segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vida


Faceira e folgosa como só ela é não precisa de babados.
Basta uma sainha pra se cobrir e sair por aí em busca...
Sair e descobrir os babados dos quais ncessita....
pra ficar ainda mais bonita e faceira...

Os Três Mal-Amados


O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. [...]

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

João Cabral de Melo Neto



domingo, 27 de dezembro de 2009

Versinho para contabilizar os presentes


Contabilizando os presentes. Pode?

Quando se cansa em sustentar risos suficientes, silêncios necessários.
Quando se cansa em esconder o “aonde me perdi?”.
Quando se cansa em não ter o ceticismo conveniente para viver sem o amparo das utopias.
Quando se cansa em não ter mais as utopias necessárias para se reabastecer de “ópio”.
E quando se cansa em fingir?
E quando se cansa em calar?
E quando se cansa em publicar a espera de um resgate cosmico, um último grito de "socorro, alguém, o mundo"?
Quando se cansa é hora de recolocar as máscaras como quem decidi a roupa para festa black-tie.

Contabilizando os presentes:
caneca desejando esperança;
hidratante e sabonete líquido da natura de pêra;
chocolates e dos mais excêntricos para o que me é desejado em 2010, pode? Trata-se da foto acima.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Esposa ou escrava branca?


Depois de muito tempo sem se verem, aquela notícia caiu como uma boba. E sem nenhum romantismo, nem cerimonia noticiou

- Precisava vê-la. Tenho algo sério para conversar com você. Olha, esse eu meu próximo projeto de vida: Quero casar. Então eu vou colocar logo os termos de nossa união. Quero que mude seu guarda roupa, seu modo de falar - Detesto suas ironias! - e que não saia tanto com seus amigos. Sim! Isso é importante. Não vou para lugares onde não me sinta a vontade, portanto, você também não irá. Quanto a transporte você não precisa: a deixo e a pego em qualquer lugar. E afinal, também não precisará trabalhar tanto, o que tenho dá para nós dois muito bem. Beber só se for em casa. Para nossa harmonia vamos fazer coisas que eu goste e que você goste também.

Um silêncio tenso pairou no ar.

- E aí? Não vai dizer nada.
- Existem muitas mulheres que aceitem essa proposta?
- Sim, claro.
- Eu me pergunto se esse é seu projeto de vida ou de desespero? E ainda, onde está a corrente da mesa da gaiola de ouro?
- Você acha que pode casar e manter uma vida de solteira?
- Não! Mas acho que depois de tanto tempo sem nos vermos fiquei confusa se você queria uma esposa ou uma escrava branca?

Aborrecido ele a deixou sozinha com suas perguntas que mais confusa ainda se perguntava: como é que as pessoas chegaram a esse ponto: driblar a insegurança, encarcerando, matando, o outro em vida? Afinal não seria a partir dos problemas que se chega a um consenso? E o consenso não quer dizer acordo entre as partes e não a imposição de um sobre a vontade de outro? A liberdade de ser ela, porque quem realmente se apaixonara, se comprava?

Ela acreditava que não. Em tempos pra lá de modernos, há coisas que não são tão modernas assim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bessa Kite Surfe Club e o mágico do som



Bessa Kite Surf Club, o lugar de João Pessoa. Sob Nova Direção do nosso colega Daniel, embora não seja programa da Globo, além de uma paisagem incrível em frente ao mar, conta com um espaço de coqueral com graminha verde maravilhosa. Dá até vontade de sair rolando...Brincadeiras e verdades a parte, o que torna o lugar ainda mais aprazível é a seleção musical do lugar que é diferente da maioria dos lugares que costuma-se ir com o vício do forró de plástico enfadonho. A seleção musical tem a sensibilidade de perceber a animação que nos estiga começo do dia e a maravilha que é o fim-de-tarde bem vivido. Eu indico.
E tem mais: fomos convidados para a próxima, hem. Quanto a mágica? Imagine você sentar à beira mar e escutar Jack Jonhson e Red Hot Chille Pepers sem precisar pedir, como num passo de mágica? Coisas de Mandrack.






quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minha retrô 2009


Ainda no lema de que se a Globo faz eu também faço. Lá vai mais um balanço rápido e rasteiro...

Trabalho: três mudanças em um ano.

Casa: também três mudanças em um ano e de cidade, duas.

Amores: Empatada. Zerada. Gestaltes fechadas.

Amigos: Em movimento de espação para os que chegam [que legal! Minha socialização continua melhorando!] e ponderação madura em relação aos que já estão.

Dinheiro: Um pouquinho mais do que no ano passado, pelo menos até dezembro. Depois disso não sei bem...

Virada: No meio do semestre de 2009.

Família: mais forte, mais unida.

Saúde: também mais forte. Principalmente a sanidade, rs.

Auto-estima: Em mudança. Menos menino, menos hippe, mais mulher.Sem medo de ousar.

