terça-feira, 30 de junho de 2009

Carpem die


Desde o ensino médio que não entendia bem o significado dessa expressão propalada por escolas brasileiras de literatura: "Carpem Die." Pensava: "Ah! Pode ser muito bonito em poesia, para antigamente, mas hoje? Isso é irresponsável, inconsequente, o que será do futuro se não pensarmos nele hoje e não amanhã?" E não me dava conta que todos os dias meu amanhã era o hoje e que o meu hoje desenhava meu amanhã. Jogando sempre mais para frente o dia da felicidade. Como se isso pudesse existir...E hoje o que faço do meu hoje só para hoje e quem sabe para amanhã também?

Antes - e quem sabe um pouco hoje também - o que valia mesmo estava por vir, algo ainda não falado, "não-sabido" . E assim vivia angustiada como quando se descobre sempre aquém de um projeto. Sempre aquém do amanhã porque era mais fácil acreditar no perdido, consequentemente que há algo a ser recuperado nessa perdição.

No entanto, não há nenhuma história, saber ou verdade, que explique, desresposanbilize, o indivíduo do que se escolheu por perder. Não há o que justifique o sofrimento da perda, trazendo um falso alívio de que "isso não é meu, não fui é e nem é minha culpa", o que sempre persistirá é o como se existe, o que fazemos com o nosso próprio existir.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Aprendeu e copiou: meu irmão


Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos aquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu.✿

domingo, 28 de junho de 2009

Eu desejo...


Um cantinho para aportar dentro de mim.
E outro para descansar fora de mim...
Junto a isso, uma gotinha de suspense, mas não de mistério que dá mais medo, para o final do episódioser mais intenso e feliz, porque sempre deve haver mais um capítulo.
E nunca ter que explicar e nem justificar porque quem explica quase sempre complica e justifica quando sente culpa ou argumenta para uma licença.
Eu desejo sempre poder quebrar regras para não deixar de saber o que sou. Ao menos as pequenas, como "Não entre com alimentos e comida no auditório" e com um saquinho de pipoca dentro da bolsa fazer o que "não pode".
Eu desejo só isso e tudo isso.

sábado, 27 de junho de 2009

Chucrute ou linguiça? Quem sabe com limonada.Am?



Pois é, sabe aquele prato típico da região sul e de descendência européia que a alguns agrada e a outros aterroriza, o chucrute? E por quê dedicar uma postagem ao chucrute. Caramba porque foi assim que me senti no último seminário de trabalho ao qual fui convocada. Parecia que todo mundo discutia o chucrute e ninguém sabia como fazê-lo e nem arriscava em dizê-lo.

Caramba! Ficava todo mundo dizendo ele é feito de repolho. Ele é feito de repolho. E daí? Que ele é de repolho quase todo mundo sabe, mas e os temperos, o que faz mais europeu em alguns casos e mais brasileiros em outros? Enfim, chucrute enchendo linguiça. Isso é brasileiro.

E definitivamente essa postagem não é gastronômica, mas estou perdendo um pouco mais do meu tempo em escrevê-la, já que foi assim que me senti ao fingir que falávamos sobre algo e só andávamos em círculo. Afinal meu tempo e o meu não-cansaço não tem preço como na propaganda do cartão VISA. Pelo menos se de um limão fazemos uma limonada, do repolho posso não ter feito um chucrute, mas fiz uma postagem. Enchi mais linguiça? Chucrute, linguiça quem sabe caía bem com limonada? Erg!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lembrancinhas ou presentes?



Passado meu aniversário e o Dia dos Namorados, me sinto com maior liberdade para falar sobre lembrancinhas e presentes. Particularmente, sou do tipo que gosto de lembrancinhas. Muito dificilmente me esqueço de uma. Do tipo: um chocolate quando estou triste. Ou um chaveiro que "é a minha cara". [Eu adoro os que minha irmã siamesa me dá. Todos sempre vem com aquela mensagem subliminar: você vai conseguir. Não se preocupe].

Quem convive comigo já deve ter percebido isso. Mais do que ganhar um presente caro, ou até algo material que esteja precisando muito, o que me surpreende mesmo é a iniciativa [de se jogar e arriscar comprar um presente que você acha que é a cara da pessoa]. Em seguida, a sensibilidade em fazer uma surpresa que reafirma: "Ei! Conheço você e sei o que você vai gostar".

