sábado, 30 de maio de 2009

Me peguei pensando

Escondemos o medo, a vergonha...quando em cena. Quanto de verdadeiros somos na presença ameaçadora de um estranho? E por que fingimos, encenamos a confortabilidade, o jogo das aparências? O isolamento de cada um aumenta/diminui quando diante da aproximação "honesta, verdadeira"(será possível?E o que definimos como sendo honesto e verdadeiro?) com o outro? Até quando vamos ver as coisas pela superfície? Até quando vamos achar confortável fingir que tudo está bem, que o mundo anda "legal"?

Quais são as pedras do nosso caminho? O que fazemos com ela: tropeçamos, como se ela fosse invencíveis, irremovíveis? Ou "brincamos" com ela, lapidando ou transformando em poema como Drummond, "havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra", deslocando-a como rochedo, quem sabe como um cascalho?


"Aquela que seria" disse-me que a ela foi dito e que alívio quando também ouvi: "Se cuido do meu corpo posso estragá-lo sem culpa". [Na hora exata em que íamos comer doces depois de uma refeição natural].


"Limites não matem os outros de fora. Eles te prendem dentro".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Momentos


Há momentos que a gente espera tudo. Em outros a gente não espera nada. E quais são os momentos desses momentos? Não sei, às vezes espero, noutras não. A sensação? Pode ser de abandono. Pode ser frustração. Pode ser de insatisfação. Quando se espera tudo é como se no agora não tivéssemos nada, não fossemos nada...E na corrida em distanciar-me, mais essas ausências se presentificam em gestos, olhares ou na ausência desses. Ninguém pode, mas eu posso, eu tenho que poder porque somente eu posso ser responsável por mim mesma; porque somente eu posso saber a alegria e a angústia de ser o que se é.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Expandindo


Cabeça em movimento de expansão, como no "bigbang". Melhor do que retração...

Por que quando tudo parece que vai bem, que os "sinos celestiais" badalam anunciando a felicidade, tudo acaba como quem desperta de um sonho? E mesmo decepcionada e dilacerada por dentro, consegue-se olhar para frente e dizer: "Vai. Tudo ficará bem".

Por que quando tudo parece perfeito o perigo nos tenta a abandonar a perfeição e arriscar? Per-feito, como "Aquela que Seria" disse-me uma vez, caminho feito, cumprido, acabado, não há mais o que fazer, mas sempre é preciso ter o que fazer. Por isso seria preciso provar a desestabilidade? Evitar o que já foi feito e seu marasmo inevitável seria o mesmo que ser atraído pelas incertezas e excitação do porvir?

No triângulo perda-fracasso-prova: A perda leva ao sentimento de fracasso e exige uma prova dessa tal perda? Ou o fracasso é uma perda enquanto prova em si? Ou quiçá, a perda necessita da prova do seu fracasso? Ou uma não necessite da outra como algo externo, mas inteiramente relacionado?

Quanto de vítimas ou de alienados nos fazemos para, estrategicamente, obtermos aquilo que é desejado? A vítima como sujeitado ao castigo dos outros. O alienado, como aquele que não entende, que não consegue entender em benefício próprio.

O desejo é surpreendente tanto para melhor quanto para pior. Foi ai que Forbes me enlaçou. Afinal desejar é uma atividade complexa que vai para além da necessidade. Tem direção, vontade. Mesmo enganosamente associando desejo a vida, desejo também é "necessidade" de morte. Assim é o humano e como na genética, quando nos sentimos encurralado ou então temos a nossa existência ou a do nosso grupo ameaçados matamos, aniquilamos, a ameaça. O ser humano tem força de vida e força de morte, e como é difícil aceitarmos que nos constituímos e nos configuramos na ambiguidade do amor e do ódio, da criação e da destruição, na medida em que para haver um, é preciso ter o outro. Tendemos naturalmente a destruir...

E por fim, como a um antecede, precede ou se constitui com e no outro...:
"Quando não somos capazes de mudar e gerar benefício para ambos [da relação], é prova de amor romper e libertar o outro da convivência, que o desqualifica. Se amamos alguém que não tem autoestima é prova de amor romper para servi-lhe de exemplo. Nada melhor que sacrificar o amor que sentimos pelo outro para provar o nosso empenho em fazer o que é melhor para os dois". Rosa Avelho, psicoterapeuta.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

À uma amiga que completou 30 anos


PS.:O texto abaixo não é meu e foi escrito em 2005 para um outra amiga de Jady, a autora, mas como "o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindos continua numa boa" - meu Deus bordão de propaganda antiga, ai!Mau sinal. - segundo a mesma também serve para mim nos meus quase 30. Mas antes da leitura, preciso deixar claro que: Caramba!Nunca quis deixar de ser criança. Acho que na verdade sempre quis ser criança com dinheiro (hehehe)...Não é a toa que muitos me chamam de criança e pombona. Claro, que não posso esquecer a "véia" ranzinza que os adultos insistem em despertam em mim. Que saco! E claro também que ainda, me apegava ao futuro e acho que perdi algumas coisas com isso...Mas sinceramente? Eu não sei como faria diferente. Mudaria uma coisa aqui e outra ali. No entanto, o caminho para o hoje seria o mesmo. Tenho que confessar para finalizar que, esperei muito algumas idades, os diamantes, e que fico chateada por não tê-los garimpado como sonhei...Por isso que hoje tento apenas viver e que como uma criança transformo tudo num faz-de-conta... fazendo-de-conta que minhas moedas de chocolate são as melhores do mundo, que sou a heroína do meu reino encantado...tantas coisas...

terça-feira, 4 de janeiro de 2005



À uma amiga que completou 30 anos

A gente passa uma grande parte da vida querendo ser "gente grande". Nos esticamos, colocamos os óculos do pai ou os saltos da mãe, na tentativa de nos "travestirmos" de adultos. O sonho maior é chegar aos 15 anos porque essa é a idade de ouro, cheia de promessas de um mundo e vida diferentes, de independência e de tudo poder. Os tão esperados (e dourados) 15 anos chegam e você espera, espera, espera e não sente nem uma brisa sequer de diferença. Percebe que, no fundo, nada mudou e você continua a mesma pessoa (agora com 15 anos), com os mesmos sonhos e a mesma vontade de continuar "crescendo".

