sábado, 25 de julho de 2009

Amor sem diversão não tem razão


Pois é, quando é para meter o pau eu meto, mas quando não...Reconheço. Esse foi o primeiro ano em que no Festival de Inverno de Campina Grande consegui pegar uma programação no segundo dia só para mim: Urru! De início estava "triste, desanimada, sem vontade de cantar uma bela canção", porque não me agradei da programação musical e principalmente da falta de programas "free". Mas depois da tempestade a bonança. Meu irmão e eu encaramos já no segundo dia a Cia do Abração de Curitiba e já imaginando que as 10 da manhã no Circo só ia dar a gurizada...mas tudo bem, já só intrusa mesmo no cinema quando vou assistir os desenhos.

E muito mais motivados pelo título da peça: "Sonho de uma noite de Verão", baseado numa história de William Shakespeare, que na peça virou senhor Milk Shakespeare, encaramos então um calor do cão dentro daquele circo. Mas também não posso negar que o espetáculo foi mágico. Está no circo realmente faz você voltar aos tempos em que eu era criança. O palco, as luzes, o picadeiro... Sem contar que esse circo montado pelo Festival estava muito mais arrumado do que os circos de bairro que costumava quando criança. Confesso que detestei as cadeiras que arrumadas num plano inclinado dá a impressão que você vai meter os beiços no chão...Enfim, me emocionei várias vezes.
Uma leitura contemporânea da obra de Shakespeare onde o sapato vermelho [Hérmia] amava o talco [Lisandro], mas tinha que se casar com a gravata borboleta [Demetrius] que era amada pela bolsinha [Helena], amiga de Hérmia. Enfim, Lisandro e Hermia tentam fugir para o bosque dos pés de anjo e lá "Puck", outro personagem que era uma bola de meia, jogou uma porção mágica nos olhos dos personagens errados. Foi aquela confusão...Mas quando o reino da fada Titânia e de seu marido, o rei dos Deuses, Oberon, se harmonizaram em nome da guarda conjunta do livro do sonhos, tudo fica bem...Afinal: "amor sem diversão não tem razão"...

O faz-de-conta, as luzes, o ato cênico e a trilha sonora do multi-instrumentista (Tiersen do Fabuloso Destino de Amelie Poulain que amo), bem como outras trilhas, tornaram o espetáculo emocionante. Amanhã tem mais...com outro espetáculo da mesma companhia pela manhã.

Breve parênteses:
[ Como que um pai tenta dar cultura ao filho e leva para um "teatro" com um carrinho? Ah! O mesmo menino ficava se balançando na cadeira e meu irmão tentou virá-lo com um chute discreto. Duas crianças...Sim! Assim que entrei no circo lembrei que da última vez que fui e acabei virando de costa numa cadeira do tipo abre e fecha depois de um susto que tive com o elefante que parecia que ia sair do picadeiro. Hoje é engraçado, mas na época quase morri de vergonha...]

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