domingo, 31 de agosto de 2008

O Silêncio que leva a angústia que leva ao medo de sei lá o que

O papel em branco é maior do que o silêncio ou é o próprio silêncio? Há ou não, algo a se dizer? O silêncio é de angústia? Angústia de que? De ter a incompetência atestada? O silêncio é de medo? Medo de enxegar verdades antes nunca ditas? Ou quem sabe medo de encontrar verdades a serem refletidas, berradas na sua cara, verdades a serem desmascaradas? Máscaras do que são ou do que nunca foram, como ilusionismo que parece mais não é...Medo, angústia pelas respostas ou pela falta delas? Silêncio como fuga do que não quer se ver, do que se tem medo de encontrar. Silêncio como autopreservação pelos possíveis encontros nos quais não há nada a se fazer a não ENFRENTAR COM CORAGEM... Mas quando os silêncios se tornam maiores do que a gente, quando o medo se torna maior do que a gente é hora de ENCARAR! Ás vezes eles são maiores do que realmente são...

sábado, 30 de agosto de 2008

Falta um personagem em Sex in the City?


Tanto o seriado como o filme Sex in the City ficaram famosos pelo modo como milhões de mulheres se identificaram com o romantismo, a sensualidade, a independência ou então os sonhos e as incertezas das personagens. Então se esses são, entre tantos outros, os traços que marcam as personalidades das mulheres do século XXI acho que está faltando uma. Quem? Marge Simpson.

Ela não seria mais um esteriótipo feminino? Sim, porque é inegável o sucesso do desenho entre todas as faixas etárias, bem como entre ambos os sexos. Caricaturada? Talvez, mas não inexistente entre nossas mulheres. Marge representa justamente aquelas mulheres que ainda se matam para dar conta de casa, família e filhos. Abriu mão de uma possível carreira profissional para se dedicar a família. Charlotte em Sex in the City não teria feito isso? E vocês já perceberam como em alguns episódios a Marge tem suas impreitadas, enquanto executiva de sucesso ou então como artista plástica, estragadas pelo Home? Enfim, ela acaba renunciando esse lado de sua realização pessoal porque o Home se sente inferior (e como seria diferente diante do primitivismo e do egoísmo dessa criatura?), desestruturando assim o projeto de família que abraçou ao se casar...Bem, não dá para negar que ela representa mais uma parte do segmento feminino. Acho até que a Marge mantem aquela exclusiva vidinha familiar porque o movimento feminista iria cair de pau falando sobre o blá-blá das conquistas femininas e tal em relação ao trabalho, ao domínio dos homens e que a Marge representaria nada mais nada menos do que a mulher do século passado e não a pós-moderna... Ou seja, mais um modo de dissimular que as mulheres não são tão livres assim...e quando falo de liberdade falo de "Liberdade para dentro da cabeça". E quem disse que o programa dominical Fantástico não traz também contribuições importantes a esse respeito? Num dos episódios sobre família, um filosófo destacou que a felicidade da mulher se aproximaria cada vez mais da compreensão de que não existe o amor romântico, mas do amor enquanto realização pessoal dentro da relação. Lembrem-se que nada é por acaso. Por quê você acha que o carro Peugeot, o sabão OMO e o caldo de Picanha Knorr vendem tanto? Porque se você tiver um Peugeot, uma caixa de OMO e o caldo Knorr você, respectivamente, encontrará o amor da sua vida, ganhará um abraço macinho e cheiroso de seu filho, sem contar que sempre manterá todos reunidos à mesa. Em síntese, a idéia de amor romântico além de linda, VENDE. E quem tem dinheiro tem mais chance de comprá-la...Sendo assim não é nada confortável admitir explicitamente que as Marges existem e andam entre nós. É mais fácil dar um upgrade em Marge e chamá-la de Charlotte York não é verdade? E agora quem poderá nos defender?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Missão by Between Us



Olha só a dica do Between us...
"A minha mana deu a dica de um site onde a gente coloca a data de nascimento e a astrologia védica nos ajuda a descobrir as experiências passadas, dando dicas de qual a sua missão nessa vida.