A meta agora é chegar aos 18, com carteira de motorista e voto obrigatório (se a gente soubesse, não esperava tanto). Reluzem mais que diamante. Eles chegam, você olha pra trás e percebe que, agora, está ficando adulto. A essa altura da vida ou você já aprontou muito, ou não viveu quase nada porque estava esperando os 18. Muitas vidas mudam antes deles e outras, mais ainda, depois. A responsabilidade pesa mais, a consciência idem. E você, com esperança, mais uma vez, de que algo realmente mude, espera os 21, símbolo final de maturidade. Espera-os sentindo todo o peso do mundo em suas costas. "Querendo jogar, mas perdendo a aposta". As responsabilidades aumentam, a seriedade também e a da vez é esperar os 30.

E aqui a história muda de figura!!! Todos querem chegar aos 30 com um lugar ao sol. Com independência, casa, carro, companheiro, cachorro, papagaio e, algumas vezes, filhos. E aí, quando os 30 chegam e você olha ao redor e vê que só mudou mesmo a idade (e a quantidade de colágeno/elastina na pele), porque o resto continua igual, você entra num determinado desespero. Tilt. Morre de medo de olhar pra trás e, quando consegue, puft: chega a conclusão de que nada do que esperava em determinada idade, aconteceu. Ou aconteceu antes, ou depois, ou nem isso. E aí cai a ficha. Você tem noção exata da riqueza que foi sua infância. Percebe o quanto de tempo perdeu querendo crescer e sente uma vontade imensa de voltar no tempo. Fica se perguntando se "crescer é mesmo assim" e, se for, quer parar. Agora.

Por essa e por outras (e olhe que nem aos 30 cheguei ainda) que eu sempre digo: o barato é aqui e agora!!! Larga mão desse negócio de esperar a idade certa pra ser feliz, pra jogar no bicho, ter filho, comprar um carro, aprender a cozinhar, escrever um livro, plantar uma árvore, mandar o chefe pra PQP ou mandar a vizinha catar coquinho. A sua vida, amanhã, vai ser formada de um monte de "hojes". Então trabalhe seus "hojes" aqui e agora, porque esse é o único tempo de que dispõe. "Hojes" idiotas, infantis, cheios de risos bobos por coisas absurdas é o que nos fazem feliz!!!

Essa florzinha de pelúcia é para você lembrar que "hoje" existe dentro de você uma criança, doida pra crescer, mas que sabe rir de tudo, de todos e, principalmente, de si mesma. Não a esconda!!


Seja, sempre, uma criança feliz!!!

Beijos,

Jady


terça-feira, 26 de maio de 2009

Isso é incrível. Será?

PARTE I
- Fui mostrar meu vestido novo e sabe o que é que a "complexo de pobre" falou: "De quem é?"

O que é que faz uma colega expor outra diante de outras colegas? Isso é no mínimo desumano para não dizer mau caratismo...

PARTE II


- Acho melhor ensinar a tia a assobiar não é não "Fulano"? ( a professora se referindo a uma outra colega para um aluno)
- Eu não consigo porque tive paralisia aos 15 anos. Fiquei com sequela.

Daí podemos avaliar o quanto de tato tem essa pessoa...

PARTE III
Assiti ao filme "Labirinto do Fauno" e depois sonhei que eu matava a berração do filme, que era e não era a berrãoção porque era um conhecido. Ai que horror! Tem uma pessoa então que conheço e inconscientemente acho um mostro que ressuscita? Isso é incrível. Será? Do jeito que o mundo anda, acho que não...
Aberração do "Labirinto de Fauno"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Para mais uma transição

Para mais um momento de transição...
"Não, não tenho caminho novo. O que tenho de novo é o jeito de caminhar." (Thiago de Mello)

