terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sabe aqueles dias?



* Aqueles dias os quais parecem que você já foi feliz o suficiente e não há mais felicidade nenhuma porque você "gastou" tudo?

* Aqueles dias que você sonha que sejam mais leves, como nas férias com ansiedade e preocupações zero?

* Aqueles dias que você se sente a pessoa mais feliz do mundo só por ser e ponto?

Hoje está faltando um pouco disso em mim...
Ô e agora quem poderá me defender? O super Yôga...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A lá Caetano: pode ser paradoxo. Ou não?



* O último planejamento do qual participei, os adultos realmente aproveitaram seu "Dia de Criança", foi compensador. Uns mais introvertidos, outros no clima...O interessante é que ao falarmos das "virações" que a nossa vida passa (transformações), a maioria queria algo grande como o Sol ou Liberdade. Engraçado porque ao mesmo tempo em que se falava de querer mais liberdade, a maioria agradecia por estar "preso" a família, trabalho ou coisas assim. Ou seja, queremos ser ao mesmo tempo livres para ir longe e enraízados a algo que diga o que somos, quem somos, para que estamos. Assim como as redes de internet: estamos ao mesmo tempo concretamente aqui conectado e lá virtulamente onde vemos/lemos/escutamos. Que paradoxo, não?;

* Lembrei de uma frase da estilista Channel que dava instruções de como usar um bom perfume: "Perfume? Use-o onde você gostaria de ser beijada por um homem";

* Dica: Depois de tantos surtos daquela cantora de jazz Amy Winehouse, o programa pânico lançou um quadro interessante. Você dá ótimas risadas: Momento Amy Winehouse. O cara vestido como ela entra nos lugares mais inusitados correndo, gritando e acabando com tudo, tipo surtada, as pessoas que passam não entendem nada e ficam assustadas. Vale a pena ver no youtube.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Denuncia de ato de violência contra a candidata a prefeitura de João Pessoa: Lourdes Sarmento


Esse ato de violência deve ser alardiado aos quatro ventos, abaixo a ditatura da democracia...LEIA E FIQUE REVOLTADA COMO EU.


Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
"Vou te arrastar na tapa até a viatura"
Poucas vezes me senti tão agredido quanto hoje. Quando achei que estava indo relaxar e almoçar, na saída da empresa em que trabalho me deparei com uma cena inusitada: uma candidata à prefeitura de João Pessoa trocava empurrões com um soldado da tropa de choque. A violência me fez parar para saber do que se tratava.

Quando cheguei ao local da peleja havia três soldados da tropa de choque da Polícia Militar tentando conter a candidata Lourdes Sarmento que, indignada, tentava entrar a força na TV para participar de um debate entre os candidatos. A empresa, de fato, havia deixado a ordem que proibia a entrada da candidata, que no dia anterior já tinha prometido tentar entrar.

Não quero discutir esta questão de ela poder ou não entrar, de quem tem razão ou não do que diz respeito à participação de candidatos sem representação na Câmara. Quero, sim, chamar a atenção para o fato de que os policiais forma extremamente desrespeitosos e chegaram, inclusive, a ameaçar a candidata.

Não foi o fato de terem se empurrado nem se estapeado quando a candidata tentou forçar sua entrada. Me refiro ao diálogo que aconteceu depois que os ânimos pareciam ter se acalmado. Enquanto Lourdes chorava, o PM continuou provocando. Ele dizia que poderia prendê-la por desacato e que ela era uma despreparada. Ela então retrucou a provocação dizendo que gostaria que ele a prendesse.

Mas o mais grave, e aí eu me senti afrontado e agredido. O policial disse que se ela fosse um homem ele a arrastaria pelos cabelos e a levaria “na tapa” até o camburão na esquina. Ela ainda disse mais algum desaforo ao despreparado policial, mas depois eu não consegui mais me concentrar no que estava sendo dito.

Eu fiquei tão abismado com as palavras do policial que eu não consegui nem falar nada. Na hora eu entrei no local onde os dois estavam e fiquei acompanhando o desenrolar da situação. Agora, analisando a situação, é capaz que Lourdes tenha pensado que eu estava lá para, também, reprimi-la. Mas na minha cabeça, só o que passava era que eu não iria permitir que aquele camarada batesse na candidata na minha frente.

Que fique claro que eu não concordo com muitas das coisas ou dos discursos de Lourdes Sarmento enquanto candidata. Não sou partidário dela e nem quero, como já disse, entrar na confusão a respeito da participação ou não dela nos debates ou entrevistas. Meu negócio é com relação à ameaça sofrida por ela, que provocou sim o policial, mas que ele tem a obrigação de ter o controle e as técnicas para “manter a ordem” sem ameaças ou violência.

Fiquei imaginando que se este cabra, porque ele se portou como um cabra, ameaça espancar uma candidata a prefeitura de uma capital, o que ele fará com um popular, ou mesmo com um jornalista? Este tipo de coisa não pode acontecer. Pessoas como esta não podem andar armadas por aí. Se não têm preparo não podem exercer funções que lidem com o povo.