Angustia: e os novos rumos? Então como vou articular 2010? Como dar novos sentidos a coisas antigas? Péssima jogadora, honesta demais, me ferro...

Conquistas: mais perto do sonho tornar-se realidade.

Perdas: quase lá, dessa vez não foi. Gente parte, gente fica. Um certa sensação de humilhação e trapaça.

Lema:

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.[...]
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato [...]
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
(...)
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.[...]
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, [...]
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree. (...)
(Clarice Lispector - Rifa-se um coração)


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Auto-ajuda, cartomante ou terapeuta? Vai encarar?


Depois que um colega disse que iria a uma cartomante para "desencavar a caveira de burro" na vida dele, começamos a discutir uma matéria da Revista Veja que falava sobre o crescimento da venda dos livros de auto-ajuda. Sei que sou suspeita para falar sobre essa categoria de livro que na maioria das vezes pinta o mundo muito rosa e por isso, quase sempre não gosto muito deles, o que pode até ser um tipo de preconceito. Sei lá! No entanto, comecei a me dar conta de uns tempos para cá que tudo está desencantado demais e que precisa de rosa sim!

Nessa linha, já li alguns livros de auto-ajuda que me são presenteados ou reocmendados. E se o dito conseguir levar-me até o fim, torço o braço e recomendo. Concordando com o que uma psicanalista abordava sobre essa categoria de livro, acredito que os livros de auto-ajuda estão em alta porque cada vez mais nos sentimos desconectados com o mundo e com as pessoas. Diante da falta de tempo e de nossa crescente incapacidade em lidar com o sofrimento que demanda muito tempo/energia [e tempo é dinheiro], acabamos por optar por algo que traga um alívio mais imediato. Algumas vezes os livros de auto-ajuda abrem um porta para refletirmos sobre nós, mas quase sempre não vai mais além. Até porque esse não é o seu papel. Passado o "mertiolate" e posto o bandaid naquilo que nos encomoda, vamos enfrente e na maioria das vezes nem nos damos conta de que o "elefante" permanece no meio da sala e aquilo que nos causou angustia e sofrimento possivelmente voltará a dançar um tango em nossa sala de estar pessoal em outra situação que nos evoque desconforto.

E o que é que a cartomante tem haver com isso? Longe de entrar na polêmica religiosa ou da divindade que as cartomantes seriam portadoras ou não, mais rápido que a auto-ajuda, está o baralho, a reza e os "desmanche de mandiga" são express e daí a procura. Quando ando vejo a enxurrada de panfletos entregues de algumas que trazem seu amor em 24 horas [pacote para a maioria das mulheres que procuram esses tipo de "serviço" em nome do "amor" e os homens, por sua vez, por causa de dinheiro].

E o terapeuta? Esse coitado, nem falo. Geralmente não pode sacar da manga uma solução pronta, nem muito menos a curto prazo. São sessões demoradas e geralmente mais onerosas do que livros e serviços express. Acredito que com dedicação e esforço os resultados com um terapeuta se consolidão melhor, portanto, trata-se de um investimento a médio-longor prazo e até mais interessante. Enfim, cada "macaco no seu galho", que saibamos então desfrutarmos de cada coisa na hora certa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Letra sem som e história sem fim


Era tão difícil para ela que o choro brotava de suas entranhas como um urro de dor e agonia. Era com um imenso vazio e sem energias para viver que desligara o telefone, enquanto deslizava pelo canto vazio do quarto. Como que se esvaindo. Perdida. Vulnerável e principalmente agredida... Não pelo adeus. Não pela batalha perdida. Não pelas trocas mútuas de farpas. Mas talvez pelas indagações que invadiam aos volumes sua cabeça: por quê? Por que tinha que ser assim, daquela forma?

Sensação tamanha ela somente sentira quando levou sua primeira bofetada. Quando ficou exatamente do mesmo jeito como com o telefonema virulento: com um animal disposta a atacar e a correr. Acuada num canto, perplexa, com medo, rezando para que tudo terminasse e logo.

“-Acabe logo com isso!”– era o que ressoava em sua cabeça.

E seguida aos ecos dessa frase, suscitava-se outro momento. A imagem de sua meninice quando seu padrasto achara seu diário e sutilmente a convenceu deixá-lo ler. Era o diário a única prova de sua inocência e redenção: para si e por si mesma.

Ele a induziu que rasgasse porque ninguém precisava ficar sabendo “daquilo”. Era um segredo dos dois e ninguém mais poderia saber.

“- É isso o que você quer? Que muitas pessoas fiquem chateadas e machucadas com você?”.

