terça-feira, 24 de março de 2009

Revelo os milagres mas não revelo os santos



Tem coisas que parecem que só acontecem comigo:





  1. Estava no ponto de ônibus quando um colega de trabalho desce e eu pergunto como ele vai (o clichê da educação) e ele me diz: - Mulher, estou cagado. E eu comecei a pensar como assim Bial? Nós nem temos tanta intimidade e vamos combinar que se eu ficasse cagada jamais diria a ninguém morta de vergonha. Tentando tratar o fato com naturalidade, pergunto se foi algo que ele comeu e ele disse que foi o feijão preto à noite. Jesus toma conta! Será que eu ainda consigo comer feijão preto? E ele ainda me revela que iria numa loja comprar uma roupa por causa do incidente. Como assim Bial (novamente), afinal não seria melhor ir para casa tomar banho e trocar de roupa? Bem como gosto e cú cada um tem o seu;



  2. Esse episódio do feijão me lembrou outro...Um colega saiu com outro colega e na hora do rala e rola na camisinha veio um caroço de feijão. O comentário do encamisado: -Se eu tivesse sem camisinha eu juro que eu cortava a minha "troxa". Que coisa sebosa! Isso só revela que ele realmente é. - E quem ele é? - eu - Um mal educado que não sabe comer. Engole inteiro e não faz mastigação corretamente - ele (eu ri muito...)

3. Falando de genitálias e afins. Num seminário que estou participando senti um certo "odor" feminino e ai lembrei de uma conversa do clube da Luluzinha sobre o real cheiro da vagina. Geralmente os homens a descreve como bacalhau embora uma das minhas amigas especialista em odores disse que esse comum é errado e que geralmetne pode ser indicativo de que a mulher tem algum corrimento.



Bacalhau, queijo podre e derivados não é cheiro de vagina. Porém ninguém soube explicar-me qual era o real cheiro da vagina. Eu mesmo sinto apenas o cheiro de sabonete. Hoje, porém, entendi a expressão de porque falam que cheetos tem cheiro de "priquito". Porque o cheiro de vagina que senti hoje era de cheetos e não havia nenhum cheetos no auditório. Xiiii!;



4. Comecei a trabalhar no setor de educação especial e um dos meu desafios está sendo aprender a língua de sinais (LIBRAS). Claro, que me angustio muito porque quero me comunicar com as crianças e não sei. Apenas alguns sinais básicos. Tudo dentro do trabalho. Mas não eu que encontrei um surdo no ponto de ônibus? E ao fazer-lhe uma pergunta o mesmo apontou para os ouvidos e sinalizou que não ouvia. Então, tentei me comunicar por LIBRAS com ele. E deu certo? Troncho, mas deu certo. O importante é que senti naquele momento o quanto é complicado você querer entender/conversar com outras pessoas e não conseguir. E daíme lembrei de quando estive na França e da intolerância de alguns nativos a falarei devagar e me ajudar a entender o idioma deles. E como aquela situação me deixava estressada e introvertida. Não é preciso ter uma deficiência auditiva, ou outra coisa qualquer, para compreender que devemos sempre respeitar a alteridade do outro e tratá-lo como gostaria que fossemos tratados;



5. Numa das minhas últimas postagens, relatei sobre um asssédio moral em casa: motivo a tentativa de arranjar um casamento arrumado para a possível Balzaciana aqui. Depois do Pequeno fenômeno metereológico "Catrina"e da calamidade deixada em minha casa (pois estou sem falar com as supostas cúpidas), não é que achei ainda o telefone do possível pretendente nas minhas coisas. Descuido ou será que a ficha não caiu? Tenha dó né?Amassei o papel e deixei do lado do computador para quem viesse a dessamá-lo percebesse que de fato não houve nada engraçado no fato e que eu ainda não mudei de idéia em relação a essa atitude grotesca e humilhante.



Um comentário:

  1. Amiga, esse post tá demais!!
    Ri muito com o cheiro de Cheetos!
    Saudades imensas de você!!!
    Beijão

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