sexta-feira, 31 de julho de 2009

Rápida e rasteira no vuco-vuco da minha vida


Bem, não poderia deixar de passar por aqui sem falar da penúltima atração do festival de inverno de Campina Grande: O silêncio dos amantes. A princípio nem havia me tocado que se tratava de uma leitura sobre a obra de Lya Luft "O Silêncio dos Amantes" a qual já havia lido e me encantou. Até mesmo fiz uma outra postagem sobre o livro nesse blog. Mas do livro para o teatro não deixou nada a desejar. "Sofrido" como meu irmão disse ao final do espetáculo, a dor dos que amam é muito bem interpretada nos quatro monólogos de contos da autora. Exatamente três desses são os meus preferidos no livro...

O espetáculo de fato ganhou um "Q" a mais com todas aquelas luzes, máscaras e a caixa. Ah! A caixa...Nossa vida uma grande caixa cheia de pessoas que se batem e carregam consigo as suas máscaras, as que escondem as dores, com as quais nos protegemos. ACREDITO QUE O ESPETÁCULO FOI INSPIRADO NA SEGUINTE PASSAGEM DO LIVRO:

"Palavras uma máscara de tragédia ou nariz de palhaço, abrem campos queimados até a raiz da última plantinha, como os que se estendiam entre nós (...)Sem que eu soubesse, as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenossos nas pAredes do silêncio(...)"


Anjos caídos, assim que somos, condenados a amar e a sofrer por esse amor...Divagação vai-e-vem, os espelhos que saíram da caixa do espetáculo representando a vida me fizeram pensar: e vocês aí da platéia? Quais são suas histórias? Vocês se reconhecem aqui no palco? Aqui-aí quais são as imagens distórcidas e turvas de suas vidas?

PASSAGEM DOS MONÓLOGOS:

"Quase voltei, quase perguntei o que havia. Mas desisti e fui em frente, com a leveza dos que ignoram. Em vez de indagar, varri minha breve inquietação para debaixo do tapete, como a gente constuma fazer. E se eu tivesse perguntado? E se ele tivesse me dito? Se eu tivesse merecido saber?Isso me atromentou por longo tempo. Eu me sentia muito culpada. Hoje, acredito que não saber é o que torna a vida possível";


"Palavras uma máscara de tragédia ou nariz de palhaço, abrem campos queimados até a raiz da última plantinha, como os que se estendiam entre nós (...)Sem que eu soubesse, as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenossos nas apredes do silêncio(...)"



"Morrer devia ser como parir a si mesmo";


"Só porque existo, ofendo os outros";


"A gente tinha só aquela [mãe] da qual era melhor ficar longe, sofrendo numa confusão de amor e raiva";

"Minha mãe definhando em casa, de amor, medo e dor";

terça-feira, 28 de julho de 2009

Desconectando entre felicidades e polêmicas


Sempre escutei de meu irmão siamês que a vida podia mudar em um segundo e parece que essa mudança está acontecendo e foi assim de repente, com tudo dando errado que deu certo. No momento não entrarei em detalhes talvez porque como diz Forbes, a felicidade é curtida por algumas pessoas como algo que não pode ser divivido, tão preciosa que se dividida, simplesmente se vai. A síndrome do egoísta ou do gordinho guloso....Talvez, porque de fato queira toda essa felicidade para mim, mas não por egoísmo, mas por meu lado São Tomé, vendo e crendo.

DESCONECTANDO DE ASSUNTO...

Briga de casal e um colega diz
- Não nos devemos mais nem verdades e mentiras.

Uma frase para a posteridade não?

DESCONECTANDO DE ASSUNTO...

A língua que fala
A língua que reclama
A língua que clama: amor

Thaisa Santos

DESCONECTANDO DE ASSUNTO...

"Sabe o que é alguém te oferecer vinte reais depois de você ter ganhado na Mega Sena?"
Matáfora do mano se referind aos modos da vó Hittler ao ser contrarianda ante minha felicidade.

DESCONECTANDO DE ASSUNTO...
Se fosse nos tempos da faculdade eu até diria que adoro causar polêmicas e até que as pessoas percam tempo falando de mim, mas falem, no entanto, preciso esclarecer esse comentário da minha última postagem.....
Prezada Thaisa Santos,JustificarSeus comentários são interessantes, todavia vc esquece que seja no Teatro Municipal ou em outros locais de eventos sempre temos a diferenciação de valores, ou seja, às vezes temos camarotes, geral,plateia, etc. Em nenhum momento o Festival de Inverno de Campina Grande que sempre trouxe a arte para o povo tentou segregar alguém ou algum grupo. Se vc não sabe o nosso Festival já teve várias versões com o Circo da Cultura nos bairros, Já fez várias extensoes para cidades como Areia, Bananeiras, Alcantil, e para não esquecer o projeto inédito de 10 anos de Cultura no Presidio e vc vem falar de segregaçao? Nos interessa muito saber que projetos vc tem realizado para agregar pessoas?
Quanto ao calor do Circo da Cultura, nós seres humanos somos engraçados, pq reclamamos da chuva e do calor... Que tal passar um email para Deus?
No mais estamos com 35 anos de Mostra de Teatro com 34 anos do Festival de Inverno de Campina Grande, sendo o mais antigo do Nordeste.
Estamos esse ano com 22 espetáculos, distribuidos com 10 espetaculos de teatro, 07 de dança e 05 de música na Praça da Bandeira, no Circo e no Sesc Centro.Além das várias oficinas pedagógicas que agregam pessoas com impeto de crescer.São grupos de vários Estados, inclusive da Paraiba, como Cabruera, Atores da Maria, Heureca, Balé da UFPB,Choro Novo,Elba, Coral da UFCG.
Não somos um festival festa, nem tão pouco eventual, mas sim somos um festival de carater cientifico e histórico.
E pra não esquecer:Nosso tema esse ano é:Tradição e Vanguarda. Uma boa reflexão não?
Abraços,

Professsor, teatrologo e jornalista Josimar Alves
P.S: Sim, esqueci de mencionar também que colocamos os espetáculos infantis gratuitos.Além dos espetáculos na Praça da Bandeira, vc viu o Hip Hop com Biliu? Foi maravilhoso.