A troca de presentes é uma dádiva e não uma obrigação. Típico das tribos mais primitivas, quando Mauss explicita a "Lógica da dádiva". Você dá algo a alguém no mesmo "valor" ou maior daquilo que gostaria de receber. Para além do valor material, porque o valor é também simbólico. E é essa reciprocidade existente na troca de presentes que perpétua a ação, que faz com que ela nunca deixa de existir. Por isso que alguns presentes não me causam emoção. Seja em dar ou receber. No entanto, para mim não há algo mais gratificante do que dar um presente e ver os olhinhos do outro brilharem de alegria, pelo gesto de carinho. Daí transcrevo uma passagem que acredito arrematar meu pensamento à respeito:

"Os motivos são meros suportes as lembrancinhas. E mais vale o embrulho que a própria lembrancinha, que ao chegar em casa será esquecida. Mas o papel, a fita, o formanto, ah, isso sim é fundamental [ acrescento a emoção também como fundamental], como se a lembrancinha unisse, no presente, o passado e o futuro" [Ou seja, unisse aquilo que se é, as circusntâncias que nos engendra com aquilo que desejamos que aquela pessoa realize e alcance com sucesso] (FORBES, 2005: 12).

FROBES, Jorge. Você quer aquilo que deseja? 5 ed. Rio de Janeiro: Beste Seller, 2005



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Idéias bizarras. o mundo virou.com


No português de Portugal rapariga é o mesmo que moça. Particularmente aqui no Nordeste chamar uma moça ou uma mulher de rapariga é uma ofensa profunda. Bem, mas foi isso que ouvi em pleno centro da cidade de nosso município quando ia até o banco mais próximo.

Centro lotado e enquanto eu ofegava subindo uma ladeira via uma menina correndo para cima da multidão. Sim, porque pense num povo para gostar de ver desgraça é brasileiro. Tudo se torna espetáculo. Eu. por minha vez, fazia o movimento contrário e mudava de calçada. Sim, porque tudo que não mereço é de repente receber uma porrada de graça. Eram duas mulheres se engalfinhando chamando uma a outra de RAPARIGA.

"- Rapariga é você!"

Na esquina da rua, o ring, as duas se degladiavam entre puxavões e ofensas. Em cada lado, também havia as "treinadoras", aquelas que ficavam em dúvida se agarravam ou empurravam uma para cima da outra como numa rinha de galos.

E eu ainda me pergunto:
- Como é que isso existe ainda hoje? Duas mulheres se prestanto a esse tipo de papel em pleno espaço público? Acho que hoje nem mesmo os homens fazem mais tanto isso.

Bem, o mais interessante era que enquanto a multidão se desperçava naqueles 5 minutos de briga, havia aqueles carrinhos de som pirata onde ouvia-se:
"Ciumenta largue de ser tão ciumenta..."

Até mesmo uma outra transeunte do local percebeu que esse episódio tinha essa trilha sonora, bastante propícia não?

Já san e salva na casa da amiga, cometei o episódio e dáaí surgiram histórias mais ou menos com o mesmo eixo temático: moças, raprigas, casamento etc. E tiveram duas pérolas que ouvi e que tenho que registrar.
Pérola 1: "-Minha filha quando é que você e seu namorado vão se casar? - Sei lá vó. A gente ainda tem muito o que fazer na vida, é jovem e tal. Mais minha filha não pode não. Você tem prazo de validade" Comentário: E viva a liberdade feminina!

Pérola 2: Festinha em casa de meninos...Daí vem as apresentações: "- Oi sou Liceuda. Me chamam de Lili. Sou dançarina da Banda Swing do Amor".
Comentário 2: Sei lá! Por onde começo? Pelo nome de guerra? Ou quem sabe essa apresentação super completa e profunda de um ser humano? Ou quem sabe a intenção do menino depois que soube que ela era do swing do amor? O swing ,com a apresentação perfomática e artísitica de si, ela até pode até ter garantido, mas o amor eu tenho minhas dúvidas...