A candidata deveria prestar queixa contra o sargento que a ameaçou. Porque os nossos policiais não podem achar que têm o poder de espancar ou ameaçar e sair impunes. Mesmo quando eles dizem, e este disse, que ninguém testemunharia contra a polícia. Aliás, quando fui perguntar os nomes dos soldados, eles fugiram da pergunta. Quando disse que o sargento havia se excedido ao ameaçar a candidata, o soldado disse com cara de “não me comprometa” que não tinha ouvido nada.

Pois fica aqui registrada a minha discordância e o recado de que somente denunciando e indo contra ações como esta é que vamos conseguir melhorar a nossa polícia. E, para os incrédulos, se não vamos conseguir melhorá-la, pelo menos vamos impedir que ela piore. Acho que isso é função de todos. O ameaçado ou agredido podia ser você ou eu.
às 5:28 PM (Maurício Melo)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Essa é uma bacana. Dá para rir.




Um colega me deu essa oração, se é que se pode chamar de oração. Dá umas boas risadas. Ah! E se cesse verdade...hum

Oração das mulheres resolvidas
Quero que o mar vire cerveja e os homens tira gosto, que a fonte nunca seque, e que nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...

Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!

Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo;
Deus... eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo, paciência pelos seus atos.
Porque se eu pedir força, Deus... eu bato nele até matá-lo.

Um brinde... aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!

"Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que agente dêe conta de todos!"

Amém!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sessão da tarde e coisas da vida




Ontem assisti "Forças do Destino" com Sandra Bulock e Ben Afleck, na sessão da tarde. Comedia romântiva leve, engraçada, de um cara que ia casar mas era travadão, medroso...Conhece na viagem para o casamento uma "libertária" e começa se soltar e sentir uma atração por ela. Na reta final o dilema dele era: casar ou viver as vicissitudes da aventura? Enfim, ele escolheu de última hora para surpresa de todos o casamento e disse que nunca esqueceu a "Alex". Sabe o que me pareceu? Aquele velho dilema existe mulheres para casar e outras para viver. Nunca as duas coisas juntas. Um pássaro na mão ou dois "voando"? Halley ou Cassiano( da novela A Favorita)? É inegável que alguém que nos abra para o mundo tem os seus benefícios, mas a segurança de algo mais confortável e estável é bastante atraente. Mas o que não quer dizer que os que abrem a nossa cabeça também não tenham condições em nos dar algum tipo de estabilidade. Diferente, mas de algum tipo sim. A vida não é uma coleção de moda padronizada. Uma roupa para cada estação...Depende do seu jeito e ousar dentro do seu estilo, às vezes faz um bem danado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Desafio. Vai encarar?

Estava lendo um paradidático infantil chamado "Vira, Vira, Vira Lobisomem" e ao lê-lo percebi que metaforicamente ele passa a idéia de que vivemos diversas fases em nossas vidas que às vezes nem nos damos conta. Eu decidi então, colocar as fases pelas quais passei e na qual estou e pretendo chegar. Pense nisso. Eu pelo menos vou usar a idéia num planejamento com professores.

Já vivi todas as fantasias. Fui Carmem Miranda...


Rainha do Milho...



Bailarina...


Fadinha...



E até Rosa. Faltou a minha foto de Barbie. Eu e ela igualzinhas. Eu mais cheinha claro...


Hoje me sinto com o peixe Dolly de procurando Nemo com o lema: "Está com problemas? Continue a nadar, continue a nadar"



E vou ser uma águia. Mudar para alçar novos e melhores vôos.

sábado, 20 de setembro de 2008

Taca band aid aí...




* Falando em passear, sai de "bike" com meu irmão e passei pela antiga estação ferroviária. Esse é o caminho que faço todos os dias. Muito legal. Afinal, em Campina também há pontos a serem lembrados. Sendo que, no meio desse caminho fomos para uma trilha. Então decidi começar uma nova coleção: a de machucados. Levei duas quedas em menos 10 km porque havia uma pedra e ribanceirazinha no meio do caminho. Tudo bem, eu já tinha dessistido de ser modelo mesmo. Totalizando são dois joelhos ralados e com perebinha, mas um ralão no cotovelo. Enquanto não for uma coisa de corpo inteiro, então, está ótimo. Isso é uma prova da minha persistência diante dos obstáculos (tomara que eles ainda não sejam muitos ou então, que só rale quando cair e logicamente levante. Além de ser uma prova da minha falta de coordenação motora (culpa da minha mãe que nunca me deu uma bicicleta para curtir quando era criança)e outra prova da minha loucura mental e por bicicleta.

