sexta-feira, 12 de junho de 2009

A arte da raparigagem


Depois de ter entrando sem querer no banheiro de um puteiro em João Pessoa quando no movimento estudantil e de pegar alguns trasnportes alternativos com profissionais do sexo ou mesmo auxiliar enquanto técnica na associação das profissionais do sexo de Campina Grande, cheguei a conclusão que a raparigagem é uma arte. Pode não parecer, mas é.

Não a toa, por exemplo, que dizem que as mulheres gostam de canalhas. Sim, porque a arte da raparigagem não é de excusividade das mulheres, mas é o metié dos homens. São justamente os canalhas que dizem o que queremos ouvir, fazem o que queremos ver etc. Nos tornam únicas por alguns segundos até que a próxima novidade chegue.

Quantas meninas não se ferraram por serem sinceras, se iludirem e não jogarem? Essas estão muito mais propensas a serem enganadas do que as ardilosas, misteriosas...A felicidade quando posta em lugar inalcançável parece ser mais interessante. Afinal melhor do que alcançar o desejo é continuar desejando. É o que nos move: desejar.

Foi então que direto do divã, Boop e eu chegamos a conclusão de que a raparigagem é uma arte. Arte porque você não pode pecar nem pela falta e nem pelo exagero. Exagero apenas entre quatro paredes quando ambos estão dispostos. Não adiante querer fazer o cirque del solei se o clima não é propicio e não há ferramentas para tanto para ambos... E como é que sabemos disso? Teorias e experiências...

Já dizia um doutor da UFRJ que donas de casa e prostitutas são a mesma coisa, as que diferencia é que a segunda se oferta a qualquer um e por valores prefixados, enquanto a dona de casa se oferta sempre ao marido e de graça.

É importante esclarecer nesse momento que as profissionais do sexo existem desde que o mundo é mundo e entendo todas as condições precárias que envolvem sua vida e seu trabalho, tendo que lutar sim por seus direitos. Inclusive o de querer mudar de profissão quando quiserem, o que não quer dizer que todas não gostem do que fazem.

Deixemos os moralismos a parte, por favor! Assim como também não quero fazer nenhuma apologia ao "passar a perna" no outro. Temos sim que respeitá-las como a qualquer profissional e com elas tentar aprender o que nos podem ensinar. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

Podemos aprender que, mais do que vender o corpo algumas conseguem vender fantasias, sedução. A incerteza de viver desejando não só o corpo, mas a alma de um outro alguém. Afinal o que é que o dia dos namorados inculte: seduza! Sem a sedução, a incerteza, a motonia toma conta e o desejo se esvaie.




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