segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lições de vida em Quando Nietzsche Chorou



Desprentenciosamente ou preconceituosamente, em algum sentido, assisiti na muvuca da campanha eleitoral o filme Quando Nietzsche Chorou, baseado num livro de Yalom, algo assim. Pensei: "deve ser filme deprê e baseado num cara que tá no topo do mercado, fudeu...". Mas que nada... é um bom filme e nada deprê. O que me chamou atenção: você sente pelo o que não viveu? Se tivesse a oportunidade faria diferente? Aquele paradoxo que falei numa postagem atrás: liberdade X raízes. Sonhamos com a liberdade, mas queremos segurança. O que o filme, entre tantas coisas, passa de melhor: talvez se tivéssemos a oportunidade de fazer tudo de novo, fizéssemos igual. Como se dando voltas, como em outra postagem que já fiz. Diante do que somos ou nos tornamos somente algumas escolhas são possíveis e antes de nos tornamos qualquer "nós" é preciso sabermos quem somos, o "eu". Nas minhas tantas fases pintei com cores fortes minha rebeldia, talvez, simulando a presença de um pai que nunca tive. Um mar revolto, um desapego, que na verdade nem é tanto asssim...Estou mais para um mar calmo, sereno, com algumas marolas, mas não para resseca. Entendido isso me senti como que cavando com minhas próprias mãos a cova que já deveria ter sido cavada: aquela fase acabou. Essa máscara não é mais a minha. E ao final aquele suspiro profundo, como um soluço quando se chora muito: alívio? Falta?Um pouco de pesar? Talvez tudo isso. Bola para frente porque "solidão quando compartilhada deixa de ser solidão" Um cova se fecha. Uma porta se fecha. Se algo foi esquecido atrás dessas portas é porque não deveria ser lembrado e sim definitivamente esquecido. As vezes é preciso um mar de distância entre você e o outro para sabermos quem realmente somos. Sinto o que não pude ser, mas é preciso em alguns momentos nos tornamos cinzas para renascermos. Eu nesse momento renasci um pouco quando portas foram fechadas e chaves foram jogadas fora. Senti-se? Claro, mas talvez seja o melhor. Um dia saberemos ou sentiremos.

2 comentários:

  1. Belo post moça... E respondendo a pergunta imbutida, não, não me arrependo do que não deixei de fazer. Vez ou outra bate um certo arrependimento de algo que eu fiz,mas esse eu acho que é válido, porque pra mim vale aquela máxima de "antes se arrepender de algo que fez, do que de algo que deixei de fazer". Mas arrependimento não é muito a minha praia não... Faço e assumo as consequências de seja lá o que for, sem medo, sem receio, sem pé atrás. ;-)

    xêro

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  2. É moça...pode ser bonito, mas é sofrido esse negócio de transceder na dor é literalmente froid

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