Pérola 3: Ouvi da janela do meu quarto: "- Ela parecia uma mulher chuchu. Gorda embaixo e fina em cima" Comentário 3: Am? Como assim Bial? Depois da mulher PA [informes de Jad], SAMU e carcará, ainda tem a chuchu...Que horror! Volto a lançar meu desafio. Cadê a tipologia masculina. O primeiro tipo eu mesma lanço, com ajuda claro, da Liga das Mulheres, que são minha amiga: o homem biscuit, aquele que na hora H, o "negócio" smplesmente morre e não adianta "massagem cardíaca", "respiração boca-a-boca," nada. Morre no meio da ladeira feito carro velho.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Silêncio


Número discado.
Uma, duas, três vezes.
O que é que passava?
Tudo parecia bem até a noite de ontem...

Mas agora nada. Nenhum sinal.
Não marcado pela palavra, o que fica em silêncio cala. Errupe no corpo.
Nos pedaços falhos que preenche o texto daquela história.
Nos pedaços falhos que preenche uma mensagem de texto para o celular.
Nos pedaços que tentam não calar.
Qual o cálculo lógico daquela precipitação de tempo? Qual o sentido e a satisfação naquilo?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Só por hoje


Parecia estranho a quem passava. Um estranho que batia compulsivamente a cabeça na parede. E quanto mais batia, mas sangrava. E por quê? Seria autopunição? Masoquismo? Devaneio?

Até que um dia ele percebeu que havia algo a mais que aquela parede. Que estranho! Parecia que havia apenas uma parede. Mas não. Havia a direita, a esquerda, para frente ou então para trás. E agora mesmo quando sentia aquela vontade irrestível de cabecear a parede lembrava: há algo além da parede. E segurava-se.

Algumas vezes não. A vontade era mais forte do que a dor. Entretanto, nesses casos espessos ao invéz de lachar a cabeça na parede como sempre fizera antes, detinha-se a pequenos galos na cabeça. "Só por hoje: sem repetições" - era o pensamento maquele momento do estranho

A criança que é lançada para cima, ao ar livre, vive a alegria angustiante de ser pega pelo jogador. Entretanto, trata-se de alegria e não de dor ou de alegria angustiante. E não um possível quadro surrealista perturbador onde a mão que ampara é a mesma que empurra ao abismo.

Bater a cabeça na parede para obter um "galinho" pode ser uma repetição necessária para se dar conta de que paredes existem e que se fazem necessárias a existência, mesmo quando tenta-se atravessá-la inutilmente. É a parede que algumas vezes pode nos orientar, entretanto, nunca nos impossibilitar. Amarras existem para serem desfeitas e nunca para nos aprisionar eternamente.

A tipologia feminina


Depois de um intensivão das amigas em casa de meninos por causa do São João, as mesmas decobrirão "in loco" pérolas do universo masculinio tipo: adoram ver mulher lavando prato. Quer ganhar um aroxo? Só é lavar uns pratinhos, tá.

Mas para além do óbvio, o que me escandalizou foi as tipologias que eles dão as mulheres. Você conhece a mulher cárcara? E a mulher SAMU? Pois é, para além do que seja uma ave e um serviço de médico de urgência, esses tipos de mulheres nada mais são do que, respectivamente, aquelas "que pegam para matar e come" [ou seja, já chega matando e caindo em cima deles], ou então, são acionadas de acordo com a necessidade dos meninos, numa urgência na qual não há alternativas rápidas em vista.

Pode? E aí meninas por favor, me digam que há tipologias masculinas que coloquem esses homens no lugar...

domingo, 21 de junho de 2009

Causos nordestinos II




Mais uma saga de São João. E acho que outras virão enquanto esse período junino não passar...Bem, mas voltando ao causo, fomos a um espaço tipo sítio junino com a réplica da tapêra, da merciaria, igrejinha e o salão do forró. Poderia ter sido uma visita simples: passear, comer, beber...mas nada é simples quando se trata de mami Amy. Vestida de vermelho e usando seu nome de guerra, "Marrozinha provocante", foi para o dance do forró e fez aquela corrieografia. Além dos passos tradicionais de forró. Encontravámos ali uma coisa a lá "Caminho das Índias" e dance no queijo ( striptisse)...Imagine todo mundo olhando mami e meu amigo. Pense em duas pareias. Sim, porque um fazia a presepada e outro confirmava. Dançaram do suor pingar, sem contar que a música parou de tocar e os dois continuaram a dançar. Ou seja, dance vazio, silêncio no salão e os dois em ritmos de forró, dançando...

