sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Silêncios e segredos. Quem não os têm?


Do cantinho dos meus silêncios. Do cantinho dos meus segredos...

Na faculdade descobri que existia pelo menos 18 tipos de silêncios. Me lembro até hoje do que pensei na hora:"Silêncio é silênico e pronto". Numa resposta bem simplista sobre as coisas do mundo.
E nesse dia descobri que o silêncio pode querer dizer: dor, angústia, medo, surpresa, reflexão, meditação... mas não lembro se algum falava sobre segredo...Eu sempre disse a um amigo meu que toda família tem os seus segredos e sendo ainda mais geral posso dizer que toda pessoa e toda relação guarda ou guardam seus segredos. Pequenos talvez, outros vergonhosos ou quem sabe daqueles bem cabeludos...

Particularmente, me foi evidenciado essa relação silêncio/segredo, ao terminar de ler o mais novo livro de Lya Luft: "Silêncio dos amantes". Afinal todos são amantes independente do tipo de relação que estabelece: pai-filho, irmão-irmã, marido-mulher etc.

O livro é muito bom, mas nem se compara a "Perdas e ganhos" também dela. Talvez expactativas minhas. Ela reserva entre os seus 20 contos/crônicas, os melhores para o final. E ao terminar de ler pensei: Quais são os meus silêncios? Meus segredos? E logo percebi que meus silêncios e segredos apresentam um outro elemento como numa tríade: silêncios-segredos-medos. Guardo meus medos em segredo e, portanto, me silencio como o herói Aquiles que esconde seu calcanhar do inimigo Ares. Meus medos/segredos que não gosto de revelar nem a mim mesmo, posso pontuá-los mais ou menos assim:
  1. ser sozinha;
  2. ser dependente;
  3. ser carente;
  4. ser romântica;
  5. ser frágil/sensível;
  6. não ser hipócrita;
  7. não saber ser uma mulher
Claro que faço tudo ao contrário: me socializo, mostro ser indepente, auto-suficiente, racional, diplomática e bem "dona do meu nariz". Mas no fundo...É. Parece que hoje dei um grande passo a frente em romper os meus silêncios, em reconhecer os meus medos. Afinal já dizia o oráculo grego: "Conheces a ti mesmo". Ou quem sabe o enigma da esfinge: "Decifra-me ou te devoro."

Voltando ao livro, tenho que confessar minha grande heresia, para alguns, porque para mim nada mais se trata de conversar/interagir em silêncio com o livro: gosto de sublinhar o que é significativo, importante, nas páginas que leio. Quando quero relê-las é mais fácil encontrá-las e mesmo que meu pensamento tenha mudado, não me importa. Somam-se outros significados. Quando pego um livro marcado não me preocupo com as marcações de quem as fez, não induzo minha leitura, para falar a verdade nem reparo, noutras descordo ou concordo. Entretanto, jamais as faço em livros que não são meus ou públicos.

Sendo assim, marquei algumas frases que mostraram essa relação silêncio/segredo que nós nem sempre percebemos:

"Felicidade estava disponível ali tão perto, na manhã diante da varanda. No marido preparando o café, logo ele entraria no quarto com a bandeja, café, fruta e uma flor. Ela gostava de ser mimada, e às vezes ele gostava de a mimar";

"Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos - e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna tão simples e tão indiferente".

"Mas como paixão é glória e insanidade...";

"E quando, na penumbra, se abraçaram e logo começaram a gemer, e se esfregar, e se procurar, ela sentiu entre horrorizada e feliz que suas grandes asas se desdobravam. Mas o amante não se assustou. Não se afastou. Apertou-se mais a ela, dizendo, vem comigo, vem comigo, vem comigo, vem comigo. E abriu suas asas também.

"Entre todos os amantes há zonas de segredo necesárias, que também podem unir. Invadidas, talvez provocassem inúteis sofrimentos. Leva tempo aceitar isso sem mágoas"

"Quase voltei, quase perguntei o que havia. Mas desisti e fui em frente, com a leveza dos que ignoram. Em vez de indagar, varri minha breve inquietação para debaixo do tapete, como a gente constuma fazer. E se eu tivesse perguntado? E se ele tivesse me dito? Se eu tivesse merecido saber?Isso me atromentou por longo tempo. Eu me sentia muito culpada. Hoje, acredito que não saber é o que torna a vida possível";

"Uma parte de nós fora desperdiçada, sem volta, sem remédio. Errou ele, errei eu? Essa dúvida, pungente dádiva, foi seu último presente para mim. (...) Basta um desenho antigo, já amarelado, um perfil marcante como uma figura de proa avançando pelo grande mar onde para sempre nos perdemos"

"Palavras uma máscara de tragédia ou nariz de palhaço, abrem campos queimados até a raiz da última plantinha, como os que se estendiam entre nós (...)Sem que eu soubesse, as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenossos nas apredes do silêncio(...)"

"Cada perda tem sua hora, hora de acabar, cada morto seu prazo de partir, e não depende muito da vontade da gente"

"Diz que preciso me acostumar ao mundo real, que não posso ficar carregando um banquinho pela vida afora";

"Morrer devia ser como parir a si mesmo";

"Só porque existo, ofendo os outros";


"Mãe não conta, porque me pariu e e me ama com aquele amor aflito e culpado";

"A gente tinha só aquela [mãe] da qual era melhor ficar longe, sofrendo numa confusão de amor e raiva";

"Minha mãe definhando em casa, de amor, medo e dor";

"Que estranho o cheiro da velhice:mofo, alfazema e segredos"

Luft, Lya. O silêncio dos amantes. 4 ed. Rio de Janeiro: Record, 2008

Do cantinho dos meus silêncios. Do cantinho dos meus segredos...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Onde danado eu aprendi a gostar de ler?



Hoje fizemos uma dupla dinâmica para arrumar os livros paradidáticos e didáticos de onde trabalho. E tanta coisa veio a tona, além dos milhares de grãos de poeira...Uma delas foi minha primeira coleção de livros. Dada pelo meu pai, um cara que não é muito alfabetizado, acho que ele somente o fez porque os livros são, porque eu ainda os tenho, bastante coloridos e com uns hologramas na frente que dá a impressão que a figura tem vida. Eles possuem exatos 24 anos e a historinha que eu mais gostava era a da Pequena Vendedora de Fósforo, a mais triste. Pobre e órfã, a pequena vendedora ao final morre de fome e de frio na noite de Natal, com sua vozinha levando-a para o céu. Nossa que morbido para uma criança né? Mas eu na epóca não achei que a menina tinha morrido, ela tinha ido apenas para o céu com a avó falecida, enfim, fantasias de criança que ainda não aprenderam a lidar com a morte. No resto, a coleção tinha os clássicos, João e Maria, Branca de Neve, Cinderela, João e o Pé-de-feijão e o último, A pequena polegarzinha.

Depois dessa coleção, lembro de minha mãe lendo apenas uns dois livros em casa: O Pequeno Princípe e um que falava de escada e coração (suspeito que era auto-ajuda relacional). Nunca mais a vi lendo. Hoje quando acho algo interessante leio para ela em voz alta e pergunto o que achou. Me parece que as tarefas domésticas lhe tiraram o gosto de ler.

Um outro flash que me veio na cabeça e que comentei com a colega de trabalho foi sobre meus 11 anos quando fazia a quinta série. Tinha uma disciplina no Colégio Alfedro Dantas (CAD) que era ministrada por uma professora que tinha cara de bicho e nome de flor. A disciplina era de artes, mas era o momento obrigatório de leitura. Ela fazia uma exposição dos livros no bereaux e olhava para cara do aluno e escolhia o livro. Quanto mais bagunceiro o aluno, mais grosso e velho era o livro. Nossa! Morria de medo dela. Morria de medo de não conseguir ler. Nós tinhamos um mês para ler e fazer um resumo do livro como nota. Uma vez por semana e a cada mês viamos aquele olhares policialescos da professora e escutavamos o silêncio sepucral da sala na hora da leitura. Ela nunca deixava a gente escolher o livro. Na época ouvia as colegas de classe comentando sobre livros como Poliana Moça e Menina-mãe. Ficava louco para lê-los, mas como era ela quem escolhia...O Livro mais horrível que ela me deu foi um da menina arco-íris. O livro todo era menina visitando os países das cores: O país Vermelho onde tudo era vermelho. O país Amarelo...Esse foi o pior resumo que eu fiz porque não tinha o que dizer. Somente o nome da personagem, as cores que visitou e a volta para casa. Esse livro foi um trauma na minha vida...Nem sabia eu que outros traumas de indução de leitura me viriam mais tarde. Mas um dia tive a alegria de receber o livro que queria ler: Menina-Mãe. E É POR ISSO QUE HOJE SEMPRE ORIENTO AS PROFESSORAS:"Deixe os alunos olharem os livros, manusiarem, desisitir de um para pegar outro. Não tornem a leitura num castigo nem em uma obrigação..." Entretanto, garanto uma coisa: eu não aprendi a gostar de ler nessa disciplina, nem com essa pessoa. Por ela, o trauma com os livros teria sido grande. Deus me livre de alguém lembrar de mim assim.

