terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Pobre Cocozinho


Faz mais de dois anos que li esse conto e não consegui esquecê-lo...

O Pobre Cocozinho

Era uma vez um cocô. Um cocozinho feio e fedidinho, jogado no pasto de uma fazenda. Coitado do cocô! Desde que veio ao mundo, ele vinha tentando conversar com alguém, fazer amigos, mas quem passava por ali não queria saber dele:

- Hum! Que coisa fedida! - diziam as crianças.

- Cuidado! Não enconstem na sujeira! -avisavam os adultos.

E o cocozinho, sozinho, passava o tempo todo cantando, triste:


Sou um pobre cocozinho

Tão feio, fedidinho

Eu não sirvo para nada

Ninguém quer saber de mim...


De vez em quando ele via uma criança e torcia para que ela chegasse perto dele, mas era sempre a mesma coisa:

- Olha a porcaria!- repetiam todos.

Não restavam nada para o cocô fazer, a não ser cantar baixinho:


Sou um pobre cocozinho
Tão feio, fedidinho...


Um dia ele viu que um homem se aproximava . Já imaginando o que ia acontecer, o cocozinho se encolheu. "Mais um vai me xingar", pensou. Mas...Oh! Surpresa! O homem foi chegando, abrindo um sorriso, e seu rosto se iluminou:


- Mas que maravilha! Que belo cocô! Era exatamente disso que eu precisava.

O cocô nem acreditava no que estava ouvindo. Maravilha, ele? Precisando?

Aquele homem devia ser maluco!

Pois aquele homem não era maluco, não. Era um jardineiro.

E, usando uma pá, com todo o cuidado, ele levou o cocozinho para um lindo jardim.

Ali, acomodou-o na terra, ao pé de uma roseira. E, depois de alguns dias, o cocozinho percebeu feliz e orgulhoso, que, graças a sua força, a roseiratinha feito brotar uma magnífica rosa vermelha, bela e perfumada.


PAMPLONA, Rosane. O pobre Cocozinho. In: Nova Escola. AbriL: Rio de Janeiro. (Edição Especial n. 13) p.48, v. 4.


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