Apesar de estar novamente acuada, não era mais aquela menina. Ela tinha como se defender. E estava disposta a pagar qualquer preço, menos o do silêncio, o da cumplicidade covarde e o da submissão. A boca e a mão não seriam mais silenciadas, nem secretamente amordaçadas, seja pelo passado, seja pelo então agora “direto do cantinho do silêncio e dos seus segredos”.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Duas mulheres e um desfecho



Aquele momento parecia ser mais um daqueles dos dias de rotina, de corre-corre. Mais um problema de trabalho, mas um contrato a ajustar, mais uma escala no aeroporto, mais malas para cima e para baixo.

Entretanto, algo de extraordinário, ou seja, de fora da rotina, acontecera numa dessas escalas. Encontrara sua arquiinimiga, que por ironia do destino antes foi sua melhor amiga. E no mesmo instante foi invadida por lembranças desconcertantes, sentimentos de dor, tristeza, angustia e impotência. Que peça aquela do destino hem? Depois de anos sem se encontrarem. Depois do último pedido de perdão. Lá estava ela, bem as suas costas fazendo também o check-in. E por que ela ainda se incomodava com aquela presença? Porque aquela presença trazia lembranças mórbidas. Porque aquela presença trazia à tona todo o sentimento de dupla-traição. Trazia a tona os jogos que mais pareciam de vida ou de morte.

Imediatamente ela foi até o bar e enquanto o vôo não decolava pediu uma porção de qualquer coisa. Precisava de algo, que felizmente ou infelizmente não era uma dose. Qualquer coisa que a preenchesse, qualquer coisa que sufocasse aquela dor, qualquer coisa que a punisse por ter sido um coração tão bobo, por ter um coração tão bola. Tremendo, derrubando e esquecendo tudo que estava em suas mãos, transparecia uma naturalidade qualquer diante daquele estorvo. E a cada riso com as amigas, se sentia a palhaça do picadeiro. E a cada riso se sentia mais feia e medonha.

A única coisa que de algum modo a confortava é que logo aquilo também iria passar. E a certeza que tinha: ninguém pode ser feliz construindo sua vida e sua história a partir da infelicidade de um outro. Que ninguém podia ter um...era uma vez alguém que era feliz e que para que um outro fosse feliz tinha que esse alguém ser infeliz... Nada bom para se recordar e tudo para se arrepender porque ninguém gosta de ser tão feio e medonho por dentro. Entre mortos e feridos se salvaram todos ou todas? Naquele momento parecia que não.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tudo haver


Data de Nascimento: 31/5/1980
Hora de Nascimento: 09:55:00
Local de Nascimento: Rio de Janeiro ( RJ )
Trânsito do Dia: 06/12/2009

Ascendente: Câncer
Lua: Sagitário
Elemento: Ar
Período do Trânsito:

Início: 06/12/2009 Fim: 07/12/2009

Título:

Mercúrio em Oposição com Vênus natal

Resumo:

A rigidez continua dando espaço para o seu lado mais leve. Nada de excesso de inflexibilidade. Você quer ver as pessoas ao seu redor livres, leves e soltas, que aliás é como você está se sentindo. Nada de trabalho, trabalho e mais trabalho. Você estará mais propenso a aproveitar a vida. Não haverá necessidade de aumentar o "peso" da existência. Viver em paz e sem tanta necessidade de racionalizar tudo. Por que ficar zangado se comprou aquele lindo vaso transparente em uma joalheria? Por que não levar em conta que ficou feliz naquele momento e que na sua casa há um lugar especial para ele? Por que não fazer alguma coisa pela simples vontade de fazer? Por que tudo deve ter uma explicação lógica? Por que não cometecer uma loucura por amor?

Fonte: Estrela Guia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cadê?


- Cadê? Cadê? – e ela continuava sua busca incessante – Nas malas? Quem sabe nas gavetas? Ou quem sabe na caixa de quinquilharias? Num bolso de camisa perdida dentro do guarda-roupa? Talvez. Ou quem sabe naquela bolsa que quase nunca usei?

O fato é: ele se foi. E junto com ele parecia que algo a mais também tinha se ido. Que um pedaço de não sei-o-que tinha se perdido. Um pedaço dela, ou de seus sonhos, de sua esperança, ou de sua confiança em si. Na verdade nada seria igual. Mas o que seria o agora senão aquilo? Era essa a falta, a de certeza? Outra coisa também é certa: não importa o que se foi, o que se perdeu, ou o que falta. O importante é que, o que se foi teve que ir em paz para que algo de novo chegasse. Foi pago o preço necessário. E assim ela decidiu em frente.


Resposta ao anônimo:

Essa é a questão: não há o "x" da questão. Sem certezas, apenas posições, nortes...Não quis dizer nada. Nem sou mestre...São as peças da vida...E as inceno como posso e consigo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O direito, o avesso ou o torto?