Acho que depois disso só me resta falar da oitava série, quando lia os textos de um livro de Frei Betto de OSPB (Organização Social e Política do Brasil, garanto que era melhor do que Moral e Cívica da sexta série). Enquanto o primeiro era bastante crítico e me despertou o gosto pela leitura e crítica as coisas do mundo, os livros da segunda disciplina misturava patriotismo e religião, lavagem cerebral pura. E como eu adorava os porquês? Já viu. Será que foi aí que me perdi? Ai, ai...Ou me achei.

No primeiro ano científico, atual primeiro ano do ensino médio, pude escolher meu primeiro paradidático: O Golpe de 64 e a ditadura militar de Xavenato. Amei o livro. Era política pura, com fotos dos locais de tortura e tal...Depois disso sempre estava lendo a revista Veja. Em janeiro em plenas férias pegava a Veja de alguém, porque eu não tinha grana para comprar e lia de cabao-a-rabo. Nada escapava. Hoje já posso dizer que tenho minha opinião formada sobre o conservadorismo e o oportunismo de muitas das matérias dessa revista. Lembro que cheguei a falar para um ex-namorado que ficou enciumado por estar dividido minha atenção com revista que aquele tipo de revista não era para foliar porque não era de figurinhas, mas para ler. QUE CACETADA EM THAISA! Como fui arrogante. Ele saiu com raiva, também pudera...Os anos consecutivos foram para livros de vestibular, onde nem todos me agradavam.

Enfim, faculdade e o primeiro livro que escolhi para ler foi "O Existencialismo é um Humanismo" do filósofo Sartre. Me apaixonei. Mas o trauma com as leitura induzidas continuaram ainda na faculdade, mais por causa das professoras do que das pobres leituras, literalmente. Acreditam que tinha uma professora que chamavam-na de Pikachu (abaixo)? Outra mandava a gente completar frases como no jardim da infância. Tipo: O céu é.....

Bem, minhas aventuras pelos livros começaram com os contos infantis, cataputaram com Sartre e hoje leio tudo, até bula de remédio. Sempre tenho um livro comigo, entretanto, direcionado ao trabalho é verdade, mas isso está mudando ou pelo menos equlibrando. Quando numa livraria me sinto como uma personagem de um conto da Clarice Lispector, ansiando por um determinado livro como se fora um amante.

Hoje me sinto na obrigação de abrir esse mundo para meu irmão. Foi difícil, mas eu acho que quem ajudou mesmo talvez tenha sido um primeiro amor...mas que seja então! Ainda melhor.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O que me faz feliz



(Finalmente tive tempo de copiar a idéioa de Jad, que copiou da Lu Brasil)
O que me faz feliz?

Dormir espalhada num camão e monte de travesseiros fofos

Carinho na cabeça e no pescoço, bem despretensioso...

Fazer o momento "Amy Winehouse (quadro de pânico na TV) junto com meu irmão: sair correndo e gritando dos lugares tipo: terminal de entregação, Iguatemi, Hiperbompreço (lugares chatos ou cheios)

Escrever diariamente no Blog. Amo escrever. Minha mãe diz que não posso ver uma caneta. Agora com o mundo virtual: teclo.

Uma caixa de chocolate ou um pote de iorgute de frutas e muita granola. Ah!Perdi 4 kg fazendo a dieta do iorgute já que não posso abusar do choco. Sabe como é? Dá vontade de comer?Tasco iorgute diet-light com granola..

Meu sorvete "mistureba": chocolate, tapioca, banana caramelada e por fim creme com passas.

Usar qualquer coisa que comprar o mais rápido possível. Nem que seja para ir na esquina.

Comprar artesanato

Chegada do verão: MAR, MAR, MAR...

Roupa folgada e chinelo

Colo quando triste

Rir de qualquer besteira como o teipe da batata com baycon que Nilo, namorado de Jad, me mostrou e tive um acesso de riso

Estar triste e alguém trazer um chocolate como surpresa

Fazer meu bolo de trigo e me sentir uma "chef de cuisine" porque todos devoram

Sair com meu irmão siamês Moisés, minha irmã gêmea Kércia ou momentos com Jad

Gilmore Girls, Sex in The City: Vício em mini-séries americanas

Ver desenhos legais, os de infância quase

Me sentir boa no que faço: estabilizar um problema psicológico ou escrever bem na faculdade

Sonhar em ser magra como um contonete e já fui: por 6 meses

Calcinha shortinho com bichinhos combinado com sutiãs pula-pula (peito amarradasso, tipo boing-boing da Rede TV), rss

Pé descalço. E na areia então...

Fotografar

Passear em domingo de sol e se der na praia

Pagar as contas, nem que fique dura

Sobrar um troco para tomar água-de-coco depois de andar de bike

Domingo com os amigos

Ler um livro que queria muito e que não faça parta de leituras para trabalho, como Malfada, o quadrinho do escritor argentino Quino

Reencontrar velhos amigos

Cabelo cacheado, mas sem volume. E viva a minha progressiva!

Receber um abraço apertado de Felícia

Joaninhas

Receber comentários no meu blog

Ouvir “estou do seu lado”

Cheiro de livro novo

Canetinhas coloridas

Comprar/ganhar coisas artesanais. De preferência brincos, blusas e bolsas

Ver filme no escurinho do cinema com pipoca e guaraná.

Sentir vento no rosto quando estou pedalando

Tomar um "banho de descarrego". Ou seja: bastante tempo, bom xampu, sabonte liquído, óleozinho de maracujá da natura...

Rever fotos

Nascer e pôr-do-sol

Conquistar um sonho

Filme água com açúcar

Ficar embaixo do edredon agarradinha quando está frio vendo filminho

Sentir a areia sob os pés

Ser quase caseira

Ver o mar

Viajar

Comprar sombras que revelem meus olhos verdes.

Sair para bater perna como quando era adolescente para ver vitrine, fazer pequenas compras etc

Disque SAMU emocional: colo

Ficar feliz com antigas lembranças

Voltar a ter impeto para escrever

Blogar o Between Us e as dicas de leitura de outros blogs que pego nele

Beijo na testa. Nossa!

Aprender a conviver com gente que nova, que acabo de conhecer

Ser reconhecida por quem me importa

Amanteigados(biscoitos)

Acordar sem precisar do barulho do despertador

Ler

Navegar pelas fotos do orkut

Rolar na grama

Pegar Jacaré na praia

Sentir o vento quando de moto

Ver flores no inesperado

Raspar o que fica de gostoso na panela

Ser adapta da reciclagem e de salvar a natureza

Ser desencanada com grana e bens materiais

Ouvir que tenho uma energia boa

E um monte de outros pequenos momentos.

E o que faz você feliz?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Para todas as coisas: momento?






A música abaixo de Ana Canãs me fez pensar em quais são os momentos certos para fazer




determinadas coisas que queremos ou que achamos que devemos, ou ainda que sentimos ou deixamos de sentir...Enfim: qual o momento certo de sair da casa dos pais? Qual o momento de casar? Qual o momento de largar o emprego? Qual o momento de acabar relacionamento? E a única coisa que vem a minha cabeça é que momentos: criamos. Não existe o momento certo. A única certeza é de que se algo se torna insuportável é porque está na hora de partir, seja do emprego, do casamento, da casa dos pais. Mas até que ponto algo é realmente insuportável? O limite de tantos varia para curto, muito curto, longo e muito longo... mas uma outra coisa que me vem na cabeça logo em seguida é que mesmo os limites mais elásticos tem como fim, além do insuportável, a certeza de que não mais satisfaz a si, o cansaço, e que apesar de fazer tudo para mudar, as coisas permanecem andando em círculos, machucando e doendo. Assim para todas essas coisas:








Para o insuportável, reflexão




Para o cansaço, coragem




Para as voltas, a quebra.




Para o momento certo, decisão




Para a insatisfação, o fim












Vale a pena ver a letra e escutar a música de Ana Cañas. Lá vai em partes...