RESPOSTA
Caro,
Que bom que conheceu meu blog, pena que não pude conhecer o seu. Meu blog é um espaço livre para que eu expresse minhas opiniões e para que outros possam fazer o mesmo também, mas é importante esclarecer que minha postagem não se tratou de uma crítica a realização do festival de inverno, mas de uma observação, um parênteses, de coisas que às vezes passam desapercebidas. Até porque acredito que as críticas devem ser bem-vindas. Quanto ao meu trabalho social, sim, o realizo de fato e de direito, não estou na mídia ou algo desse tipo porque meu trabalho quase sempre acontece nos bastidores e no momento me contento em mostrar como patente, a de pessoa, cidadã. E fiquei feliz que a organziação do festival esteja atenta a repercussão do evento. Continue realizando com afinco seu trabalho, boa sorte.

domingo, 26 de julho de 2009

O mundo tem as cores que pintamos


Bem o título dessa postagem foi a mensagem muito emocionante da Cia do Abração no espetáculo infantil "Um mundo debaixo do meu chapéu". Pois é, mais do que um fábrica de pensamentos, debaixo do nosso chapéu tem emoções, sentimentos e a vontade de pintar o mundo com cores que inventamos. E nesse mundo deveríamos ter mais tempo para fazer-de-conta, para amar, para estar com os nossos amigos, para dividir e ainda ficarmos feito cachorro: parados diante do portão vendo as pessoas passarem sem saber o porquê. Quase sempre nem a gente sabe o porquê. Lindo mesmo.

Momento abre parênteses:
[Fiquei sinceramente contrariada ao ver que o festival de inverno de Campina Grande com o lema cultura e cidadania, diviviu-a em dois tipos: cidadão no setor A, de frente ao palco e nas laterais, o cidadão setor B ou classe B. Isso é que é cidadania. Meu irmão disse que mais um pouquinho poderíamos ter o C e o D: nas costas das atrações e fora do Circo da cultura...Ele é hilário. Por isso, que foi super apoiado a atitude do cantor Bnegão e Os Seletores de Frequência quando incitou a juntar a galera sem o lance do apartheid, da divisão de classe no caso. Um show animado, tranquilo e quase revolucionário. Mas como sempre as pessoas tem medo da revolução e o ocorrido foi no mínimo uma transição suave, uma reforma, um convite para que as porteiras do circo fossem aberta. Para desespero da produção do festival que da próxima ou não chama ou volta a colocá-los na praça né? ]

sábado, 25 de julho de 2009

Amor sem diversão não tem razão


Pois é, quando é para meter o pau eu meto, mas quando não...Reconheço. Esse foi o primeiro ano em que no Festival de Inverno de Campina Grande consegui pegar uma programação no segundo dia só para mim: Urru! De início estava "triste, desanimada, sem vontade de cantar uma bela canção", porque não me agradei da programação musical e principalmente da falta de programas "free". Mas depois da tempestade a bonança. Meu irmão e eu encaramos já no segundo dia a Cia do Abração de Curitiba e já imaginando que as 10 da manhã no Circo só ia dar a gurizada...mas tudo bem, já só intrusa mesmo no cinema quando vou assistir os desenhos.

E muito mais motivados pelo título da peça: "Sonho de uma noite de Verão", baseado numa história de William Shakespeare, que na peça virou senhor Milk Shakespeare, encaramos então um calor do cão dentro daquele circo. Mas também não posso negar que o espetáculo foi mágico. Está no circo realmente faz você voltar aos tempos em que eu era criança. O palco, as luzes, o picadeiro... Sem contar que esse circo montado pelo Festival estava muito mais arrumado do que os circos de bairro que costumava quando criança. Confesso que detestei as cadeiras que arrumadas num plano inclinado dá a impressão que você vai meter os beiços no chão...Enfim, me emocionei várias vezes.
Uma leitura contemporânea da obra de Shakespeare onde o sapato vermelho [Hérmia] amava o talco [Lisandro], mas tinha que se casar com a gravata borboleta [Demetrius] que era amada pela bolsinha [Helena], amiga de Hérmia. Enfim, Lisandro e Hermia tentam fugir para o bosque dos pés de anjo e lá "Puck", outro personagem que era uma bola de meia, jogou uma porção mágica nos olhos dos personagens errados. Foi aquela confusão...Mas quando o reino da fada Titânia e de seu marido, o rei dos Deuses, Oberon, se harmonizaram em nome da guarda conjunta do livro do sonhos, tudo fica bem...Afinal: "amor sem diversão não tem razão"...

