sábado, 22 de novembro de 2008

Mundinhos paralelos




Enquanto na sala da justiça da minha casa, entre uma notícia e outra sobre a cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima, eu tentativa estudar para prova do doutorado...sim porque estudar vem se tornando a cada dia um trabalho de Sísifo, ou seja, quase um sofrimento sem fim, tirei à tarde para dar um tempo naqueles textos apocalípticos em espanhol sobre a sociedade de risco na qual vivemos atualmente.

O que fiz? Fui dar uma geral no meu computador que estava lotado de lixo musical e de imagem. Como toda faxina é chata, inclusive as virtuais e transformei-as em algo mais lúdico. Como assim? Resgatei meu microfone de infância, que foi também do meu irmão (nada mais, nada menos, do que um pilãozinho preto de fazer caipirinha que minha mãe trouxe ainda do Rio de Janeiro quando era uma infante) e começamos a brincar de cantar e de desfilar. Eu até simulei a entrada de uma garota Caldeirão. Finalizei à tarde tirando meus patins novinhos do armário e indo aprender a patinar. Quedas? Apenas uma. De meia bunda. Está bom se compararmos as quais levei de bike...o saldo ainda é positivo. A grande lição de vida que a bike pôde me ensinar é que não importa o que você faça você sempre pode estar sujeito a cair. E mais: a queda dói, mas passa. Os machucados ficam e em alguns dia se vão, mas encarar o medo de frente e rir deles ao subir novamente na sela encarando “mais uma” é insubstituível. As quedas realmente nos tornam mais forte do que nossos medos e nos enisna a encarar o novo sempre de frente, mesmo que um friozinho na barriga.

Entre esses mundinhos paralelos, pela manhã, horário que geralmente acesso a net, vi esse recado fofo do meu irmão no Orkut, sinal de que o dia iria ser bom...

Dizes que é feliz porque me tens e me amas
Digo-te que em teu olhar decifrei o segredo
Na paixão lírica consumindo-me em chamas
Num
amor adormecido que agora te concedo

Dizes que sem mim o que fazes para viver
Digo-te és a vida e o ar que respiro lá fora
Na brisa suave que sopra a cada amanhecer
Enxugando-me as lágrimas vazias de outrora

Vês em meus olhos o magnetismo que brilha
Nos teus eu vejo uma quietude que me acalma
Numa profundidade que apaixona e me extasia

Dizes que te elevas quando sente minh’alma
Em jubilo fico nessa junção que nos contagia
Transcendendo num beijo que atiça e me cala.


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