Para todas as coisas








Para seduzir, olhar




Para divertir, bobagem




[...]Mas para enfrentar, coragem




[...]Para levantar, sol




Mas para dormir, colchão




Para entender, conflito




Para se ganhar, amigo




[...]Para o verão, viajem




[...]Para distrair, TV




Para uma dieta, açúcar




E para amar, você




Para encontrar, vontade




Para atravessar, a ponte




Para desejar, sorte




E para ouvir, Marisa




Para Capitú, Machado




Para uma mulher, Clarisse




Para Guimarães, Brasil




Na terceira margem do rio




[...]Para o batom, um beijo




Sempre muito apaixonado




Para se pintar, espelho




Para se perder, aposta




Para dividir, segredo




Para namorar, se gosta




Para um biscoito, avó




[...]Para todas as coisas, nó




E para terminar, final


Vuco-vuco ou muvuca? Pode escolher



Eu não sei se é assim com todo mundo, mas todas as vezes que estou fazendo grandes empreendimentos, que no meu caso estão relacionados a carreira acadêmica, parece que todas as provas de resistências me são colocadas a frente. Tudo começou não na origem do universo, podem ficar calmos, mas na...
  1. Defesa de Monografia do Curso. Defendi no último dia do prazo extra. Passei raspando do prazo e com boa nota. Inclusive o período que antecedeu a defesa era janeiro e todos chamando para praia. Fui com um lote de livro. Banho de mar de manhã, estudo à tarde e encreca de casal à noite. E estudo e encreca de casal têm tudo haver né? Mas foi e deu certo em 2004;
  2. Seleção para o mestrado. Fim de relações antigas, começo de novas. Enfim, estudar para prova e entrevista mais conflitos sobre fechar o que pansou e começar a partir do zero com elemento ciúme no meio. Mas deu certo e eu passei na seleção em 2005. Nem acreditei porque minha vida parecia um encavalamento, ou um engavetamento de carros e eu tentando desviar na pista deslizante;
  3. Defesa de mestrado. Prazo para lá de estourado. Uma crise de depressão por incompatibilidade pedagógica. Tratamento intensivo de ajustes da dissertação durante um mês mais problemas no trabalho que arroxava o juízo. Enfim ,defendi em março desse ano. Foi o maior alívio dos últimos tempos. Parecia que tinha esvaziado todo ar pressionado existente dentro de minha alma e com uma nota razoável;
  4. Seleção para o doutorado agora em 2008. Mais companheiros do que cúmplices, o que dificulta o processo, mais insegurança em escrever depois da minha última relação pedagógica, adicionado a MUVUCA OU VUCO-VUCO de eleição. Imagine eu encarcerada em pleno domingo, num segundo pleito municipal de Campina Grande na casa da minha avó. Detalhe: eu e meu irmão costumanos dizer que a casa dela parece com o grande hotel do filme "O Iluminado" produzido por Stanley Kubrik, o mesmo de Laranja Mecânica. O gênero do filme é um suspense-terror. Tem uma cena bem interessante que um menino paranormal fica andando num longo corredor num triciclo que ao final encontra almas de gêmeas mortas. A cena ficou consagrada porque o diretor fez com que uma câmera seguisse o triciclo dando a impressão de que quem assisti é quem estava pedalando no brinquedo. Enfim, algo macabro, sombrio, vazio, sem muitas boas energias ao final. O dilema do filme era: é tudo fantasia, loucura, que o isolamento ocasiona ou coisas do outro mundo? Pois é, foi nesse local, o grande hotel da casa da minha avó que me refugiei e rezei para conseguir terminar o projeto porque o último dia da inscrição era hoje, segunda-feira, então enquanto todos fuliavam a vitória vermelha, eu me acabava de estudar e o dia inteiro, tentando abstrair as buzinas, os fogos, enfim, tentando finalizar e produto para sair bom. Apesar dos receios dos últimos obstáculos do meu programa "No Limite", que é na tv cultura da minha vida: banco, encadernação, fichas, impressão, falta de tinta no cartucho, mais três vezes o número de concorrentes para uma vaga, falta de grana, prova e entrevista com possível ex-relação pedagógica difícil, vamos nessa né? Vai tartaruguinha...
  5. PS: O fato de ser praticante de yôga não quer dizer que tenho que suportar o próximo tisuname e achar tudo lindo e ficar calma tá? Sou humana e meu yôga concentra-se mais na parte física no que na profundidade da teoria. Preciso de mais tempo para isso.


sábado, 25 de outubro de 2008

Cumplicidade ou companheirismo?



Na última listinha, 3 x4, que fiz no meu blog coloquei que uma das características que não pode faltar a um homem é a sensibilidade e que a minha maior qualidade era ser cúmplice. Na verdade uma coisa leva a outra. Assim, um homem sensível vai entender o melhor momento de ser cúmplice de sua mulher. Eu, por exemplo, sempre pego a deixa de todos que estão a meu redor para ser cúmplice. E não se trata apenas de segredos irreveláveis aos quais graças a Deus acabo esquecendo com o tempo porque minha memória e horrível. Inclusive quando algum segredo é retomado em uma conversa, na maioria das vezes, quem me conta algum deles tem que recontá-lo porque não lembro "daquele segredo". Ainda bem. O negócio fica bem guardado, além de ser também -olha o hiperbolismo - o segredo da minha profissão, né?

Sou cumplice nas pequenas artices do meu irmão, assim como ele é comigo também, rs...dos amigos e sua dores, das circusntâncias estratégicas que exigem muita força na peruca e de alguém que diga: "Não se preocupe estou do seu lado. Caia que eu seguro." Quem me conhece sabe. Defendo os que amo com unhas e dentes a ponto de por em risco minha integridade, seja física, emocional, espiritual e sei lá mais o que. É cada "causo" de arrepiar os cabelos, mas é segredo, tá?

Ao "pé-da-letra", consultando o Aurélio cúmplice significa:

1.
Pessoa que tomou parte em um delito ou crime; co-autor.

2.P. ext. Pessoa que colabora em, ou participa com outrem de algum fato; parceiro, sócio.


De fato é assim que sou: parceira, como se tivesse cometido junto o "delito" dos que eu amo. E por quê não companheira, explico pela definição também:
1.Que acompanha.
2.
Aquele que acompanha.
3.
Camarada, colega.
4. Bras. Pop. F. amistosa de tratamento; meu amigo.


Eu não sou apenas expectadora, colega, tipo "se o bicho pegar eu corro", "uma dia por aí a gente se vê". Eu fico junto. Sou leal aos que amo.

E para que essa discussão toda? Porque sou grata ao Universo por ter colocado meu irmão, até a doidinha da minha mãe, meu irmão siâmes, minha irmã"gêmea gata", Jad e alguns outros poucos, que agoro posso estar esquecendo, como cúmplices da minha vida. Não sei o que seria da minha vida sem ele. Mas ao mesmo tempo me entristece quando ressoa nos meu ouvidos frases como: "falei que eramos companheiros, mas cúmplices?" Pisada feia na bola, literalmente, né companheiro?

Contudo ouvir de quem não se espera: "Fique tranquila. Estarei do seu lado". É surpreendete, além de gratificante por ser mais alguém e principalmente, por me fazer acreditar por alguns momentos que a humanidade pode ser realmente humana e não o simulacro que se manifesta hoje. Assim como li em um dos textos filosóficos que vagueio "amar é amar o desejo do outro", ou seja, é tornar a meta do outro, o sonho do outro, sua meta também e se empenhar e ficar firme para que aquele sonho se realize. Por exemplo: meu irmão sussurrou que queria um quarto dele. Sim, porque ele não pede. Faz menção, o que é lindo na simplicidade dele. Então, já estou pensando em me endividar todinha para vê-lo feliz, ou pelo menos, bem. Somente quem ama narcisicamente, ou seja, a si mesmo, suas vontades, seus desejos e seus delírios, é que se torna incapaz de perceber e de ter a sensibilidade de desejar o desejo do outro: incapaz realmente de amar, na medida em que está tão egoístamente absorto em si mesmo. E sim! Não vale abrir mão de coisinhas que não fazem muito a diferença para quem doa. O doador presenteia ao doado com algo igual ou maior do que gostaria de receber, como um sacrifíco, mas não entendido como tal porque se faz porque que quer e porque se tem a certeza do retorno no mesmo quilate - Lógica da Dádiva, segundo Marceul Mauss.

A vida tem se mostrado assim, ruim por um lado, e supreendente por outra. Ainda bem,né?






sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A dor de cotovelo no máximo chega ao sovaco e é um tiro certeiro no coração.




Estava pensando: porque a maioria das pessoas de repente estão mais propensas a escutar o chamado "lixo musical", com arranjos iguais, bandas iguais e apelação sexual? Me veio uma coisa na cabeça e que não tem haver com "falta de cultura".

Não sei se já repararam pelos cantores daqui da terrinha, quando estão fora do espaço do bar, cantam os mesmos repertórios: as mais pedidas, a roedeira...tipo de quem vai para o bar para afogar as mágoas. Infelizmente, os cantores que se habituam a essa rotina, dificilmente se projetarão no cenário musical. Sim, porque nem todo mundo que vai para um bar ou assistir um show de MPB, tipo Adriana Calcanhoto, Vanessa da Mata, Djavan...está querendo roer. Ás vezes quer se divertir, cantar junto...Quem já teve a oportunidade de ir para shows dos cantores os quais mencionei, os mesmos usam como estratégias intercalar as "dores de cotovelo" com uma música mais animada, dançante. Não é que toda música deve servir para dançar, mas precisa de musicalidade, daquelas que você involuntariamente bate o pezinho por baixo da mesa.

