sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fracasso




Fracasso. O contrário do sucesso. A falha. O erro. O malogro. A frustração.

Superar o fracasso não é vencê-lo pelo sucesso porque se assim fosse não seria fracasso, mas sucesso. E existiria sucesso maior do que superar a falha? O erro? Seria o sucesso do fracasso. Um sucesso ainda maior se assim fosse superado. Algo retirado que é posto no lugar. Algo que quebrou-se e é totalizado. O erro que transforma-se no acerto. A prova da mudança do erro seria o acerto.


Fracassar, portanto, é perder. E aceitar a frustração é aceitar a angústia da perda que ao ser aceita é vivida em dobro: quando se perde e quando se aceita essa perda. Aceita-se inclusive as provas do erro como são.

Aceitar o fracasso é ao mesmo tempo entender que oportunidades foram perdidas para que outras fossem encontradas.

O sucesso faz-se na alegria do êxito e na angústia de não querer perder. O sucesso e o fracasso, portanto, são pares antagônicos, mas complementares, necessários um ao outro. São ambivalentes e pertencentes um ao outro. Anseia-se a alegria porque a angústia da frustração impele a alcançar o êxito.


Dessa vez não será o ponto de repouso, o alívio causado pelo sucesso, que me conduzirá as pazes comigo, mas o movimento de angústia da frustração. Vamos começar "o jogo do sofrimento", o "balé do sofrimento" . Chega de enterrar as coisas cada vez mais fundo para serem esquecidas. "Esquecer é permitir. Lembrar é combater". Esconder não, encará-lo sim.
E que no menear desse movimento não seja eu "nem solução, nem problema, nem desafio para ninguém". Apenas a gostosa sensação de uma brisa calma num fim de tarde depois de um dia agitado e extenuante.

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