O faz-de-conta, as luzes, o ato cênico e a trilha sonora do multi-instrumentista (Tiersen do Fabuloso Destino de Amelie Poulain que amo), bem como outras trilhas, tornaram o espetáculo emocionante. Amanhã tem mais...com outro espetáculo da mesma companhia pela manhã.

Breve parênteses:
[ Como que um pai tenta dar cultura ao filho e leva para um "teatro" com um carrinho? Ah! O mesmo menino ficava se balançando na cadeira e meu irmão tentou virá-lo com um chute discreto. Duas crianças...Sim! Assim que entrei no circo lembrei que da última vez que fui e acabei virando de costa numa cadeira do tipo abre e fecha depois de um susto que tive com o elefante que parecia que ia sair do picadeiro. Hoje é engraçado, mas na época quase morri de vergonha...]

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Entre o extraordinário, o ridículo e o engraçado

A clássica da beleza americana nos extraordinários...

Lá vão mais alguns episódios a mais da minha vida cotidiana que estão entre o extraordinário, o ridículo e o engraçado:


* Você é um paradoxo barroco [que afirmação chic não? Mas essa não foi para mim tá. Essa foi direto de uma das minhas repórteres ancora. O carinha viu a foto dela no orkut parecendo a cena clássica de beleza americana e associo ao nome angelical dela. Sacou? Eu também não, por isso, pedi explicações: tipo que ele era sagrada nome e profana nas "cenas". Ui, ui, ui! ];


* Outra, vocês já viram uma comunidade na internet "Sou uma menina de família"? Perfil: sou uma menina pudica e adoro minha mãe, meu pai, meus irmão...Ai, ai, ai! Acho isso "tão lindo"...Faltou aquela despedida clássica da Xuxa: "Um beijo para mamãe, pro papai e pra você" [Olha aí num prometi que não ia noticiar não tá?];


Meu ridículo tá. Semana de muito estresse e ia me submeter a mais um exame na vida. E o que acontece de repente quando termino de preparar o material do "vestibularzinho a missão", número um milhão novecentos e noventa e dois mil? Quase fiz xixi nas calças. Estava tão nervosa, que de repente não deu mais para segurar e o bicho tava na "portinha" e eu me espremendo já esperando o xixi escorrer pelas pernas, ai que vergonha! Não tenho mais controle dos meu esficteres é? A última vez que aconteceu algo assim comigo foi quando meu irmão tinha um ano e alguma coisa e pegou a tesoura de costura da minha mãe e cortou-se próximo ao olho. Como ele esfregada a mão pelo rosto a ente só via sangue e pensava que ele tinha furado o olho. Pense num desespero. Até que mainha também desesperada me pedindo ajuda e eu dizendo: "Pera aí que fazendo xixi." E ela: "O que Thaisa? Uma hora dessa?". Depois quase desmaiei de nervoso;


* A outra foi um mapa que minha irmã gêmea fez para que eu não me perdesse na metrópole diante do meu alezamento por causa do "vestibularzinho". Lá vai a cópia:


IDA:


  1. ÔNIBUS 46 OU 54 ( O MICROÔNIBUS NÃO, SÓ O BUSÃO MESMO);

  2. DESCER NO VIA DIRETA;

  3. DESCER NO SETOR 2 DO CAMPUS ;

  4. SE FOR DE TÁXI PEDIR PARA DEIXAR NA BIBLIOTECA CENTRAL;

  5. LABORATÓRIO

VOLTA

  1. SAIR DO LABORATÓRIO [SERÁ QUE TAVA LESA?];
  2. SEGURI RETO NA RUA EM FRENTE A BIBLIOTECA CENTRAL ATÉ CHEGAR NO PRÉDIO EM CONSTRUÇÃO. LA ESTARÁ O PONTO DE ÔNIBUS;
  3. PEGAR O BUS 66, OU CIRCULAR, DESCER NA VIA DIRETA, ATRAVESSAR A PASSARELA, PEGAR O 46;
  4. QUANDO JÁ EM PONTA, PEDIR PARA O COBRADOR AVISAR A 3A. PARADA DOS BÚZIOS.

E NO VERSO AINDA TINHA O ENDEREÇO, CASO EU ME PERDESSE...Falto somente aquelas pulseirInhas de identificação de maternidade/ou usada pelas crianças nas praiAs do Rio de Janeiro. Jesus acende a luz!


* APESAR da agonia, o saldo do dia foi positivo para minha evolução como pessoa. Traumas a gente supera e lá vai o poema de Mário de Andrade que expressa bem o que sinto nesse momento. Vi lá na rua do vestibularzinho:


POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!

domingo, 19 de julho de 2009

Na morada das palavras


"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram...Mas pela astúcica que têm certas coisas passadas de fazer balacê, de se remexer dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, uns com os outros acho que se misturan (...) Contar seguido,alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vidade acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem, certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem.

(Guimarães Rosa: Apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2003. p.139

sábado, 18 de julho de 2009

E agora José?


"E agora José?", foi dessa frase do poema de Drummond que outro José do interior da Paraíba lembrou num momento de extrema necessidade. Antes disso é preciso dizer um pouco que é esse José e porque ele tão parecido e igual a outros Josés.

