quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em fuga


Direto da toca das najas "Aquela que seria" e eu fugimos do cárcere privado do veneno das cobras e tentamos trabalhar...Pois é, pasmem: não foi por diversão ou para resolver somente questões pessoais, mas porque assumimos um compromisso com crianças de um abrigo de que iríamos continuar nosso acompanhamento no dia de hoje. Se não fossemos, apenas reforçaríamos o abandono que as próprias mães e pais os submeteram... O simplesmente abandonar sem dar nem um satisfação, como se eles não fossem nada importante.

"- O que foi que vocês acharam do encontro de hoje? - eu
- Ruim - um menino que não tinha feito a atividade proposta e desenhava livremente se penitenciando pelos seus erros e dizendo que era por isso que papai do céu não o dava nada. Porque fazia tudo errado.
- Errar faz parte. A gente aprende com nossos erros. E tem coisas que não dependem nem dos nossos erros, nem dos nossos acertos. Mas por quê você achou ruim hoje? Precisamos então melhorar. - eu
- Porque vocês vão embora - a criança."

O que parecia uma fala agressiva na verdade era um lamento por todos que provavelmente passaram por essa casa, o deixou ou os deixaram. São pessoas dos círulos deles estão de passagem, as quais você não pode se apegar, nem contar, porque logo vão te deixar.

- Nós vamos tentar dar algo a vocês que não é material. Uma coisa especial: os momentos que estamos juntos conversando e fazendo outras coisas que nos agradem - "Aquela que seria".

Só por isso valeu a pena driblar o controle social: Por eles e pela rebeldia de tentar mostrar que nem tudo tem controle, principalmente quando nos pomos em situações táticas de resistência.

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