domingo, 24 de maio de 2009

Quase 30



- Querida cheguei.Como estás?Toc-toc - euzinha
- Aeeeeeeeeeeee. C/ saudade de vc...:Irmã siamesa diz
- Eu tb, mas tava morrendo d preguiça de conectar kkk
- Cara de pau! - irmã
- Tipo eu quero escrever no meu blog, mas num to conseguindo. Sei lá. Loucura mesmo. Acho q fico assim qdo tomo uma dose..kkk - euzinha
- Vc bebeu foi? - irmã
- Não foi piada - euzinha
- Vc tá pertubada. - irmã
- Estive pensando... - euzinha - Assim acho q eu preciso me preparar p/completar 29. É quase 30 né?Acho q assim vai ser menos traumático kkk
- Mas com corpitcho de 20 - irmã.
- Quem dera...
- Ow, claro q é
- Os peitos e a bunda resistem gloriosamente, mas os cremes precisam entrar em ação
- É tão estranho ter quase 30. Um dia desses eu tinha 15,19...pensei em algo básico, mas operacionalizável
- Amiga, eu tou achando q isso tá mexendo c sua cabeça... - irmã
- Um pouco, afinal não é todo dia q vc faz quase 30, vê seus cabelos brancos, ruga nos seios...
- Amiga, vc ta otima!- irmã
- É estranha a sensação d q num fez nada da sua vida. Ou pelo menos quase nada
- Nem vem!Nada?Vc dança canta sapateia - irmã
- E eu que no mínimo tinha pensado em ir a Harvard. E não consegui ó! - euzinha
- Ninja e giria - irmã - Amiga, vc fz e fez mta coisa!
- É né?- euzinha
- Pois é - irmã
- Que tal um bolo e caipiroska de limão feita por Maria?- euzinha
- Boa!- irmã
- O bolo eu to pensando em encomendar pq eu quero com aqueles bonequinhos em cima. já q eu não tive bolo de casamento. Terei bolo de 29 ora!Afinal será a primeira e útlima vez q farei 29...aqueles bonequinhos estilosinhos. Assim, o bolo será pequeno justificativa para os bonecos claro - euzinha - Poucos convidados pq acho q mais do q isso a casa não cabe - euzinha
- Cabe sim. Fica um aconhchego - irmã.
- Assim não queria chamar minha avó
- HITTLER NAO!- irmã
- Mas imagina ela chegando de surpresa e eu dizendo: "Oi, desculpa, mas a senhora foi barrada na festa. Putz!Mas acho q só confirmo na sexta mesmo.Pq se eu quiser fujir ainda vai dar tempo. - euzinha
- Diz q vem p natal - irmã
- Amiga, fugir nao....Vamos comemorar seu niver!- irmã
- Amiga eu sou uma pessoa em fuga - irmã
- Vc tem muitas coisas para comemorar
- É sério? 29 amiga e alguns cabelos brancos. - euzinha
- Siamesa demais vc!- irmã
- Assim eu sempre fico meio assim com niver pq eu crio expectativas e elas - euzinha.
- Mas vc nunca teve uma pane dessas não - irmã.
- Acho q deve ser o domingo e alguns adendos - euzinha
- É sim - irmã - Seu dia é domingo.
- É sabia. Vai ser matinê - euzinha
- "O domingão da Thaisa" - irmã
- Assim e sexta fiquei sabendo q vou ser transferida. Falei com a toda poderosa 1 e 2. E já na sexta fiquei sabendo d eum boato. Fui investigar com a subcoordenadora legalzinha e ai ela me falou...no no final da tarde fiquei sabendo oficialmente. Fato é q na sexta todos sabiam menos euzinha.
- Nooossa!- irmã
- Falei com a super coordenadora e ela me disse que por enquanto era um jogo de xadrez e q eu entendesse minha mudança como uma promoção e não como uma punição pq ela sabia q eu era muito boa
- Asha!- irmã
- Enfim, até delicada para dizer o ponto - euzinha - Então essa semana vou começar a me desligar do povo e aguardar quando a outra coordenadora chamar.Fazendo dos limões uma limona, mas não to a beira de um ataque de nervos. Eu to tentando mas essa semana é de niver né?Já viu. É igual a final de ano. Balança-se tudooooooo. Mas to bem. Acho q essa história da ninha transferência é q não engoli. Tipo foi a gota no meu copo d´agua de tudo bem sabe. As coisas não estão sendo muito fáceis, mas tb não são uma tragédia. No entanto, qdo vc chega nos 30 vc espera q alguns sonhos tenham se realizado e as coisas não sairam muito bem como queria. To bem mesmo assim. Só não acho justo eu sair e uma seletista ficar. Sou concursada deveria ser prioridade, já q a outra disse q viu potencial em mim. Eu é que não ia me humilhar para ninguém. Falei. Deu deu, num deu então pronto. Agora só ressaca d inicio de semana - euzinha
- Vamos comemorar seu niver...Vai fugir de mim é bonitona? Temos o q comemorar: o niver de josph climber!!!
- Eu disse isso quando fiquei sabendo da minha remoção. Disse q era Joseph Climber e q não ia virar um peso morto para papel - euzinha
- Vc tá viva, luta pelo q quer mesmo c Murph lhe persegindo, é inteligente, vai ser prf, de facul sim! E tem amigos q a amam muito! E outra meu bem seu ano começa a partir do proximo domingo. Vai iniciar uma nova era p vc! Seu ano de 2009 começa a partir do seu niver! Tudo pode mudar - irmã
- Literalmente era né. Era 28 e agora é 29. ERA - euzinha
- Quero comemorar muitos niver c vc!!!!!- irmã - ta vivendo amiga. Imagine eu sem vc?Não dá. Entao vamos comemorar...
- Vai ter bolo e vodka de leite condensado - euzinha
- Vai ser o seu dia....vamos comemorar e atrair boas energias!!!!!! - irmã
- Olha só o q recebi no orkut: "Nossa vc é linda de + gata vc me addc gostaria deser seu amigo se vc me addc vc sera uma amiga + bon" - euzinha
- kkkkkkkkkkk - irmã - E quem é essa outra criatura uó?
- Não tenho a menor idéia. To vendo o perfil: eu sou uma pesoa muito alegre
adoro conhecer outras pessoas fazer novas amizades atc - euzinha
- Ele é especial? - irmã
- Aff o cão - euzinha
- É, ele nao deu uma dentro! - irmã
- Pois é amiga, posso substitui o carinha do gás por esse. Que achas ?
- Nada pow, o do gás é massa. Ah! Comprei nossa revista: Casa e jardim! E ontem, eu sentei na minha cadeira...aquela transparente...lembra? - irmã
- Podre de chique - euzinha
- Amiga, quase tive um orgasmo de tao feliz - irmã
- Imagino - euzinha
- Linda a cadeira. A gente se contenta com tao pouco ne? Apenas sentar....kkkkkkk - irmã
- Mais isso faz parte do sonho. Começar a concretizar - euzinha
- Era uma loja de coisas de casa...tinha lá uma dela...e era pro povo sentar mesmo.
Não vendia, mas eu sentei! - irmã
-Como assim que não vendia? Eu saia com ela na cabeça, correndo, como no pânico - irmãzinha - Só levantei na hora de ir embora msm! Mas amiga, agora q experimentei eu nao quero mais ela para sala de jantar
- E tu só gozando né? - euzinha
-Ela deixa a gente pequenina - irmazinha (...)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Achei, achei

Achei, achei!
Sem querer achei o vídeo da propaganda do chocolate Laka branco de 2003 que passava a música que era do A-ha - eu acho... Quando perguntei as minhas amigas sobre a propaganda elas disseram não lembrar. Quase me senti a vovozinha de tão velha. Lembrei na conversa justamente a delicadeza e as sutilezas das propagandas, mais românticas, menos banais e fugazes como as atuais..Tão linda olha só...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tem um homem no banheiro


Todo mundo no quarto vendo Tv. Minha mãe Amy entra em casa e depois de algum tempo...
- Íthalooooo! Eu detesto quando você faz isso.
- Am? - ele fala do meu quarto.

Os dois se esbarram na porta do quarto ao mesmo tempo e se assustam um com o outro. Ela adentra no quarto de baby dool se contorcendo com a mão no meio das pernas e dizendo:
- Eu to me mijando. Tem um homem no banheiro.
- O que mainha? - eu disse enquanto pensava que estávamos no quarto e não vimos nada que indicasse a entrada sorrateira de ninguém, então, se não fosse um homem, seria um delírio ou então "espíritos"?

Lá vou eu rumo ao banheiro. Acendendo as luzes e ao empurrar a porta já esperava o bote...era o chinelo que emperrava a abertura da porta. Também com um banheiro do tamanho do nosso nem que ele quisesse se esconder embaixo do bojo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cadêo futuro? Onde está o futuro?