José veio de uma família humilde e crescou ouvido: "Estude meu filho para ser um doutor. Só assim você muda sua sina...". Ela além de humilde bastante esforçada. Todos se empenhavam apra na medida do possível dar todas as oportunidades de estudo a ele. José era o tipo de figura que na escola privada contrastava das demais pelas roupas simples e até surradas. Abria mão de qualquer presente para ter um dinheiro a mais para comprar livros. Sua grande paixão. Ah! Como adorava o cheiro dos livros novos. Cuidava de seu acervo com maior zelo. Foi várias vezes a pé para faculdade. Pediu muitos livros emprestados. Levou muita chuva, mas fazia questão de particpar de tudo com empenho e inteligência.

Até que formou-se. Um dia de esperança e glória de que dias melhores viriam. Passou dois anos desempregado, estudando sem parar. Teve até mesmo, com muita dor, vender alguns a livraviar de sebos por um terço do valor do que tinha comprado. Ele precisava de dinheiro mesmo que pouco para continuar andando em busca de emprego com um currículo embaixo do braço. Nem sabia aquele vendedor sem coração que aqueles livros não tinha preço. Eram de conteúdos inestimáveis, além de levar o leitor para outras viagens, outros destinos desconhecidos.

Nas horas vagas matava-se de estudar para os concursos. E não fazia cara de coitadinho. não . Batalhava mesmo quando batia-lhe uma tristeza. A quase certeza de que jamais poderia mudar sua sina, como sua família prevera. Que jamais poderia retribuir o que sua família havia feito por ela. Uma vida cheia de sacrifícios. Uma vida que sempre esperava por uma amanhã.

José finalmente começou a trabalhar depois dos dois anos. Ganhava pouco, mas a primeira coisa que pensou foi: " Ah! Agora vou conseguir me preparar melhor". Uma esperança para sua sina...Trabalhava muito e em coisas que nem tinham muito haver para o que tinha se preparado. Até que um dia veio o que parecia ser a chance dos seus sonhos. A oportunidade de ficar mais perto dos seus livros, de poder comprá-los quando quisesse. Lançou-se de corpo e alma. O coração parecia que ia pular do peito. Bastava somente o consentimento do padrão quando aos seus horários por trabalho prestado:

-Pode ficar tranquilo José. Seu pagamento já foi depositado - disse o patrão.

José foi cheio de esperança se matricular em mais um concurso próximo da capital que de tanto viajar parecia que estava voltando para o interior...No bolso somente o currículo, a esperança, a vontade, o medo do que ia encarar e a passagem de ida. Na volta, bastava ir ao banco. O patrão tinha garantido o valor justo, em certa medida, de seu trabalho afinal. Quando chegou na terra "prometida" cheio de esperança nada havia no banco. Foi então nesse momento que pensou: "-E agora José?". Com fome, sem dinheiro nem para se deslocar dentro da terra "prometida" teve que contar com a ajuda de um amigo que dentro das posses, também precárias, agilizou todo o processo, inclusive para que pudesse voltar para sua "terra".

Foram tantas as emoções naquele momento: raiva; humilhação por não ter seu trabalho devidamente valorizado; cansaço de lutar contra o mundo e enfim gratidão ao amigo e a incerteza se iria poder voltar para fazer a dita prova que o colocava um degrau mais próximo de um trabalho mais justo.

Voltou para casa cansado, abatido e mais uma vez incerto quanto a sua sina. Nesse momento o telefone toca, era o seu patrão:

-Olha eu estou lhe ligando para dizer que não pude realizar seu pagamento, mas tenha um pouco mais de calma que daqui a dois dias essa situação se resolve.

Daqui a dois dias. Será que daqui a dois dias iria conseguir? Ainda daria tempo?E quanto Josés como ele estão assim no mundo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bobeira boa


Hoje lembrei de uma coisa que adorava: ganhar doces daquelas barraquinhas de tiro a0 alvo...Olha que quem já viu sabe que os doces são bem "chifrins", mas quando eu ouvia:

- Vai, escolhe qual você quer que eu vou acertar.

E não é que acertava. Eu me sentia ganhando uma jóia. O presente mais valioso conquistado pelo cavaleiro forte e destemido. E a cada doce um gritinho de vibração e um beijinho. Além dos bolsos cheio de jóias-doces..."Que seja eterno enquanto dure...", já dizia Vinicíus de Moraes. E foi.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Só hoje


Queria só por hoje chegar em casa e não ouvir sobre problemas. Só por hoje queria encontrar alguém que cuidasse do meu cansaço,das minhas dores físicas ou apenas porque estou manhosa. Me pondo para dormir com cafuné e um chazinho quente....

centro

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Vem com Tudo sem Casé




Quem já teve a oportunidade de assistir o quadro da Regina Casé, "Vem com Tudo", no Fantástico, percebe que além do humor, a marca do programa é mostra que o que é brega é chic, ou melhor, que todo mundo acaba sendo um pouco brega, enfim. Eu vivi um verdadeiro quadro do programa "Vem com Tudo". E ri porque é melhor rir do que chorar...