As músicas populares, chamadas de baixa qualidade, como alguns funks, bregas, forrós e pagodes, por exemplo, faz com que o povo dance apesar da dor, que ria do chifre, da traição, do troco...Tipo: "Apesar da desgraça "nós" se diverte". Como nos Simpsons. E acho que os cantores que estão no circuito já perceberam isso. Ninguém, por mais infeliz que seja, quer o tempo todo curtir o cotovelo, pelo menos quer ter a esperança de que vai dar a volta por cima, que a dor vai fazer você se erguer. Mais protagonismo, menos vitimismo. Bem, essa é minha impressão quando escuto os cantores de bar de Campina em outros espaços: "a dor de cotovelo no máximo chega ao sovaco e é um tiro certeiro no coração" como disse meu irmão siamês.

Lembrei de algumas das minhas trilhas amorosas numa linha do tempo, não tão precisa:

Paquera 1: forró pé-de-serra;

Love-love: For Non Blondes (a banda da propaganda do guaraná com pipoca lembram?) Inxs..

Separação 1: Kid Abelha (CD: Meu mundo gira em torno de você. Quase fiz um furo nele);

Reconciliação 1: Marisa Monte (CD: Memórias Crônicas e Declarações de Amor)

Separação 2 depois da reconciliação: Janes Joplin (Eita que essa é brutal! Roi e fui traida com essa música. Meu irmão, essa dobradinha: roedeira/traição num dá. Oooooooooodeio essa cantora).

Reconciliação 2: Eita lembro não...Pêra: a do U2 (Whith or Whithout you...Até hoje ela é clássica)

Paquera 2: Segundo sol (Hoje tenho abuso dessa música, aff! De tanto que me fizeram escutá-la, não foi nem por opção a trilha. Foi por lavagem cerebral);

Love-Love: Maria Rita (No primeiro CD)

Separação sem reconciliação: Radiola (CD que tem a música dois rios que foi parar numa Novela tal). O Cd é muito bom e a roedeira não machuca. Faz você ter forças para se erguer...Eu achei.

Paquera 3/love-love 3/separação e sem reconciliação 3: Placebo (tudo muito de flash e com imagens do Ratizger assumindo o posto de novo papa)

Minha trilha sonora atual: Acho que estou um pouco, para não dizer bastante, na filosofia das músicas de Vanessa da Mata e de Jack Jonhson. Me curtindo mais independente de qualquer pessoa.

E aí? Qual é a sua trilha sonora?





quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Todo mundo tem telhado de vidro?


Essa foi a afirmação que o personagem Tarcísio Meira na novela "A favorita" fez em relação ao episódio do triângulo amoroso: prefeito Elias - sua mulher Dedina - melhor amigo Damião. Nossa a cena foi peso. E de fato todos nós já comentemos erros que às vezes no envergonhamos ou que no mínimo não queremos lembrar...Ser traído(a) não é fácil, mas imagine ser traído por quem ama duas vezes: marido/mulher e amigo(a). Na hora você fica perplexo. Não quer acreditar. Mas a cena em que Elias pergunta como começou, quando começou, quantas vezes foram...nossa é de matar. Tanto para quem trai como que é traído. É uma forma de escarafunchar na ferida mesmo, como se todas essas informações fossem resolver o problema. Entretanto, para não parecer uma postagem muito pesada já que meu objetivo de vida é ser leve, leve...gostaria de destacar dois fatos:

1) Vergonha: todos os envolvidos sentem muita vergonha, na maioria das vezes, a de quem ama é especialmente complicada porque foi pego de surpresa e sente vergonha de amar uma pessoa que supostamente não merce seu amor. E a respota dos amantes que foi tudo por sexo, nossa é ainda mais complicada. É como se fosse traição por motivo tosco, "crime com intenção de matar o ex-amado". Ninguém esquece esse tipo de traição. Eu já trai sim. Não exatamente nas condições da novela, mas não me orgulho e o motivo não foi tosco porque de fato me apaixonei. Contudo, tentarei não fazê-lo novamente. Também já fui traída, e tantas vezes e por tantos que perdei as contas, e passando pela mesma situação da novela. Ai! Mas não guardo rancor, por isso no poster anterior tenho a inabilidade de não ser rancoroza.

2) Post-mort: após o fato, não há condições da amizade ser retomada (espero que a Globo não faça isso). A traidora necessariamente não será uma vagabunda (espero que a Globo também não faça isso). É humana sujeita a erros e acertos. E o marido após a vergonha não será sempre um coitadinho porque ele pode dar a volta por cima. Todos podem. Talvez não se odeem, mas não dá para ter a mesma confiança de um melhor amigo e muito menos a relação ser retomada do mesmo jeito. Tudo muda para diferente. Talvez melhor. O amigo(a) não é culpado, nem inocente, assim como a mulher traidora ou o marido traido. Como aprendi: Nesse tipo de história não há inocentes.

Mas tudo passa, tudo sempre passará...




quarta-feira, 22 de outubro de 2008

3 x 4 de Thaisa


(copiado da Jad, que cópio de Micha...)

Nome: Thaisa

Idade: 28 anos

Local de Nascimento: Rio de Janeiro -RJ

Peso: (Tenho que responder? ai, ai) 84Kg na luta para perder 6Kg

Altura: 1,73m (altura poderosíssima)

Apelido de infância: que é que vcs acha? Tá, Tata, Tatinha, Tatazão, mas o que ganhei do meu melhor amigo na idade adulta é "Inha", me lembra coisinha fofinha, pequeninha, meiguinha...

Qual é a sua maior qualidade? Ser cumplice

E seu maior defeito? Ser rebelde. Não levo desaforo a toa para casa.

Qual é a característica mais importante em um homem? Sensibilidade

E em uma mulher? Coragem (papéis trocados né?)

Qual é a sua idéia de felicidade? Ver, cheirar e sentir o mar. Além de ter uma graninha extra para me encher de bugingas artesanais. Adorooooooooooo...

E o que seria a maior das tragédias? Perder meu irmão Íthalo, a pessoa mais importante da minha vida.

Quem você gostaria de ser se não fosse você mesma? Ao contrário de Jad não estou feliz sendo eu mesma, então, gostaria de estar "sendo” a Angelina Jolie (linda, consciente socialmente, casada com um marido gato, o Brad Pitty, e com a carreira andando bem).

E onde gostaria de viver? Para ser bem rebelde qualquer lugar que não fosse Campina Grande e adjacências. Especificamente uma cidade litorânea. Para mim João Pessoa é a cidade perfeita. Um misto de capital e interior.

Qual é sua cor favorita? Sou obsecada pelo preto porque emagrece, fã do azul porque lembra o mar, mas atualmente estou com frisson por vermelho porque é sensual e me impele a ser mais feminina.

E o seu desenho animado? Vários. Os Simpsons, Lola e Virginia, X-mam, a Liga da Justiça, o cão coragem, Pucca, as três espiãs, Puff e Yamiu, Pink e Cérebro, as meninas superpoderosas, o fantástico mundo de Bob (ele parece comigo), King Possible, Snoop...vixe deve tá faltando algum...

Quais são os seus escritores preferidos? Vixe fica difícil responder porque faz um bom tempo que só leio livros de psicologia e sociologia, mas gosto da autora do Harry Potter que não lembro o nome rs..

E seus cantores e / ou grupos musicais? Vários também, mas queda mesmo é U2, Marisa Monte, Adriana Calacanhoto, Jack Jonhson, Vanessa da Mata...

O que te faz feliz instantaneamente? Vou responder cantando: "Chocolate, chocolate, eu só quero chocolate, não adianta vir com guaraná pra mim é chocolate o que quero beber... Não quero chá, não quero café, não quero cocaína, nem ninguém no chocolate. Só quero chocolate."

Quais dons você gostaria de possuir? Fazer mágica como nos livros de Harry Potter.

Tem medo da morte? Não. Tenho medo da dor que a morte pode trazer, seja de alguém ou a minha mesmo.

Quem é seu personagem de ficção favorito? Hermione Granger. Eu me identifico muito com aquela bruxinha.

Qual defeito é mais fácil de perdoar? Acho que todos com exceção definitiva da avareza e da vaidade excessiva.

Qual é o lema de sua vida? Um por todos e todos por um.

Qual sua maior extravagância? Torrar dinheiro com cremes para cabelo e perfumes, principalmente os do BOTICÀRIO. Tudo dividido em parcelas fica mais fácil né?

