quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Faxina subjetiva


Adoro essa flor: Dente-de leão...Leve na forma e forte no nome. Inspira-me...

Não sou muito adepta dos livros de auto-ajuda, às vezes eles são óbvios demais, mercadológicos demais ou quem sabe surrealista demais, sei lá...Mas às vezes eles dão uns toques legais aqui e acolá, como, por exemplo, "Quando o amor não vem", de Ivana Vazant, uma psicóloga americana que escreve um monte de coisa, mas o que nunca esqueci foi quando ela afirmou que "muitas vezes precisamos fazer a faxina das nossas gavetas interiores, onde a gente acumula um monte de entulho, poeira e morre de medo de arrumar com medo de que o "lixo" se transforme numa avalanche sem fim.

Entretanto, ficar perdida muitas vezes nessa gaveta bagunçada é pior do que arrumá-la. "
Pois é! Faz muito tempo que faço arrumação, mas tem coisas que nem gosto de ver. Fica entocada. Mas cair e levantar de bike e de patins me ensinou a ter menos medo do invisível e do inesperado. Como assim?
  1. Fechar gestalts (círculos, histórias) para enfim estar livre para outras coisas. Comecei colocando um ponto nesse monte de "admiradores" que ficam fazendo xixi no território (eu) e eu finjo que não vejo. Usando uma metáfora, peguei a agenda de A a Z (claro que ela não é tão grande assim) e fui mandando um "se ligue". Se ligue porque você é casado; se ligue porque você é galinha; se ligue que você me deixa mal; se ligue galera estou só, carente, mas não topo tudo e qualquer coisa tá; ESTOU DE BEM COMIGO E LIGUEI O FODA-SE PARA TODO MUNDO...Estou até com 4 kg a menos...Maravilha!Não vou dizer que é fácil não. Tem dias que ainda me acordo mal, pensando...Mas na maioria das vezes estou bem porque Deus é mais;
  2. Terminei meu mestrado que consumia meu juízo;
  3. E hoje fechando com chave de ouro: entreguei um audio-visual legal para a associação que trabalhei como voluntária. Pois é! Estou fechando minha contribuição com essa segunda parada gay de Campina. A minha participação mais atuante. Por quê? Porque descobri mais uma vez que sozinha não vou mudar o mundo; porque preciso desacelerar e "cabo-woman" por "cabo-woman" (faz tudo) já faço no trampo em que ganho para fazer. Quero espaço para exercer no que me especializei. Não dá? Então estou caindo fora e de cabeça erguida, com o barco andando e não como os ratos que abandonam quando tudo está dando errado;
Como é bom se sentir mais leve. Como é bom não arrastar gavetas abarrotadas de entulhos que não servem mais. Para que guardar uma "roupa velha, apertada, fora de moda" se eu não uso mais? Hora de esvaziar as malas. Deixá-las leves para apanhar outros tesouros...Se bem que eu tenho uma fixação por bolsa. Quanto maior melhor, mais peso, aff! tentando mudar esse negócio. Bolsas menor ou então mais organizada, que tal? Eu estou achando essa idéia uma boa.

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