quinta-feira, 25 de junho de 2009

Idéias bizarras. o mundo virou.com


No português de Portugal rapariga é o mesmo que moça. Particularmente aqui no Nordeste chamar uma moça ou uma mulher de rapariga é uma ofensa profunda. Bem, mas foi isso que ouvi em pleno centro da cidade de nosso município quando ia até o banco mais próximo.

Centro lotado e enquanto eu ofegava subindo uma ladeira via uma menina correndo para cima da multidão. Sim, porque pense num povo para gostar de ver desgraça é brasileiro. Tudo se torna espetáculo. Eu. por minha vez, fazia o movimento contrário e mudava de calçada. Sim, porque tudo que não mereço é de repente receber uma porrada de graça. Eram duas mulheres se engalfinhando chamando uma a outra de RAPARIGA.

"- Rapariga é você!"

Na esquina da rua, o ring, as duas se degladiavam entre puxavões e ofensas. Em cada lado, também havia as "treinadoras", aquelas que ficavam em dúvida se agarravam ou empurravam uma para cima da outra como numa rinha de galos.

E eu ainda me pergunto:
- Como é que isso existe ainda hoje? Duas mulheres se prestanto a esse tipo de papel em pleno espaço público? Acho que hoje nem mesmo os homens fazem mais tanto isso.

Bem, o mais interessante era que enquanto a multidão se desperçava naqueles 5 minutos de briga, havia aqueles carrinhos de som pirata onde ouvia-se:
"Ciumenta largue de ser tão ciumenta..."

Até mesmo uma outra transeunte do local percebeu que esse episódio tinha essa trilha sonora, bastante propícia não?

Já san e salva na casa da amiga, cometei o episódio e dáaí surgiram histórias mais ou menos com o mesmo eixo temático: moças, raprigas, casamento etc. E tiveram duas pérolas que ouvi e que tenho que registrar.
Pérola 1: "-Minha filha quando é que você e seu namorado vão se casar? - Sei lá vó. A gente ainda tem muito o que fazer na vida, é jovem e tal. Mais minha filha não pode não. Você tem prazo de validade" Comentário: E viva a liberdade feminina!

Pérola 2: Festinha em casa de meninos...Daí vem as apresentações: "- Oi sou Liceuda. Me chamam de Lili. Sou dançarina da Banda Swing do Amor".
Comentário 2: Sei lá! Por onde começo? Pelo nome de guerra? Ou quem sabe essa apresentação super completa e profunda de um ser humano? Ou quem sabe a intenção do menino depois que soube que ela era do swing do amor? O swing ,com a apresentação perfomática e artísitica de si, ela até pode até ter garantido, mas o amor eu tenho minhas dúvidas...


Pérola 3: Ouvi da janela do meu quarto: "- Ela parecia uma mulher chuchu. Gorda embaixo e fina em cima" Comentário 3: Am? Como assim Bial? Depois da mulher PA [informes de Jad], SAMU e carcará, ainda tem a chuchu...Que horror! Volto a lançar meu desafio. Cadê a tipologia masculina. O primeiro tipo eu mesma lanço, com ajuda claro, da Liga das Mulheres, que são minha amiga: o homem biscuit, aquele que na hora H, o "negócio" smplesmente morre e não adianta "massagem cardíaca", "respiração boca-a-boca," nada. Morre no meio da ladeira feito carro velho.

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