“- Não quero concertar nada quebrado. O que está quebrado está quebrado e ponto. - disse a um aluno que tentava me convencer em concertar a caneta que havia emprestado-o.
- Tem um “Q”de caos nessa sua afirmação - o aluno querendo me enquadrar num “anarco no sei-o-que” da vida.
Nem me detive a respondê-lo, mas minha afirmação deu-se a partir da minha experiência de vida, sem nenhuma pretensão político-filosófica. Deu-se a partir das tantas tentativas de concertar. Concertar coisas, situações, pessoas. Mas quem disse que deveriam ser concertadas? E será que deveriam ser concertadas?
Tempo e energia é o que se perde tentando concertar. Frustração e angustia é o sentimento que geralmente resulta desses “concertos”. Entretanto, não fazia os concertos em nome de uma “moral”. Se eu posso em alguma medida explicar essa atitude ilógica seria pelo gozo/prazer de juntar as coisas, de pô-las em ordem, de ter o mapa da certeza e não ser pega de assalto pelo imprevisto, algumas vezes desconcertante e/ou desagradável. Se ainda posso explicá-la de algum modo, seria a tentativa de juntar nos outros aquilo que estava quebrado, avesso ou torto em mim mesma. Ou quem sabe me ocupando da causa dos outros para não me ocupar das minhas próprias causas.
Estranhamente após esse episódio em mais uma temporada de Gilmore Gilr’s, o dilema do concertar o quebrado, ou de empenhar em mudanças, aparece na forma de produção cinematográfica e seus quadros amorosos: o bom moço (Dean) – o bad boy (Jess Mariano) – a mocinha (Rory) que ao se desatar nesse triângulo entre em um novo polígono amoroso: o bonzinho e sem chance (Marty), o não tão bonzinho/certinho (Dean) – o pseudo-bad boy/confuso/rebelde sem causa (Jess Mariano) – o bad boy/playboy (Logan). Colocando como questão: será que para chegar aos acertos é preciso provar dos erros? É preciso ter a disposição de mudar o que parece torto? E mais toda mulher sente uma atração irresistível pelos bad, ou os rebeldes sem causa. Acredito eu que não necessariamente...E lá vamos nós nas tantas invenções sociais sobre o que é ser menino, o que é ser menina. O que é ser homem e o que é ser mulher. Ou seja, “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?” No âmbito das questões sem fim...
O fato é que muitas vezes as coisas são o que são. Sem mudanças necessárias, apenas adaptações ou rejeição dessas adaptações. Façamos escolhas. E o que muitas vezes nos parece avesso ao outro direito é. E mais, não haveria avesso sem direito e o direito sem o avesso. E o torto? Esse não existe. Trata-se de mais uma forma de ver o avesso ou o direito. Ou o contrário, o torto é uma forma de avesso ou de direito. Enfim, não se trata de um manifesto a favor da permanência, mas de ter a certeza que eu não suporto certas desorganizações, certos “desavessos”, então, em alguma medida não os quero. Hoje, dou novos sentidos a coisas antigas e o que não consigo não me atrevo. Deixo para lá. Então, sem “murro em ponta de faca”. Talvez algumas vezes cada qual “no seu quadrado”, ou no seu círculo e quem sabe a gente se encontra, os círculos se encontram, mas sem polígonos complexos “da Vincianos”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu, o Carnatal e a gripe suína.


Meia noite do domingo: Garganta arranhando;
Segunda-feira pela manhã: garganha fechada e dores pelo corpo. Quatro horas dando aula no ar condicionado. Durante esse período fui informada de que um dos meus aluno não viria a aula porque estava gripado. No hospital tomou tamiflu e posto na "quarentena". Meu histórico médico: imunologia baixa, bronquinte alérgica e facilidade para gripar. Ou seja, faço parte do grupo de risco para contaminação do H1N1.
Segunda de meio-dia: meu corpo clamava por cama, a cabeça pesava, enquanto isso tentava obter informações de uma clínica pelo jornal, qualquer coisa, que fizesse um exame sério sem tascar remédio sem saber do que se trata e contribuindo para mutações gênicas e mais resistentes de vírus da gripe. Tento cuchilar e o celular toca. Era um aluno querendo orientação sobre o estágio. Me arrasto para frente da televisão querendo saber sobre posto de saúde e o noticiário local lança uma declaração bombastíca por parte da promotoria pública e sem cortes (ou seja, para além do sensacionalismo da imprensa, permitir esse tipo de declaração à abaixo às véspera de um caranaval fora de época como o de Natal, mais do que coragem, de fato constitui algo de real em relação ao risco imediato e não apenas hipocôndria e esteria coletiva):

"- De acordo com as orientações
do Ministério da Saúde, o Carnatal deveria ser suspenso. O município e o governo do Estado estão sendo irresponsáveis em manter o evento. Provavelmente estaríamos passando pelo segundo surto de gripe suína, já que o número de casos graves aumentaram do final de outubro para começo de dezembro com nove óbitos. Os hospitais não contam com leitos de UTI suficientes para atender em caso de incidência de surto. Mas como chegaram a um acordo vamos fazer uma campanha de alerta em caráter de urgência, a qual não se garante muito tendo em vista que a própria natureza do evento, uma aglomeração, já constitui um risco em potencial em si. Recomenda-se que crianças, gestantes e pessoas de saúde frágil ou ainda que apresente alguns dos sintomas de gripe não participem do evento. Evite compartilhar copos, latinhas e beijar na boca".

