terça-feira, 1 de abril de 2008

Fragmentos sonoros que ecoam em mim


Música fala muito da gente, do que sentimos. Ajuda a processar idéias que parecem confusas e um tanto inexpressivas no nosso eu. Ajuda a relaxar, desestressar, relembrar, esquecer...Enfim, passei um tempo em minha vida falando de mim e do que sentia pela música de outros. Infelizmente não componho, às vezes tento fazer poesia...Escutei algumas músicas que para mim vale apena destacar alguns fragmentos que ecoam em mim...


"(...)Enquanto o mundo roda em vão

Eu tomo o tempo

O velho gasta solidão

(...)O pôr do Sol invade o chão do apartamento

Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego(...)"(Vermelho, Vanessa da Mata)


"Sabe de uma coisa Seu

Vou lhe jogar no meu baú

Vivo e mágico

Com as coisas boas que tem lá

Os meus desenhos herméticos

As palavras de Da Lai Lama

Quem sabe você adora

Quem sabe se transformará

Meu bauzinho de memória

Os meus livrinhos de receita

Quem sabe se sensibiliza

Quem sabe se transformará

Vamos seguindo acordando cedo

Você só reclama não age

(...)

E tudo vai dando nos nervos

(...)Não corre atrás das suas coisas

Vive aqui choramingando

Todos já foram embora

Você só sabe reclamar(...)"(Baú, Vanessa da Mata)


"Como pode ser gostar de alguém

E esse tal alguém não ser seu

Fico desejando nós gastando o mar

Pôr do sol, postal, mais ninguém

(...)Minha linda flor

Meu jasmim será

(...)Estou entregue a ponto de estar sempre só

Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa

O tempo sem você(...)(Amado, Vanessa da Mata)


Inflezimente eu não sou assim...

"Se acaso me quiseres

Sou dessas mulheres

Que só dizem sim

Por uma coisa à toa(...)



Entretanto, sou um pouco assim...na segunda parte dessa música


(..)Mas na manhã seguinte

Não conta até vinte

Te afasta de mim

Pois já não vales nada

És página virada

Descartada do meu folhetim" (Folhetim, Chico Buarque)

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