* Ah! Fui comprar band aid (acho que assim que se escreve)e tinha uns da Jonhson coloridos e tal era: band aid by Alexandre Herchcovitch, porque eu acho que toda perebinha merece uma corzinha para ser mais felis né? :) Mas sabe quanto uma caixa com 20 custava: R$ 6,87. Aff...Uma caixa do comum com 10 era R$ 1,80. Tudo bem. Entre a vaidade feliz e a luta contra o capitalismo que ataca meu bolso, vai o mais baratinho mesmo...os dodóis serão menos coloridos, mas vão ficar bem do mesmo jeito (tem uma foto dos band aids assassinos de bolso abaixo)

Pulando de assunto:

* Independente de partido, o meu lado político grita, então, que negócio é esse das coligações se chamarem Apaixonados por Campina e Por Amor à Campina. Isso é nome de coligação, nam...É para dizer o que? Que de fato são loucos por Campina e são capazes de fazer de tudo? Olha que apaixonados pomos fogo (nem sempre necessàrio) e amando algumas vezes somos cegos. Novamente o discurso do amor é usado para obscurecer nossos eleitores, como naquela expressão popular: Mulher, Futebol e Religião, cada um tem o seu e não se discute. Amor e paixão nesse patamar também não se discutiria? Ai, Ai. Nome de coligação deve ter um discurso político: Unidos contra a corrupção e assm vai. Tudo bem! Isso ainda pode ser resquícios da minha militância de esquerda e AINDA PODEMOS TACAR UM BAND AID AÍ.

* Em dias vou lançar um desafio. Um pouco diferente dos memes-sem-roupa ou quase sem...Aguardem. vamos ver quem topa


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Estranho? Heim?


* Depois da minha graduação às vezes me sinto posta no lugar de um oráculo. Por quê? Imagine você entrar na ótica e a vendedora, depois de duas ou três palavras pedir uma análise da personalidade dela "fazendo o exame da íris"? Sim, porque com duas ou três não dá para falar sobre ninguém. Imagine diagnósticar?

* Ir à manicure e não fazer apenas às unhas, mas ouvir segredos de confessionário porque a manicure acredita que, pela minha profissão, guardarei segredo de estado sobre o tema. E ao finaL afirmar:"Estou mais aliviada". Mas você mal abriu a boca. No máximo deu alguns toques por causa de sacadas típicas da profissão, mas nada de muito profundo e terapêutico. Novamente só acreditando em oráculo para resolver tão fácil, mas então, se é assim que bom.

* Agir como criança é bom, mas às vezes é estranho. Sair para a calçada à noite e ficar subindo e descendo a rua só para aprender a ultrapassar obstáculos, subir e descer calçadas ou quem sabe fazer curvas fechada. Mas é bom...

* É estranho ver seus projetos em potenciais indo para o ralo e para nunca mais voltar. E lavai uma pessoa inteira e lavem uma pessoa em pedaços, o luto. O universo sinaliza. Temos que abrir os olhos para os sinais que nem sempre são positivos, ou então, não sabemos lê-los. Está vendo que o oráculo não serve nem para ele?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Crônicas urbanas de um cotidiano surtado (parte II)


Sob a luz negra da noite e a lua de Brainstock a miragem..."meu peito agora dispara, vive em constante alegria...". Tomada pela força poderosa do êxtase, do cheiro da noite e a vontade insana em querer rolar na grama. O que me impedia. ELA. E NELA: PROIBIDO PISAR NA GRAMA. Que as flores de primavera de Quintana dancem até cair sob os muros.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pressão ai ai...


Quando comecei a gradução sempre alardiava ao mundo meus projetos para o dominar o mundo. Pós gradução, mestrado e doutorado. Não que eles tenham mudado muito porque de fato sempre quis seguir carreira acadêmica. De início com aquele sonho infantil que iria mudar a cabeça de milhões de aluno que ensinasse a tentar fazer um mundo, diferente. Aí, eu descobri que não é bem assim. Uma boa massa está por estar na sala e não está nem aí para o mundo ao não ser em garantir a sobrevivência. E não que garantir a sobrevivência seja ruim!

O fato era que os projetos eram meus e não da minha família. Então, terminei a graduação e quase "surtei" no mestrado. Hoje para escrever meu projeto para o doutorado tive vencer o primeiro trauma: LER com afinco e prazer. Em seguida, o segundo trauma: ESCREVER relativamente bem, como quem faz uma lista de compras. Agora preciso encarar o quarto trauma: conseguir cumprir DATAS. E o quinto e mais importante: passar por um comitê de avaliação. NOSSA ESSA ME DÁ ATÉ ARRÉPIOS NA ESPINHA.

Antes do mestrado isso não me assustava, mas hoje, para mim, é um terror. E a minha família agora, que não entente nada de carreira acadêmica, acha que só é conseguir um título para se amostrar, status, fica o tempo todo me exigindo datas. "Quando vai ser a seleção?""Tipo para quando é o menino?" Quando NA VERDADE eu ainda estou noiva do doutorado, ai ai...queria que essa experiência fosse diferente. E tenho certeza que para enfretá-la não basta apenas vontade, mas, e principalmente, maturidade acadêmica e paciência para se perceber pronto. Antes as pessoas faziam doutorado muito mais velhas. A pressçao do mercado coloca isso como algo urgente nos dias de hoje. E o que fazer: tentar não dar ouvidos e o que der deu. Sorte para mim.

