domingo, 23 de novembro de 2008

Mulher invisível



Hoje acordei me sentindo uma mulher invisível. Motivo? Nenhum em específico ou todos. O famoso balanço do final de ano começa a acontecer sem que eu me dê conta e claro que o lado pessoal foi o que mais pesou... Então enquanto ficava dividida entre tentar estudar sobre o apocalipse político-econômico e ecológico do mundo e balancear a vida, fui obrigada a ficar quietinha na cozinha estudando em silêncio para não acordar ninguém logo cedo da manhã. Juro que tentei segurar a onda. Mas não deu. E olha que até tentei dormir na cama da minha mãe na noite anterior a esse dia (acho que consciente ou inconscientemente procurando colo), mas no meio da noite ela me abandou e foi dormir no outro quarto. E então durante á noite acordei e lá ela estava eu e aquela cama estranha, enorme e sozinha...Pense num sentimento de abandono, de rejeição. Os pesadelos então nem conto...o sono foi péssimo. Parece que todos os sentimentos de culpa que escondo de mim durante o dia estão vindo a tona à noite, no sono, como pesadelos reais...fragmentos do dia

Resumo da ópera: minha amiga liga pedindo uns troços para o cabelo porque ela ia para um casamento e fui bater lá. Peguei a bike e me danei no mundo...E aquela música de Kid Abelha que me lembra momentos horríveis de fossa soando na minha cabeça “sou errada, sou errante...”. Definitivamente odeio rádios...Por um momento lembrei até das imagens do filme Cidade dos Anjos, especificamente quando a personagem de Mag Rayan estava sentindo o vento nos cabelos ao andar de bicicleta e sentia-se feliz. Pena que nossos sentimentos nesse momento eram contrários. Mas nada que uma caixa de chocolate Alpino e conversa jogada fora não resolva. Pois é...Estou aqui não estou? Podendo em prática meu lema dois de vida: “Por hoje mais um dia”.

Para variar minha irmã siamesa sempre conta alguma história sobre os animais. De como os bichinhos sofrem e têm um final feliz. Além de relembrar-me aquela da tartaruguinha, falou sobre os elefantinhos abandonados da África cuidado por alguns voluntários e depois ensinados a viver na selva...Ele tomam mamadeira, usam cobertorzinhos por causa do frio com a falta do calor do corpo da mãe e quando maiores são treinados para voltar a selva, mais tarde retornam ao lugar onde nasceram e que foram cuidados pelos voluntários e mesmo que estranhem os voluntários, basta soprar na tromba deles que reconhecem aquele gesto de carinho.

Ok!Para contra-argumenta contei outra história de elefante não tão legal. Disse que a primeira vez que ouvi falar sobre elefantes é que eles nunca esquecem o lugar que nascem e que quando estão perto de morrer voltam ao tal lugar, por isso, o dito popular de ter memória de elefante. Essa explicação foi adicionada com mais outra explicação de quem me revelou a historia da memória dos elefantinhos “sou como os elefantes, não esqueço nada que fazem comigo. Sou vingativo”. Aff!

Eu disse a minha irmã que quando criança urso só era urso se fosse fofinho e tivesse cara de urso, por isso que por um bom tempo não achava fofinho essas pelúcias com cara de outros bichos, para mim não eram bichinhos fofos. Eu comecei a desmistificar essa impressão quando comecei a associá-los a coisas boas. Tipo a tartaruguinha com a história que ela me contou. Comecei achá-la mais fofa porque me lembra a perseverança. Os pingüins de pelúcia porque me lembra o documentário carinhoso da Marcha dos pingüins”. A coruja porque, claro, representa a sabedoria vigilante, as joaninhas por causa da felicidade associada entre esse bichinho e o filme “Sob O sol Toscana”...No entanto, tem alguns outros bichos que nem de pelúcia descem como os sapinhos (me desculpa tá Jad). “Olha só como melhorei! Para quem não é muito afeita a bichinhos, até a variedade dos de pelúcia, já estou aceitando “. Ela:

- Ah! Mas essa sua fixação infantil que urso de pelúcia só é urso é por causa da história de um presidente americano que não quis matar um urso filhote que lhe deram de presente por ser caçador. Aí, a indústria americana aproveitou o ensejo e começou a fabricar em larga escala o urso Ted, porque ele foi “salvo” pelo presidente americano. Também acho que perdeu a graça para ele matar um bichinho que já estava preso.

Falta dizer a ela que existe outra história sobre o urso Ted, menos sofrida, mas tão manipuladora quanto. E o presidente que ela esqueceu foi Theodore (Ted) Roosevelt...Mas como toda história tem dois lados...

Ri e lembrei-me de outro colega que vive falando que odeia ao se dar conta de que é manipulado pela sociedade...Enfim, fossas culturais... “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (Lavoisier).

Um comentário:

  1. amow...
    tbm tava de muiá invisível...
    mais agora estou beem melhor!!!!
    rsrsrsrsrsrs
    eu segui os conselhos que vc (e Ana Maria Braga!rs) deu e fui visitar uma amiga!!!!
    resultado: muitas fotos!!!
    beijOOOOOOOOOOOOOOOO
    cuide-se

    Criisss

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