sábado, 8 de novembro de 2008

Primeiro amor? Onde? Quando?



Meu irmão de 14 anos anda as voltas com seu primeiro amor. Infelizmente ele herdou esse mau "gene" do romantismo: só por amor. Que merda! O diálogo com a ex-futura namoradinha do meu irmão foi assim:
- Eita que foi aquilo heim?
-Sei não ! Vocês que se resolvam. Dê aí uma resposta para ele e tal (ele, meu irmão, comprou um presentinho para ela com uma flor bem linda e fez um cartão, esclarecendo o que ele pretendia. Todos os detalhes foram pensados).
- Eu escrevi um depo para ele...Ele é só meu amigo! (ou seja, de fato minha teoria de que toda menina na idade dela espera o princípe encantado estava correta. Independe do nível intelectual. Quanto a ela dar uma resposta pela net acho que não é legal. Ele foi muito sensível e cuidadoso nos detalhes. Até parece que aquela teoria ridícula de que as mulheres gostam de quem não presta parece verdade. Que saco!)
- Então tá . - eu afirmei para ex-furtura.
Quando voltamos da panquecaria, conversei um taco com ela, perguntando se ela tinha gostado do prsentinho e dizendo que não sabia nada porque ele, meu irmão, ainda não tinha aberto o orkut. Afirmei que era receio.
-Nossa mais eu não fui um mostro...
-Mas quando a gente gosta de alguém a gente fica sonhando com uma resposta positiva né? E não em ser rejeitado! Espero que você não tenha despedaçado muito o coração do meu irmão...
- Ai! Não fiz não.
-Ok! Mas a vida é assim mesmo linda...
Ele ainda não abriu o depoimento encerrando todas as expectativas dele...e eu não falei nada sobre. Acho que ele mesmo precisa do tempo dele para fazer as coisas....


Mas isso me fez lembrar quem foi meu primeiro amor? Aqueles um tanto infanto-juvenil. E aí lembrei do meu par da festa de formatura do ABC, com cerca de 8 a 9 anos. Ele era lindo, louro e olhos azul. Chamava-se Frederich. Não podia ouvir seu nome que me arrumava para ficar mais "bonita, mais esperta para ele",Qualquer semelhança com os princípes encantados é mera "coincidência". Nunca nem nos beijamos. Era quase platônico. Acho que me tornei uma expercte nisso: amor paltônico. Não quis nem dançar com outro par, porque eu disse, e Jesus me perdoe, que o outro para era "pobrinho". Gosto nem de lembrar desse preconceito...


Depois desse,veio o carinha da oitava série com os mesmos traços de Fredrich, todos o chamavam de Xande, que além de popular era muito amigo de algumas coleguinhas de classe, então, ficava por ali, só marcando presença., suspirando calada, rsss..

Acho que em seguida me restou um menino popular, o que ficava com todas e que "me escolheu". Ficamos quase um mês. Nosso primeiro beijo foi na excursão da escola para uma queda d"água e eu estava tão feliz porque eu tinha deixado de me sentir patinho feio. Nossa trilha era a música de Cidade negra: "Amor igual ao seu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca tive igual eu nunca mais terei. Amor que não se perde, amor que não se mede e não se repete..." . Passei os anos seguintes do secundário apaixonada platônicamente por ele. E nem lembrava mais do tal Xande. Parece que mulher adora se sentir rejeita, nam!

Por fim, nessa jornada infanto-juvenil, me apaixonei por Daniel. Ficamos algumas vezes, mas escondido porque ele tinha vergonha de mim. Afinal eu não era a garota mais popular e sim o patinho feio. Depois de me sentir rejeitada duas vezes achei ótimo ter mudado de escola por causa da asma. Ufa! Anos depois o reencontrei e o ignorei...Era o troco de um ex-patinho feio agora maduro.

Aprendi na pele que "nem tudo o que brilha é ouro" e que nem todo princípe encantado é realmente "O PRINCÌPE", mas na verdade um sapo de coração, no sentido de feio, do belo/feio.

Todas as meninas nessa idade sonham com homens lindos, românticos e divertidos, como nos filmes. Ficamos a espera de algo parecido e quando aparece não nos damos conta de quão vázios realmente são. Mas fazer o que? Além de acreditamos na existência do Coelhinho da Páscoa, do Papai Noel, também o fazemos com o Princípe Encantado. Que pena! A ex-futura, vai perder um homem realmente gentil , um princípe.

Será que todo mundo lembra de seu "primeiro" ou "primeiros" amores"

Um comentário:

  1. Graças aos bons deuses o tempo passa... Meu primeiro amor se chamava Eric. Era um vizinho que foi morar em outro bairro. Eu ainda era apaixonada por ele quando recebi a notícia de que ele havia sido atropelado e perdido metade da massa cefálica. Ele foi pra longe, fazer tratamentos, e nunca mais voltou. Nao sei dizer se viveu, ou se morreu...

    Mas na verdade na verdade... Eu acho que todo amor é primeiro amor... Todos são tãoooooo diferentes que são primeiros... únicos...

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