Quase meia noite e...:
- Itinho venha me por para dormir porque estou sem sono e amanhã preciso acordar cedo apra trabalhar (Já tinha tentado ler, estudar, ver televisão, ouvir música e jogar UNO!).
- Se você fizer a prova de matemática por mim... - my brother
- Eu não! Itinhooooooooooo- minha pessoa
- Minha filha o que é você quer que eu faça? Meu futuro está em cinco perguntas num papel - my brother.
- Numa cola? - irmã siamêsa depois da cirurgia de separação de corpos.
- Am? - Nós dois - Colar na prova? kkkk
- É sim. - a irmã.
- Né isso? O futuro num pedaço de papel...numa cola... - euzinha

A gente coloca nosso futuro em cada lugar né?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pornô


Se você nunca foi com seu amigo deixar os filmes pornôs dele numa locadora trash, bem underground voltada para esse setor, onde tem cabinezinhas com rolinho de papel higiênico ,para depois que alguns locatórios fazem uso da mesma com seus trabalhos artesanais, então, você não sabe o que é constrangimento...E olha que não fui somente eu não...Jesuuuuus!

Sugestão: Não olhe na cara do locador e muito menos na dos usuários do serviço e não esqueça de averiguar os posters da Gretchen (kkkkk...)

domingo, 17 de maio de 2009

Mulheres e chimarrão


A última vez que tomei chimarrão foi aos 23 anos em Peruíbe, São Paulo, com um companheiro de militância partidária. Nesse dia eu descobri que você não mexe na bomba, um espécie de canudo de metal, que fica dentro de uma cuia na qual se coloca mate e água quente. O chimarrão é amargo que abrasileirado pode ter leite, açúcar etc.

No dia de hoje foi o tradicional, em companhia de uma amiga e discutindo vissicitudes da vida: emprego, dinheiro, filhos, pais e amores. "Entrando no pé do pato e saindo no pé do pinto" a única coisa que conseguimos perceber é que as emoções andam arrecefadas, superficiais. Quase sempre relações desiguais, onde um existe em detrimento do outro. E a medida que a idade avança o medo da solidão parece ainda mais aterrador e aquele ditado "ruim com ele, pior sem ele", parece ganhar mais força nos dias de maior vulnerabilidade.

Entretanto, é importante que fique claro que mesmo não sendo fácil estar sozinha, pode-se sentir sozinho mesmo estando acompanhado...Então "o nada por nada", ainda não está valendo. Não à toa que as pessoas participam da corrida dos solteiros e carregam "o chega de ficar sozinho". Acho que foi em São Paulo. Será que dá certo? Sei lá.

E todo esse mundo teve com pano de fundo na tarde de domingo, o chimarrão, o café com leite, um bolinho e vídeos de dança moderno-contemporânea.

Notas:

Patrícia: Acho que você descobriu minha identidade secreta (rsss).

sábado, 16 de maio de 2009

Você quer o que deseja? (Parte I - Queixas)


"Nada que alguém possa querer pode ser suficiente para satisfazer o desejo. Desejar, lembrava Lacan, é sempre desejar outra coisa, a ponto de podermos agradecer a quem não nos dá o que foi pedido".



Ou seja, não queremos o que desejamos. Queremos continuar desejando...Enfim, é disso que trata Forbes: do desejo, também presente na crônica "Basta de Queixas". Juntando os pensamentos de Forbes e alinhavando com os "Daquela que Seria", os da "Loira de Parar o Trânsito" e os meus, destaco:


"A queixa chega a ser a própria pessoa, seu carimbo, sua identidade: "Eu sou a minha queixa", poderia ser dito. (...)

A causa primordial de toda queixa é a preguiça de viver. Viver dá trabalho, uma vez que a cada minuto surgem um fato novo, uma surpresa, um inesperado que exige correção de rota na vida. Se não for possível passar por cima ou desconhecer o empecilho, menosprezando o acontecimento que pertuba a inércia de cada um, surge a queixa, a imediata vontade de culpar alguém, vontade que pode ir e vencer paranoicamente de que todos estão contra ela, que o mundo não a compreende e que todos estão contra ela, e que por isso ela é infeliz, pois nada que faz dá certo, enquanto outros, com menos qualidades, obtên sucesso. (...) Conclusão: se não fossem os outros, ele, o queixoso, seria maravilhoso. Por isso, toda queiza é narcísica [centrada na própria vaidade].

Temos de acrescentar que a queixa não surge só de uma dor ou de um desassossego, mas também quando se consegue um tento, uma realização. Aí a queixa serve de proteção à inveja do outro - sempre os outros! - e, tal qual uma criança que esconde os ovos de Páscoa até o outro ano, o queixante não declara sua felicidade para que ela não acabe na voracidade dos parceiros, podendo ele curti-la em seu canto, escondido, até o ano que vem, quando o coeolhinho passar de novo.

Em síntese (...): a queixa é um fechamento sobre si mesmo, uma recusa da realidade e um desconhecimento da dor da realidade. Não confundamos: é importante separar a queixa narcísica da reivindicação justa (...). Aliás, é comum o queixoso se valer da nobreza das justas reivindicações sociais para máscarar seu exagerado amor-próprio.

(...) "o tirem isso de mim" , base de toda queixa, perde seu vigor, revela-se para a pessoa em todo o seu aspecto fantasioso. [Diga sim ao entusiamo da aposta no novo. Portanto,] basta de queixas."(FORBES, 2005:9-11);

Ou seja, preciso tomar mais cuidado com as minhas queixas...Acho que elas andam sendo não tão justas e principalmente uma recusa em aceitar a minha própria responsabilidade sobre os fatos, as minhas escolhas e sobre o novo. Representam a minha convardia ante a embaraçosa falta de controle das novidades...



Como me foi dito por "Aquela que Seria":


"Mostramos ao outro exatamente o contrário daquilo que queremos que ele veja".


Ou seja, se damos uma de experto não é porque assim nos sentimos, mas na verdade vendemos essa imagem para que assim as pessoas não percebam quem somos: tolas... E aí indo as raízes de nossas especulações...


Geralmente me mostro independente, inteligente e sagaz. Tipo: "você não me pega nananam!". Mas não é que são justamente esses que acabam me pegando! Porque no fundo não sou tão inteligente, independente e sagaz como eu gostaria de ser e sou. E sim dependente/carente que muitas vezes se deixa enrolar como uma principiante bobinha e ainda se achando experte.


Existe sim um outro lado do discurso, o que realmente queremos dizer. Dizemos não o que é dito, mas o contrário disso. Afinal para toda afirmãção existe uma negação. O que é que negamos quando falamos? Quando escolhemos, o que é que é negado? As minhas queixas não me negam, afirmam quem sou, o que temo: a solidão, a frustração, o fracasso e o medo diante do inesperado e do caos. Minha queixa tenta negar exatamente aquilo que temo...Engraçado não é?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fracasso




Fracasso. O contrário do sucesso. A falha. O erro. O malogro. A frustração.