O que tenho aprendido com isso tudo: a se menos caxias e a desencanar. Tudo ao seu tempo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Analogias, identificações, abobrinhas ou vice-versa tanto faz


Comprovei algumas teses:

*Ás vezes não consigo ter certas conversas de adultos porque o assunto é profundo demais e dói. Não gosto de dor, ao contrário da águia talvez não viva 70 anos, mas apenas os 40 primeiros anos da minha vida (ver postagem anterior sobre);

*Às vezes, não consigo dizer o que sinto por não entender ou não ter palavras suficientes para expressar, ou quem sabe para não parecer uma idiota, para não me comprometer,sei lá...fuga interna (O Fántástico Mundo de Bob com explicações absurdas) e fuga externa, às vezes também saiu correndo como no filme Corra Lola, Corra;

*Ás vezes aparece na vida um "errante trovador" (no caso em questão um toca CD qualquer) que coloca uma trilha sonora em alguns momentos da nossa vida no meio da rua, na hora do almoço, num momento inesquecível, numa tristeza...;

*Também achei o final da última temporada de Gimore Girl´s lindo: enxer uma sala com 1000 margaridas é um número perfeito para um pedido de casamento;

*Ás vezes me sinto como a Rory porque a Lorelay aqui de casa quebrou o braço andando de bicicleta dentro de casa. "Oh!No". Acho que nem a Lorelay consegue ser tão infantil;

*Às vezes também me sinto como a Lane da mesma série: uma figurante. É estranho!

*Também já tive um lance complicado, "love fire", como entre Lorelay e Max Medina. Não era para ser. Tinha coisas para dar errado, mas nenhum dos dois aguetava chegar perto, ai ai...Mas será o fim de Lorelay com Luke? Pena que meu Max Medina não era tão perfeito. Estava mais para menos do que para mais;

*Quando era aborrecente me achava mais adulta do que realmente me acho hoje. Achava ridículo as meninas se descabelando por atores globais, internacionais...mas três vezes na minha vida (e somente isto ainda bem!)fiquei ruborecida porque fui supreendida com exatamente três peitorais perfeitos. Nossa! Não gosto nem de lembrar...Era tão real. Eu não conseguia tirar o olho. Fiquei morta de vergonha, mas era tão pefeito e convidativo. Achar belo para mim foi uma verdadeira indecência porque me senti na obrigação de não ser tão ridícula ou de pelo menos saber disfarçar bem. Parecia que eu tinha sido pega com "a boca na butija";

* Já roubei. Sim, já roubei pelo menos dois livros. Na verdade, um livro e uma xerox de livro somente para sentir o prazer de um conto, se não me engano, da Clarice Lispector em que a menina queria roubar um livro de uma colega arrogante. É massa. Sensação instântanea de realização. E detalhe: poderia tê-los pedidos porque não teria tido problema com a pessoa.

* Em um dia não fui um Grinche (personagem de filme de Natal interpretado por Jim Carry que adora estragar a festa porque era um tanto amargurado): acabei com a insônia de alguém cantando "lavem o sol chuchuru..." e coisas similares.

sábado, 13 de setembro de 2008

Auto-estima.Heim?


Uma colega de trabalho me deu dois textos muito interessantes: uma fábula e um papper de um psicanalista sobre auto-estima. "Aquilo que todos procuram e alguns não acham". Me pareceu interessante porque definir auto-estima é algo complicado de se fazer, mas nas palavras de Mario Quillici, nada mais é do que se sentir capaz de fazer algo quando o inesperado aparece. É ser auto-confiante de que suas habilidades serão capazer de ti fazer feliz e o mundo também. Não tem nada haver com narcisismo, culto ao corpo ou arrogância. É uma atitude mental, interior, na qual é preciso ter paciência, fé (isso nas coisas e em si mesmo) e autoconfiança em suas habilidades. E o que isso tem a ver com fábula da àguia?

Eu nem sei se é verdade ou ficção, portanto, fábula, mas a "história" conta que quando a águia completa 40 anos precisa tomar uma grande decisão: ir ao topo da montanha, passar 150 dias lá e perder tudo o que tinha de ruim (um bico velho, unhas inúteis e penas gastas) para renovar-se. Detalhe primeiro ela bica a rocha até o bico cair, quando o outro nasce, ela arranca as unhas e depois as penas. Tomada essa decisão de renovação na DOR, ela vive mais 30 anos.

Quando li pensei: "Caramba! AI! Mim num que isso não". Mas gostar de si muitas vezes é deixar para trás o que não serve. Uma passagem difícil, dolorosa, mas necessária, para se viver melhor por pelo menos 30 anos, né? Ou é assim ou é viver como uma águia velha arrastando bico, unhas e penas que não servem mais e só fazem sofrer.

