terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A abobrinha, quanto é o quilo?




  1. Reassistindo o filme "Carga explosiva" em Domingo Maior (insônia, né?), me dei conta de quanto adoro me sentir protegida, embora meu papel seja de mulher independente que não precisa de nada, nem de ninguém. E simbolicamente sabe qual a parte do corpo que mais me remete a essa sensação? O peitoral. É nele que a gente se apoia, dorme, se aninha, chora, sente o abraço acolhedor ou voluptuoso...;


  2. Quem não tiver pecado ou bizarrices que atire a primeira pedra. Como durmo mais fácil com a TV ligada entre BBB, Revelações, Faustão, Gugu e Pânico, fico com o programa Pânico que não tem a pretensão nenhuma de fazer jornalismo sério, mas escrachado. Diferente da Globo que quer dar uma de mocinha, quando na verdade é conservadora e em cima do muro. Hipocrisia! Dei boas risadas nesse programa com a corrida do queijo na Inglaterra. De quebra, ainda lembrei quando tinha 10 anos e levei um escorregão num gramado lamacento e que nem tinha queijo. Hoje é onde funciona um museo interativo . Cara, que ladeira desgraçada cheguei bolando toda suja de lama, mas ri pra caramba;


  3. O bumbum de todo mundo engole calcinha? Ou isso acontece somente comigo porque o meu é grandão? Ou serão os padrões que são tortos? Sim, porque as minhas ,independente do tamanho, fazem essa proeza. No começo achava um saco. Hoje acho até normal. Me policio somente para de repente não ser indiscreta e tirar o elástico da grutinha em público com direito a barulhinho do elástico: estleche!;


  4. Descobri hoje que não preciso buscar a transgressão em ninguém para saciar minha própria necessidade de transgredir, como seu eu mesma não pudesse fazer isso porque essa é a identidade secreta da mocinha perfeita e boazinha. Pensando no que é que os outros vão pensar e fazer e tal...A lindinha da voinha tornou-se uma mulher independente e convicta ponto. O resto que se dane e vou transgredir do meu modo e quando achar necessário;
  5. Outra: nesse momento lembrei de uma frase que achei horrível e que para mim acaba todo sentido da existência humana: "A esperança pode não ser a última que morre, mas é a primeira que mata..."


  6. Ainda nessa linha, hoje acordei com vontade de doar todos os meus bichos de pelúcia. Pena que o Natal já passou. A maioria presente de ex-namorados, ex-amigas...Para que guardar um passado sem importância? Que venham outros bichos de pelúcia com outros significados. Ou então, que venha outros presentes: não mais para a adolescente carente, mas para a mulher que floresce em mim em meio ao lôdo como a flor de Lótus. Acho que o mais difícil vai ser convencer minha mãe a doá-los porque ela ainda não saiu completamente dessa fase, a adolescência, e não vai conseguir entender minha necessidade, enfim...;


  7. A decisão em qual turma meu irmão iria fazer parte agora no ensino médio me remeteu a alguns dissabores sobre seleção em turmas. Quando passei para o fundamental dois e queria estar na classe dos "feras", a classe A, fui transferida para a "B", os segundos colocados, porque meu nome começava com T e a primeira turma já estava lotada. Explica isso para uma criança que achava que por mérito deveria estar na dita turma classe A? Sem falar na rivalidade entre as duas turmas que o próprio colégio alimentava...Depois foi quando passei no vestibular de Engenharia de Materiais. Pois é! Quase fui engenheira...E fiquei num bloco da faculdade que era considerado o primeiro mundo. Até que meu nome novamente foi cortado por super-população da sala e fui transferida para um bloco que era o terceiro mundo das engenharias. O teto um dias desses desabou e passou até no noticiário da TV local.

Um comentário:

  1. Menina,passei para dizer que te indiquei para um prêmio. Beijos

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