Superar o fracasso não é vencê-lo pelo sucesso porque se assim fosse não seria fracasso, mas sucesso. E existiria sucesso maior do que superar a falha? O erro? Seria o sucesso do fracasso. Um sucesso ainda maior se assim fosse superado. Algo retirado que é posto no lugar. Algo que quebrou-se e é totalizado. O erro que transforma-se no acerto. A prova da mudança do erro seria o acerto.


Fracassar, portanto, é perder. E aceitar a frustração é aceitar a angústia da perda que ao ser aceita é vivida em dobro: quando se perde e quando se aceita essa perda. Aceita-se inclusive as provas do erro como são.

Aceitar o fracasso é ao mesmo tempo entender que oportunidades foram perdidas para que outras fossem encontradas.

O sucesso faz-se na alegria do êxito e na angústia de não querer perder. O sucesso e o fracasso, portanto, são pares antagônicos, mas complementares, necessários um ao outro. São ambivalentes e pertencentes um ao outro. Anseia-se a alegria porque a angústia da frustração impele a alcançar o êxito.


Dessa vez não será o ponto de repouso, o alívio causado pelo sucesso, que me conduzirá as pazes comigo, mas o movimento de angústia da frustração. Vamos começar "o jogo do sofrimento", o "balé do sofrimento" . Chega de enterrar as coisas cada vez mais fundo para serem esquecidas. "Esquecer é permitir. Lembrar é combater". Esconder não, encará-lo sim.
E que no menear desse movimento não seja eu "nem solução, nem problema, nem desafio para ninguém". Apenas a gostosa sensação de uma brisa calma num fim de tarde depois de um dia agitado e extenuante.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Momento do Cantinho : Amigas irmãs (parte III)


Uma jovem esposa estava sentada num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita a sua mãe.
Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, a mãe remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para sua filha.
Nunca esqueça de suas "Irmãs", aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente, do quanto você ame seu marido, os filhos que porventuravenham a ter, você sempre precisará de "Irmãs". Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com elas ; faça coisas com elas; telefone para elas ...

"Lembre-se que 'Irmãs' significa TODAS as mulheres... suas amigas, filhas e também todas as suas demais parentes. "Você precisará de outras mulheres".

Que estranho conselho! Pensou a jovem. Pois, não acabo de me casar?
Não acabo de ingressar no mundo dos casados? Agora sou uma mulher casada, pelo amor de Deus! Uma adulta! Com certeza meu marido e a família que iniciaremos serão tudo que necessitopara dar sentido à minha vida! Contudo, ela obedeceu à mãe. Manteve contato com suas Irmãs e anualmenteaumentava o número de amigas. Na medida em que os anos se passavam, um após o outro, paulatinamente elafoi compreendendo que sua mãe, de fato, sabia do que
falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistériossobre uma mulher, "Irmãs" são baluartes de sua vida. Após mais de 50 anos de existência neste mundo, eis o que aprendi:

ISTO DIZ TUDO:

Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor fica mais frouxo e desaparece.
Os homens não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
MAS.....
As "Irmãs" estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros existão entre vocês. Uma amiga nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Momento do cantinho (parte II)


Pedido de demissão da vida adulta

Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.


Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança.

Quero acreditar que o mundo é justo, e que todas as pessoas são honestas e boas.

Quero acreditar que tudo é possível.

Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo.

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.

Estou cansada de dias cheios de papéis inúteis, computador, notícias deprimentes, contas, fofocas, doenças, e a necessidade de atribuir um valor monetário a tudo que existe.

Não quero mais ter que inventar jeitos para ganhar dinheiro para pagar por coisas que verdadeiramente não necessito.

Não quero mais dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida. Elas ficam, a partir de agora, eternamente vivas no meu mundo da imaginação.

Quero deitar a cabeça em meu travesseiro todas as noites, chamar ao Deus Todo-Poderoso de "Papai do Céu" e apagar cinco segundos depois.

Quero ter a certeza de que Ele está mesmo no céu, e que durante o sono nos encontramos e conversamos um monte.

Quero ir tomar café da manhã na padaria da esquina, e achar bem melhor do que um restaurante cinco estrelas.

Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva. A mesma chuva que me molhou inteira porque continuei brincando na rua.

Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.

Quero andar me equilibrando nos paralelepípedos como se fosse a grande equilibrista do circo.

Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque posso comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.

Quero levar duas horas comendo o meu Galack, torcendo para que ele nunca acabe.

Quero ficar feliz quando amadurece a primeira manga, ou quando tenho que colher todas as goiabas para fazer doce na panela de barro.

Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.

Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.

Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de cartas, dominó ou fazer túneis na areia da praia ...

Eu quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, dos números de 1 a 10, das cantigas de roda, recitar a "Batatinha quando nasce" e isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia...

Voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar e aborrecer.

Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia. E o que é mais: quero estar convencida de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!

Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a lista do supermercado, as receitas do médico, o talão de cheques, os cartões de crédito, o contracheque, os crachás de identificação, o pacotão de contas a pagar, a declaração de renda, a declaração de bens, as senhas do meu computador e das contas no banco, e resolvam as coisas do jeito que quiserem. A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.

Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar, porque...

PIQUE! O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ! e, para sair do pegador, só tem um jeito: demita-se você também dessa sua vida chata de adulto, e venha brincar comigo. Vamos andar na chuva sem medo do resfriado.

NÃO TENDO MEDO DE SER FELIZ!
:: Conceição Trucom ::

domingo, 10 de maio de 2009

Game over


"Que roubada!" . Foi a primeira coisa que pensou ao acordar novamente ao lado daquele homem. Não havia nenhuma justificativa razoável para explicar aquela situação...Afinal como boa obsessiva que era, o seu "porto seguro emocional" tinha um padrão. O dela era racionalizar as coisas que aconteciam e sentia. Tudo tinha uma explicação lógica. Bastava encontrá-las. Até o seu romantismo era plantado com os pés no chão e não feito de "nuvens cor de rosa".

Ela não acreditava em princípes encantados e nem mesmo naquele homem que estava ao seu lado poderia ser um. O desleixo, a rudez de suas palavras e de suas ideias combinavam com o cheiro nauseabundo do seu suor, que ela mesma não suportava.

Muito menos se tratava do medo de estar só, pois a muito tempo ela o havia superado. Primeiro porque mesmo com ele, sentia-se sozinha. Segundo porque sentia-se melhor sozinha do que quando com ele. Cumplicidade era algo que ele não compreendia. Para ele havia apenas um buraco vazio a ser evitado e o qual temia de forma inexplicável e até pavorosa.