Pois é! Até o locutor do salão se comoveu e perguntou "que amor era aquele?". Aí a bagaceira foi feita. Os dois disseram que faziam 10 anos de casado e que não podiam parar de dançar porque era promessa. Pode? Sem contar que ele disse que mami estava aniversariando, que o nome dela era o meu (pode de novo?) e que ela estava fazendo 29 anos...Enfim, a música parava de tocar e mainha parecia aquelas boneca de mamulengo junina, passeando pelo salão enquanto esperava a banda tocar... Arrematando o discurso do locutador:
"- 10 anos? É sofrimento de mais. Ô é amor demais..."

sábado, 20 de junho de 2009

Causos nordestinos



Esse é com mami Amy [já viu né Neminha?]. Pois é! Estavamos lá no Sítio São João tentando fazer de um limão uma limonada até que uma senhora que perambulava encostou na gente- sim porque pense num chama para doido que a gente tem?- e começou a reclamar que estava cansada. Minha mãe:
- É. Então descanse aí.

Não contente com a resposta de mainha, a senhora começou a puxar papo, Amy já tinha bebido uns dois goles de cerveja, já estava meio zoró, sim porque ela não precisa beber muito para ficar loca-loca e a mulher insistiu em conversar...
- Pois minha filha eu vou todos os dias para o Parque do Povo. Chego seis horas da manhã beba com os sapatos na mão e se o marido ou os filhos falarem eu dou em tudim... - Amy [detalhe: ela não tem marido e foi apenas uma vez passear no Parque do Povo].

Não satisfeita em chocar a senhorinha, ainda acrescentou:

- Ele tem mais que me aguentar porque eu pago a ele mesmo. Sou eu que sustento ele. Comprei até um carro para ele - e dizia isso enquanto apontava para meu amigo que ainda concordava com ela.
- Pois é né? Ela manda em mim né? - meu amigo enquanto eu assistia tentando segurar os risos.
- Deus me livre que queria um negócio desse. Eu pagar um homem para ficar comigo? - A senhora.
- Ah minha filha, quem dá sustância a bode velho é capim novo - Afirmou isso e ainda tomou o dinheiro da mão do meu amigo, dando a entender que o dinheiro era dela para pagar a conta.

Demos muitas risadas enquanto a mulher morria de indignação.
(...)
Um outro caso junino é que o mesmo amigo afeito as mugangas foi convidado para um evento de Miss Profissional do Sexo. Sem entrar nos méritos do evento de "nu artístico", ao entrar em acordo com a mesa jugadora do evento, decidiram não aceitar as notas de um dos membros da mesa porque chegou atrasado ao evento, o que prejudicaria as candidatas. O fato é que o membro do júri se sentiu aviltado e decidiu "ataiá" meu amigo no estacionamento, seguiu o carro dele e ainda disse:
- Olhe você me paga. - disse uma das travas famosas aqui de nossa cidade.
E daí me lembrei de um vídeo do You Tube"Marcela Chave de Fenda":
- Cuidado com as travas que são "pirigosa"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Por quê? Por quê?


Depois de três idas ao Parque do Povo de no máximo duas a três horas, ainda me pergunto por quê ainda insisto em ir às festas de forró. Olha se não fosse a companhia dos amigos, a paciência deles para comigo e principalmente muita comida para enxendo a cabeça enganar o juízo, eu não sei não...Imagine você ir para o Parque do Povo, o centro do "Maior São João do Mundo" e ouvir:

" Olha a coceirinha, olha a coceirinha, é o chato na calcinha..."

Quer conteúdo mais pernóstico do que esse? Sim, porque as mulheres nas músicas de forró são sujas, promíscuas e não valemos nada, mas eles ainda sim "gostam de você"...Olha que eu não sei não. Os homens é que sempre se dão bem na raparigagem. Ai, ai, chega de sociais. Chega de fingir interações sociais nesses lugares...AAAAAAAAAAA! Porque talvez da próxima vez não suporte e entre em surto.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A primeira vez

O primeiro beijo. As primeiras viajem. A primeira transa...

[Parênteses: não é que o Word sublinhou a palavra transa e sugeriu que colocasse relações amorosas? Puxa! Nem o Word escapara ao ortodoxismo].

