou para que ele ainda tenha medo de sonhar com você e gritar seu nome dormindo. Que ao encontrar uma foto sua ainda sorria e aí é você quem enxerga mais uma vez aquele sorriso só por ter visto sua foto. Porque era assim que gostava de você: como era. E ainda sim você se sentia a pessoa mais linda do mundo já que via suas imperfeições e simplesmente ria e achava tudo lindo. Era isso: liberdade, sem medo. Pois é...Você vê a pessoa, sente o cheiro, lembra do maior sorriso do mundo. Maior como quando as crianças pensam e veêm algo que admirão É! E não era porque ainda quando lembro parece real e é concreto. Pelo menos as lembranças não podem ser roubadas... Afinal Cazuza explica" o nosso amor é uma mentira que a minha vaidade quer". Nosso tempo foi suficiente para que desejemos sempre mais um segundo, mais uma dose, e por isso faria tudo de novo. Só para deixar esse gostinho de quero mais e ter essa lembrança que me aquece em dias cinzas. As historinhas que parecem propagandas de margarinas são lindas e por isso dá vontade de comprá-las. Estas mesmas historinhas me lembram o filme Eterno Amor, uma produção francesa, onde a mocinha passa pós segunda guerra esperando o amor dela voltar. Le espoir...mesmo quando todos diziam que ele tinha morrido. Nós atores da vida real não morremos. Talvez aquele momento sim. E se nos reencontrarmos seremos diferentes e ao mesmo tempo iguais nos sentimentos e no desejo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Qual é o seu SOMA?


Carnaval. Quais as opções que você tem neste período festivo? Para alguns Nova Consciência - que no meu caso gera traumas porque tudo de ruim acontece comigo aí. Ow! - e para outros a alienação, às vezes necessária, mas nem sempre possível, das festas do povão. Os hits deste tipo de festa são: "Ow!Liga aí o foda-se!"; "Terra chamando Thaisa!"; "Nam-nam-nam (música de ninar)"; "Quer fazer xixi"...Só as aventuras de puffe yamiu para rir destas frias. E isso aí não expressa nem a metade do verdadeiro BBB cotidiano quando você se vê disputando banheiro, espaço, comida ou escapando do exagero que transborda por todos os lados nestas festas. Neste caso em particular quando os carinhas encostam com cantadas ultrajantes e pouco criativas, no caso: "Cute-cute painho" (e avança para beijar); Laçada como um cavalo..."Gostei de você". "Champangne e duas taças...Você é modelo da Vitória Secreat? Então, já posso beijar já". Além do empurra-empurra, molha-molha, mela-mela, pênis tamanhos gigantes, as "dedadas"(e olha que este último episódio em particular aconteceu com uma amiga independe de roupa porque minha amiga estava com um saião). No que diz respeito ao fundo social, esquecemos e finjimos que não vemos as crianças que catão latas, os trabalhadores que são explorados no carnaval, as toneladas de lixo produzidos, os 22 milhões de reais oriundos de verbas públicas para sustentar o carnaval da lavagem de dinheiro dos bicheiros do Rio de Janeiro em detrimento da recuperação da desvastação das chuvas, as pessoas que se consomem como num fast-food, de forma rápida, fácil e pouco sadia, as marchinhas com jingous como "abaixa o cu", a quantidade de bebida e outros entorpecentes consumidos...Afinal qual é o sentido de você ir a uma festa e perder a noção completa da realidade? Seria esta realidade/evento, ou qualquer outro que precise destes recursos, tão bom assim aponto de ter que ser esquecido ou vivido de forma alterada?Este ritual/espetáculo, serve para refleter a vida de forma mais ampla porque não se trata apenas de ser uma festa pouco produtiva, alienante e reprodutora da política do "pão e circo para o povo". Trata-se de pensar qual é o seu SOMA? Em Admirável Mundo Novo, publicado em 1932 pelo escritor inglês Aldous Huxley, SOMA era uma droga que levava os cidadãos a dissiparem suas dúvidas e inseguranças, construindo um holograma de realidade tão ou mais real do que a própria realidade devastadora. Qual a realidade paralela que você criou para você nesta Matrix? Seja um "herói" como o Che Guevara ou um "anti-herói" como o cantor Kurt Cobain, que morreu de overdose (DE SOMA?), pelo menos eu acredito que sartrianamente devaniando, liberdade implica em responsabilidade, e que, portanto, não sou livre se meus pensamentos são entorpecidos, seja por drogas, rituais ou espetáculos, e crio um holograma, uma cópia mal-feita ou cor-de-rosa da realidade, porque me parece melhor...Sei lá! Acho que já está hora de ligar o foda-se. Minha nova filosofia...Não quero protagonizar nem heroínas, nem anti-heroínas. Quero apenas viver de forma leve e tranquila e quem sabe livre.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A filosofia do foda-se: como disparar este botão na sua vida...


Uma amiga minha me disse:Ow amiga, liga o botão do foda-se! Aí eu perguntei onde é que ele ficava e numa resposta pra lá de sugestiva disse-me "ai onde você está pensando. Entre o umbigo e as costas..." Mas na verdade o botão fica dentro da cabeça. Diante dos problemas sempre senti a necessidade de puxar a responsabilidade para mim, tipo: o que posso fazer? como posso fazer? Quando posso fazer? O que deixei de fazer? Mas eu num deixo de ser pretensiosa ao achar que posso alguma coisa, que posso brincar de Deus ao tentar controlar as conseqüências das ações e das reações. Às vezes me sinto culpada até pela fome da Somalia! Mas não é superficial ou planejado, simplesmente acontece. Eu sinto essa PORRA HUMANITÁRIA. Por quê acontece? Porque deixei que enculcassem na minha cabeça o excesso de responsabilização, ou o execesso de atitude, por isso o TOMAR UMA POSIÇÃO NA VIDA E SEMPRE QUEBRAR o"tabu do explícito", no qual todo mundo finge que não sabe de nada quando todos sabem de tudo. Entretanto, é preciso exercitar o apertar do foda-se. "Antes que o sino toque ao meio-dia há o silêncio para ser quebrado"...E aí tentando exercitar a filosofia do foda-se percebi o quanto as pessoas são egoístas. Todas só pensam nelas, se o fato vai atingir seu calcanhar. Talvez isto seja o normal e eu nunca tenha me dado conta. Enfim, a questão é que tenho que me importar menos com os outros e mais comigo. Se no meio do caminho vão ficar alguns mortos e feridos, que seja. No final das batalhas não dá mais para chegar como um monte de retalho humano, sem um monte de pedaço, caso contrário, quem não vai chegar no final de jeito nenhum da GUERRA será eu. E viva o foda-se!lá vai: ON!