Comodismo dela então? Que nada. Ela sentia-se inquieta demais, inconformada demais, para acomodar-se a algo que a muito desagradava.

"Uma farsa". Era isso que ela tinha arranjado para si mesma. Na busca de suas explicações sem fim, teria arquitetado uma nova teoria que apenas a permitia viver aquela situação que a fazia girar em círculos: estar ao lado daquele homem que nem ao menos sentia tesão. Era isso. Usou em si, então, uma tao de "psicologia às avessas". E ao invés de expulsá-lo como sempre fazia sob a segurança de justificativas aparentemente plausíveis, como a falta de afinidades e interesses, aproximou-se para realmente entender o que ela não queria entender . Na verdade não se tratava de querer entender, mas de viver novamente aquele "chove não molha" sob a égide de que havia um objetivo racional para isso.


"Como nos pregamos peças. E querendo ser esperta fui mais uma vez idiota ou inocente".
Mostramos aos outros exatamente o contrário do que realmente somos".

Mas aquela manhã teria sido diferente. Mais do que a sensação de frustração e arrependimento, ela conseguiu finalmente entender o que ele queria dizer com: " O que você quer?". Ela sempre entendia como o que ela esperava da vida, o que queria dele...Nessa manhã, no entanto, entendera que não bastava apenas ter uma boa resposta para a pergunta que ele teimava em colocar como sendo dela. E sim fazer uma boa pergunta, uma verdadeira pergunta para si: o que ela queria provar para ele? E provando para ele, o que é que queria? O que estaria provando para si mesma? Ou melhor, provar algo mudaria em que a vida dela? O que ganharia com isso, ou no que sua vida mudaria?

Foi então que ela descobriu que no seu jogo obsessivo de provar quais eram as respostas , ela tinha esquecido de fazer uma boa pergunta para si, uma pergunta coerente: o que estaria provando para si insistindo naquele andar em círculo? Entendido isso, nada mais importava. Nem mesmo aquele jogo obsessivo de provas.

Nem príncipes, nem solidão, nem comodismo. Apenas obsessão pelas provas para se refugiar na falsa sensação de liberdade. No entanto, antes de provar qualquer coisa, saber que era esse o significado que ela dava a ele e aquela relação foi o denotador da real chave de sua liberdade. Não queria provas, elas não bastariam ao final de tudo.
"Game over!"

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em fuga


Direto da toca das najas "Aquela que seria" e eu fugimos do cárcere privado do veneno das cobras e tentamos trabalhar...Pois é, pasmem: não foi por diversão ou para resolver somente questões pessoais, mas porque assumimos um compromisso com crianças de um abrigo de que iríamos continuar nosso acompanhamento no dia de hoje. Se não fossemos, apenas reforçaríamos o abandono que as próprias mães e pais os submeteram... O simplesmente abandonar sem dar nem um satisfação, como se eles não fossem nada importante.

"- O que foi que vocês acharam do encontro de hoje? - eu
- Ruim - um menino que não tinha feito a atividade proposta e desenhava livremente se penitenciando pelos seus erros e dizendo que era por isso que papai do céu não o dava nada. Porque fazia tudo errado.
- Errar faz parte. A gente aprende com nossos erros. E tem coisas que não dependem nem dos nossos erros, nem dos nossos acertos. Mas por quê você achou ruim hoje? Precisamos então melhorar. - eu
- Porque vocês vão embora - a criança."

O que parecia uma fala agressiva na verdade era um lamento por todos que provavelmente passaram por essa casa, o deixou ou os deixaram. São pessoas dos círulos deles estão de passagem, as quais você não pode se apegar, nem contar, porque logo vão te deixar.

- Nós vamos tentar dar algo a vocês que não é material. Uma coisa especial: os momentos que estamos juntos conversando e fazendo outras coisas que nos agradem - "Aquela que seria".

Só por isso valeu a pena driblar o controle social: Por eles e pela rebeldia de tentar mostrar que nem tudo tem controle, principalmente quando nos pomos em situações táticas de resistência.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Coisas que eu sei e o momento do cantinho



Calma! Coisas que eu sei não faz referência a música de Dani Carlos, mas a coisas soltas que vi, li, ouvi ou fiz e que acho que vale a pena compartilhar, lá vai:

"As coisas visíveis duram um instante e as coisas invisíveis duram uma vida" (carta ao Coríntios, Apóstolo São Paulo)

Oh! Como sei disso...eu insisito fazendo as mesmas coisas erradas sem saber o porquê, mesmo sabendo que não quero "andar em círculos. Pelo amor de Freud!

Prometi depois do assalto em Natal "que pelos poderes de Greisco" eu terei a força e vou deixar de ser pobre...". Já que não pode vencê-los junte-se a eles. Claro, que não quero ser riquinha, burgueisnha, mas vou começar a falar de injustiça social do birô. Quem disse que eu posso mudar o mudo? Coisa mais narcísica essa minha de querer brincar de Deus nam! Não dizem que a gente tem o que merece, pós pronto quero fazer por merecer dinheiro produto do meu suor. Disso não abro mão. Por isso que a frase a seguir corrobora exatamente a minha nova estratégia. É mais ou menos assim:


"Temos duas alternativas: ou nos confundimos com o inferno como forma de fugir dele, ou então, tentamos construir ou encontrar um paraíso dentro dele".

E força na peruca porque segundo a Xuxa "Querer é poder é conseguir". Valeu Xu! kkkk.

