sábado, 6 de setembro de 2008

Né num tem a ver com cré


Bem, passei hoje boa parte do dia batendo perna atrás de roupinha. Tô morta! Satisfação: quase zero. Mas dessa vez não foi para mim. Fui personal style de um colega. Não que eu seja uma consultora de primeira, mas quebro o galho. O fato é que ultimamente acho a moda muito igual, como disse uma outra colega que estava comigo. Parece que os estilistas enlouqueceram e juntaram os babados do mundo todinho, todas as cores berrantes, todos os tecidos de péssimo caimento e acabamento, todos os brilhos, sem contar que no final a roupa tá daquele jeito: "né num tem a ver com cré". Falta alma nas roupas. Estilo de verdade. O povo enlouquece e veste qualquer coisa, sabe!? As pessoas não se identificam mais com o que vestem. Eu ainda sou um amante a moda antiga: passo pela vitrine, paquero, penso se tem a ver comigo, em quais ocasiões poderei usá-la, quais outras peças que tenho que podem ser recombinadas com a nova, se são confortáveis...porque sinceramente não dá para vestir qualquer coisas somente porque é releitura de uma década perdida ou é pós-moderno ou ainda uma adaptação intercultural. De fato às vezes caio na tentação e compro só porque acho bonitinho e nem precisaria tanto da peça, mas também não visto uma melancia só porque a menina da novela das oito estava usando. E vamos combinar? A maioria das lojas populares não priorizam pela elegência e customização, mas pela geralzona e de qualquer jeito. Mesmo aderindo a tática da minha amiga Jad: refaça, customize...nem sempre dá para encontrar qualquer coisa APROVEITÁVEL, há tempo, habilidade e a peça pode sair pior do que antes ou até bem mais cara. Entretanto, muitas de nós mulheres ainda caimos nessa besteria. Por isso que hoje quando cheguei em casa com minha cabeça poluída de tantos paralelepípedos pendurados em vestidos e blusas, decidi fazer uma arrumação no meu guarda-roupa e lembrar que tenho somente um corpinho. O resto é estratégia de venda: é preciso criar uma necessidade que não temos, inclusive, vender/comprar a falsa idéia de que comprando a sandálida da Gisele, ou aquela maquiagem da propaganda vamos ser impossíveis. Ai ai ai...tudo está dentro da cabeça! E pobre de mim que ainda não posso ir a Marte procurar uma pecinhas... E ainda, por quê? Por quê meu Deus, as antigas costureiras de bairro nos abandonaram. Elas só se interessam agora em consertar a merda dos pré-fábricados.

Um comentário:

  1. Mulher... Eu estou em "crise" no que diz respeito a estilo. Sempre me senti muito bem de vestidinhos e sainhas, tu sabe, mas de repente me vejo flertando muito com um jeans uma regata básica qualquer. A paixão por sandálias foi substituida pela paixão por sapatilhas e peeptoes... E, creia: até uma de oncinha eu comprei. Ainda não usei, mas acho que ela vai ficar muito bem com um macaquito curto de algodão que eu tenho, com um top cor-da-pele e um colarzinho de sementes. Não sei... Deve ser a proximidade dos 32 e as dúvidas que pairam sobre a cabeça: "será que ainda posso usar isso?" ou "isso é 'velho' demais pra mim'"?

    Hum... Sempre detestei relógios e me vejo AMANDO relógios grandes e, de preferência, uns que pareçam bem masculinos. Nunca gostei de anéis e sinto necessidade de usá-los. Nunca gostei de nada pendurado no pescoço e agora tenho uma caixa cheia de colares. Sempre detestei aromas doces e agora não consigo me ver saindo de casa sem meu hidratante Love Spell (Victoria Secret)... É moça. Devo estar em crise. Identidade, estilo e sabe Deus mais o quê.

    Isso daria um post... vou pensar no caso ;-)

    xêro

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