Qual sua viagem preferida? Apesar de ter viajado para a Europa, as minhas preferidas são as que vou para João Pessoa....(participo de uma comunidade no orkut chamada simplicidade voluntária)

Se pudesse salvar apenas um objeto de um incência, qual seria? Eita, é foda essa pergunta. Meu notebook, que tem toda a minha vida acadêmica mais fotos e ainda me tostava um pouquinho para levar alguns livros, como Rorry de Gilmore Girl's devemos levar um livro a qualquer lugar, rsss.

Qual é o maior amor de sua vida? Meu irmão Íthalo.

Onde e quando foi mais feliz? Fim-de-semana retrassado em João Pessoa.

Qual é sua ocupação favorita? Escrever no blog, assisitir mini-série, comer...

Pensa em ter filhos? Não

Quantos? nenhum

Um animal de estimação: Pode ser. Meu ex-poodle "Dezinho" cor de mel e loco-loco.

Uma atividade física: Urru andar de bike. Vivo toda cheia de roncha.

Um esporte: Trilha é esporte? Adorooooo...

Um prato que sabe fazer: Conto nos dedos: bolo, brigadeiro, macarrão, nissin-miojo, ovo, arroz refogado, surpresa de batata, purê. Tá bom né?

Uma comida que adora: eita acarajé é foda. É bom demais. Iorgute com granola, como direto e adoro (isso é comida? E banana amassada?)

Uma invenção tecnológica sem a qual não vive: as tecnologias em forma de creme para cabelo. Tirar volume, anti-frizz, cachear, alisar etc.

Gasta mais dinheiro com: cremes para cabelo, com certeza.

Uma inabilidade: não ser rancoroza (às vezes é necessário lembrar o que as pessoas fazem de ruim com a gente) e os amigos mais íntimos vão lembrar da falta de coordenação motora. Não é Nilo? Que sempre que Jad comete algum desastre na cozinha fala que foi o momento Thaisa dela.

O que não faria em nome da vaidade? Correr o risco de mutilar, usando algum procedimento arriscado.

Uma mania: ler, ler, ler...

Uma saudade: eterna saudade da minha infância juntinho ao mar

O primeiro beijo: nem lembro. Nada especial, usando a gíria atual, queria deixar de ser BV (boca virgem) somente. Lembro de beijos em ocasiões diferentes como a luz da lua cheia, na chuva... ai ai ai



Não vou indicar ninguém... Quem quiser que se habilite.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O teste da flor indicado pelo blog Between us

Comigo deu super-certo...achei que me descreveu completamente...sem contar que eu gostei mais quando o refiz porque toda geminiana que se preze sempre passa por dúvidas entre dois, mas gostei mais do segundo do que do primeiro...



Violeta

A flor da modéstia. Você é capaz de realizar grandes ações, sem esperar nada em troca. Sensível, tímido e tenaz, encontra equilíbrio entre os sentidos e o espírito, a paixão e a inteligência, o amor e a sabedoria. O verdadeiro papel da Violeta é o da mediação.




Rosa
A rainha das flores evoca o espírito de liderança. Você nasceu para comandar e não para ser comandada. Usa os espinhos como escudo para enfrentar as batalhas da vida e uma de suas virtudes é não demonstrar suas fraquezas. Apaixonado pela vida, nunca desiste, mesmo nos momentos mais difíceis. Acredita que sempre é possível plantar uma nova semente e renascer.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ei, você já se sentiu dentro do Show de Truman?



Acordei de madrugada para ir ao banheiro e meio acordada e meio dormindo pensei nisso: meu Deus! Estou dentro do Show de Truman? Eu sou o Truman? O Show de Truman é um filme com Jim Carrey em que seu personagem nasce e é criado até a fase adulta dentro de um grande cenário. Ele não sabe o que acontece, até que algumas pessoas (atores desse show) tentam dizê-lo, mas são imediatamente retirados do ar...Juntando peças Truman começa a desejar a liberdade e a querer fugir daquele cenário. E o que é que isso tem haver com o "Show de Thaisa". Ás vezes me sinto presa, ansiando pela liberdade e basta que eu não repasse os scripts como os demais "donos" do show querem, que me prendem e punem de forma sutil. Volto a durmir, porque a cada dia faço o meu plano de fuga dessa vida maluca e esquizofrênica que querem nos impor, mas comigo não irão conseguir, pois, continuarei tentar a fugir e a falar o que sinto, mesmo que não esteja no script da minha família, do meu trabalho, dos meus relacionamentos...Assim como Trumam rasgarei a lona do cenário e andarei para liberdade, incomode quem incomodar. Vivre la resistence!

domingo, 19 de outubro de 2008

Impressões sobre Nidi D'arac


Dando um tempo nos estudos. Ufa! Era necessário. A última sexta-feira em Campina Grande foi efervescentemente cultural. Apesar da divulgação não ter sido maior, a banda Nidi D'Arac deu um show no Teatro Municipal. Pagando para ver, sabia apenas que era um banda italiana que iria tocar Salento. Nem sabia que porra era isso, mas gosto de ver as novidades...pelo menos as que são para mim. Baseado nas tradições do antigo salento no sul da Itália, a banda inspira-se no tarantismo e na dança pizzica. Traduzindo: o som tinha inspirações da música árabe, cigana, espanhola e do fado português. Adicionado ao violino contemporâneo e a uma dança extremamente teatral e sensual...Nossa ao final do show fiquei doida para dançar pizzica. Falava para o povo: "Quero um lençolzinho daquele para dançar" (me referido aos lenços usados na dança). Uma pequena descrição do processo da música em meu cérebo:

1) Porra eu não entendo o que esse italiano diz. Preciso aprender italiano? Mas a gente não escuta inglês e gosta do ritmo, sem entender muitas vezes do que se trata. Então?Relaxe...

2) Eita ! Esse som é hipnotizante...Minhas pernas estão se mexendo sem que eu perceba. URRRRU!;

3) Que vergonha!
Uma pessoa rir na platéia quando o vocalista Alessandro Coppola tenta se comunicar em italiano com a platéia. Pense no silêncio e alguém rindo porque ele falava. Profissional, Coppola cortou o papo e começou a tocar divinamente. Acrescenta-se a isso a um galera nas cadeiras de trás que tiravam onda desde o começo da apresentação. Provavelmente foram ao show porque eram italianos. Comentaram apenas o preço do CD que era 15 euros e que não se conseguia baixar as músicas pela net. Impressão preconceituosa minha? Não, porque as comparações que essa galera fazia da música era que parecia com Faroeste Cabloco do Renato Russo, ou então, que Baixinho do pandeiro falava italiano, rindo...Me virei diversas vezes para trás para encará-los e para que percebem que ninguém mais, fora eles, estava achando graça naqueles comentários...

4) Pois é! Teve uma participação do Baixinho do Pandeiro. Ele deu um show. Simplesmente ele acompanhou o ritmo da banda italiana com o pandeiro, enquanto os próprios italianos não conseguiram tamanha façanha com o banjo. Baixinho mostrou-se um artista de verdade: humilde, educado e de uma sensibilidade musical incrível. Imaginem um cara semi-analfabeto, que nunca teve acesso a técnica ou ao conhecimento teórico da música, dar um show? Tiro meu chapéu para ele;

5) A mesma coisa não posso dizer de Artur da Cabruêra. Gosto muito de Cabruêra. Tenho o CD original vou a quase todas as apresentações, já dei um CD de presente a um colega espanhol... mas tentar impurrar o forró da esferográfica (marca da banda) na banda italiana com a mostra do violino, não ficou legal. A impressão que dá é que ele não foi abençoado com o talento e a humildade do Baixinho do Pandeiro, já que ele tentou fazer a mesma combinação quando o Teatro Mágico se apresentou na praça da bandeira. Enfim, são apenas impressões. Minha expressão.

Mas o show de Nidi D'arac ao contrário daquela expressão popular "é de arac", não vale nada ao pé da letra, valeu mais do que apena. Foi fantástico. Que venham mais bandas como elas e que os campinenses sejam educados, menos grosseiros e respeitosos com seus convidados. Um amigo meu, o artista plástico Adeildo Leite, me falou uma vez que nós não recebemos educação artística. Que somos analfabetos, ou seja, não somos educados para analisar, entender e formar nossas opiniões de forma mais sistemática, analítica, crítica...cada acaba então procurando e descobrindo o que quer e como pode...Assim, boa sorte a todos e com as escolhas.


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Meu Deus o que vai ser da minha escova progressiva durante essa crise econômica?


