quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Romance. Em três versões? Por que não eu?

Tem a porra de uma música que eu não consegui tirar. Me empuraram guela abaixo

Nossa! Ao assistir o filme “Romance” com Letícia Sabatella e Vagner Moura fiquei arrebatada. Do roteiro a produção fotográfica o filme foi perfeito. Além, claro, de ter rolado uma identificação pesada: amor sofrido ou amor recíproco e feliz? Pelo menos eu queria o amor recíproco e feliz.
Situando a história sem contar o final, são três histórias de amor diferentes que convergem e se separam no tempo e no espaço real. Os amantes centrais são sempre os mesmos e a grande questão era: o amor seria uma invenção? Até que ponto seria realidade ou encenação?

Bem, tendo como pando de fundo a história de Tristão e Isolda no século XII, um acredita que todas as histórias somente serão de amor se houver a impossibilidade da realização dessas, assim como foi todas as histórias de amor que marcaram gerações. O outro, acredita no amor recíproco e feliz, como os de folhetim de novela do século XIX e por quê não XX?

E entre atropelos, obstáculos e mágoas se separam e se reencontram para reviver suas histórias de amor ao mesmo tempo iguais e diferentes de Tristão e Isolda e deles mesmos. O palco cênico é onde viveram a primeira versão desse amor sofrido. O sertão da Paraíba, a segunda, quase recíproco e feliz, assim como também sofrido. Um quer uma coisa e outro quer outra nesses dois momentos.

Na terceira e última versão de Tristão e Isolda a única coisa que sabem é que para o amor não há saídas. Apenas buscá-las eternamente, sabendo sempre que realidade e fantasia se misturam e se encontram com o encantamento de todas as nossas primeiras vezes na vida e do saber amar o cotidiano. Enfim, por que não eu? Por que não consegui a terceira saída das três versões de um amor? Porque talvez não era para ter sido. E no filme me dei conta que sonhos sonhados juntos tornam-se realidade, quando sonhado sozinho é ilusão. Então, tudo não passou de uma ilusão. É o fim da minha primeira versão contemporâneas de Tristão e Isolda .

Esse amor em específico não foi recíproco e feliz, mas o amor emana de todos os lados e no meu caso veio dessa declaração de Natal do meu irmão...




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