Como assim? O povo ir para um evento desse e não beijar na boca? É quase impossível...
Em seguida noticou-se a greve da polícia com a afirmação de que não haveria nenhum contingente policial para o Carnatal.

Já alarmada pela falta de "saúde" e segurança, na segunda à tarde ligo quase sem amídalas para meu irmão siamês, quase meu dotô particular e que acompanhou casos de gripe suína no hospital em que trabalha... "Venha agora para casa. Seus sintomas não estão tão fortes. Acho que seu caso não é de gripe suína, mas você é sucetível a contaminação.

Depois disso eu arriei na cama e dormi à tarde toda. Tive frio e febre. Não tinha a quem pedir ajuda para comprar uma cibalene [como minha mãe chama um remédio popular das antigas]. A senhora com a qual divido telhas nem se comoveu com o meu estado. Pelo contrário me tratou como o personagem do livro "Metamorfose" de Kafka [um inseto repugnante], no meu caso em particular um vírus suíno em potencial [Hilário foi meu irmão fazendo a performace a lá Kafka: empurrando um prato virtual de comida com o cabo de vassoura como que pela brecha da fechadura]. E daí descobri o quanto é difícil morar sozinha porque se você precisa de alguém não tem com quem contar. Sem contar a discriminação dos outros quando prcebem que vocês tem sintomas da gripe. Imaginem quem vive com o vírus HIV, o martírio, o medo que descubram... E haja Kuat para essas pessoas.

Enfim, na terça já tinha combinado o resgate "De Volta para minha Terra". Fechei a notas parciais do final do semestre e saí dispensando os alunos para não colocá-los em risco e eles me enchendo o saco por causa de nota. Loucos por férias enquanto eu alertavá-os para o risco de contaminação. Enfim...Não achei mascára descartável em unidade. Estavão vendendo apenas em caixas. Com um cachecol no rosto voltei para casa como um representante da "Alcaeda" e já fazendo os contatos para conseguir máscara e não expor ninguém. Em casa, tomei um coquetel molotov de vítaminas na veia e estou melhorando, o que confirma a tese de que de fato não sou suína, mas que fim de semestre é igual a estresse mais meu corpo gritando "Socorro!". E os carnatéiros que se cuidem! Em casa meu irmão faz minha perfomance de Lady Fanha e Haja risada. Olha o vídeo aí...



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ciumenta! Largue de ser tão ciumenta.


Não! A postagem não é inspirada em música sertaneja, mas numa matéria que li na revista Veja, edição de dezembro e claro, na minha identificação indireta com o tema. Sim, sou ciumenta e não considero do tipo doentio. Por algum tempo tinha vergonha em admitir esse traço da minha personalidade porque parecia algo imaturo, mas hoje como me sinto desobriga de ser exemplo de qualquer coisa então, nem ligo. Sou ciumenta sim.


Assim como a psiquiatra italiana, Donatella Marazziti, que faz analogias com figuras para identificar os tipos de ciúme, o meu é do tipo passional. E daí me vem a mente figuras como Frida Kahlo, Edith Piaf, Maysa, Ellis Regina, enfim...Talvez não sejam bons exemplos, mas elas me remetem a idéia de intensidade. Quando estou enciumada sinto um verdadeiro tsunami formando-se dentro de mim, ou seja, sou capaz de gritar, de bater...Graças a Deus nunca cheguei a matar, rs! Também nunca impedi de que namorados ou amigos deixassem de fazer o que querem. Ou seja, meu ciúme não é do tipo controlador. Eu chego na lata e digo: “ E aí? Acho que tá rolando um clima. Da parte de quem?” . “É impressão minha ou estou sendo escateada?”. Dependendo das evasivas é que o tempo fecha. Minha cara séria ou irônica denuncia logo a situação. Nunca protagonizei aquelas cenas mexicanas em público por causa de ciúme, no máximo a quatro paredes...Ou seja, quando o tsunami vem digo: “Preciso ir para casa”. Esse é o toque de recolher contra ataque aéreo.


E sim: 1) Tenho ciúme dos namorados aos amigos passando por objetos queridos; 2) Meus ciúmes nunca foram infundados, rolaram coisas sim; 3) Sou do tipo que “paga para ver”, isto é, mesmo sabendo que as evidências apontem que vai rolar traição/perda, deixo rolar. Não quero ser empata de ninguém. Quer ficar comigo ou ao meu lado? Fique porque deseja. Não por obrigação, medo ou comodismo. Em alguma medida sofro até a agonia final em silêncio, o que de certa forma se encaixa na categoria da psiquiatra italiana do ciúme hipersensível.


