domingo, 26 de julho de 2009

O mundo tem as cores que pintamos


Bem o título dessa postagem foi a mensagem muito emocionante da Cia do Abração no espetáculo infantil "Um mundo debaixo do meu chapéu". Pois é, mais do que um fábrica de pensamentos, debaixo do nosso chapéu tem emoções, sentimentos e a vontade de pintar o mundo com cores que inventamos. E nesse mundo deveríamos ter mais tempo para fazer-de-conta, para amar, para estar com os nossos amigos, para dividir e ainda ficarmos feito cachorro: parados diante do portão vendo as pessoas passarem sem saber o porquê. Quase sempre nem a gente sabe o porquê. Lindo mesmo.

Momento abre parênteses:
[Fiquei sinceramente contrariada ao ver que o festival de inverno de Campina Grande com o lema cultura e cidadania, diviviu-a em dois tipos: cidadão no setor A, de frente ao palco e nas laterais, o cidadão setor B ou classe B. Isso é que é cidadania. Meu irmão disse que mais um pouquinho poderíamos ter o C e o D: nas costas das atrações e fora do Circo da cultura...Ele é hilário. Por isso, que foi super apoiado a atitude do cantor Bnegão e Os Seletores de Frequência quando incitou a juntar a galera sem o lance do apartheid, da divisão de classe no caso. Um show animado, tranquilo e quase revolucionário. Mas como sempre as pessoas tem medo da revolução e o ocorrido foi no mínimo uma transição suave, uma reforma, um convite para que as porteiras do circo fossem aberta. Para desespero da produção do festival que da próxima ou não chama ou volta a colocá-los na praça né? ]

2 comentários:

  1. Realmente, é bonita a mensagem. Falta tempo para o faz-de-conta, estamos sempre tão cerceados pelo real, que não abrimos os olhos para o lado lúdico da vida.
    Bjs

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  2. Prezada Thaisa Santos,

    Seus comentários são interessantes, todavia vc esquece que seja no Teatro Municipal ou em outros locais de eventos sempre temos a diferenciação de valores, ou seja, às vezes temos camarotes, geral,plateia, etc. Em nenhum momento o Festival de Inverno de Campina Grande que sempre trouxe a arte para o povo tentou segregar alguém ou algum grupo. Se vc não sabe o nosso Festival já teve várias versões com o Circo da Cultura nos bairros, Já fez várias extensoes para cidades como Areia, Bananeiras, Alcantil, e para não esquecer o projeto inédito de 10 anos de Cultura no Presidio e vc vem falar de segregaçao? Nos interessa muito saber que projetos vc tem realizado para agregar pessoas?
    Quanto ao calor do Circo da Cultura, nós seres humanos somos engraçados, pq reclamamos da chuva e do calor... Que tal passar um email para Deus?
    No mais estamos com 35 anos de Mostra de Teatro com 34 anos do Festival de Inverno de Campina Grande, sendo o mais antigo do Nordeste.
    Estamos esse ano com 22 espetáculos, distribuidos com 10 espetaculos de teatro, 07 de dança e 05 de música na Praça da Bandeira, no Circo e no Sesc Centro.Além das várias oficinas pedagógicas que agregam pessoas com impeto de crescer.São grupos de vários Estados, inclusive da Paraiba, como Cabruera, Atores da Maria, Heureca, Balé da UFPB,Choro Novo,Elba, Coral da UFCG.
    Não somos um festival festa, nem tão pouco eventual, mas sim somos um festival de carater cientifico e histórico.
    E pra não esquecer:Nosso tema esse ano é:Tradição e Vanguarda. Uma boa reflexão não?
    Abraços,

    Professsor, teatrologo e jornalista Josimar Alves
    P.S: Sim, esqueci de mencionar também que colocamos os espetáculos infantis gratuitos.Além dos espetáculos na Praça da Bandeira, vc viu o Hip Hop com Biliu? Foi maravilhoso.

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