E haja autoconfiança, fé e paciência para ter uma atitude mental a princípio masoqusita. Nossa quando falou de dor eu só penso naquele filósofo Schopenhauer. Me lembro que na faculdade só o título do livro me assutava e nem cheguei a ir adiante. Mas num outro filme "A excêntrica família de Antônia" o filosófo é citado e é dito: O tempo não cicatriza as feridas, mas faz com que doa menos.... Ir ou ficar implica em dores e perdas. Qual dói menos? Qual parece mais suportável? O que os instintos dizem? Bate com o que a cabeça diz? Quando um parente querido está prester a morrer é preciso se preparar para sua perda. Ter uma atitude mental. Assim são com algumas coisas, ou quase todas as coisas, da vida

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O clássico pé na bunda


Uma amiga chegou hoje na minha casa me pedindo conselhos de como dar um pé na bunda do ex-atual. Bem, não sou muito boa nisso porque sempre espero que outro faça isso, assim o sentimento de culpa é menor. Oh!Minha culpa minha máxima culpa. Detalhe: ela ainda gosta dele, ele é do tipo nada confiável, mas ela está disposta a por um ponto final nessa história. Pensei: que legal!.

Enfim, TEMOR PRINCIPAL: ouvir aquele sermão de que nada deu certo por culpa SUA! Engraçado a culpa nunca é uma conta conjunta, né? E é sempre com juros e recheada de sadismo em ver o outro se contorcendo.

A enquete para preparar para o "grande encontro" foi:
>"Você acha que ele tem algo de novo para dizer que mude a situação"? Respt.: "NÃO">
"Mas no fundo o que você quer ouvir que ele ainda gosta de você?". Respost.: "É".

Detalhe: alguns seres humanos tem a estranha mania de achar que o outro tem o direito de expressar o que sente, mesmo em situações difíceis. E alguns passam por cima desse direito e chuta o pau da barraca bem seguro de modo a pegar na sua cara.


Diálogo:
"Convicta então de que essa pessoa mente; vai apenas tripudiar em cima de seus sentimentos e ainda possívelmente vai dizer que não a quer mais por estar com outra, diga que foi um equívoco ter chamado para conversar. Que não há mais nada a ser dito porque já se magoaram muito e que cada um siga suas vidas sendo felizes para sempre. Não me ligue mais! E principalmente CORRA. Fale isso em menos de 10 palavras para não dar chance da pessoa magoá-la e num lugar que NÃO envolva quatro paredes (para não cair em tentação) e nem beba, para que entre o tempo em que o garçon traz a bebida ou a conta, o outro aproveite a oportunidade para massacrar"

Exatamente foi esse o conselho que dei: CORRA! E nada melhor do que um novo amor para curar um antigo (até porque ela já tem gente interessante à vista)porque ter uma conversa que não vai levar a lugar nenhum não vale realmente a pena. Quem gosta de remoer é vaca. Bola para frente. Dói? Dói, mas se é inevitável arruma-se artifícios.

Pensamos em todos os detalhes,mudar número de telefone, lugar do encontro, a hora, num calmantizinho para que ela consiga dormir e treinamos. Tomara que der certo. Estou torcendo por ela e mandando um monte de energia positiva para que tudo dê certo e doa o menos possível. Sorte amiga! Sorte amigas! Porque a esperança de se ver livre dos calos secos que incomodam nossas almas é a última que morre.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fases Lúdicas


Engraçado todas às vezes que estou fazendo um trabalho acadêmico de peso, ou seja, de arrombar o juízo, acabo encontrado algo lúdico para ser meu cano de escape. Aí vem o drama! E num é que vicío e num quero voltar a fazer os tais trabalhos, erg!Eles consomem tanto o juízo da pessoa e o lúdico é tão mais legal...

Bem, algumas dessas:

fase 1 Monografia de fim de curso- todos os volumes da Mafalda do cartunista argentino Quino. Mais de trezentas folhas. Era uma lida, uma digitada no trabalho. Dez folhas do volume. Aí minha mãe dizia: "Vai estudar menina". Bem coisa de adolescente, pois é;

fase 2 Dissertação de mestrado (essa foi trash!)-Harry Potter na veia. Era filme, livro...o que viesse pela frente. A Lição que aprendi: EU agoro acredito em sinais porque terminar o mestrado com 20% da minha sanidade foi um sinal. É positivo viu?Fui quase uma Herminone Granger.

fase 3 Projeto de Doutorado (super trash!Maior responsa. Ai)- Gilmor Girl's, aquele seriado americano. Ele me deixa tão feliz. Dou altas risadas porque eu fico dividida entre: "Será que me pareço com a Rory ou com a Suck?"(discrepância né?)Com Rory porque ela vive querendo ir para Harvard e pena na escola do terror que é a Chilton. E com a Sucky porque vira e volta, volta e meia, está lá falando de comida (hum!). E vamos cocmbinar a minha avó parece com a avó general da Rory, a Emily, e minha mãe então: com a Lorelay (ela é engraçada, mas muito pré-adolescente para o meu gosto)

Enfim, quando um dia passar no doutorado quem, o que, poderá me defender? Mas eu acredito em sinais e algo vai salvar os meus 20% de sanidade...rs

PS: Minha mãe continua dizendo: "Vai estudar menina". E agora faz coro com o meu irmão...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bizarrices cotidianas: quer mais?


A imagem é alusiva a cena do filme Magnólia, com Tom Cruise, quando começa a chover sapos. Que é também uma bizarrice...