[abrindo parênteses]

"Quem acredita que a alma experimenta várias vidas, em corpos e épocas diferentes, invariavelmente tem curiosidade de saber: "O que fui na vida passada?".

A astrologia hindu tem uma ferramenta que pode dar uma pista. Através da soma da data de nascimento, obtém-se um número, chamado de Nidana, que indicará o tipo de personalidade que podemos ter experimentado em encarnações passadas. Os Nidanas, de 1 a 12, representam os estágios de evolução da alma, e também indicariam, segundo os hindus, o grau de nosso progresso pessoal através dos ciclos de nascimento e morte.

A finalidade, portanto, de descobrir o que fomos na vida passada, vai além de simples curiosidade. Mais do que isso, permite nos situarmos no panorama maior de evolução e conhecer o caminho que fizemos até aqui. Desta maneira, temos a chance de melhor compreender a nossa missão nesta vida, aqui e agora."

[fechando parênteses]

Eu fui lá conferir e olha só o que deu:"

FUI LÀ CONFERIR...E PUDE VER QUE POBRE DA MINHA SAÚDE MENTAL, AI AI...

Upagana

O símbolo é um homem que recolhe frutas em seu pomar. Esta figura fala da sede de viver, do esforço que fazemos entre a necessidade de trabalhar e a vontade de simplesmente aproveitar a vida.

Missão: nesta vida deverá equilibrar suas emoções, evitando transitar bruscamente entre um oposto e outro, entre a depressão e a euforia

http://http://planetadinamica.terra.com.br/produtos2005/astrologia_vedica/index.htm

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dando voltas


Das várias propagandas sobre votar consciente aquela em que a garota dá voltas é um máximo. "Ela sabe para onde deve ir, mas não consegue...continua dando voltas". Se estendermos essa afirmação para outros setores de nossas vidas, quantos tesouros encontraremos? Quantas vezes sabemos para onde ir, mas não conseguimos, continuamos dando voltas e voltas...nos sentindo cansadas e tontas...Pena que nesses casos não basta apenas votar...é preciso mais! E olha que votar certo também não é nada fácil porque está cada vez mais impossível separar o jóio do trigo, ou melhor, há trigo, heim?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Você sabe com quem está falando?


Acho que todo mundo já ouviu falar nessa frase: "Você sabe com quem está falando?" As discussões sobre tal frase remetem a condição de inferioridade que o locutor coloca quem a ouve. Ou seja, na posição de quem fala ser socialmente superior a quem escuta, estabelecendo uma relação autoritária e hierarquizada. Ultimamente ouço muito uma pergunta que vem a substituir essa, mas que eu acredito ter o mesmo significado autoritário: "De que lugar você fala?Qual o lugar você ocupa?" Minha resposta: "Meu lugar é no mundo. O espaço que ocupo é o da liberdade de expressão, contra as mordaças sociais, afinal todos são responsáveis por tudo, não são?". Proferida de forma polida ou não, o fato é que essa frase impregnou-se nos discursos acadêmicos das ciênciais sociais. Ou seja: fale algo, se e somente se, você for reconhecido como portador da "verdade", como alguém com qualificações para de fato emitir uma opinião ou indagação. Quem dá esse certificado de autorizo? Quem está ou se sente no poder? Enfim, é necessário sim a clareza de quais posições ideológicas uma pessoa representa, defende, é portadora...Afinal ela pode falar da posição de um médico defendendo os interesses de sua classe, de um radical de esquerda, de um vegeteriano...então sendo assim, o que um pessoa diz está carregado de significados pessoais e socias, percepções e valores das áreas pelas quais circula que precisam ser ditos para não parecer acaso, despretensioso, individual, natural...No entanto, discordo veementemente da forma como essa pergunta vem sendo usada: para intimidar para supostamente colcoar nos seus devidos lugares de não se meta...Abaixo a ditadura da mordaça! A ciênca é um dos tantos significados que os discursos intensionais assumem, portanto, não são a verdade absoluta e reproduzem sim interesses de grupos, ma os de quem? O da elite que é PHD em alguma área? Como se na vida real a gente precisasse desses títulos como licença para viver..."Em terra de urubu diplomado não se escuta os cantos dos sabiás" (Mundo Livre SA)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pensamentos que vêm do nada...


