quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Entorpecida

Mais um conto/crônica, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência


O quarto cheirava a álcool. Mais a frente um casal se debatia entre fazer amor ou se matar mais um pouco, uma vez que o enroscar daqueles corpos era no mínimo estranha, entorpecida. A guerra era em encontrar o que não mais existia: o prazer. Restavam apenas gotas de suor misturadas a um cheiro nauseabundo de cola. E num dos cantos daquele espaço triste, fotos e juras de amor amassadas no lixo...

“Nosso amor durará para sempre”. Ele disse
“Oh, sim, sim, sim!” Ela gritou.
“Para sempre é um termo muito relativo”. Ele disse.
Ela deu-lhe uma pauldada! Cuidado!
Feliz Dias dos Namorados.

Folhas amassadas, pessoas amafanhadas, derrotadas selada.


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