Bem, são tantas primeiras vezes que a gente até esquece-se de algumas né? Eu pelo menos quando penso em primeira vez só lembro-me da propaganda da Patrícia Lushesi e do sutiã da Valisére. Nossa! Quando vi aquela propaganda queria por queria um sutiã daquele branquinho e daí me olhar com vaidade, saindo depois na rua me sentindo né?

Ai meu Deus confissões a parte – o primeiro sutiã a gente nunca esquece – A Liga da Justiça Feminina elencou uma outra primeira vez bizarra, ou não: transar no primeiro encontro. Pois é! Um dos maiores dilemas femininos. Enquanto algumas revistas femininas dizem que se você quer o carinha para namorar então jamais faça isso no primeiro encontro. Na experiência em pauta, no entanto, os relatos afirmam que nem sempre essa premissa pode ser tomada como verdadeira. Há casais que se conhecem e transam no primeiro encontro/fica e dão super certo por muito tempo. Em compensação alguns prolongam a hora “H” acreditando que com isso vão ter mais chances de namoro e não conseguem nada: nem transar, nem namorar. Ou seja, “gorou” geral.

Se o cara é canalhinha e você quer apenas curtir vale apena apostar na transa do primeiro encontro: mais leve, despreocupada, espontânea...Agora se você quer algo mais do canalhinha, colega, deixa rolar e nem pense em pegar no pé dele: nada de ligar, escrever, ou coisas do gênero. Talvez fique com você por algum tempo. Quase tempo são eles que escolhem a fêmea e não o contrário. É horrível, mas me parece muito assim. Eles gostam de correr atrás e morrem de medo da carrocinha feminina. Portanto, meninas se liguem!

Ah! Lembrei de outra primeira vez que foi hoje depois do encontro da Liga da Justiça: eu tentando esconder a máquina fotográfica no meio dos meus “guardados superiores” para irmos de modo mais seguro comer maçã do amor no Parque do Povo. Num que é bicha ligou-se e ainda tirou a foto. Só não sei ainda se dos peitos. Há uma primeira vez para tudo, rsss...E quantas primieras vezes ainda não foram reveladas?



terça-feira, 16 de junho de 2009

Que nem chuchu em cerca


Ouvi essa expressõa hoje de um curitibano. Ele disse que no apartamento de estudantes no qual morava, os meninos haviam resolvido plantar um pé de chuchu na gaveta da geladeira. Mas não se preocupem que eu também fiz a mesma cara de espanto. A gaveta da geladeira não continuou na geladeira. Ufa! Na verdade se transformou num vaso.

Enfim, eles plantaram o pé não com objetivos naturalísticos, mas para ísca. Como assim? Todas as meninas que passavam pelo apartamento - que segundo ele vivia aberto a visitação pública - chamava atenção por sua decoração: um pé de chuchu que crescia e tomava a casa como uma "trepadeira" indo em direção em parte para umas rodas de bicicleta localizadas nas prateleiras (pois é! mimos de decoração) e outra para cima do guarda-roupa onde ficava um carrinho de supermercado ( pois é! Mais um mimo decorativo). Na verdade um mimo com apego sentimental e tudo porque segundo Doctor Frozen o carrinho foi adquirido com carinho no dia em que compraram um carrinho cheio de cerveja e não tinham como levá-las para casa. E o que os fizeram? Pegaram o carrinho emprestado com um único "V" de vai, porque o "V" de volta, nunca mais...Como o mimo era grande e ocupava espaço, o mesmo foi parar em cima do guarda-roupa. Os artista plásticos que se cuidem.

Bem, pelo menos não podemos dizer que não existe um novo conceito de designer de interiores e de "abate" feminino. Afinal, o que será que acontecia a cada: " O que é isso ai que cresce?". Por isso o chuchu: porque cresce que nem em cerca. Por aqui no Nordeste falamos que "dá que nem chuchu em serra". Seja em serra, em apartamento, dá no mesmo.

domingo, 14 de junho de 2009

Tempos pós-modernos


Para além da discussão sociológica de que estaríamos vivendo uma modernidade tardia, uma hipermodernidade ou quem sabe uma pós-modernidade, utilizo o termo aqui como uma analogia ao filme "Tempos Modernos", que marcou o cinema mudo com Charles Chaplin. No caso dessa postagem "Tempos Pós-Modernos". Por quê?

Porque hoje é domingo e ao invés de estar em casa de bunda para ar, como toda e boa trabalhadora, fui fazer concurso. Palavra que define este momento: Ah!