Me peguei hoje repentinamente fazendo um balanço sobre os "Exs"...especificamente "EXs" namorados. De modo geral posso dizer que mantenho uma relação razoável com quase todos.Quase porque imaginem se minha mente me pregou alguma peça e de propósito esqueci algum, heim? A relação é tão boa que eles me falam sobre suas crises de relacionamentos, angústias, problemas profissionais, enfim...de certo modo hoje isso me incomodou porque me senti um "grande ouvido humano", plagiando a frase de uma amiga minha que, pelo que me parece, mostrou ter o mesmo problemas antes mesmo de mim ou antes mesmo que eu me desse conta. A primeira coisa que venho na minha cabeça quando fugazmente esse pensamento se insinuava na minha cabeça era: "Parece que sou melhor como ex do que como namorada..." Afinal ex é para o resto da vida. Então, que seja. Que eu seja uma companhia agradável pelo menos como ex, né? Será por isso que as atuais morrem de medo das "EXs"? "Mas não temam conosco não tem probelma..." somos inofensivas... rsssssssss...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Atraindo boas energias...mais um desejo se realiza



Duas coisas aconteceram essa semana que me deixaram super feliz. Concretizaram aquele dito "querer é poder": conhecer a cidade de Garanhus no Festival de Inverno e comprar minha bicicleta...A cerca de dois anos desejei muito conhecer a cidade de Garanhus. Por quê? Porque ela parece aconchegante. Junto a esse desejo não adicionei nenhum sentimento de frustração, impossibilidade, tinha uma certeza intima de que isso aconteceria em breve. Esse desejo está na minha categoria de desejo simples de serem realizados. Não sabia como, mas sabia que iria se concretizar logo, logo. Já em relação a bici, esse foi mais difícil. Desde criança sonhava com ela, mas minha mãe sempre colocava seu risco mortal diante dos carros e possíveis tombos (categoria sonhos de crianças muitas vezes esquecidos). Enfim, criei um motivo para tê-la - fazer exercício para perder peso e manter a saúde - e a sensação de passar pela mesma rua na qual aprendi a andar de bicicleta na adolescência foi mágica. Foi de vitória. A bicicleta era minha e não era de mais ninguém. Passado tanto tempo, não senti que o desejo era maior nem menor... Mentalizei e consegui, mas esse era também mais um desejo sem sentimento ruins adicionados. Quem sabe não consigo fazer isso em relação a outros sonhos, desejos, com sentimentos não tão firmes de realização? Sem falar na aventura que foi trazer a bicicleta para casa sem freio e desregulada no horário de rush...por várias vezes quase atropelei a bicicleta do meu irmão, outras bicicletas da ciclovia e um carro estacionado. Acho que os pontos altos foram a corrente da bicicleta que saiu no momento que atravessava uma pista movimentada e quando evitava uma das super ladeiras, me deparei com uma na qual senti que quase voei em direção a uma pista de terra batida e por cima da bicicleta do meu irmão...mas ao final tudo deu certo. Chegamos em casa sãos e salvos e sem aranhos como brinde. Em breve estarei com minha bicicleta dentro do meu jipe indo para meu apartamento na praia. Um desejo por semana, quem sabe? Nada é impossível. Desejar é o meu primeiro passo, o segundo é acreditar para enfim receber...