*Ser grandinha e ter medo do escuro não por causa do bicho papão, mas por receio de assalto, atraopelamento...;

*E ainda no escuro rezar para ter alguém para ligar e dizer que está com medo e ainda: "Por favor, venha logo e de helicóptero para me salvar";

*Ser hostil com alguém próximo a você e depois fazer de conta que nada aconteceu, como pedir algo emprestado ou coisas desse tipo. Exemplo americano: "Estou grávida. Pode passar o nabo?";

*Carregar sempre um livro com você, mesmo sabendo que você está saindo de férias e que pode ter muita coisa para fazer;

*Comprar um vestido alguns números a menos na esperança de que você poderá emagrecer e entrar nele.

Mais alugma? Essas são algumas de que me lembro...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Crônicas urbanas de um cotidiano surtado


Adoro escrever crônicas e poesias...e algum tempo deixei para lá. Vou retomar essa minha tentavia hoje aqui no blog, mas me poupem dos tomates.E lembre-se qualquer semelhança com a realidade pode sim ser mera ficção, ou não.

CRÔNICAS URBANAS DE UM COTIDIANO SURTADO
Eni sábado. Sem as obrigações de horário para acordar, dormir, chegar no trabalho, almoçar, bater cartão...Mas o mais legal são os planos para noite. Nesse momento o que resta? Passar um "fax" para colegas e ver quem se habilita para comprar quem sabe um vestidinho bem provocante. Quem sabe um daqueles que nos faz esquecer que a semana está acabando e outra já está chegando. Bem, depois disso é preciso arranjar tempo para ir ao salar fazer às unhas, cabelo, tratar da pele...E, claro, está linda, ótima e muito bem humorada para noite que promete.

Agora esse é o momento: bater calçada, no bom sentido. Entra e sai. Entra e sai. E tira e bota e tira e bota (Hum! Que isso parece sugestivo). Mas depois de algum tempo por mais encatadora que a idéia tenha lhe parecido a brincadeira cansou. Enfim, essa será a ÚLTIMA E PONTO FINAL. Quantos vestidos! Acho que nem me lembro mais do que é que estava precisando...Ah! Ali está: branquinho, lindo, com rendinhas meigas, tão primaveral. Tudo bem é um número a menos, mas quem sabe entra né? Vamos apelar para "Seu Longuinho". Ai meu Deus às lojas já estão fechando. Já são 15:00. Ainda falta um monte de coisa, inclusive descançar para ficar mais linda. Calma, calma. Esse vestido vai entrar. Entrou! Mas não fechou, o que me lembra a destestável idéia de que tenho que perder alguns quilinhos. Ops!Mas há ainda outro problema, além de não ser mais um vestido digno da minha confiança, claro: Como é que não pode caber em mim?

E não é que o vestido tem cara de vestido de casamento. Ô ou! Vestido errado. Festa errada. Ainda não é hora para isso. Mas que era lindo era.Além de ser um daqueles vestinhos que é alguma coisa nove e noventa e nove, que ilude porque a gente morre achando baratíssimo, né? Enfim, lavamos nós para casa finalmente. Como nada agradou vai aquele pretinho básico: o coringa nas horas mais difíceis.

E a noite promete. Um cantor de "cutuvelo" para cá e para lá. E a gente aguenta. Amigos bem sucessidos, outros nem tantos. E a gente aguenta. Gente que você quer evitar. E tudo parecia dentro da normalidade, a não ser o fato que os pés estavão me matando com aquele salto alto que a maioria das mortais não tem o hábito de usar diariamente no trabalho. Comes e bebes para lá e para cá. Para salvação da lavoura o repertório muda para uma coisa mais animadinha e junto com ele "alguém mais animadinho" que começa uma discussão que quando você menos espera parece o estouro da boiada. Tumulto contido. Pés doendo. Nervos abalados. É o fim da noite e o que nos espera é uma cama macia e fofinha. Mas em tempos de Lei Seca (se beber não dirija)resta pegar um táxi. E então, todos vão pegar um táxi também. Outra caçada a carruagem que levará direto ao reino dos céus. Depois de ultrapassar vários obstáculos,inclusive pessoas, a redenção: UM TÀXI.

Nos jogamos para dentro para ter certeza de que ele não seria saquiado por ninguém. Estávamos lá rumo a casa, observando felizes (de alívio, né?) o desepero dos outros para conseguir sua carruagem. Com um coleguinha dentro do carro meio lá meio cá, por causa de uma biritazinha a mais. Quando, de repente, uma brincadeirinha a mais outra a menos, o taxista surta. Se empolga geral e começa a participar da fuleragem. Sendo que a medida que ele brincava, ele também esquecia o volante. Ai, ai. Não era apenas brincadeiras porque o cara começou a entrar de repente no papo cavernoso de católico que é espírita e viu num sei o que num terreiro de candomblé. O que era aquilo? O cara não estaria cumprindo a lei seca em horário de trabalho. Sim, porque para ele dirigir sóbrio era obrigação de trabalho. Mas pelo papo e a ausência do cheiro de álcool no ar, o problema não era embriaguez. O CARA ESTAVA SURTADO. Descompensou. Desatou a falar da vida dele e a enfiar espíritos sobrenaturais. E não era coisa de fanático religioso não. MORAL DA HISTÓRIA: chegado no reino dos céus da nossa paragem via nossas camas, metade da galera se jogou fora do carro, com medo, de saco cheio por causa dos próprios problemas, achando que aquela não era a hora... E apenas uma única corajosa ficou lá dando conselhos ao taxista para que fosse para casa descansar e tal.