  1. Imagine uma cidadizinha aqui no interior da Paraíba que a rua que entra é a rua que sai (muito comum) e que para incrementar, essa cidadizinha é dividida em bairros. Pode? Parece que pode. Um bairro a cada pequeno quarteirão de um trânsito caótico. Até parecia coisa de cidade grande. Foi nesse momento que entendi o verdadeiro significado da expressão geográfica lá do ensino médio chamada "cornubação". Movimento de crescimento desordenado das cidades como que em distritos, horizontalmente....;
  2. Em seguida imaginem uma pessoa indo para uma entrevista de emprego público de shortinho e havaiana? Surreal não?
  3. Acrescente a isso um funcionário público por parede do gabinete que não sabia dar uma informação e nem sabia o que se passava: am? O que? Sei não. Não disseram nada. E vai para lá e cá;
  4. Imagine o outro cara andando com um óculos super-estiloso com uma perna só? Hilário né? O bicho do tipo reluzente e o cara se sentindo...o mundo é muito engraçado.
  5. Só para complementar nos corredores da repartição pública, com figuras saídas vivas do livro "O cortiço" de Aluísio Azevedo, ainda encontrei um cara que ao falar já percebi traços de pertubação mental...Não podia passar em branco né?Ouvi-o insensantemente. A conversa entrava pelo "pé do pato e saia pelo pé do pinto". O rapaz disse que era "esquizi" alguma coisa...[esquizofrênico?]. "Isso mesmo" - respondeu. Falou que o médico gostava de "alisar homem"; que Madonna assim como Maichol Jackson era pedofilia e que Alan Kardec dizia que as virgens se insinuavam atentando a pessoa...Enfim, conversas desconexas. Bem, para cessar a demanda de fala teve um momento que ele disse:
- Pode perceber que eu não sou bem. Entro numa conversa depois saio em outra e claro, com a minha sapiência, porque entendo de espiritismo, filosofia e outras coisas, mas tenho que dizer que o assunto fechou porque senão vou longe.

Foi então que peguei a deixa e:
- Então tá. Fechou?Fechou.
- Mas... - ele.
- Fechou certo.
E ele foi embora e ainda deu um chauzinho para mim.

sábado, 11 de julho de 2009

Capitão Nascimento aqui em casa


Pois é, de Amy Wine house a Capitão Nascimento do filme "Tropa de Elitea". Mami Amy está confiscando o computador todas as noites depois da 10 horas. Por quê? É o toque de recolher dela. Meu irmão está com o péssimo hábito de passar o dia dormindo para jogar à noite. Então, antes que ele tenha algum ditúrbio do sono, ou quem sabe aprenda mais procaria do que deveria pela nete ou ainda leve bomba na escola, mami está confiscando o computador para dormir com ela. Por enquanto está no guarda-roupa, mas ela disse que se necessário vai para debaixo do travesseiro. E eu? Eu acabo indo na onda né? Fazer o que? "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação", já disse Dom Pedro I, "diga ao povo que" vá computador...Antes que ela estoure o bichinho na cabeça de alguém como ameaçou.. Meu irmão ficou bem bonzinho e como ele mesmo disse:

- Sacanagem! No dia que vai passar o show de Roberto Carlos e não tem nada na televisão. Ela fez de propósito. - Você procurou né? Tudo na vida tem um preço - eu disse apesar dele esperar minha cobertura para não passar tamanha tortura. Coitado!

E para finalizar, depois de uma pesquisa árdua [preciso exagerar para valorizar meu esforço] descobri que nem meudei tanto assim do ano passado para cá quanto as coisas que adoro e odeio... Então como na penúltima postagem precisava escolher entre 10, nas outras postagens era "free" então tem mais coisas...

Numa das postagens encontrei que amo:

  1. Caranaval;
  2. Esportes esquisitos;
  3. Paquerar [presente na postagem mais recente];
  4. Férias;
  5. Fadinhas;
  6. Experiências científicas;
  7. Óculos escuros
Depois encontrei que ainda amava:
  1. A companhia dos meu amigos;

  2. Passar o dia na praia;

  3. Cheiro de livro novo [má vá, vale na categoria cheiro além da roupa limpa];

  4. Ver meu filme preferido [Olha aí o filminho...];

  5. Admirar a lua cheia;

  6. Rir de montão [viu ypse literes!];

  7. Paz interiro;

  8. História em quadrinhos;

  9. Conhecer lugares novos [está lá na categoria como viajar];

  10. Ficar perto de quem quero;

  11. Ficar sozinha de vez em quando;

  12. Ajudar o meio ambiente;

  13. Matar pequenas saudades;

  14. Tomar sorvete no dia mais quente do verão;

  15. Falar de coisas bobas e alegres;

  16. Dia de lençol novo na cama [na categoria cheirinho de roupa limpa tá?];

  17. Chocolate quente no inverno [chocolate d euma forma geral também estava lá];

  18. Dinheiro sobrando [Opá! Mais uma lá da postagem];

  19. Sentir vento no rosto;

  20. Banho e pijama depois do trabalho [vale o edredom?].

Quanto aos odeio:

Estava lá na postagem...

Qual defeito é mais fácil de perdoar? Acho que todos com exceção definitiva da avareza e da vaidade excessiva.

[Olhai aí a avareza, mas a vaidade deu uma sumida no meio de campo...]

Cara ou Coroa?


Cara: são as situações cômicas se não fossem também trágicas.

Mami Amy estava na parada do ônibus esperando a dita "limusine" quando um cara abre o zíper e começar a se masturbar. Ela disse que a primeira vista achava que estava ficando doida, que era impressão dela e tal, afinal 12 horas da manhã? Até que ao passar mais alguém pela parada, o cara se "caquiava" todo, se arrumando (pondo as coisas para dentro)...Mainha disse que subiu uma raiva nela até que ela decidiu fazer um sinal "de venha" com as mãos para que o cara se aproximasse. Ao sinal de que viesse, ela ainda disse:

- Venha que eu vou balançar bem direitinho para você - isso já com a voz raivosa e com os lábios e as mãos contraídos em sinal de que ela iria era arrancar as coisas do cara. Seria muito bem feito, mas para felicidade ou infelicidade dele, saiu correndo.

