terça-feira, 22 de julho de 2008

O Segredo


Depois de colegas comentarem, ver nas locadoras, inclusive em promoção no hiper decidi também ver...na verdade estou falando do documentário "O Segredo" . Minha resistência em vê-lo dava-se mais a minha dificuldade em dar trela aos best sellers, porque nem sempre "a voz do povo é a voz de Deus"...Mas de fato o documentário é interessante, ele segue a linha de um outro documentário "Quem somos nós?" e tenta mostrar como nós influenciamos nossa perspectiva de vida pela LEI DA ATRAÇÃO. Embora pareça auto-ajuda, o documentário busca argumentar por meio da física quântica como nossa energia mental produz a vida que temos a médio, longo prazo...De como gastamos muito mais energia evitando coisas que não queremos quando comparada as que queremos...Bem, fazendo um paralelo, lembro de Freud e os mecanismos psíquicos de repressão. Ao utilizar o método catártico, Freud demonstra através dos casos que analisou que quando o indivíduo deixa de reprimir o que não consegue entender, os seus desejos, e "coloca para fora" a energia psiquica volta a circular normalmente. É como se você deixasse de sofrer por antecipação. Por meio da física quântica, dos níveis e campos de energia, da atração e repulsão de ondas eltromagnéticas, o documentário expõe a necessidade de sentirmos o que realmente desejamos, seja amor, dinheiro, saúde, como se estivesse acontecendo naquele exato momento...É preciso PEDIR, ACREDITAR E RECEBER. Mas antes de qualquer coisas é preciso agradecer o que temos e que nós amamos. Cultivar sentimentos que nos deixam de bem com a vida, como o carinho de um bicho de estimação, a sensação que sentimos do lado de alguém que amamos...e agradecer por isso. Sentir...Gostei muito da dica de um quadro de visualização: colocar fotos de coisas que você gostaria muito em ter como um carro, uma casa, uma viagem...e daí o universo mostra o caminho para você conseguir o que quer...Materializar o que sentimos se dá aos poucos e pelo o que cultivamos dia-a-dia. E lá vamos nós...

Merda...


"Eu não quero mais mentir, usar espinhos que me causam dor..."(Titãs). A merda é você ainda sentir falta quando você não queria sentir..."Tempo, tempo, mano velho"...(Patu Fu). Mas é preciso querer, acreditar para enfim receber...Visualizar o que se quer e atrair boas energias para que o desejo se materialize...Mesmo que esse desejo seja o de paz e para isso é preciso limpar a "frequência"...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As incertezas do futuro ou as lembranças tênues do passado?


Olhar para frente. Que coisa difícil porque a gente nunca sabe o que nos espera. Sortes, desventuras?Companhia, solidão? E viver do passado? Vixe...isso nem se fala. Aquelas lembranças que insistem em martelar... se sempre tivesse sido assim. Um peito para rescostar, um ombro para chorar, um carinho com a voz doce e macia, aquele cheiro de roupa limpa, mas já não é mais porque a presença de hoje que teima em aparecer é a lembrança de ontem. E não adianta esperar porque nunca mais vai ser o que era. Por isso que as coisas são grandes quando crianças e tão normais quando adultos...enfim..."Ninguém passa pelo rio do esquecimento duas vezes"(Eráclito de Efeso). Afinal não somos os mesmos, o rio não é o mesmo...pena, mas a vida é assim. E viva o presente: esmaecimentos e incertezas...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sex in the City: O filme. O que foi aquilo heim?


Depois de meses assistindo as temporadas e ansiosa para vir o filme, finalmente o intento é alcançado. Voi lá! Lá estava Keri Brashow e suas parceiras para o desfecho final. Sinto que tanta ansiedade não valeu apena. Por que? Talvez pelo óbvio. Eu insistia e relutava que as temporadas mais do que reforçar alguns estriótipos feminininos - como a caçada aos homens e a fixação por roupas e sapatos de grife - na verdade, mostravam os conflitos internos entre uma mulher moderna e independente versus o desejo de constituir família e ter um princípe encantado... Embora as revistas, que não poderiam deixar de ser femininas, insistissem em afirmar absurdos do tipo: "Mulher gosta de homens complicados". Como qualquer pessoa, mulheres e homens, gostam de esfinges, misteriosas e envolventes, para viver uma aventura, mas não para ter família e filhos porque toda sedução da aventura com o tempo se esvai diante da complicação de coisas que deveriam ser simples. Afinal a rotina e sua simplicidade também tem seu charme e seus encantos. A mensagem explicita do filme reforçou o que eu já relutava em acreditar. Foi um murro no amor próprio de qualquer mulher: NÃO IMPORTA O QUE SEU AMOR FAÇA, O QUANTO ELE SEJA CANALHA, CAFAJESTE E A DECEPCIONE. O IMPORTANTE É QUE ELE É O SEU AMOR, A SUA ALMA GÊMEA. Não se trata de feminismo tolo, mas o fato de usarmos mais um elemento encantado, de uma suposta áurea mágica, para justificarmos ou deixar passar em brancas núvens o quão desigual são as relações entre seres humanos, o quão hierarquizadas e autoritárias são até mesmo as relações afetivas. Não são pessoas iguais que se relacionam, mas ricos e pobres, professores e aluno, enfim, homens e mulhere...Seres desiguais. E acrescentaremos a nossa lista de assuntos indiscutíveis além da política, do futebol e da religião, o amor...A melhor maneira de não se questionar o poder que determinados temas possuem em imobilizar o poder de transformação humana é relegandos aos status de tabus ou de natureza, ou seja, porque é assim desde que o mundo é mundo; é da natureza humana. E daí vão uma massa de pessoas conformadas com seus destinos traçados quando na verdade foram produzidos por nossas escolhas ou na ausência delas. O amor mais do que um tema intocável é usado no filme ou demonstrado como mais um elemento de alienação humana, de separação do mundo das idéias com a realidade. Depois que vi o filme acho que as únicas personagens realmente humanas tenham sido Charlote e o medo de que seu mundo perfeito desmoronasse. Miranda e sua raiva de ter aberto mão de sonhos e convicções para se aventurar num casamento com alguém que traiu sua confiança. Samantha e sua incerteza entre as aventura de um vida livre ou a monogâmia. A luta através das palavras parece de fato uma luta van...