Era só o que faltava: um táxista surtado numa noite cansativa. Amanhã quem vai ter que correr para marcar uma hora com a terapeuta sou eu. Ai, ai, mas enfim lar doce lar. Ontem já passou e o agora é hoje.

sábado, 6 de setembro de 2008

Né num tem a ver com cré


Bem, passei hoje boa parte do dia batendo perna atrás de roupinha. Tô morta! Satisfação: quase zero. Mas dessa vez não foi para mim. Fui personal style de um colega. Não que eu seja uma consultora de primeira, mas quebro o galho. O fato é que ultimamente acho a moda muito igual, como disse uma outra colega que estava comigo. Parece que os estilistas enlouqueceram e juntaram os babados do mundo todinho, todas as cores berrantes, todos os tecidos de péssimo caimento e acabamento, todos os brilhos, sem contar que no final a roupa tá daquele jeito: "né num tem a ver com cré". Falta alma nas roupas. Estilo de verdade. O povo enlouquece e veste qualquer coisa, sabe!? As pessoas não se identificam mais com o que vestem. Eu ainda sou um amante a moda antiga: passo pela vitrine, paquero, penso se tem a ver comigo, em quais ocasiões poderei usá-la, quais outras peças que tenho que podem ser recombinadas com a nova, se são confortáveis...porque sinceramente não dá para vestir qualquer coisas somente porque é releitura de uma década perdida ou é pós-moderno ou ainda uma adaptação intercultural. De fato às vezes caio na tentação e compro só porque acho bonitinho e nem precisaria tanto da peça, mas também não visto uma melancia só porque a menina da novela das oito estava usando. E vamos combinar? A maioria das lojas populares não priorizam pela elegência e customização, mas pela geralzona e de qualquer jeito. Mesmo aderindo a tática da minha amiga Jad: refaça, customize...nem sempre dá para encontrar qualquer coisa APROVEITÁVEL, há tempo, habilidade e a peça pode sair pior do que antes ou até bem mais cara. Entretanto, muitas de nós mulheres ainda caimos nessa besteria. Por isso que hoje quando cheguei em casa com minha cabeça poluída de tantos paralelepípedos pendurados em vestidos e blusas, decidi fazer uma arrumação no meu guarda-roupa e lembrar que tenho somente um corpinho. O resto é estratégia de venda: é preciso criar uma necessidade que não temos, inclusive, vender/comprar a falsa idéia de que comprando a sandálida da Gisele, ou aquela maquiagem da propaganda vamos ser impossíveis. Ai ai ai...tudo está dentro da cabeça! E pobre de mim que ainda não posso ir a Marte procurar uma pecinhas... E ainda, por quê? Por quê meu Deus, as antigas costureiras de bairro nos abandonaram. Elas só se interessam agora em consertar a merda dos pré-fábricados.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Aventuras em cima de uma bike


Olha se posso recomendar alguma coisa para quem tem uma vida sedentária, recomodo andar de bicicleta. Nossa é tudo de bom...No começo é difícil porque a gente sente cansaço físico e respiratório, além claro daquela maravilhosa dor nas pernas e de algumas quedazinhas...Quem não caiu quando criança, ainda está na hora. Depois basta apenas "levantar e sacudir a poeira e dar a volta por cima". Vai ficar lá aquelas cicatrizinha no joelho, mas que nada...Bem, o fato é que quando se pega o o ritmo...Hum!Nada substitui o vento passando pelo corpo, a aventura de fazer alguns circuitos de bicicross, a emoção, tomar água de coco quando cansada, a luz do sol refletida na água ou quem sabe o entardecer para quem tem a oportunidade de pedalar próximo dela...sem contar que ficar comprando acessórios de bicicleta vicia. A única parte nada legal nessas aventuras é que somado a minha falta de experiência em pedalar e a falta de ciclovias, existe uma enorme falta de educação de todos desde os pedestres, passando pelos motociclistas e pelos motoristas. Além de sermos alvo do "ME ACERTE". O fato é que até parece que o pessoal gosta de "brincar de eu vou me matar". Todos andam dentro da ciclovia: do picolezeiro a galera da caminhada. Eu não conto quantas vezes livrei de palmeiras, carrinho de som, atropelamento de velhinho, de casal enfim...nem conto. Como faz falta um pouquinho de educação. Um país tão lindo poderia demostrar um pouco mais de educação, por isso a maioria dos estrangeiros que chegam aqui acham que podem fazer um oba-oba de nossa pátria. Parece que educação de trânsito tem que fazer parte é do curricular escolar e não apenas de campanhas pontuais em épocas de festas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Para além das diferenças


