segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Balaio de gato ou de Natal?


1. Filas. As enormes filas. Mesmo tendo começado minhas compras de Natal em novembro, sempre tem coisinhas extras para comprar. São tantos amigos: secreto, da onça, doce, etc. E haja dinheiro e paciência; NÃO ME CHAMEI MAIS, POR FAVOR!

2. Perigo. Levar crianças às compras de Natal. Elas gritam, esperneiam, correm e contribuem para o consumo sem responsabilidade. Ou seja, não estão nem aí! Querem mais se divertir comprando tudo da loja. Sejam prudentes com seus bolsos pais e com o pobre dos ouvidos dos outros!

3. Eu vi uma boneca tipo “Barbie” academia e fiquei imaginando o lado lúdico disso: 15 abdominais, 10 levantamentos de peso, 3 horas na bicicleta...O que é isso hem? Treinamento neurótico para magras? A brincadeira produz e reproduz alguns comportamentos sociais, mas lembro-me que as minhas bonecas eram mais alternativas do que as atuais. Elas eram executivas, nós costurávamos roupinhas fashion para elas e elas tinham casos com os ursinhos de pelúcia tá? Tudo bem que minha mãe nunca me deu o Ken, namorado da Barbie, e na primeira oportunidade que ele estava fora da caixa na loja, arriei as calças dele e ele não tinha pitinho, como no filme “Estigma” com Alanes Morrisete. Mas minhas bonecas eram mais independentes. Hoje me parece mais claro como um treinamento para o que você pode ser quando crescer. E claro, que a parte da emoção, da aventura ficam com os meninos e suas motos, carros e bonecos transformers;

4. No Natal vale tudo? A mulher colocou o filho de pitinho para fora em cima do “balaio” do supermercado no shopping. Já fiquei imaginando ele mirando no pessoal da fila, inclusive eu, para acertar com seu xixi. Ou então, colocar um potinho para o guri mijar dentro, mas ela colocou uma fralda descartável.

5. Extinção dos produtos naturais. Parece-me que as prateleiras com produtos naturais foram recolhidas durante esse período natalino. Quase não há produtos. Somente os “engordiets”. Light e Diet parecem em falta. Os estoques estão cheios de chocolates, biscoitos, panetones... Eu pelo menos encontrei uma única e última prateleira com granola. Mas provavelmente no verão elas voltaram, RA!

6. O corredor da morte. Você já percebeu que as filas de supermercado parecem o corredor da morte dos boizinhos? A diferença é que essas filas são “consumisticamente” lúdicas. Monte de coisas para mulher (xuxinha, diadema, cremes, sabonete e revistinhas). Saí puta porque vi um livro e não tinha grana para comprar: O Pasquim (folheto jornalístico que antecedeu mais ou menos o período da ditadura). Tudo bem não acertaram na minha veia de consumo feminino, mas na intelectual foi fatal. Ai, ai...Mas eu e o meu bolso tentaremos SOBREVIVER AO NATAL! SOCORRO!

7. A magia da farra das compras de Natal. Parece-me que cai por terra quando vemos que nessa época do ano os pedintes aumentam juntamente com a quantidade de assaltos nas ruas, afinal o 13º. representa um dinheirinho extra, inclusive para a parcela mais marginalizada da população. “Que país e esse?” (Legião Urbana).

8. Paradoxos. Casais que entram em crise e se separam. Casais que se reencontram. Assim como também foi paradoxal, o evento aluno nota 10, projeto Alpargatas/Secretaria de Educação de Campina Grande, que lotou o auditório da FIEP sem considerar as condições de infra-estrutura para o evento diante da falta de poltronas, da “massada” para o começo do evento, do calor e o discurso arrebatador do Secretário do qual saiu a pérola de que em meio aqueles alunos estarão os futuros médicos, vereadores... “mas não queiram ser professor não porque ganha mal”. Isso é coisa que se diga? Que tal discursar falando pela luta para reconhecimento do professor por meio do salário?

9. Sapatada em Bush. Um iraquiano jogou em entrevista coletiva os dois sapatos em Bush. Ai que delícia! Ele fez o que um monte de gente tem vontade de fazer. Valeu!

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