Eu perdi noção de quantas vezes eu já passei por isso. Já chorei, já fiquei com medo, paranóica...acredito que a única forma de saciar a minha vontade de respeito seria puxar até arrancar mesmo pô! A situação é uma merda! E a sensação de impotência então...

Uma outra conhecida numa mesma situação ao adentrar pelo edifício escutou um psiu e começou a rir ao ver a cena de masturbação:

- Ah! É isso. Você devia era ter vergonha de me mostrar isso. Essa coisa pequeninha, ridícula - e riu
- Sua tarada - disseo o senhor Tomás Turbano indo embora com brios afetados.

Coroa: são as situações nas quais não consigo ver graça e que muito me preocupam

Uma paciente chega num serviço a procura de seu médico, ansiosa e quase chorosa, implorando uma vaga para o atendimento porque não conseguia marcar e esperava a muito tempo pela oportunidade, não aguentando mais ficar sem dormir [detalhe não se tratava de um serviço público e sim de plano de saúde, viu?]. A atendente ao perceber que alguns pacientes haviam desmarcado a consulta permitiu que aguardasse ao final dos demais pacientes, pelo menos mais três. Nesse período de esperar ela ficou a mercê dos urubus da recepção que a olhavam com estranhamento e ficavam perguntando o que tinha, desde quando tinha, o que sentia, enquanto a paciente estava visivelmente constrangida. E daí pensei:

Será que salvar-guardar o paciente de situações de exposição e constrangimento também não faz parte do código de conduta médica?

E para arrematar ainda ouvi o dito médico, renomado, dizer:
- Tem que marcar com antecedência porque eu tenho um número de pacientes a atender e se tornar humanamente impossível para mim. Caso de emergência é na emergência. Não posso fazer nada - disse grosseiramente o médico, sem se preocupar com o caso do paciente.

Aquela paciente então era mais um número? E o tratamento humano ao paciente? Será que ele não poderia ter preservado o paciente de mais um constrangimento?

É isso aí minha gente, estamos na Era do "salve-se quem puder," portanto, "antes ele do que eu". E como ainda pedirmos ao outro que se ponha no lugar de uma outra pessoa? Impossível...

Mais uma para encerrar da Coroa:


Fui colocada no encalço da descoberta de um caso de abuso sexual intrafamiliar. Tive um primeiro contato com a vítima, tentando acolher a confiança dela sem tocar no assunto. Mas não posso deixar de reconhecer que tentar ajudá-la é um pouco tentar ajudar a criança que existiu e existe dentro de mim. Ajudar para que sua infância não seja roubada e principalmente que ela não passe o resto da sua vida guardando um segredo que não é seu, cheia de culpa, dor, medo e mais tarde arrependimento. Salvando ela estarei salvando não uma, mas duas pessoas. O problema não é dela, é nosso!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

10 mais de Lino


Bem esse é o Lino da turma do Snoopy, mas me refiro a outro Lino, ou melhor outra...

Larissa Lino em seu blog listou as dez coisas que mais ama e odeia. Bem, agora lá vou eu de carona na dela...depois faço um outro post comparando se muita coisa mudou em relação a outras postagens...Vamos Lá. Adoro:
1. Chocolate;
2. Rir. Se com meu irmão então melhor;
3. Ser cortejada como uma dama por um cavalheiro em todos os sentidos;
4. Conseguir receber meu salário (ultimamente isso tem sido muitíssimo importante);
5. Maquiar os meus olhos com lápis e sombras diversas;
6. Calcinha de algodão com bichinhos;
7. Edredom no inverno com filmizinho;
8. Escutar música quando vou e volto do trabalho, de acordo com meu estado de espírito (new age na ida- rock na volta);
9. Cheirinho de roupa limpa;
10. Viajar

As 10 coisas que odeio:
1. Regras;
2. Ouvir: "Não!";
2. Burrice;
3.Estupidez;
4. Avareza;
5. Machismo;
6. Hipocrisia;
7. Arrogância;
8. Horários;
9. Engordar;
10. Barba grande. Eca! Imaginem um barbudo tomando sopa e palitando os dentes? Eca duas vezes!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Arregaçando com tudo e de guarda-chuva virado


Pois é, o guarda-chuva realmente arregaçou com a chuva de vento ao ir e voltar do trabalho. Começou por aí: eu detesto quando isso acontece. E daí meu humor também está do mesmo jeito: virado. Por quê?

1. Porque estou cansada de trabalhar e de não receber. E detalhe: ainda ter que participar de racha de presente para o aniversário do chefe. Me veio, na hora, a cabeça: "Se me pagar eu participo". Até porque eu acho uma hipocrisia e uma puxação de saco presentear quem você não conhece ou não gosta. Mas nessas horas ou você é diplomaticamente hipócrita ou você se ferra, afinal a primeira coisa que pensam e/ou falam é: "Mas nossa! É tão pouco que gasta!" E se esquecessem que não se trata apenas de valor e sim de justiça e indignação porque esse outro camarada que comemora, comemora as custas do meu salário. Ai, ai! Diante dos fatos até entendo quando alguém diz que prefere ficar coçando o saco em casa do que trabalhar...Se continuar assim, vou aderir a essa "moda", mesmo sem saco para coçar;