Momento do cantinho, do meio da semana, de reenergizar, de auto- ajuda ou como queiram chamar em especial paraJad, Patrícia D., Larissa Lino e Kel:
  1. Oi...
  2. Oi a você... Que está cansado. Que trabalhou. Que deu duro. Que nem teve tempo, hoje, para sonhar um pouco.
  3. Se tudo que queria agora era um carinho. Ou um copinho de café de uma mão amiga. Um bilhete dizendo o quanto é especial... Oi!
  4. Se seus olhos estão secos mas gostaria de chorar. Se queria um abraço sem segundas intenções. Se os seus pés doem. Se está cansado demais para ler um livro ou tomar um chá.
  5. Oi...
  6. De tempos em tempos, a vida recua, na esperança de que tomemos posse dela com mais ânimo.
  7. É o clamor de um coração paciente, que espera nada do que compra o dinheiro. Espera a doce paz do reconhecimento...
  8. Por isso hoje vim para dizer... Oi!
  9. Oi você que é tão especial... Que tem tantos talentos. Tanta sensibilidade. Um sorriso bonito. Que tem dons maravilhosos!
  10. Oi você que dribla e vence todos os problemas. Que pensa em mudar e melhorar alguma coisa. Que merece carinho, que merece atenção.
  11. Oi você que é uma fagulha divina. Que é amado e que ama. Que tem mais qualidades que defeitos. Que tem mais acertos que erros. Que a cada dia desperta mais belo!
  12. Oi amigo. A vida é assim. Às vezes o coração dói na falta não sei de quê. Nada tão grande. Talvez algumas migalhas de amor e de carinho...
  13. Por isso hoje lhe trago a parcela do meu afeto. Pois você faz a diferença em minha lista de momentos felizes, de pessoas bondosas, de personalidades maravilhosas.
  14. Você é uma gota do meu oceano de amor e ânimo, do meu antídoto contra a dor de uma vida acelerada e por demais exigente.
  15. Você é dádiva que o tempo jamais vencerá. É bênção que não se repetirá. É raio exclusivo do sol da amizade.
  16. De tempos em tempos a vida se espanta de ver quanto amor encerra um simples... Oi!
  17. A você, com carinho e gratidão, por sua presença virtual tornando melhores meus momentos!


Notas (aprendendo com Jad tá):

Lari: valeu o reconhecimento da minha novelinha tá! Acho que você é a minha leitora mais assídua. Pode deixar que um dia quando me transformar na Kary de Sex in the city, sem Big, claro porque prefiro o "Eidan", escrevo um agradecimento a você: "....Não posso deixar de agradecer pelo prêmio Jabuti a brilhante jornalista Larissa Lino, que hoje substitui a Patrícia Poeta no Fantástico, por reconhecer meu talento antes de eu mesma saber que ele existia..."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tudo ia bem até o 19




Viajem marcada nesse último feriadão.
Destino: Natal.
Expectativa: descansar já que sabíamos que por lá o clima era de chuva. Além de fazer companhia. E isso no bom sentido mesmo, sem malícia.
Roteiro: nenhum, apenas a casa da irmã siamesa.
Companheiros de bordo: Loira de parar o trânsito, Ligeirinho e eu mesma.
Previsão astrológica e real: momento conturbado. Viagem em véspera de semana de trabalho conturbado. O dia do desembarque mesmo então, nem conto, ou conto? Trabalhar o dia todo; mala para arrumar e carregar; sacar dinheiro no caixa eletrônico; enfretar filas quilometricas; desconto no salário; comprar passagem de última hora (sou brasileira uai!); falta de passagem; atraso de companheiros de bordo. Enfim, sinais não muito auspicíos, mas o motivo era nobre. Portanto, era literalmente pagar para ver depois de horas de viagem.

Chegamos cansados, mas bem... embaixo de um pé d'água. O roteiro da quinta à noite foi então: tomar bainho, comer, conversar e dormir. Portanto TUDO IA BEM...

Lá vai alguns tópicos mais interesantes da conversa:

- Olha isso aqui!"Não há nada novo neste mundo, mas há sempre exclusividade" - escrito num aparador ou banco da ASIAS TIDS ZELEIRO/Benedixt na revista "Casa e Decoração" de abril de 2009 por apenas R$ 7.940. A REVISTA eleita por mim e minha irmã como essencial a higiene mental.

- Então! Uma mesa que "se acha" - Ligeirinho
- Uma messa com auto-estima - eu

Mais a frente: A Barbie sem Máscara: " A Artista Plástica Patrícia Kaufman que já tinha feito a capa da Playboy com a Barbie, agora fez com que a crise chagasse até ela: de Patricinha a carroceira". Imaginem aí a Barbie carroceira kkkk. Pelo menos isso veio a consolar-me depois que vi a modelo "Não sei o que Ambrósio" dizer num entrevsita a "Caras" no desfile em homenagem aos 40 anos da Barbie que era uma honra desfilar na passarela como Barbie e que tinha uma coleção de mais de 70, as quais passaria como herança a sua filha de meses quando estivesse crescidinha, claro! (Imagine aí! Se a filha virar terrorista e arrancar a cabeça das bonecas em protesto pela amplitude da futilidade? A mulher iria morrer do coração, ou então, de rugas).


"- Sabe o que ouvi da campanha de adoção de animais em Campina? Que nem o Diabo queria aqueles bichinhos... - eu
- Ai, coitados! Tem gente que é zarolha e o povo num beija na boca? E por que não adotar um cachorro vira-lata? A minha gata peguei na rua e ela estava cheia de perebinhas. Eu amava ela...- Nossa Senhora dos Animais Perdidos.
- Amiga é por isso que você gosta de mim, porque eu tenho perebinhas como sua gata?"

As cantadas eleitas por nós como as mais desgraçadas e espanta mulher:
1. A clássica cocerinha na mão. Aff!;

2. "Vamos para um lugarzinho mais íntimo para ficarmos mais à vontade... [Essa é véa viu! E brochante, o cabra num sabe criar um clima não é?Aff];

3. "- Você é mãe?
- Não. Por quê?
- Porque seus peitos são grandes.
- A meu filho me poupe.
- Agora você não sabe o que está perdendo" [Essa daí além de cagar ainda jogou a bosta para cima, nam];

4. O paquerinha pergunta depois de um bate-papo:
- O que é peculiar? E monossilábico?

Na sexta, uma tarde pelos cafés do shopping e casas de artesanato porque era dia do trabalhador... Afinal todo mundo tem pelo menos uma vez no ano um dia de "rei" né? A previsão meteriológica, que ultimamente chamo de previsão macumbológica já que o clima é de sol-chuva alternantes, era de chuva à noite com direito a bate-papo falando sobre assaltos na terrinha portiguar e cama quentinha depois de ver "Caminho das Índias"

Roteiro planejado para o sábado:
conhecer o centro de Natal; ver a C& A do local em busca de óculos para mulheres de presidente com preços populares (os retangulares e degradês); comprar pasagens na rodoviária; ir nas livrairas para comprar livros e tomar café ( A farra né?), ver O Morro do Carreca em Ponta Negra no fim de tarde e tirar fotos; Encerrar o dia vendo o show de uma banda que não fosse forró (afinal desentoxicação auditiva e visual é preciso né?)...No entanto, nossos planos foram alterados...

Por isso que "TUDO IA BEM ATÉ O 19...".

