terça-feira, 8 de julho de 2008

Sex in the City: O filme. O que foi aquilo heim?


Depois de meses assistindo as temporadas e ansiosa para vir o filme, finalmente o intento é alcançado. Voi lá! Lá estava Keri Brashow e suas parceiras para o desfecho final. Sinto que tanta ansiedade não valeu apena. Por que? Talvez pelo óbvio. Eu insistia e relutava que as temporadas mais do que reforçar alguns estriótipos feminininos - como a caçada aos homens e a fixação por roupas e sapatos de grife - na verdade, mostravam os conflitos internos entre uma mulher moderna e independente versus o desejo de constituir família e ter um princípe encantado... Embora as revistas, que não poderiam deixar de ser femininas, insistissem em afirmar absurdos do tipo: "Mulher gosta de homens complicados". Como qualquer pessoa, mulheres e homens, gostam de esfinges, misteriosas e envolventes, para viver uma aventura, mas não para ter família e filhos porque toda sedução da aventura com o tempo se esvai diante da complicação de coisas que deveriam ser simples. Afinal a rotina e sua simplicidade também tem seu charme e seus encantos. A mensagem explicita do filme reforçou o que eu já relutava em acreditar. Foi um murro no amor próprio de qualquer mulher: NÃO IMPORTA O QUE SEU AMOR FAÇA, O QUANTO ELE SEJA CANALHA, CAFAJESTE E A DECEPCIONE. O IMPORTANTE É QUE ELE É O SEU AMOR, A SUA ALMA GÊMEA. Não se trata de feminismo tolo, mas o fato de usarmos mais um elemento encantado, de uma suposta áurea mágica, para justificarmos ou deixar passar em brancas núvens o quão desigual são as relações entre seres humanos, o quão hierarquizadas e autoritárias são até mesmo as relações afetivas. Não são pessoas iguais que se relacionam, mas ricos e pobres, professores e aluno, enfim, homens e mulhere...Seres desiguais. E acrescentaremos a nossa lista de assuntos indiscutíveis além da política, do futebol e da religião, o amor...A melhor maneira de não se questionar o poder que determinados temas possuem em imobilizar o poder de transformação humana é relegandos aos status de tabus ou de natureza, ou seja, porque é assim desde que o mundo é mundo; é da natureza humana. E daí vão uma massa de pessoas conformadas com seus destinos traçados quando na verdade foram produzidos por nossas escolhas ou na ausência delas. O amor mais do que um tema intocável é usado no filme ou demonstrado como mais um elemento de alienação humana, de separação do mundo das idéias com a realidade. Depois que vi o filme acho que as únicas personagens realmente humanas tenham sido Charlote e o medo de que seu mundo perfeito desmoronasse. Miranda e sua raiva de ter aberto mão de sonhos e convicções para se aventurar num casamento com alguém que traiu sua confiança. Samantha e sua incerteza entre as aventura de um vida livre ou a monogâmia. A luta através das palavras parece de fato uma luta van...

Um comentário:

  1. Ih mana, eu ainda nao assistir o filme nao, mas já num to gostando

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Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...