sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O clássico pé na bunda


Uma amiga chegou hoje na minha casa me pedindo conselhos de como dar um pé na bunda do ex-atual. Bem, não sou muito boa nisso porque sempre espero que outro faça isso, assim o sentimento de culpa é menor. Oh!Minha culpa minha máxima culpa. Detalhe: ela ainda gosta dele, ele é do tipo nada confiável, mas ela está disposta a por um ponto final nessa história. Pensei: que legal!.

Enfim, TEMOR PRINCIPAL: ouvir aquele sermão de que nada deu certo por culpa SUA! Engraçado a culpa nunca é uma conta conjunta, né? E é sempre com juros e recheada de sadismo em ver o outro se contorcendo.

A enquete para preparar para o "grande encontro" foi:
>"Você acha que ele tem algo de novo para dizer que mude a situação"? Respt.: "NÃO">
"Mas no fundo o que você quer ouvir que ele ainda gosta de você?". Respost.: "É".

Detalhe: alguns seres humanos tem a estranha mania de achar que o outro tem o direito de expressar o que sente, mesmo em situações difíceis. E alguns passam por cima desse direito e chuta o pau da barraca bem seguro de modo a pegar na sua cara.


Diálogo:
"Convicta então de que essa pessoa mente; vai apenas tripudiar em cima de seus sentimentos e ainda possívelmente vai dizer que não a quer mais por estar com outra, diga que foi um equívoco ter chamado para conversar. Que não há mais nada a ser dito porque já se magoaram muito e que cada um siga suas vidas sendo felizes para sempre. Não me ligue mais! E principalmente CORRA. Fale isso em menos de 10 palavras para não dar chance da pessoa magoá-la e num lugar que NÃO envolva quatro paredes (para não cair em tentação) e nem beba, para que entre o tempo em que o garçon traz a bebida ou a conta, o outro aproveite a oportunidade para massacrar"

Exatamente foi esse o conselho que dei: CORRA! E nada melhor do que um novo amor para curar um antigo (até porque ela já tem gente interessante à vista)porque ter uma conversa que não vai levar a lugar nenhum não vale realmente a pena. Quem gosta de remoer é vaca. Bola para frente. Dói? Dói, mas se é inevitável arruma-se artifícios.

Pensamos em todos os detalhes,mudar número de telefone, lugar do encontro, a hora, num calmantizinho para que ela consiga dormir e treinamos. Tomara que der certo. Estou torcendo por ela e mandando um monte de energia positiva para que tudo dê certo e doa o menos possível. Sorte amiga! Sorte amigas! Porque a esperança de se ver livre dos calos secos que incomodam nossas almas é a última que morre.

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