quinta-feira, 28 de maio de 2009

Expandindo


Cabeça em movimento de expansão, como no "bigbang". Melhor do que retração...

Por que quando tudo parece que vai bem, que os "sinos celestiais" badalam anunciando a felicidade, tudo acaba como quem desperta de um sonho? E mesmo decepcionada e dilacerada por dentro, consegue-se olhar para frente e dizer: "Vai. Tudo ficará bem".

Por que quando tudo parece perfeito o perigo nos tenta a abandonar a perfeição e arriscar? Per-feito, como "Aquela que Seria" disse-me uma vez, caminho feito, cumprido, acabado, não há mais o que fazer, mas sempre é preciso ter o que fazer. Por isso seria preciso provar a desestabilidade? Evitar o que já foi feito e seu marasmo inevitável seria o mesmo que ser atraído pelas incertezas e excitação do porvir?

No triângulo perda-fracasso-prova: A perda leva ao sentimento de fracasso e exige uma prova dessa tal perda? Ou o fracasso é uma perda enquanto prova em si? Ou quiçá, a perda necessita da prova do seu fracasso? Ou uma não necessite da outra como algo externo, mas inteiramente relacionado?

Quanto de vítimas ou de alienados nos fazemos para, estrategicamente, obtermos aquilo que é desejado? A vítima como sujeitado ao castigo dos outros. O alienado, como aquele que não entende, que não consegue entender em benefício próprio.

O desejo é surpreendente tanto para melhor quanto para pior. Foi ai que Forbes me enlaçou. Afinal desejar é uma atividade complexa que vai para além da necessidade. Tem direção, vontade. Mesmo enganosamente associando desejo a vida, desejo também é "necessidade" de morte. Assim é o humano e como na genética, quando nos sentimos encurralado ou então temos a nossa existência ou a do nosso grupo ameaçados matamos, aniquilamos, a ameaça. O ser humano tem força de vida e força de morte, e como é difícil aceitarmos que nos constituímos e nos configuramos na ambiguidade do amor e do ódio, da criação e da destruição, na medida em que para haver um, é preciso ter o outro. Tendemos naturalmente a destruir...

E por fim, como a um antecede, precede ou se constitui com e no outro...:
"Quando não somos capazes de mudar e gerar benefício para ambos [da relação], é prova de amor romper e libertar o outro da convivência, que o desqualifica. Se amamos alguém que não tem autoestima é prova de amor romper para servi-lhe de exemplo. Nada melhor que sacrificar o amor que sentimos pelo outro para provar o nosso empenho em fazer o que é melhor para os dois". Rosa Avelho, psicoterapeuta.

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