Além do tipo hipersensível, a mesma fala do ciúme depressivo típico de quem acha seus parceiros melhores do que si, fazendo alusão a figura com Charlie Brown [Acho que já passei por essa fase. Jesus!], personagem dos quadrinhos do Schutz. O ciúme obsessivo típico de quem vasculha à procura e controla o tempo todo, parecido com o personagem “Hamlet” de Shakespeare, reconhecido por alguns pela frase existencialista: “Ser ou não ser? Eis a questão.”...Parafraseando, ser ou não ser corno? Eis a questão. E por fim, o ciúme paranóide, no qual os enciumados criam regras a serem seguidas por si e pelo parceiro para evitar as traições, aludindo a outro personagem de Shakespeare, “Otelo”.


A psiquiatra declarou ainda que o ciúme na medida certa é tempero da relação e que é essencial para manutenção das mesmas. Funciona como uma espécie de alerta de que algo está errado, ou ainda, direta ou indiretamente relacionam-se as fantasias com traições anteriores seja dessa ou de outras relações. O importante é que o alvo do ciúme [entenda-se alvo não como bombardeio, mas como entendimento e cuidado] não sejam as pessoas/ameaças, mas a relação e o parceiro.
Bem, o que sei é que a experiência e a reflexão ajudam a controlar, entender, distinguir e reagir melhor os tsunamis internos. Também me ajudaram a entender que os ciumentos passionais estão diametralmente opostos aos tipos “galinhas”, “cafajestes” e “narcisistas”. Eu é que não me meto numa roubada dessas. Morro com rugas de preocupação. A rotina também tem seus prazeres. Prefiro os tipos medianos, sem cara de “bad boy”, de mistério, nem aqueles que carregam a faixa: “Borderline: preciso de concerto”. Jesus não apegue a luz! Acenda! E principalmente, me proteja.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Veleiro ao mar!



É a segunda vez que participo de entrevista em universidades na Paraíba e a banca de seleção sempre me pergunta se minha graduação foi numa universidade federal. E quando respondo em negativo, automaticamente me pergunto o porquê dessa indagação e as possíveis implicações de ter estudado numa universidade estadual, por todos os estigmas que carrega quanto à qualidade dos profissionais que formam mediante a carência de recursos necessários para uma boa formação.

Hoje, as conseqüências de não ter feito uma formação em universidade estadual supostamente teriam sido compensadas com uma pós-graduação numa universidade federal, além do fato de trabalhar numa universidade colocada no ranking de ensino como uma das melhores do nordeste em minha área. E daí a metáfora com Lula, para além de qualquer significado político. O cara que tinha tudo para ser mais um, quando criança viajou de pau-de-arara [e olha que já tive uma experiência semelhante, hem?], foi metalúrgico no ABC paulista e atualmente é presidente da república.

Ok! Ainda não sou presidente, comparativamente, ainda não cheguei num patamar empregatício que me disse muita folga, mas sinto que estou mais perto do que longe. Então hoje talvez seja vereadora...

É preciso que as pessoas saibam que nem a vida de “intelectual” é fácil e ir “mais longe” exige muitas vezes sacrifícios e encarar desafios, mas é doce quando a gente sente o sabor das pequenas vitórias.

Abrindo parênteses sobre esse processo de “lulização” ou dos “dois filhos de Francisco” (Nossa! Nessa peguei pesado, rs.) no dia em que recebi o resultado do primeiro vestibularzinho (primeira etapa do doutorado) por telefone fui para praia, já esperando ser consolada pelo mar e esse dia foi incrível. Além de ter ficado muito feliz por mais essa guinada na minha vida, consegui ampliar um pouquinho mais minha rede de sociabilidade potiguar. Conheci um desconhecido que apesar de ter sido testado, quando na sua abordagem de “ataque”, passou em algumas fases ao encurralá-lo e não se intimidar, nem ser grosseiro. E ainda de quebra conheci um grupo de amigas quando decidi comemorar sozinha o resultado numa pizzaria que é a minha cara (junta-se tudo e faz-se um lugar).

- O quê? Você vai ficar aí sozinha? De jeito nenhum venha para nossa mesa - e elas foram super acolhedoras, quebrando um pouco do isolamento que vivo atualmente nessa terrinha.

Que bom! Velas eriçadas, mastros erguidos, o meu veleiro está no mar

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Remando


Foi rumo dentro de mim, a terras novas, desconhecidas e algumas perdidas, que sem querer me identifiquei com a quarta temporada de Gilmore Girl's. No que?