Acordar cedo. Ver pessoas que já vi pela milionésima vez. Fingir interações sociais como simpatia, calma, tranquilidade e bem-estar, quando na verdade estou é de saco cheio. Ouvir que houve um concurso aqui e outro ali, com tal e qual questão, quem casou, separou, quantos filhos teve enfim...

Na espera para que os portões abrissem me veio a lembrança dos meus dois vestibulares, o tempo frio, a roda-gigante dentro da barriga e a imagem de um monte de gente em marcha em busca de trabalho, como no filme do Chaplin que citei acima. A diferença é que as pessoas não eram iguais, em preto e branco, mas compunham uma mancha colorida e de feições alegres como quem iam para uma festa e não como no filme: cansados, exaustos, moribundos.

Ainda tive a infelicidade de ficar do lado de dois caras completamente histéricos que falavam o tempo todo sobre provas de concurso que haviam feito, como se fosse um competição. nEquanto pensava: "Que assunto mais propício para minutos antes de uma prova. Será que a ansiedade pulula?Aff!" . A irritação foi mais forte do que eu...
- Por favor, tem como vocês falarem mais baixo?
- Oxe, por quê? Nem começou a prova.
- É porque estou com um pouco de dor-de-cabeça e estou pedido por gentileza [quase para não dizer vai tomar no cu seu paspalho idiota].

Apesar da vontade de mandá-lo tomar no cu, no geral, entrei e sai tranquila da prova e nem tive vontade de matar ninguém, nem mesmo aquele odio supremo por estar perdendo meu domingo. Ai, ai e lá vamos nós...

sábado, 13 de junho de 2009

Eu sei


Sabe quando vc espera muito que as coisas aconteçam?
Sabe quando vc sabe que esta mentindo, se ilundindo, enganando e que a verdade está meneando na sua cara e você fingi que não existe?
Sabe quando vc percebe que sonho sonhado sozinho é delírio?
Sabe quando alguém diz que vc é isso e é aquilo pelo simples fato de você não ser nada?
Pois é. Não é isso, nem aquilo. É tudo pelo "nada por nada". Trata-se apenas de um resto: sem sentido, nem desejo. Algo que ocupa um lugar porque não se sabe o que fazer com "isso".

Surpresas, encontros, ocorrem todos os dias, porém, o sentido que damos a eles é de nossa responsabilidade. Não importa o que acontece, importa o que você faz com isso, a posição que toma diante disso. Então o que é que ando fazendo com isso? Qual a posição que tomo: a de Sísifo? A de Ícaro? Ou que sabe a de Atenas?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A arte da raparigagem


Depois de ter entrando sem querer no banheiro de um puteiro em João Pessoa quando no movimento estudantil e de pegar alguns trasnportes alternativos com profissionais do sexo ou mesmo auxiliar enquanto técnica na associação das profissionais do sexo de Campina Grande, cheguei a conclusão que a raparigagem é uma arte. Pode não parecer, mas é.

Não a toa, por exemplo, que dizem que as mulheres gostam de canalhas. Sim, porque a arte da raparigagem não é de excusividade das mulheres, mas é o metié dos homens. São justamente os canalhas que dizem o que queremos ouvir, fazem o que queremos ver etc. Nos tornam únicas por alguns segundos até que a próxima novidade chegue.

Quantas meninas não se ferraram por serem sinceras, se iludirem e não jogarem? Essas estão muito mais propensas a serem enganadas do que as ardilosas, misteriosas...A felicidade quando posta em lugar inalcançável parece ser mais interessante. Afinal melhor do que alcançar o desejo é continuar desejando. É o que nos move: desejar.

Foi então que direto do divã, Boop e eu chegamos a conclusão de que a raparigagem é uma arte. Arte porque você não pode pecar nem pela falta e nem pelo exagero. Exagero apenas entre quatro paredes quando ambos estão dispostos. Não adiante querer fazer o cirque del solei se o clima não é propicio e não há ferramentas para tanto para ambos... E como é que sabemos disso? Teorias e experiências...

Já dizia um doutor da UFRJ que donas de casa e prostitutas são a mesma coisa, as que diferencia é que a segunda se oferta a qualquer um e por valores prefixados, enquanto a dona de casa se oferta sempre ao marido e de graça.

