domingo, 14 de junho de 2009

Tempos pós-modernos


Para além da discussão sociológica de que estaríamos vivendo uma modernidade tardia, uma hipermodernidade ou quem sabe uma pós-modernidade, utilizo o termo aqui como uma analogia ao filme "Tempos Modernos", que marcou o cinema mudo com Charles Chaplin. No caso dessa postagem "Tempos Pós-Modernos". Por quê?

Porque hoje é domingo e ao invés de estar em casa de bunda para ar, como toda e boa trabalhadora, fui fazer concurso. Palavra que define este momento: Ah!

Acordar cedo. Ver pessoas que já vi pela milionésima vez. Fingir interações sociais como simpatia, calma, tranquilidade e bem-estar, quando na verdade estou é de saco cheio. Ouvir que houve um concurso aqui e outro ali, com tal e qual questão, quem casou, separou, quantos filhos teve enfim...

Na espera para que os portões abrissem me veio a lembrança dos meus dois vestibulares, o tempo frio, a roda-gigante dentro da barriga e a imagem de um monte de gente em marcha em busca de trabalho, como no filme do Chaplin que citei acima. A diferença é que as pessoas não eram iguais, em preto e branco, mas compunham uma mancha colorida e de feições alegres como quem iam para uma festa e não como no filme: cansados, exaustos, moribundos.

Ainda tive a infelicidade de ficar do lado de dois caras completamente histéricos que falavam o tempo todo sobre provas de concurso que haviam feito, como se fosse um competição. nEquanto pensava: "Que assunto mais propício para minutos antes de uma prova. Será que a ansiedade pulula?Aff!" . A irritação foi mais forte do que eu...
- Por favor, tem como vocês falarem mais baixo?
- Oxe, por quê? Nem começou a prova.
- É porque estou com um pouco de dor-de-cabeça e estou pedido por gentileza [quase para não dizer vai tomar no cu seu paspalho idiota].

Apesar da vontade de mandá-lo tomar no cu, no geral, entrei e sai tranquila da prova e nem tive vontade de matar ninguém, nem mesmo aquele odio supremo por estar perdendo meu domingo. Ai, ai e lá vamos nós...

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