domingo, 17 de maio de 2009

Mulheres e chimarrão


A última vez que tomei chimarrão foi aos 23 anos em Peruíbe, São Paulo, com um companheiro de militância partidária. Nesse dia eu descobri que você não mexe na bomba, um espécie de canudo de metal, que fica dentro de uma cuia na qual se coloca mate e água quente. O chimarrão é amargo que abrasileirado pode ter leite, açúcar etc.

No dia de hoje foi o tradicional, em companhia de uma amiga e discutindo vissicitudes da vida: emprego, dinheiro, filhos, pais e amores. "Entrando no pé do pato e saindo no pé do pinto" a única coisa que conseguimos perceber é que as emoções andam arrecefadas, superficiais. Quase sempre relações desiguais, onde um existe em detrimento do outro. E a medida que a idade avança o medo da solidão parece ainda mais aterrador e aquele ditado "ruim com ele, pior sem ele", parece ganhar mais força nos dias de maior vulnerabilidade.

Entretanto, é importante que fique claro que mesmo não sendo fácil estar sozinha, pode-se sentir sozinho mesmo estando acompanhado...Então "o nada por nada", ainda não está valendo. Não à toa que as pessoas participam da corrida dos solteiros e carregam "o chega de ficar sozinho". Acho que foi em São Paulo. Será que dá certo? Sei lá.

E todo esse mundo teve com pano de fundo na tarde de domingo, o chimarrão, o café com leite, um bolinho e vídeos de dança moderno-contemporânea.

Notas:

Patrícia: Acho que você descobriu minha identidade secreta (rsss).

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