Hoje decidi escrever de forma bem humorada sobre dois assuntos muitos sérios: a crise econômica mundial em curso e os efeitos dessa na minha escova progressiva. Bem os assuntos são sérios! Os elementos que reuno para fazer minha análise são:

* o momento de desestabilização política ante a guerra de alguns segundos turnos eleitorais, os quais possivelmente afetarão nossos cofres públicos;

* o confronto entra as polícias em Sampa: Civil X Militar. Pense numa combinação explosiva. Todo mundo armado e o governador Serra ainda teve a cara-de-pau em dizer que o problema era a força sindical e a CUT que promoveram a "bárbarie" em nome de interesses eleitorais, já que Marta Suplicy concorre pelo PT ao segundo turno nessa mesma cidade. Meu Deus eu não sei o que é pior? Imagine se Serra tivesse sido eleito nosso presidente nas últimas eleições? Se o povo fala da corrupção do governo Lula, imaginem o Serra na presidência dando uma pequena mostra do autoritarismo dele. Sim, porque a atitude dele em mandar a tropa de choque da PM dispersar a civil foi uma tetativa de mostrar "quem é que mandava ali", afinal 6,8% de aumento para uma categoria que arrisca a vida nessa metrópole está muito bom, para quem reivindica 15% não é?

*a troca do sujo pelo mal-lavado me deixa ainda mais preocupada no segundo pleito municipal de São Paulo...Em Campina Grande na Paraíba nem comento (elementos fascitas X curral eleitoral). Sim porque quando lembro dos comentários da Marta preocupada com as calçadas que a impediam de desfilar com seus saltos e que o seu rival, o Kassab, tinha ligações com os escândalos de desvio de verbas realizados pelo Maluf e pelo Pita, meu coração chega a parar de medo;

* a crise das bolsas que nos remete a quebradeira de 29. Na escola vemos a descrição desse evento como algo distante, mas isso implica em inflação, recesão, desemprego, corte nos direitos sociais e relações trabalhistas ainda mais difícieis... Em Xangai, que faz parte da região da Ásia que vinha se destacando pela ascessão econômica na produção e na exportação mundial , indústrias fecharam as portas ontem pela manhã sem pagar os salários de seus funcionários . O governo chinês chamado a se pronunciar à respeito do problema, mandou tropas de choque para frente dessa fábrica. Aqui no Brasil está havendo um controle de estoques nas indústrias de Manaus que se preparam para um Natal talvez magro. "É preciso se precaver", disse o dono de uma indústria. Meu Deus isso será o apocalipse?

E que porra tudo isso tem haver com a minha progressiva? Aumento nas taxas dos produtos que consumismo. Sim porque se hoje eu gasto cerca de R$ 71, 00 num kit básico de xampu, condicionar, creme para tratamento e creme para pentear, fora os extras como reparador, uma pomada finalizadora em caso de uma escovinha ou de um produto especial se for a praia ou a piscina, imaginem com alta nos preços? Aderi a progressiva não porque sonhava em ter uma cabelo estático, espichado e morto, por isso, a minha escova usa produtos mais leves. Só para dar uma diminuida no volume, depois que apelei de tudo...Mas sinceramente acho que deveria ter consultado um economista experiente antes de realizar esse investimento em mim tão sério. Ai bolsinha de valores se ergua! Brincadeiras à parte, se liguem galera...Em tempos de instabilidade político-econômica, não cruzemos os braços e nos coloquemos apostos para lutar a qualquer momento por nossos direitos.



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sessão nostalgia



Eita! Que hoje parece que minha infância está galopando atrás de mim. E olha que o dia das crianças já passou. Desde que fiz meu último balanço existencial (postagem de Lições de vida em Quando Nietzsche chorou) que a ausência do meu pai me pegou e outras coisas vieram a tona sobre infância X meu pai. Para tentar fazer as pazes com o meu lado infantil e consequentemente com possíveis mágoas que tenha dele, decidi mandar uma carta de reconciliação, ou melhor, uma carta diplomática, se é que posso chamar tal carta assim. Nada de muito meloso, mas tentando ser mais filha e menos inquisidora. Foi um lerê colocar essa carta no correio porque ou não tinha tempo, ou a dita agência estava fechada... enfim, depois de uma semana de escrita consegui postá-la. Acreditam que eu tinha perdido até mesmo o endereço dele? Pois é. E olha que sempre acreditei que meu pai me era indeferente, mas descobri que no fundo no fundo não era assim. E pior, que tinha raiva dele e uma vontade enorme de me vingar, de bater nele pergutando por quê isso e aquilo...Reconciliando esses sentimentos ambiguos de amor e ódio pelos pais, vivi uma nostalgia boa e recordei de algumas coisas que faziamos juntos e que eu adorava como:

* Comer pão árabe com coca-cola. Nossa é o gosto da minha infância. Aqui em Campina não tem desse e eu às vezes como o similar, como hoje, o pão sírio (mais fofinho e menos seco). Apesar do prazer tenho que segurar a onda para não bater o peso na consciência das calorinhas que essa criança aqui está cortando e que não pode mais adiquirí-las. E lá vai uma alfinetada: meu pai detesta mulher gorda vivia falando que a "gata russa do Paizão" tava fofinha e que não pudia comer mais. Seria meu excesso de peso uma rebeldia inconsciente contra meu pai? Cenas dos próximos capítulos posteriormente, rsssss;

* Outra coisa que me lembra pai e infância é Maria- Mole. A gente passava por uma Bomboniere no Rio de Janeiro que vendia doces finos e requintados, mas não podia ver a tal da Maria-Mole. Ficava loca e a mulherzinha que atendia tirava ela da cristaleira e as colocava num saquinho branco de papel. Algumas nè? Porque como criança gordinha uma só não satisfazia;

* Sabe aqueles biscoitos fofos brancos que vende em praia (pelo menos quando eu era criança nas praias do Rio de Janeiro era o pau que vendia)? Nem sei se ainda vende, mas vi ontem uns no hiper bompreço e lembrei da minha infância...Ele era oco, redodondo como uma rosquinha, crocante, desmancha na boca e pode ser doce ou salgado. Parece um sucrilho ou algo assim. Antes eles eram embalados em sacos de papel, os do hiper era num saco plástico, mais uma atentado da tecnologia contra o meio ambiente à parte;

*Adorava uns chocolates que parecia umas moedas, outros um guarda-chuva e até uns que tinha formato de cigarro. Meu pai trazia um todos os dias que voltava do trabalho. Taí a origem do fato de ser CHOCOLÁTRA, me viciaram na serotonina desde criança. Apesar de mãe fumante e adorar esse último tipo de chocolate, não me tornei mais uma fumante das estatísticas e não gostei quando experimentei;

* Nossa tem uma última coisa que não pode ficar de fora dessa postagem. E essa tem haver com infância e minha mãe. Adorava comer a massa de bolo crua. Ela terminava de fazer o bolo, me sentava em cima da pia de lavar prato e raspava a massa do bolo com o dedo e empurrava um dedão grosso dentro da minha boca cheio de massa de bolo. Eita que era bom de mais.Ficava toda lambuzada...Ainda hoje gosto de comer algumas coisas e ficar lambuzada como sorvete, sonho com açúcar...rssss;

Bem, dessa lista de coisa eu continuo gostando somente do pão árabe, da maria-mole e do chocolate (de qualquer formato)...quase tudo né? Mas essas coisas me fez lembrar que do jeito dele ele tentou dar carinho. Torto mas tentou...Um último comentário que não pode faltar: vocês perceberam que minhas lembranças de infância são quase todas relacionadas a comida? Quando terminei de listar me dei conta disso e lembrei do que li de uma psicanálista que a gente aprende desde criança a resolver os nossos problemas ou comemorar nossas alegrias comendo. E isso fica registrado na nossa memória. Nos condicionamos sem saber. Não que isso seja totalmente ruim. Quando somos bebês e a criança começa a chorar a primeira coisa que a mãe pensa é se é fome e tasca o peito ou a mamadeira no menino...O problema está na fixação da associação comida X felicidade/alívio. Existem outros substitutos que numa relação sadia com os pais a criança vai encontrando ao longo da vida para encarar as frustrações e as alegrias que não seja apenas comida. Cadê os meus? Vou encontrá-los porque há maneiras e maneiras de se preencher os vazios e as ausências da vida.





terça-feira, 14 de outubro de 2008

Os cinco sentidos em uma lista do que faz bem a alma


Tato - nele incluo tudo que posso sentir não só com as mãos, mas com todo o corpo como a ventania marinha passando por mim, ou então, meu "corpicho" marinando à milanesa pelo sol morno e aquele banho de mar que me faz sentir livre e reenergizada;

Boca - Matar a sede provocada pelo calor com água de coco ou uma cervijinha bem geladinha. Eita que essa é uma disputa pau-a-pau!

Nariz - O cheiro de maresia com Sandow. O protetor solar mesmo. Nossa! Como diz minha amiga Yara: "Tem cheiro de férias";

Olhos - Ver e ver milhões de vezes o mar. E o reflexo do mar nos meus olhos...

