terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vixe que saudade sem fim



Motivo? Carência, síndrome de abstinência...? Quando a dor se intensifica eu peço: “Morfina! Morfina! Pelo amor de Deus...”Sei lá... “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”, né não? Saudades de que então?

Do cheirinho de café forte e fresco

De beijinho de peixe dourado

De boiar no tanquinho de olhos fechados e sentir o SMACK!

Do abraço de urso

De ser protegida

De ser salva

De ser mimada

De ser amada

De ver

De sentir o arrebatamento do amor depois da guerra superada

Do cheiro de roupa limpa

De compartilhar o chocolate na hora de dormir

Da música do Mundo Livre S.A

De sonhar

De lembrar quando tudo parecia perfeito

De esquecer

De implorar para ficar perto

De lutar para ficar longe

E por fim, de matar o que me mata: a saudade

Mas “viver é desenhar sem borracha” (Millô Fernandes). Sendo assim, o desenho saindo bonito ou feio é com ele que a gente fica. É dele que a gente se orgulha ou não. È com ele que vamos conviver e viver a partir dele para o resto da vida. E se borrar? Passamos por cima? Ficará tudo bem? Nem será percebido? Faremos alguns reparos? Será possível? E se a “emenda sair pior do o que soneto”? Quem sabe? E vamos vivendo sem a borracha...Ah! Uma imensa borracha espaço-temporal que operasse na lacuna das viagens temporais.

Um comentário:

  1. Não conhecia essa frase do Milló, mas a achei perfeita. E, não é assim a nossa vida, seguindo aqui, errando ali e muitas vezes, tentando consertar o que não pode (e, muitas vezes, não deveria nem tentar ser) concertado.

    bjs

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