* A vontade de parar o tempo e não deixar que eventos mudem o curso da velas rumo ao nosso Paraíso...Mas nada é do mesmo jeito que já foi, não é verdade? Então para que insistir? Nem a concretização dos sonhos são como queríamos?

* Na dificuldade em se adaptar a mudanças. Não é a toa que o tempo todo Rory quer manter uma ligação com Star Hollows e sempre transparece a sensação de que é uma estranha em Yale e por isso se afoga nos livros, um mundo a parte e bem particular;

* De que nem sempre realizar sonhos é fácil. Passada a euforia e de volta à Terra, as dificuldades, como em tudo aparecem, assim como aquela pergunta: "O que você está disposto a abrir mão para realizar sonhos?".

* Os malabarismos que faz para dar novos sentidos a coisas antigas e conciliá-las;

* O egoísmo em achar que por fazer tudo "certo", merece tudo, um mundo rosa, criando explicações mirabolantes para não se defrontar com a realidade, ou então, fugindo para ter que se confrontar;

* Os sonhos da menina de cidade pequena versus a imperialidade das conquistas da cidade grande? Projetos inconciliáveis?

* Infelizmente nem tudo pode ser medido por listas e cálculos razoáveis. Quem é que não "perde" a cabeça tentanto encontrá-la? Quem? A cabeça ora. Nem tudo é previsível, acho que quase nada é...

Tudo não passa de uma imagem holográfica criada por nossa cabeça, uau, que matrix! Agora espero continuar a remar, ufa! Porque como o celho em Alice no País das Maravilhas: não tenho tempo, estou com pressa e já é ora do chá...

domingo, 15 de novembro de 2009



Enquete: Mocinhos feito Dean ou os complicados e problemáticos feito Jesse Mariano?

Ainda sendo um tanto Amy Winehouse, Che Guevara, a Mocinha daqueles filmes antigos aff..que mistureba...Achei linda essa cena de Gilmore Girl's, sim porque se para cada ação existe uma reação, estudar para vestibularzinho exige um pouco de descontração.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O fim do meu blog







Estou comunicando aos meus parcos usuários que o blog “Xodó Na Cidade” sairá do ar. Se em definitivo ainda não sei posto que é com muito pesar que tomo essa decisão. Os motivos não vêm ao caso aqui...Mas...






  1. Por que comecei com o blog?
    Era mais o menos o período do mestrado. Um período muito difícil para mim. E foi no blog que redescobri o gosto de escrever e principalmente de expressar minhas idéias numa sociedade na qual me inconforma as amarras da hipocrisia e da não expressão dos sentimentos



  2. E o que o blog significa para mim?
    Ele era a minha “Companhia das Letras”. Minha editora particular na qual concretizava meu grande sonho que é ser uma escritora. Mas não uma escritora de livros sobre teorias, e sim de contos, poemas e crônicas...



  3. E afinal do que trata esse blog?
    De tudo e mais um pouquinho. Tem coisas sobre minha rotina que às vezes parece tragicômica. Tem coisa dos outros, na qual percebo que dariam uma bela hsitória. E aviso ao povohem? RSS... Enfim é realidade e fantasia ao mesmo. Portanto, um pouco de mim e dos outros que se misturam, mas não é nem tanto autobiográfico.



  4. Então, sendo eu uma pessoa reservada, por que tornar minha vida pública?
    Definitivamente não é porque gosto realitys show e assim aparecer. Definitivamente não é porque gosto de expor pessoas. Uso codinomes para tentar salvaguardar as identidades, mas não nem sempre tenho como evitar que as pessoas se identifiquem com situações que nem tem haver com elas. Situações que quando compartilhadas, tantas vezes me fez sentir-me menos sozinhas no mundo, menos absurda. Na verdade meu blog é uma forma de ser menos introvertida. Um problema sério para mim quando se trata de sentimentos. Não quero ser uma paranóica que acha que os outros só querem obter informações para me “prejudicar”. É uma forma dos que me amam e estão distante pode saber sobre mim, como estou, o que está acontecendo, dar um conselho, me fazer rir ou então dizer, “sai dessa menina você está marcando toca”... Foi por isso que nunca divulguei maciçamente meu blog porque não se tratava de publicidade.



  5. E agora? Com quem compartilharei que realizei meu sonho de consumo de comprar em promoção os band-aids do Alexandre Hercovicth, mas que para minha decepção vieram todos do mesmo modelo: grafismo? Com quem compartilharei que para desestressar para mais um vestibularzinho tive que assistir como única altrnativa de filme foi jogos mortais VI? Pelo menos saí viva do cinema? Com quem compartilharei que fui abordada por um bando de ciganas malucas no fim-de-semana profetizando sobre meu futuro que de fato temrinou numa bosta? Enfim...