Ouvidos - O barulho das ondas quebrando e o chiado da espuma se desfazendo ao final das ondas e ainda ouvir do meu amigo que faremos uma espécie de conta conjunta para que eu possa ser mais independente. Além da prova de amizade e confiança, a psicanálise discute que a forma como as pessoas lidam com dinheiro revelam um pouco de sua história individual e de sua personalidade. Por exemplo, os mais apegados ao dinheiro (os canguinhas) possivelmente tiveram uma vida muito difícil quando crianças e morrem de medo de passar pela mesma situação. São geralmente também poupadoras ou mesquinhas não só com o dinheiro como com afeto. Existe o inverso da medalha, que é o caso dos perdulários...

Enfim, meu fim-de-semana foi reenergizante apesar da greve dos bancos e da falta de grana que me fez contar moedas..kkk, faz parte...





terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sem muito a dizer



Sem muito a dizer porque:
a) não quero criar expectativas. Sempre é melhor quando o que é bom nos pega de surpresa. É tão mais leve a alegria tomando conta de você. Afinal fica de fora aquela sensação de alívio ou fim do medo;
b) se é para mentalizar alguma coisa que seja de bom, ou então, não mentalizo nada. Pronto!
c) Ainda labendo as cicatrizes da última fase que foi deixada para trás, cada gota parece a última no copo d'água.

Mas calma, tudo vai dar certo, no tempo e na hora certos. Senão portas ou janelas, frestas se abrem o tempo inteiro basta ficar atento...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lições de vida em Quando Nietzsche Chorou



Desprentenciosamente ou preconceituosamente, em algum sentido, assisiti na muvuca da campanha eleitoral o filme Quando Nietzsche Chorou, baseado num livro de Yalom, algo assim. Pensei: "deve ser filme deprê e baseado num cara que tá no topo do mercado, fudeu...". Mas que nada... é um bom filme e nada deprê. O que me chamou atenção: você sente pelo o que não viveu? Se tivesse a oportunidade faria diferente? Aquele paradoxo que falei numa postagem atrás: liberdade X raízes. Sonhamos com a liberdade, mas queremos segurança. O que o filme, entre tantas coisas, passa de melhor: talvez se tivéssemos a oportunidade de fazer tudo de novo, fizéssemos igual. Como se dando voltas, como em outra postagem que já fiz. Diante do que somos ou nos tornamos somente algumas escolhas são possíveis e antes de nos tornamos qualquer "nós" é preciso sabermos quem somos, o "eu". Nas minhas tantas fases pintei com cores fortes minha rebeldia, talvez, simulando a presença de um pai que nunca tive. Um mar revolto, um desapego, que na verdade nem é tanto asssim...Estou mais para um mar calmo, sereno, com algumas marolas, mas não para resseca. Entendido isso me senti como que cavando com minhas próprias mãos a cova que já deveria ter sido cavada: aquela fase acabou. Essa máscara não é mais a minha. E ao final aquele suspiro profundo, como um soluço quando se chora muito: alívio? Falta?Um pouco de pesar? Talvez tudo isso. Bola para frente porque "solidão quando compartilhada deixa de ser solidão" Um cova se fecha. Uma porta se fecha. Se algo foi esquecido atrás dessas portas é porque não deveria ser lembrado e sim definitivamente esquecido. As vezes é preciso um mar de distância entre você e o outro para sabermos quem realmente somos. Sinto o que não pude ser, mas é preciso em alguns momentos nos tornamos cinzas para renascermos. Eu nesse momento renasci um pouco quando portas foram fechadas e chaves foram jogadas fora. Senti-se? Claro, mas talvez seja o melhor. Um dia saberemos ou sentiremos.

sábado, 4 de outubro de 2008

Comentando a lista alheia que foi comentada pelo blog Beteen us

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Comentando lista alheia
(Comentando a Jad, que comentou a Bel, que comentou a Paz.)

Eu nunca plantei uma árvore –
No meu caso nem tentei porque só as flores que ganho para cuidar morrem...

Eu nunca li livros de terror –
Eu li um livro de terror, num lembro qual, mas ainda sim achei engraçado, muito trash...kkk e concordo que Harry Potter é demais.

Eu nunca andei de avião –
Assim, já fiz um vôo de 12 horas e quase enlouqueço...aff

Eu nunca viajei mais de 8 horas – Foi esse bendito vôo das 12 horas Portugal- Brasil

Eu nunca perdi amigos
...
Perdê-los em vida conta?

Eu nunca fui ao Sul
Já fui ao Sul de nosso país e é lindo e frio... Ao Norte não tenho tanta curiosidade, quando me falam das comidas exóticas fico com receio de tudo não descer bem.

Eu nunca acampei no meio do mato
Eu já acampei algumas vezes e é massa, mas claro que a gente filava o banheiro, andava um pouco para comer em restaurante e tal, enfim, acampamento com algum conforto, porque era jovem, mas não tão doida.

Eu nunca dormi na rede
Aff. Acho que sou baiana porque adoro uma rede para TUDO.

Eu nunca gostei de física

Também concordo.

Eu nunca quis ser modelo e nem atriz
Eu quis ser modelo. Queria que os outros me achassem bonita e não me chamassem de gorda. Queria ser popular como aquelas meninas da escola...Eu sempre era o patinho feio.

Eu nunca fui a professora qdo brincava de escolinha

Adorava brincar de escolinha e ainda ser a professora kkk. Ligações com minhas intenções de fazer o doutorado?

Eu nunca ganhei na mega-sena mas também não jogo

Meu pai já ganhou na Loto quando nasci. Minha mãe disse que foi uma bolada que ele torrou. Como nasci com a bunda virada para lua, literalmente, já joguei umas duas vezes, mas não ganhei.

Eu nunca fui em casamento crente
Depende do conceito de “crente”. Ir para um casamento evangélico celebrado por uma pastora que dizia à noiva “minha filha, seja carinhosa, agrade o seu marido, dê pra ele, pra ele não procurar na rua” vale? Se vale, eu fui. E foi divertido kkkk No mínimo, inusitadamente engraçado.
Eu já fui para um casamento celebrado por essa mesma pastora. E ri demais. Ela disse que a esposa perde até a fome quando o marido não está am casa esquentado seus "pezinhos".

Eu nunca briguei com professor

Com um departamento inteiro conta? Vou pagar por meus pecados por um bom tempo.

Eu nunca dirigi uma moto

Vivo fazendo planos à respeito.URRRU NOVA IGUAÇU!

Eu nunca saltei de asa-delta

Admito que quero muito também.

Eu nunca comi a salada do MC Donald's
Não gosto do MC Donald's por três motivos: comida ruim, cara e é símbolo do imperialismo capitalismo avassalador e estuprante. Tá bom ou quer mais?

Eu nunca andei numa roda gigante
Eu adoooooooooooro. Não posso ver uma. E quando ela para no alto e a gente vê a coisas pequenas na cidade, a gente se sente tão grande.

Eu nunca beijei um primo primeiro

OPS! Já beijei vários primos. Ai, ai..."Brincadeira de criança como é bom"

Eu nunca fiquei com caras tiozão

Olha eu já fiquei e foi muito bom. Acho até melhor do que os garotões.

Eu nunca quebrei um osso

Já tive algo como luxação e tal. Um gesso na perna e outro no braço, conta?

Eu nunca sofri acidente

Conta aí, três quedas de bicicleta? Uma batida de carro em frente a funerária. Um quase afogamento. Acho que estou esquecendo alguma coisa?

Eu nunca fiz almoço por completo

Assim, vale almoço completo macarronada?

Eu nunca andei de limusine

Eu também não, mas num sei se acharia The best.

Eu nunca tirei foto com artista
Eu já tirei com o vocalista de Chiclete, Bel, mas nem sei onde anda a foto...acho que perdi kkk

Eu nunca tive franjinha
Eu tive várias. Inclusive aquela que parecia com a da Maria do Carmo (Regina Duarte) em Rainha da Sucata. Horrível. Depois desse trauma, o ano passado fiz um franjão e gostei. Vou repetir a dose.

Eu nunca fui no show do Los Hermanos nem do Natiruts
Oxe. Iria ao de Natiruts tranquila. Adoro um reggaezinho.

Eu nunca fui pra aula bebada
Aula não porque é sagrada. Mas vale estar bebada em plena reunião de partido político no qual você era membro?

Eu nunca surfei
Substitui a árvore. Um dia vou aprender a pegar onda, nem que seja velhinha...

Eu nunca fui à aula de salto
Eu fui de salto para aula, mas num gostei muito não. Prefiro uma rasteirinha ou um tênis. Ai que conforto massa!

Eu nunca apanhei do meu pai – Da minha mãe apanhei que nem "mala velha", já do meu pai levei apenas uma bela palmada quando pulando no sofá pisei nos possuídos dele. Deve ter doido que só a porra. Minha bunda também.

Eu nunca fui assaltada

Eu também fui assaltada e vendo a arma apontada...horrível.