ESSA É A PARTE EM QUE O 19 ENTRA... 19 ERA O NÚMERO DO ÔNIBUS QUE PEGAMOS PARA RODOVIÁRIA NO COMEÇO DA TARDE SÁBADO, ou melhor, O EXPRESSO PARA O INFERNO DA RODOVIÁRIA... POR QUÊ? Porque fomos assaltados no ônibus.

A ação foi muito rápida. Ele abordou a bolsa da irmã mandando passar o celular, sacudiu Ligeirinho pedindo celular e tentando tirar o relógio, enquanto a Loira escondia a bolsa embaixo do banco e eu a minha embaixo das pernas. Daí fui fazer as coisas meio que no automático. Ele olhou para a Loira e disse:
- Não esconda não bonitinha! - ordenou o ladrão, que depois da ação rápida fiquei sabendo pelos demais passageiros que eram dois, um com o revolver na cabeça do motorista e o outro meio que escondido embaixo da camisa. E quem disse que a gente tinha perna para sair do lugar? Enfim, o drama não parou aí, ao chegarmos na rodoviária, paramos num posto policial que nos informou que não havia delegacias abertas aos fins de semana nem feriado na terrinha potiguar. Como disse minha irmã: Bem vindos a Natal". Tivemos que contar com a ajuda de "Sapatos Vermelhos" que foi nos resgatar na rodoviária de Natal e procurar a única delegacia de plantão na cidade na zona sul da cidade. Diga aí? Fizemos um turismo completo, menos tirar a foto próximo ao Morro do Careca porque choveu o domingo inteiro e tínhamos hora para partir.

Lá fomos gentilmente tratados por um dos escrivões, para não dizer o contrário. Descobrimos que a internet inclusive faz milagres. Como? Já ouviu falar em Boletim de Ocorrência Online. Pois é! É para isso que pagamos nossos impostos: para não termos delegacias funcionando, ser mal atendido ou então resolver tudo online. Ah, sim! Em todo caso você precisa de um computador e na" pior" das hipóteses ter um carro e só andar no shoping porque lá, supostamente, você tem segurança. O sistema capitalista avassalador e estuprante te proporciona esse "sonho".

Como já dizia a música de Legião Urbana: "Que país é esse? É a porra do Brasil!". Ou então:
"(...) as grades do condomínio
são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão (...)
(o Rappa - Minha Alma)"


Nos prometemos que não iriamos estragar o resto do nosso sábado por causa de um filha da puta e a puta que é o sistema econômico que vivemos. Tentamos aproveitar o resto do dia. Tentamos pensar nos pontos positivos: estavamos juntos, bem, com os nossos documento e que tinhasmo para quem lgiar e pedir ajuda. Brincando disse que se eu estivesse em Campina, teria que resolver tudo só mesmo porque minha mãe teria um troço se ligasse, minha avó Hitler me chamaria de relaxada e meu irmão siames nãoa tenderia o telefone, enfim...

Voltamos a farra dos shoppinga, claro. Lá embramos que conhecemos a Maternidade Potiguar onde minha irmã nasceu. Sim, porque eu nasci na PROMATER no Rio de Janeiro , ponto de prostituição, e minha irmã na Maternidade Januário Cicco, militar homenageado após o período da Segunda Guerra Mundial já que tal maternidade tinha sido um ex-forte e lá tal personagem havia feitos alguns partos de mulheres grávidas. Por isso que reza a lenda que até hoje ele ajuda algumas mulheres a parir. Pense aí: O Doutor Fritz do Parto! Com todo respeito a diversidade religiosa...

Relembramos o Colégio Católico que minha irmã fez um teste quando criança. A novidade: Ela estava com as mãos cheias de pus porque tinha problemas sérios de pele e a mãe, rezando a cartilha do sistema competitivo, a obrigou a fazer a prova que ao final estava suja de pus. "Minha filha o que é isso? Por que você veio fazer a prova desse jeito- professora avaliadora que talvez não tenha se dado conta que criança não tem vontade...". Para quem não sabe, submeter uma criança a humilhação também é um ato de violência.

E resumindo me acabei nos livros. Gente furar o bolso comprando livros para mim é apoteótico. Fiz uma declaração de amor fraternal em plena livraria para minhas amigas. Já que os homens não cumprem seu papel, eu cumpro. Encontrei o Kama Sutra do trabalho e pensei: técnicas de como chupar/babar seu chefe. O povo não tem mais o que inventar não.

Falamos de um bloco em Olinda chamado a porta onde as mulheres são pagas previamente para deitar numa porta carregada por homens enquanto tira a roupa. Uma tinha até piercing no triângulo das bermudas. Pense!Meninos eu não vi, mas a Loira de parar o trânsito viu.

Discutimos que todo mundo tem seu momento "melancia na cabeça". Ou seja, um dia em que você acorda querendo aparecer ou para mais ou para menos...E que isso deve ser respeitado, no meu caso em aprticualr meu lado menino de vestir, relapso ou então, estravangante de me maquiar com batom vermelho e olho escuro. Adoro maquiagens trashs! Pelo menos de vez em quando (hehehe);

Que a mãe da minha irmã siamesa viu a carteirinha dela de associada ao clube da cachaça Sapupara e pensava que isso era uma seita religiosa. Como assim Bial? Também com tanto globo repórter falando de religiões e seitas, deve ter confundido a Sapupara com a Jurema, ou então, com o chá usado no Daime...quem sabe? Mas que foi engraçado foi.

A Loira rememorou quando foi assaltada com as amigas dentro do carro, roubando os abadares dela e das amigas na Micarande. Deixando-as semi nuas...

No sábado, na tentativa de resgatar nosso dia, ainda fomos prestigiar a banda de country-rocky que somente era country chamada Kenteuk num lugar chamado Budda que misturava estilos indianos, japoneses, nordestino...um verdadeiro ruído visual, sem falar num povo besta. Aff! To virando heremita sem contar inolerante a frustrações...

E findando o final mesmo, sendo redudante, termino essa postagem relatando que depois do colchão de espuma, de chão mesmo, de esteira, do colchão de mola, do colchão de água, dormi num colchão de ar que no final do domingo já estava quase vazio. Parecia uma cama elástica, me senti na aula de ginástica localizada. Ah! não poderia esquecer de uma inteligentíssima frase do filme brasileiro "Se Eu Fosse Você"para arrematar:

"Quem disse que a felicidade não se compra é porque não sabe o endereço da loja..."