sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ops!Cadê o “the end”?


Sabe aquelas meninas que se encaixam no perfil da mocinha da novela? Sou eu. Boa filha, boa namorada, boa amiga, boa irmã, boa neta, boa aluna, blá-blá... e o pior ou melhor, que não sou eu quem digo para ficar cheia de “cancha” , mas quem convive diz isso. Ai! Que às vezes me dá uma raiva porque gente boazinha quase sempre é muito lesa e apanha pra caralho. Tudo bem, que sempre torço pelas boazinhas em filme e novela, mas sabe uma vila que eu adorava? Aquela da novela Celebridade com Claúdia Abreu e Malu Mader. Nossa essa última era tão boazinha que me irritava tipo: “bateu de um lado? Toma o outro lado da face. Ainda bem que numa das cenas ela deu uma surra navilã, nam. Bicha véia lesa. Aí, definitivamente não tem haver comigo porque se bater eu caio em cima. Mesmo que depois eu vá chorar, perguntando a mim mesma se não haveria outras formas de resolver a questão...Tá, eu não sou uma vilã perfeita. Sou meia vilã. E me esforço, viu?

Mas como para toda boazinha há a Terapía de “palo”, para usar um chiste em espanhol. Pois é! Talvez seja esse seja meu bônus. Por acreditar que nunca vá ultrapassar certos limites do “ser boazinha”, as pessoas acreditam em mim e no que falo/faço ou fazem quase de “gato e sapato” . Mas o bônus do acreditar é bom.

Hoje saí para estudar na biblioteca e ir contra a lei de Murphy, mas depois de uma hora de estudo (tempo ínfimo para quem já estudou um dia 24 horas quase sem intervalo), não consegui permanecer. Corri da biblioteca e fui procurar algum lugar mais próximo para beber. Pois é! E logo eu que não sou muito afeita à bebida usei desse recurso. Bastam três chops e estou pronta para o “bercinho”. Pronta para dormir. Queria relaxar, esquecer a maldita lei de Murphy do dia que passava.

Em busca então de um lugar que me proporciona-se isso, ou seja, discreto, sem ninguém para me dar cantada, rodei e consegui achar um que não tivesse cara de boteco e onde pudesse ficar de óculos escuros, no melhor estilo: “Não me incomode!” Da última vez que tentei beber sozinha nem a garçonete do bar acreditou quando chegou a mim no balcão. Para ela parecia tão absurdo que repetia a pergunta várias vezes do que queria, o que foi brochante para mim. Era como se ela reafirma-se pelo modo da pergunta, o que há séculos queremos quebrar: o tabu de qual é o lugar da mulher. Nesse dia de domingo, bebi apenas duas cervejas e fui para casa. Dessa vez bebi o dobro e saí mais levinha...Que bom!

Como menina boazinha, ainda tentei ir à agência do meu plano de saúde para pagar o boleto com menos multa; tornar o dia mais produtivo, mas a agência no meio da tarde já estava fechada. A lei de Murphy né minha filha? Como minha data de pagamento do boleto não bate com minha data de recebimento do salário, segundo a atende do plano “ela sente muito, mas infelizmente, não é possível fazer nada”.

O fato é que a agência depois das três da tarde estava fechada. Eu não consegui estudar. Vou pagar mais multa. Fui para casa e ainda fiz meu coquetel molotove: depois de umas cervejas, uns doces, chocolates...ás vezes dá certo. Às vezes não! Por isso não recomendo.

Enfim, esperando o “the end” (o final feliz) das meninas boazinhas pelo menos para esse dia de cão, lembrei de uma conversa com uma colega que é espírita num momento que mais uma vez na minha vida buscava explicações sobre os mistérios da minha vida e do universo. Ela me disse que o que a gente passa não é só pela gente, mas para fazer outras pessoas evoluírem. Se eu estou evoluindo ou não, ou se outros da minha companhia estão, o que duvido muito, eu não sei, mas enquanto a trégua não vem está trash. Cadê meu final feliz das menininhas boazinhas? Ow! Fiz tanto para isso e quase involuntariamente, por instinto. Fui tão boazinha. Por que é que não mereço? Nam! Que pelo menos a lei de Murphy passe esses dias para pelo menos estudar, né?

Ops! Uma trégua à noite: fui num encontro das mulheres da minha família. E não é que deu tudo certo. OOOOOOOOOh! Isso realmente é espantoso porque quando se junta minha avó Hitler, minha tia Ilca Tibiriçá e minha mãe Amy, olhe que é o apocalipse e pode sair de tudo nessa disputa feminina de vaidades e poder. Eu? Sei lá. Fico na coluna do meio: lá e cá. Ás vezes brigo. Às vezes me revolto e engulo. Ás vezes saiu correndo ou dou uma de doida. Enfim, depende do meu saco cheio ou não. Ouvimos chorinho e boleros antigos. Lembrei da minha infância, delas cantando na cozinha e pensando sei lá o que...talvez em seus amores. Eu pelos menos, enquanto cantava pensava nisso: em mim, na minha infância, nos lugares onde ouvi aquela música, como eu estava e até nos meus amores...A primeira coisa que minha prima perguntou foi onde eu aprendi a gostar de “música de véi”. Claro que para rebater chamei-a de sem cultura e mandei-a ouvir “Lapada na rachada” (um forró terrível dos terríveis). Como chamar chorinho de música de véi? A definição dessa música no Aurélio é choro em geral brejeiro e alegre. A minha definição: um sussurro de amor baixinho, ao pé-do-ouvido, lamentoso e ao mesmo tempo carinhoso.Ok! por hoje o final foi “the end”. Obrigada pela trégua Murphy.

Chorinho de Cândido Portinari


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