Eu nunca andei de navio

Eu já andei de navio quando fui da Espanha para o Marrocos. Nossa que aquele balanço dá um enjôo da porra. Na minha frente tinha uma francesa histérica que a cada balançada gritava "Mon Dieu, mon Dieu". Não sabia se ria ou se tinha pena, mas eu não tinha como dar apoio psicológico a ela em francês e naquele balanço né?

Eu nunca sai do país
Eu já. E quase beijo o solo brasileiro quando voltei. Oh!Povo cheio de frescura enquanto a gente se arreganha para os estrangeiro...

Eu nunca tomei Hi-Fi
Experimentei, mas não gostei porque não é toda bebida com vodka que gosto. Trauma de uma ressaca do caralho que tive.

Eu nunca dormi em pé
Eu já dormi sentada no Spazzio no show de Biquine Cavadão, conta?

Eu nunca fiz uma tatuagemA vontade existe... Mas o receio é maior. E como diz um amigo meu, quando existe dúvida, não há dúvida.
Faço minhas as palavras de Jad com o adendo de que meu medo maior é da dor.

Eu nunca apareci na tv
Eu já. Sempre nos movimentos políticos e sociais...Embora sempre não quisesse.

Eu nunca ganhei um Oscarkkkkkkkkkkkkkkk
Só se for de brincadeirinha né? Porque esse eu já ganhei...

Eu nunca voei de vassouraRapaz... Não precisa voar de vassoura pra ser bruxa ;-)
Faço minhas as palavras de Jad e ainda acrescento que "se de médico e louco todo mundo tem um pouco", pode crer que de bruxa (no sentido mágico da coisa) toda mulher também.

Eu nunca bati na minha mãe e nem no meu paiEu já tive vontade de matar kkkk Mas nunca passei disso.
Novamente faço das palavras de Jad as minhas.

Eu nunca contei segredo
Eu também não.

Eu nunca andei num trio elétrico
A última vez que fiz isso foi o ano passado na Parada Gay de Campina...kkk

Eu nunca quis ter os olhos pretos
Eu também nunca quis ter olhos pretos porque adoro os meus lindos olhos verdes. Só se fossem azuis clarísssimos.kkk

Eu nunca toquei violão
Eu já tentei, mas tive um surto porque queria tocar logo de primeira. Quem sabe um dia?

Eu nunca fiz plástica
Eu nunca fiz, mas pretendo e em tudo que necessitar e puder...tô no bisturi.

Eu nunca dei cambalhota na rua
Oxe eu num sou doida e dei uma cambalhota no gramado da Universidade do Rio Grande do Sul. E foi massa! Semana passada quis fazer de novo no gramado da UFCG, mas tinha uma placa de não pise. Aí fiquei constrangida. Fui para o engenho Volúpia domingo passado e me deu outro surto de novo, mas ninguém deixou. Que saco! Eu me sinto um cachorro naqueles filmes de sessão da tarde.

Eu nunca matei uma galinha
Eu nunca matei, mas adora ver elas morrerem, se debatendo porque também odeio galinha.

Eu nunca roubei fruta do vizinho
Eu também nunca roubei fruta. Quando adulta roubei livro conta?

Eu nunca troquei o número do celular
Já perdi as contas de quantas vezes eu troquei...

Eu nunca fiz um poema
Faço direto poemas, crônicas...Basta vir a inspiração.

Eu nunca tomei chá de cogumelo
Eu nunca tomei e também não tenho curiosidade.

Eu nunca fui pra puta que pariukkkkkkkkkkkkkkk.
Idem.

Eu nunca conheci a casa do caralhoDeve ser um lugar bem interessante...
kkkkkk

Eu nunca nadei pelada
Eu já, a noite e numa praia em João Pessoa. É massa. Cortei até o pé numa pedra. Um pequeno suvenir.

Eu nunca beijei na chuva
Minha filha é bom demais. Me senti na mini-série "Engraçadinha".

Eu nunca vi a neve
Eu também não.

Eu nunca atirei o pau no gato
Eu já. No gato da minha avó porque ele quis me morder. Odiava ele.

Eu nunca fui presa
Graças a Deus eu também não.

Eu nunca andei de caminhão
Já peguei carona na estrada e já andei de caminhão com os amigos. E foi muito divertido.

Eu nunca fui dama de honra
De aniversário de 15 anos vale? Um vestido era rosinha e outra verde-água. O último inspirou meu aniversário de Barbie.

Eu nunca roubei um cone
De chapeu de bruxa? Quase.

Eu nunca ganhei uma rifa
Não lembro. Acho que não.

Eu nunca entrei num motel
Vixe, acho tão impessoal motel. Tão toma lá, da cá.

Eu nunca vi um japonês loiroDeve ser um bichinho esquisito pacas.
kkkkkk

Eu nunca fui atropelada
Já passaram com a roda do carro por cima do meu pé, conta?

Eu nunca vi enterro de anãoQue trash!!!
kkkkk

Eu nunca abracei um elefanteAquela pele caspenta... argh
kkkkkk

Eu nunca dormi no cinema
Cochilei em algum, vale?

Eu nunca tive um Dalmata
Sem muita afinidade com bichos. Só os de pelúcia. E definitivamente Dalmata é bonito no desenho porque na vida real é feio.

Eu nunca pulei da ponte
Eu também já pulei de quebra-mar. Mas não é muito minha onda porque na hora penso nos casos dos paraplégicos que saltaram de coisas assim...

Eu nunca estive em 2 lugares ao mesmo tempo

Oxe com um pé na cidade da Paraíba e outro na de Pernambuco?

Eu nunca tive um peixe

Eu já tive e eu o matei sem ar num saquinho que comprei quando criança. Será que meus pais queriam me ensinar que tudo que vem fácil, vai fácil? Ah! E já batizei um peixinho de Balboa porque ele era um dourado com a roncha preta em um dos olhos...

Eu nunca beijei uma mulher na boca
Vale roubado? Me roubaram um. Não foi nenhum beijo cinematográfico porque foi rápido e eu fiquei desorientada e a única coisa que pensava era: "Mas não tem Bisturi. Eu gosto é de bisturi". Saí sem falar nada. A cena foi um tanto constrangedora. Mas essa realmente não é a minha porque falta tantas coisas.

Eu nunca pulei de para-quedas
Quem sabe um dia?

Eu nunca fui na Globo
E nem tenho vontade.

Eu nunca gostei da Britney Spears
Eu também não.

Eu nunca viajei de moto
Eu já e é massa. A bunda fica um pouco dormente. Você pode ficar um tanto rouca de conversar com o vento entrando pela garganta, mas o vento passando pelo corpo é massa.

Eu nunca vi uma macieira
Eu também nunca vi uma. Vale plantação de abacaxi?

Eu nunca dormi sozinha em casa
Eu já. E adoro.

Eu nunca comi acarajé
Owwwwwwwwww, acarajé é mara.

Eu nunca quis ser a Madonna
Eu já fui a própria. Pintei os cabelos de loiro e parecia com ela cantando "Like a virgen"

Eu nunca vi o Jânio Quadros

Eu também não. Eu vi uma imagem de Tancrado Neves pela TV quando tinha uns oito anos, vale?

Eu nunca quis ir a China
Eu também não, mas já quis ir ao Japão.

Eu nunca gostei de sorvete de morango
Sorvete para mim só é sorvete se tiver chocolate. O resto é aperitivo.

Nossa já fiz tanta coisa que nem eu acredito, depois dessa lista. Ufa! E quero fazer mais.


PROVA CABAL: A ÚLTIMA ROLADA FOI NO TERMINAL DE INTEGRAÇÃO DAQUI DE CAMPINA

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Saturno na casa astral de gêmeos




Gente, Saturno só pode estar entrando e causando nebulozidade na minha casa astral porque sinceramente...só para ter idéia do que aconteceu em um dia:

* Quase fui agarrada por um carinha no ponto de ônibus da universidade em plena hora do almoço. Driblei e entrei no primeiro que apareceu;

* Não tinha ninguém para compartilhar meu desespero e o que aquele ato significou para mim porque o tempo dos outros não param e o que sinto parece não ser prioridade de ninguém a não ser de mim mesmo;

* Vi e ouvi uma compra de votos e não pude fazer nada, apenas me indignar porque parece que de nada vale a ética e a democrácia. Foi muito rápido e mesmo que ligasse para justiça eleitoral, como fiz na última eleição, eles iriam me afirmar que nada podiam fazer naquelas circunstâncias;

* Na panela de pressão da "Ana Maria Braga" últimos ajustes do projeto de doutorado e meu medo de ser achincalhada, de ser idiota, enfim...

Mas tudo passa. É uma nuvem.

PS.: A nuvem parece dissipar porque meu amigo me trouxe um presente pela manhã: uma barra de chocolate porque mesmo sem tempo ele disse que sentiu que não estava bem. Valeu meu amigo.