2. Porque estou cansada de não sair da rédea. Pois é! Não pode isso, não pode aquilo. Porque tudo que é bom é imoral, é ilegal e engorda. Acrescento a isso: custa também. E no meio do mau humor virado, você ainda escuta um colega falar da suruba da noite passada, justificando um atraso de quase uma hora. Do tipo... "menina por falar em sair do rédea, ontem estava no sinal com um amigo meu e daí passou dois caras numa moto a gente mandou encostar . Um desconhecido do trânsito e daí papo vai e vem fomos para a suite presidencial de um motel...Foi massa!". Enquanto isso eu me lembrei que a última vez que sai da rédea foi a um ano atrás numa boate em Natal. Bebei pouquíssimo, mas o suficiente para deixar-me "alegrinha" e lá estava eu no meio do dance dançando a trilha sonora do filme Tropa de Elite. O que é que tem demais? Nada. Mas eu não sei por quê as pessoas quando veem falam: "Mas você? Fazendo isso?" Que porra! E todo mundo não faz isso todos os dias, merda! Tá bom e é a polícia?"Todo dia não era dia de índio", já dizia a cantora Baby Consuelo, então, eu também tenho meu dia de alienação não?

3. Porque eu não sei o que fazer quando as pessoas me chamam de "doutora". Fico num dilema da bexiga: ou corrijo todo mundo a todo instante e não trabalho, alavancando possíveis constrangimentos. Ou então, acabo sem querer compactuando com a manutenção idiota desse status quo: não sou médica e nem fiz doutorado, por favor. Sei que para muitas pessoas isso implica em demonstrar respeito, consideração, mas para mim é somente SUBMISSÃO perpetuada por nossa cultura. Sem falar que hoje ouvi uma nova :"patroinha". E logo me veio a mente a minha imagem em frente ao tronco largando a chibata em alguém. Nam! Deus é mais. Sai de mim que isso não me pertence mesmo.

4. Saldo do dia: provavelmente mais um mês de "Se vira nos 30", e eu nem me inscrevi para o Programa de Faustão...Preciso de dicas de como é que a pessoa sobrevivi com um salário minínmo tendo que sustentar o estaff de "técnica de sáude". Além, claro, de uma inveja "duca" quando vi um casal se beijando no meio da rua nessa chuva. Ai como queria ter alguém me esperando em casa com um beijo cinematográfico daquele...Já ajudava a se virar melhor nos 30 né? Ok! Plagiando "O caceta e Planeta", meus problemas terminaram. Agora já tenho um "super-desinvolveiton chuveiro elétrico Tabajara" para fazer trocas de calor sempre que eu quiser e a hora que quiser. Ah! Falta a resolução do dia: preciso fazer Box. Escrever no blog não é mais suficiente para extravasar minha raiva. É preciso canalizá-la bem, sei lá...eu é que não quero ser parte das estatística do cara mediano que um dia saiu atirando em todo mundo no trabalho ou no cinema...Sem hetero-agressão e nem auto-agressão, afinal eu não mereço isso né?

5. Mas o dia prometia já pela manhã. Porque escutar a música "Sem calcinha" da Gaiola da Popozudas, serviu no mínimo para, pelo menos, desarmar por alguns instantes meu mau humor e continuar trabalhando de graça...Eu ri com a música, tanto que ao ouvir em seguida a expressão "fazer amor" me deu uma vontade de dar uma gargalhada. Mas tive que me conter, claro. Não era apropriado, além de deixar a pessoa constrangida. Não sei não, mas sabe aquele cara que tem uma cara de quem NÃO "faz amor", mas que trepa, transa, faz sexo" ? Pois é. E eu me pergunto se ele usou essa expressão porque estava diante de uma mulher e queria ser polido. É onde você menos espera que sai viu?...Olha que eu sou melosinha, mas detesto essa expresão: "fazer amor". A primeira coisa que me vem a cabeça é que ninguém faz amor.. Falsidade "duca"...;

6. Lá vai então a riqueza da letra que embalou o começo do meu dia, direto da Gaiola da Popozudas:

Eu vou pro baile, eu vou pro baile
Sem, sem calcinha
Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar
Daquele jeito!
Sem, sem calcinha

Eu eu, eu eu, eu eu, eu eu

Eu vou pro baile procurar o meu negão,
Vou subir no palco ao som do tamborzão,
Sou cachorrona mesmo
E late que eu vou passar
Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar!
Dj aumenta o som...

No local do trepa-trepa eu esculacho tua mina
No complexo, ou no mirante
Ou tu no muro da esquina
Na primeira tu já cansa
Eu não vou falar de novo
Aqui que piroca boa, bota tudo até o ovo!
(Ai, vai... ahhh!)
Ai que piroca boa, bota tudo até o ovo!

Gaiola das Popozudas agora vai fala pra tu
Se elas brincam com a xereca eu te dou um chá de cu!
Se elas brincam com a xereca eu te dou um chá de cu!

Sem, sem calcinha
Sem, sem calcinha
Sem, sem calcinha

(...)

Eu queria andar na linha, tu não me deu valor
Agora sento, soco soco
Faço até filme pornô

Sem, sem calcinha
Sem, sem calcinha
Sem, sem calcinha
Sem, sem calcinha


Oh riqueza!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Verdades instântaneas ou farsas momentâneas nos sites?


