sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A dor de cotovelo no máximo chega ao sovaco e é um tiro certeiro no coração.




Estava pensando: porque a maioria das pessoas de repente estão mais propensas a escutar o chamado "lixo musical", com arranjos iguais, bandas iguais e apelação sexual? Me veio uma coisa na cabeça e que não tem haver com "falta de cultura".

Não sei se já repararam pelos cantores daqui da terrinha, quando estão fora do espaço do bar, cantam os mesmos repertórios: as mais pedidas, a roedeira...tipo de quem vai para o bar para afogar as mágoas. Infelizmente, os cantores que se habituam a essa rotina, dificilmente se projetarão no cenário musical. Sim, porque nem todo mundo que vai para um bar ou assistir um show de MPB, tipo Adriana Calcanhoto, Vanessa da Mata, Djavan...está querendo roer. Ás vezes quer se divertir, cantar junto...Quem já teve a oportunidade de ir para shows dos cantores os quais mencionei, os mesmos usam como estratégias intercalar as "dores de cotovelo" com uma música mais animada, dançante. Não é que toda música deve servir para dançar, mas precisa de musicalidade, daquelas que você involuntariamente bate o pezinho por baixo da mesa.

As músicas populares, chamadas de baixa qualidade, como alguns funks, bregas, forrós e pagodes, por exemplo, faz com que o povo dance apesar da dor, que ria do chifre, da traição, do troco...Tipo: "Apesar da desgraça "nós" se diverte". Como nos Simpsons. E acho que os cantores que estão no circuito já perceberam isso. Ninguém, por mais infeliz que seja, quer o tempo todo curtir o cotovelo, pelo menos quer ter a esperança de que vai dar a volta por cima, que a dor vai fazer você se erguer. Mais protagonismo, menos vitimismo. Bem, essa é minha impressão quando escuto os cantores de bar de Campina em outros espaços: "a dor de cotovelo no máximo chega ao sovaco e é um tiro certeiro no coração" como disse meu irmão siamês.

Lembrei de algumas das minhas trilhas amorosas numa linha do tempo, não tão precisa:

Paquera 1: forró pé-de-serra;

Love-love: For Non Blondes (a banda da propaganda do guaraná com pipoca lembram?) Inxs..

Separação 1: Kid Abelha (CD: Meu mundo gira em torno de você. Quase fiz um furo nele);

Reconciliação 1: Marisa Monte (CD: Memórias Crônicas e Declarações de Amor)

Separação 2 depois da reconciliação: Janes Joplin (Eita que essa é brutal! Roi e fui traida com essa música. Meu irmão, essa dobradinha: roedeira/traição num dá. Oooooooooodeio essa cantora).

Reconciliação 2: Eita lembro não...Pêra: a do U2 (Whith or Whithout you...Até hoje ela é clássica)

Paquera 2: Segundo sol (Hoje tenho abuso dessa música, aff! De tanto que me fizeram escutá-la, não foi nem por opção a trilha. Foi por lavagem cerebral);

Love-Love: Maria Rita (No primeiro CD)

Separação sem reconciliação: Radiola (CD que tem a música dois rios que foi parar numa Novela tal). O Cd é muito bom e a roedeira não machuca. Faz você ter forças para se erguer...Eu achei.

Paquera 3/love-love 3/separação e sem reconciliação 3: Placebo (tudo muito de flash e com imagens do Ratizger assumindo o posto de novo papa)

Minha trilha sonora atual: Acho que estou um pouco, para não dizer bastante, na filosofia das músicas de Vanessa da Mata e de Jack Jonhson. Me curtindo mais independente de qualquer pessoa.

E aí? Qual é a sua trilha sonora?





2 comentários:

  1. Oh céus... Aceitei o desafio.
    xêro

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  2. Legal é um dos primeiros desafios que proponho e alguém aceita e vc é a porta-voz dessas litinhas manias pegarem...kkk

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