sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lembrancinhas ou presentes?



Passado meu aniversário e o Dia dos Namorados, me sinto com maior liberdade para falar sobre lembrancinhas e presentes. Particularmente, sou do tipo que gosto de lembrancinhas. Muito dificilmente me esqueço de uma. Do tipo: um chocolate quando estou triste. Ou um chaveiro que "é a minha cara". [Eu adoro os que minha irmã siamesa me dá. Todos sempre vem com aquela mensagem subliminar: você vai conseguir. Não se preocupe].

Quem convive comigo já deve ter percebido isso. Mais do que ganhar um presente caro, ou até algo material que esteja precisando muito, o que me surpreende mesmo é a iniciativa [de se jogar e arriscar comprar um presente que você acha que é a cara da pessoa]. Em seguida, a sensibilidade em fazer uma surpresa que reafirma: "Ei! Conheço você e sei o que você vai gostar".

A troca de presentes é uma dádiva e não uma obrigação. Típico das tribos mais primitivas, quando Mauss explicita a "Lógica da dádiva". Você dá algo a alguém no mesmo "valor" ou maior daquilo que gostaria de receber. Para além do valor material, porque o valor é também simbólico. E é essa reciprocidade existente na troca de presentes que perpétua a ação, que faz com que ela nunca deixa de existir. Por isso que alguns presentes não me causam emoção. Seja em dar ou receber. No entanto, para mim não há algo mais gratificante do que dar um presente e ver os olhinhos do outro brilharem de alegria, pelo gesto de carinho. Daí transcrevo uma passagem que acredito arrematar meu pensamento à respeito:

"Os motivos são meros suportes as lembrancinhas. E mais vale o embrulho que a própria lembrancinha, que ao chegar em casa será esquecida. Mas o papel, a fita, o formanto, ah, isso sim é fundamental [ acrescento a emoção também como fundamental], como se a lembrancinha unisse, no presente, o passado e o futuro" [Ou seja, unisse aquilo que se é, as circusntâncias que nos engendra com aquilo que desejamos que aquela pessoa realize e alcance com sucesso] (FORBES, 2005: 12).

FROBES, Jorge. Você quer aquilo que deseja? 5 ed. Rio de Janeiro: Beste Seller, 2005



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