É importante esclarecer nesse momento que as profissionais do sexo existem desde que o mundo é mundo e entendo todas as condições precárias que envolvem sua vida e seu trabalho, tendo que lutar sim por seus direitos. Inclusive o de querer mudar de profissão quando quiserem, o que não quer dizer que todas não gostem do que fazem.

Deixemos os moralismos a parte, por favor! Assim como também não quero fazer nenhuma apologia ao "passar a perna" no outro. Temos sim que respeitá-las como a qualquer profissional e com elas tentar aprender o que nos podem ensinar. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

Podemos aprender que, mais do que vender o corpo algumas conseguem vender fantasias, sedução. A incerteza de viver desejando não só o corpo, mas a alma de um outro alguém. Afinal o que é que o dia dos namorados inculte: seduza! Sem a sedução, a incerteza, a motonia toma conta e o desejo se esvaie.




terça-feira, 9 de junho de 2009

Pro mode do avexamento


Com todo respeito aos que vivem no campo, a sua cultura e sua história. A pedidos mais um capítulo da novelinha...

Vixe! Quando a gente se conheceu...

Até parecia que o mundo se acabou, o céu alumiou e a terra enguliu.

O tempo? Afi Maria meu Deus!

Arri égua! Num corria não. Galopava desembestado no cangote da besta.

Enquanto isso nós ficava juntim: de bejim pra cá, bejim pra lá. Meu amor pra cá, meu amor pra lá.

E num sei que diacho aconteceu que de meu amor cá e lá agora era:

“Venha cá seu cão dos infernos! Sua gota serena!”

Era uma reiva. Reiva mermo.

Uma vontade de matar aquela gota serena que num sei não.

Ô diacho pra fazer reiva. Nada agradava.

De casal engraçado passemo a casal desgraçado.

Era inarcreditáve.

Mai num foi farci não:

Nos enganemo proque era miô ser cego.

Mentimo proque era miô do que encarar a separação.

Nos machuquemo proque era miô se ocupar e cuipar o que num tinha jeito: o nosso amor.

Não havia sobrado nada. Nem um tiquin. Até as lembranças acinzentaram.

Agora è tarde demais:

o tempo passou e nós fiquemos.

Perdemos o trem e a vista de nosso futuro com a festa arretada do casório, a casinha com os minino...

Cada um foi para o seu lado.

Num adianta mai mentir, fingir, nem machucar.

Vamo deixar que vá. Que o que foi a nossa história se vá.

Adeus! Até nunca mai.

Pro mode que é assim que as coisa corre quando se acaba.

Pro mode que é assim que corre pra num sofrer mais.

Pro mode que é assim que corre quando o amor se morre.

E tanto faz se é de morte matada ou de morte morrida

Hora do óbito: a tantas horas de anos atrás.

Causa da morte: Desarranjo.

O avexamento do tempo misturado com uma lerdeza danada desse amor.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Momento noseique noseique


- A vida perdeu o juízo e esqueceram de nos avisar. - disse a uma colega. Se ela perdeu o juízo será que temos que interná-la ou somente agora é que está normal? To deolho em você

(...)

-Você acredita em Deus? - uma mulher intercala a outra enquanto a intercalada em silêncio lançava um olhar fuminante. Vale lembrar que a intercalada estava com depressão profunda e falava de morte.


- É comum que, e não quer dizer que seja cero ou errado, ao passarmos por uma situação difícil nos sintamos sozinha e abandonada. é uma fase e precisamos buscar nesse momento outras coisas que deem sentindo a nossa vida. "O tempo não cicatriza as feridas, mas faz com que doa menos" - falei para tentar apaziguar o incênido depois dessa pergunta insensível e de respota óbvia.


(...)


-Minhas amigas possuem uma teoria sobre as novelas: nas quintas é dia de beijo na boca e na sexta dia de sexo. Isso para que os telespectadores entrem no clima de fim-de-semana. E olha que uma delas é jornalista. Por isso ne capítulo de caminho das ìndias d eontem, Raj apareceu várias cenas de peito nu, mostrando os gominhos da barriga, e o personagem de Murilo Rosa, estav aem altos beijos com a Duda. Jesus! Logo hoje que estou em estado de todas as vulnerabilidades existentes: social, emocional...


(...)


-O Serenata de amor investiu mesmo na propaganda de Dia dos Namorados. Tipo: Salve sua paixão. Compre um serenta de amor.."


