terça-feira, 28 de outubro de 2008

Vuco-vuco ou muvuca? Pode escolher



Eu não sei se é assim com todo mundo, mas todas as vezes que estou fazendo grandes empreendimentos, que no meu caso estão relacionados a carreira acadêmica, parece que todas as provas de resistências me são colocadas a frente. Tudo começou não na origem do universo, podem ficar calmos, mas na...
  1. Defesa de Monografia do Curso. Defendi no último dia do prazo extra. Passei raspando do prazo e com boa nota. Inclusive o período que antecedeu a defesa era janeiro e todos chamando para praia. Fui com um lote de livro. Banho de mar de manhã, estudo à tarde e encreca de casal à noite. E estudo e encreca de casal têm tudo haver né? Mas foi e deu certo em 2004;
  2. Seleção para o mestrado. Fim de relações antigas, começo de novas. Enfim, estudar para prova e entrevista mais conflitos sobre fechar o que pansou e começar a partir do zero com elemento ciúme no meio. Mas deu certo e eu passei na seleção em 2005. Nem acreditei porque minha vida parecia um encavalamento, ou um engavetamento de carros e eu tentando desviar na pista deslizante;
  3. Defesa de mestrado. Prazo para lá de estourado. Uma crise de depressão por incompatibilidade pedagógica. Tratamento intensivo de ajustes da dissertação durante um mês mais problemas no trabalho que arroxava o juízo. Enfim ,defendi em março desse ano. Foi o maior alívio dos últimos tempos. Parecia que tinha esvaziado todo ar pressionado existente dentro de minha alma e com uma nota razoável;
  4. Seleção para o doutorado agora em 2008. Mais companheiros do que cúmplices, o que dificulta o processo, mais insegurança em escrever depois da minha última relação pedagógica, adicionado a MUVUCA OU VUCO-VUCO de eleição. Imagine eu encarcerada em pleno domingo, num segundo pleito municipal de Campina Grande na casa da minha avó. Detalhe: eu e meu irmão costumanos dizer que a casa dela parece com o grande hotel do filme "O Iluminado" produzido por Stanley Kubrik, o mesmo de Laranja Mecânica. O gênero do filme é um suspense-terror. Tem uma cena bem interessante que um menino paranormal fica andando num longo corredor num triciclo que ao final encontra almas de gêmeas mortas. A cena ficou consagrada porque o diretor fez com que uma câmera seguisse o triciclo dando a impressão de que quem assisti é quem estava pedalando no brinquedo. Enfim, algo macabro, sombrio, vazio, sem muitas boas energias ao final. O dilema do filme era: é tudo fantasia, loucura, que o isolamento ocasiona ou coisas do outro mundo? Pois é, foi nesse local, o grande hotel da casa da minha avó que me refugiei e rezei para conseguir terminar o projeto porque o último dia da inscrição era hoje, segunda-feira, então enquanto todos fuliavam a vitória vermelha, eu me acabava de estudar e o dia inteiro, tentando abstrair as buzinas, os fogos, enfim, tentando finalizar e produto para sair bom. Apesar dos receios dos últimos obstáculos do meu programa "No Limite", que é na tv cultura da minha vida: banco, encadernação, fichas, impressão, falta de tinta no cartucho, mais três vezes o número de concorrentes para uma vaga, falta de grana, prova e entrevista com possível ex-relação pedagógica difícil, vamos nessa né? Vai tartaruguinha...
  5. PS: O fato de ser praticante de yôga não quer dizer que tenho que suportar o próximo tisuname e achar tudo lindo e ficar calma tá? Sou humana e meu yôga concentra-se mais na parte física no que na profundidade da teoria. Preciso de mais tempo para isso.


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