O dia não poderia começar, nessa minha "fase de molho", sem escrever no blog. Faz parte da minha higiene mental. Colocar o que penso para fora, sem muitos receios...Mas o que martela hoje na minha cabeça foi um texto da coletânea apresentada pelo livro "Oralidade e Subjetividade: os meandros infinitos da memória". Tem um texto de Alesandro Portelli, acredito que um pesquisador italiano, no qual ele fala da importância de aprendermos com as diferenças na pesquisa de campo. A grosso modo ele fala que não devemos nos igualar aos narradores que pesquisamos numa tentativa de aproximação que neutraliza as diferenças. Eles sabem quem somos, sabe que existe diferenças que nos separa, portanto, não adiantar fingir que não existe. Ou seja, esse negócio "se você está em Roma faça como os romanos", não é bem assim porque nunca vamos ser um deles. Nunca vamos ser romanos. E o que nos resta? Saber. Não negar. E finalmente construir uma relação, no caso de pesquisa, para além dessas diferenças. Elas existem estão aí. Não seremos nunca um "romano", mas nos resta criar pontes de fluxo entre essas diferenças. E o que isso tem haver com a vida? As diferenças entre pessoas existem. Nunca saberemos o que é viver sendo quem são, mas nos resta compreender, aceitar e construir pontes de diálogo, de trânsito, de idas e vindas. E isso vale para qualquer relação interpessoal não só de pesquisa. Construamos relações para além das diferenças e não tentando igualizar tudo e todos para quem somos e o que somos...E principalmente para que saia do jeito que queremos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

E haja prana



Numa postagem anterior sobre astrologia védica -dica do blog Between Us- o símbolo que representava minha missão na terra era upaganda porque me sentia dividida entre trabalhar e aproveitar mais a vida. Na hora achei que não tinha muito haver comigo. A minha rigidez de personalidade às vezes me impede em ver que ter que gostar de trabalhar é até mais necessário, pelo menos nos tempos atuais, do que diverção...Mas confesso que esses dias de molho para recobrar-me de uma "pequena/grande" indisposição tem seu lado bom, para não dizer maravilhoso. Durmir e acordar não muito tarde. Tomar o café da manhã tranquila. Andar de bicicleta às margens do Açude Velho. Ir ao Yôga por recomendações médica. Olhar meus e-mails, postar no blog, ler com tranquilidade, papear no MSN é um sonho...Tudo que pedi a Deus: Que o relógio não me persiga! Acho que nisso a astrologia estava certa. Claro que às vezes vem aquelas coisas na cabeça: "ai falta isso e aquilo para fazer. Tem o prazo disso e daquilo...e ansiedade logo bate". Mas faço: XÔ! Esse corpo não te pertence. Volta para o mar oferenda! E tudo que teve de ruim já passou. Foi uma fase. E eu sei e gosto do que faço. Como minha professora de Yôga falou tenho um ótimo prana que são as energias que emanam dos chácaras. Swásthya para todos!


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Juventude Limpa e Jonas Brothers: só sendo coisa de americano mesmo


Se alguém já teve a oportunidade de ver Lances da Vida no Sbesteira, em alguns episódios aparecia um grupo chamado Juventude Limpa. Eram jovens que já tinham experimentado uma vida sexual, mas que optaram pelo celibato por causa de algum momento díficil em suas relações amorosas tipo: traição, aborto etc. Sinceramente achava que era coisas da ficção e tal. Até porque o EUA não é um país tão liberal assim. O conservadorismo é não só mais uma ala político-partidária, mas valores cultuados por boa parte dessa sociedade. Inclusive tive a oportunidade de ler uma tese de doutorado sobre políticas reprodutivas e nela havia o alerta de que o governo estadosunidense estava dando incentivos financeiros para os países que destribuiam menos camisinhas e eram intolerantes ao aborto, já que tais métodos contraceptivos incentivariam a promiscuidade entre o jovens e desistimularia a opção pelo casamento. Enfim, descordo que colocar um grupo de jovens em situação de vulnerabilidade social ao não distribuir preservativos, seja a melhor opção para fazer com que optem pela instituição família. Acho até um retrocesso que depois da invenção da pílula anticoncepcional e do movimento hippe a favor da liberdade sexual, movimentos como esse existam. Decepções amorosas sempre vão existir e faz parte de um aprendizado do relacionamento. Não é a toa que muitos casamento vão por água abaixo ante a dificuldade dos parceiros em falar sobre sexo ou a falta de experiência no assunto...Também não é menos verdade que esse oba-oba de ficar com um, dois, três...em que as pessoas são descatáveis, não é legal porque torna os laços humanos fragéis. Mas sabe o que me surpreendeu? Saber ontem pelo Fantástico que uma banda nova de rock, convidada para o museu do rock, usam os chamados anéis da virgindade porque pretendem fazer sexo somente quando se casarem porque são meninos de família. O que é isso heim?Seria o Jonas Brothers a Juventude Limpa do SBT? Teria saido daí a inspiração para a série? Qualquer um faz o que quer com sua virgindade, inclusive transfomá-la numa estratégia de marketing ou quem sabe de convicção conservadora ultra-radical...