(...)


Morro, mas morro com dignidade. Morro no shopping. Minha irmã siamesa disse que deu um curto-circuito na instalação elétrica do shopping de nossa cidade e o povo olhava o fumaceiro e mau-cheiro e continuava passeando.Inclusive quando ela disse amiga para sairem, a outra perguntou o preço dos lenços que pareciam estar em promoção. Pode? Pois é. Capitalismo avaçalador e estuprante. A queda do voo da air france não fui suficiente para pôr medo. Nem mesmo as lembranças da explosão no shopping de Osasco em Sampa, anos atrás.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Risos e operadoras de celular


Só podia se mami Amy...Depois de uma tarde no celular ligando para operadora para saber do seu bônus e gritando :
-ATENDENTE! ATENDENTE!
-Boa noite senhora.
- Senhora está no céu.
- Consta em nosso sistema que a senhora fez o cadastramento em um novo plano.
- Não fiz não.
- Fez sim senhora.
- Olha com que eu falo? Você está aonde? Porque eu nem sei da onde você é, quem você é. Você é virtual para mim. Eu não quero mais essa operadora nãaaaaaaao. Eu estou com medo.
- Medo de que senhora?
- Medo que vocês coloquem um bomba e digam que fui eu.

Depois desse vou ou não vou e repetimento o número, o cara havia trocado dois números do telelefone e por isso estava consultando um cadastro diferente. É mole...

Trash



Não posso negar que tenho uma queda por coisas trash. Meu primeiro contato com esse "conceito" foi com os fimes de terror. Usado para categorizar os filmes considerados lixos, muito mentirosos, mal-feitos, que você rir quando deveira ter medo sabe? Daí vieram os programas de humor. Caraca, vocês já pararam para ver Dra. Perc do programa "Toma Lá, Da Cá"? Na apresentação da última terça, uma das personagens falou que ela tinha decidido ser psicóloga porque não conseguiu ser policial?

Por quê essa associação? Os dois são com P? São em algum momento repressores/truculentos? Sim, porque ela faz uma tal de Psicologia do Confroto - livre e espontâneo, como ela mesma diz - que literalmente vai as vias de fato, tapa na cara, quando em terapia.

Adoro essas tiradas diretas. Assim como a personagem de Aida de Caminho das Índias, uma psicóloga um tanto desconcertada para os padrões idealizadas, mas verdadeiramente humana quando chama a atual esposa do ex-marido de despacho que griffe...Muito interessante. Essas verdades que saltam a cara me faz rir!É trash e trágico se não fosse engraçado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pessoas que fazem a diferença





A falta de tempo é cruel. Nem tive tempo de postar sobre o meu niver...No entanto, me recuso a fazer qualquer outra postagem sem compartilhar as pequenas/grandes alegrias do meu dia. Sem compartilhar, as pessoas e as coisas que fizeram para tornar meus 29 aninhos melhor...Uma lista compacta (infelizmente) e rápida, mas que terá um lugar especial nas minhas lembranças...

  1. Café da manhã surpresa na cama (depois de planejarem fazer várias surpresas e eu "sabotar" todas pelo meu excesso de iniciativa) com direito a presença de mami, mano e duas queridas amidas.Ah! Não posso esquecer o creme de chocolate para colocar na torrada, meu activia de aveia e caça aos presentes...Ganhei uma bolsa linda, um carrinho de massagem (vivo em estresse! Valeu a dica), um chaveiro do Garu da Pucca (agora eu tenho meu próprio Garu, hahaha) e minha sapatilha listada. Amei!
  2. Roska de suco de Laranja com bolo de aniversário sem boneca Chuc (lembram do filme brinquedos assassinos? Pois é, o bolo encomendado tinha uma boneca assim, mas arranquei. Mami Amy fez um tapeia com outra boneca e comemos "a boneca da paz");
  3. "Mocinha" com niver de criança. Entre outros presentes ganhei um mouse, um vidro de pimenta contra os zói gordo, kit lindo de maquiagem - sim porque junto ao chocolate e as bolsas, maquiagem é uma quedinha que tenho - e claro, muito chocolate...
  4. As pessoas queridas pertinho de mim numa comemoração bem intimista...Tá ótimo!
  5. Adoro essas pessoas lindas que estão perto de mim!