    Enfim, hoje não deletarei toda a página com o seu conteúdo. Talvez faça isso aos poucos para ser menos doloroso porque o blog me ajudou muito e faz parte de mim, de meu sonho em ser escritora. Mas vão sumir uma postagem aqui, outra ali...Quem sabe? Foi bom enquanto durou, mas talvez eu precise “crescer”, mas algo afirmo: nada me transformará numa adulta rancorosa e triste ...Abandonei os contos de vida, o sonho de ser a princesa encantada, para ser a vilã, anti-heroína, mas vítima nunca!

sábado, 7 de novembro de 2009

Várias versões do seu eu


Nunca foi tão real uma coisa que li em meus 1498 mil livros [pegando emprestado de Jad]:

As pessoas usam máscaras. E suas máscaras variam de acordo com a posição que assumem no espetáculo...quando fazem parte da platéia é uma coisa. E quando do público outra. Tudo depende da posição que ocupa: se de observador ou de observado. Não se trata de falsidade, mas [nas minhas palavras] trata-se de não usar biquini em pleno Pólo Ártico.

O que me preocupa é quando essas máscaras, necessárias, tornam o outro totalmente indecifrável, um desconhecido. Então as pessoas se tratam a partir do que elas pensam que são/demonstrão. Mas na verdade não não existe, apenas o vácuo!

Máscara/ defesa; máscara/escudo/; máscaras/verdades. Quais são as suas?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem vê cara não vê coração?


Bem, sai novamente em busca da minha casinha de sape no meio do vendaval de fim de semestre, aulas, seleção...e daí ouvi novamente a locatária dizer-me mais ou menos assim:

"- Não se preocupe porque a vaga é sua. Aqui é lugar de família e você me parece de família."

Poderia tomar isso como um elogio, mas me veio a cabeça: "E o que é ter cara de rapariga?". Roupa curta, gíria, tatoo? Sei lá...Ter um inquilino ruim é sabido que é um incoveniente, mas gente, de cara todo mundo é quase um anjo...E sei porque minha mãe também aluga casa. Para mim que vê cara, geralmente, não vê coração.

O outro lado da moeda é que como digo, você só conhece realmente uma pessoa depois de uma situação limite, como fome, necessidade de grana, abrigo, colo... Daí você sabe quem realmente a pessoa é...Então, ainda estou naquela filosofia todo mundo é inocente até que me provem o contrário...

Com a convivência as pessoas vão mostrando seus diversos lados, seus anjos e demônios. Há demônos convivivéis, claro. Mas outros que para mim é: "Vai de reto Satanás!". Um desses demônios é a avareza, a mesquinhes e a mentira desnecessária...

Então, quando as pessoas se aproximam com essa de "porque você é boa moça" eu já fico no: iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!Cuidado com que disse isso!

Ah! Esqueci um demônio horrível de se conviver: aqueles que se fazem de anjo esperando que você se estrepe para que você se sinta culpado por você e pela outra pessoa. É horrível. Classifico-os como os demônios perversos. A culpa sempre é sua, não importa o que fez ou deixou de fazer. Nessa categoria estão a minha vó Hittler e os últimos relacionamentos que tive.

Recentemente descobri Dona Deise do programa Toma Lá da Cá. Essa última figura só em olhar para cara dela você tem pena. Carinha de triste, mas quando você menos espera solta as garras...Até me assustei quando vi! Jesus que tome conta de mim nesse mundo. Sou quase uma Helena de Manoel Carlos. Vou escrever para ele perguntando se não quer transformar minha vida em novela. Afinal minha vida já é um drama mesmo...Mas como Helena sempre dá a volta por cima mesmo...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Momentos dos outros que são engraçados


1. Imagine você ir dormir num canto da casa de uma “parenta” e o colchão ficar dobrado – e daí você nem pode esticar as pernas e a cabeça - enquanto o cachorro morde seu pé? Você dá um chute, esgana ele, mas a criatura pensa que você está brincando...

2. Imagine você estar cansado, sem dinheiro, ter levado um esporo do chefe e o sobrinho de três anos, para coroar, enquanto você está de costa, mete uma “cabada” de vassoura em você?

3. Imagine você entrar no quarto e ver o seu filho fazendo desenhos imaginários na parede, como se estivesse escrevendo, e quando perguntando sobre o que está acontecendo, o mesmo diz que está resolvendo uma questão de matemática? No mínimo a gente pensa que está ficando doido;

4. O super-sincero voltou a me procurar pq não respostei os torpedos. Não queria reforçar a conduta orelhão de ex...Inclusive ele me mandou um outro torpedo perguntando se eu tinha ficado chateada com o papo, então, decidi respostar, fazendo a linha educada, mas saindo à francesa. Detesto ser mal-educada! Achei que era o mínimo a se fazer porque ele sempre foi educado comigo pô!

5. Fiquei super emocionada quando os meus alunos em odonto se mobilizaram para levar-me na rodoviária em plena véspera de feriado para que eu pudesse ir para casa...