sábado, 30 de maio de 2009

Me peguei pensando

Escondemos o medo, a vergonha...quando em cena. Quanto de verdadeiros somos na presença ameaçadora de um estranho? E por que fingimos, encenamos a confortabilidade, o jogo das aparências? O isolamento de cada um aumenta/diminui quando diante da aproximação "honesta, verdadeira"(será possível?E o que definimos como sendo honesto e verdadeiro?) com o outro? Até quando vamos ver as coisas pela superfície? Até quando vamos achar confortável fingir que tudo está bem, que o mundo anda "legal"?

Quais são as pedras do nosso caminho? O que fazemos com ela: tropeçamos, como se ela fosse invencíveis, irremovíveis? Ou "brincamos" com ela, lapidando ou transformando em poema como Drummond, "havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra", deslocando-a como rochedo, quem sabe como um cascalho?


"Aquela que seria" disse-me que a ela foi dito e que alívio quando também ouvi: "Se cuido do meu corpo posso estragá-lo sem culpa". [Na hora exata em que íamos comer doces depois de uma refeição natural].


"Limites não matem os outros de fora. Eles te prendem dentro".

Um comentário:

  1. Profundo esse seu post. Fiquei pensando, o que faria/faço com a pedra, tem dias que sinto vontade de sentar nela e chorar, tem dia que decido lapidá-la, tem dias que apenas passo em volta... Acho que é assim que todos nós somos, rebolamos para seguir em frente.
    Beijos.

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