Ana era do tipo de mulher que gostava de homens que precisavam dela, o que significava o mesmo que homens "quebrados". Seja por ex-amores, porque se vitimizavão, porque se fechavam dentro se si...Enfim, ela possuía uma coleção de corações partidos. E a cada coração que partia-se o dela não saía imune porque um pedaço do seu ia junto. Ela não amava, ela precisava apenas juntar as partes, os pedaços de cada um deles, para ficar com um inteiro cheio de imendas de mágoa e dor. A paixão, o amor - fosse lá o que fosse - não passava de uma ilusão sofrida. O amor recíproco e feliz não passava de uma invensão, uma ilusão. E que doce ilusão. E tudo na vida não seria uma invenção?

E assim ela passava pela vida. Encheia uma prateleira de corações partidos e amores platônicos. No entanto, nem ela contava que com tanta tecnologia iria se deparar com situações com as quais não queria e não aguentaria ver e sentir, que iria se deparar com outras verdades/invenções/ilusões...Afinal quase não há mais privacidade, nem segredos na vida. Tudo é publicizável, inclusive as verdades instântaneas ou as farsas momentâneas das fotos em sites de relacionamentos. Ana não buscava, mas mesmo assim encontrou por acaso aquelas fotos, fotos de um homem de quem um dia foi enfermeira da alma...

"Será que ele está feliz ou naquele momento sentiasse assim, ou pior, no momento daquela foto fingia aquele sorriso?" - pensou Ana. Nenhuma resposta era suficiente porque para ela bastava o que via naqueles instantâeos, na superficie das coisas: que antes de ser pai, ele era marido. Uma vida que podia ter sido sua, mas que por alguns segundos não foi...

E com firmeza Ana deu-se conta que não existem pessoas "quebradas", corações partidos, amores platônicos, o que existia eram pequenas verdades que precisamos acreditar. Naqueles instatâneos ele não era seu amor platônico, mas o marido/pai feliz ou que assim buscava. "Inocentes não existem". Nem vítimas portanto, só atores que ao viver representam suas próprias vidas.

Desse site Ana pulou para um outro e com o seu coração magoado e suas invenções perdidas com uma completa estranha também se se indetificou...

[das dolorosas decisões]


por hoje não...
só por hoje não quero seu abraço.
só por hoje sua presença será desnecessária.
só por hoje não vou te esperar.
só por hoje não vou sentir saudade.
só por hoje.
meus minutos de espera não serão seus.
só por hoje não quero ouvir sua voz.
só por hoje as músicas não me falarão de você.
só por hoje a sua voz não será canção para os meus ouvidos.
só por hoje seu sorriso não vai me convencer.
seus olhos não brilharão.
só por hoje...
só por hoje...
não. não. não.
...


Dedicado a T.



por Rafaella Sousa

domingo, 5 de julho de 2009

O Pasquim


Lá vai um trecho que gostei de O Pasquim...

[sendo curta e grossa, O Pasquim tornou-se um livro que compilou uma revista alternativa lançada no período da ditadura militar que discutia de música a política de forma irreverente e caótica. Colaboravam desde Millô Fernandes, Ferreira Gullar até Paulo Francis, Jô Soares, Chico Buarque...]

"(...)- O bom aluno não erra
e errando que se aprende.
O erro é de não errar
é que nunca se compreeende
os erros de quem acerta
comprando o que não se vende,
vendendo o que não se compra,
apagando o que se acende,
acedendo o que se apaga
sem nunca dizer: depende".
Reynaldo Jardins Barrabás

Sergio Augusto e Jaguar (Org.). O melhor do Pasquim. Rio de Janeiro: Deiserata, 2006


sábado, 4 de julho de 2009

Qual o seu tipo?

Eu e um bando de amigas mais meu irmão fomos assistir a "Era do Gelo 3" não tão engraçado quanto o 1 e o 2, mas como sempre, assisto por causa do esquilo doido. E não é que o 3 trouxe mais um personagem maluco: A Doninha. Pois é. Adivinhem a qual personagem me compararam? Pois é, de novo. O que é se pode esperar de:
1. uma amiga Mamute;
2. uma esquilinha quase esperta;
3. uma preguiça sem noção;
4. uma doninha maluca;
5. Ah! Falta alguém para o papel do super bravo tigre;
6. sem contar que o desenho dá uma definição tão linda do amor: reze para entrar e se desespere para sair, rs...

E eu não sou maluca e o sentido da minha vida não é dar explicações delirante e nem lutar para sempre com o tironossauro rex. Ouviram? Leram?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vilã ou super-heroína?


"Minha filha a gente está aqui na manicure e eu estou falando com ela e não com você porque você vem com seus poderes para advinhar o que eu penso, nam..." - Mami Amy falando do ex-namorado

1. E seria eu uma heroína ou uma gênia do mal para ter poderes ou super poderes?
2. Sabe quando a gente diz algo que bate fundo e a pessoa fica muda? Sim, porque mami é aquele tipo de mulher que não quer o ex-namorado e não quer que ninguém queira.Tipo que ser a única/amada dele para sempre. É simplesmente mami.
3. Ai Jesus e eu que não quero ter a quem puxar...

Minha irmã siamesa relatou que numa reportagem sobre lingerie, já tem a lingerie com GPS. E eu me pergunto: Como assim Bial? É para que as mulheres não se percam? Ou para que os maridos, namorados e afins não as percam? Será que já não basta os celulares da vida: "Ei, você tá aonde? Com quem? Fazendo o que?Por que demorou a atender?" Nam., a pessoa nem se identifica mais, diz oi, pergunta como tá. Parte logo para o rastreio eletônico...Jesus num apague não, mas acenda!