segunda-feira, 13 de julho de 2009

Vem com Tudo sem Casé




Quem já teve a oportunidade de assistir o quadro da Regina Casé, "Vem com Tudo", no Fantástico, percebe que além do humor, a marca do programa é mostra que o que é brega é chic, ou melhor, que todo mundo acaba sendo um pouco brega, enfim. Eu vivi um verdadeiro quadro do programa "Vem com Tudo". E ri porque é melhor rir do que chorar...

  1. Imagine uma cidadizinha aqui no interior da Paraíba que a rua que entra é a rua que sai (muito comum) e que para incrementar, essa cidadizinha é dividida em bairros. Pode? Parece que pode. Um bairro a cada pequeno quarteirão de um trânsito caótico. Até parecia coisa de cidade grande. Foi nesse momento que entendi o verdadeiro significado da expressão geográfica lá do ensino médio chamada "cornubação". Movimento de crescimento desordenado das cidades como que em distritos, horizontalmente....;
  2. Em seguida imaginem uma pessoa indo para uma entrevista de emprego público de shortinho e havaiana? Surreal não?
  3. Acrescente a isso um funcionário público por parede do gabinete que não sabia dar uma informação e nem sabia o que se passava: am? O que? Sei não. Não disseram nada. E vai para lá e cá;
  4. Imagine o outro cara andando com um óculos super-estiloso com uma perna só? Hilário né? O bicho do tipo reluzente e o cara se sentindo...o mundo é muito engraçado.
  5. Só para complementar nos corredores da repartição pública, com figuras saídas vivas do livro "O cortiço" de Aluísio Azevedo, ainda encontrei um cara que ao falar já percebi traços de pertubação mental...Não podia passar em branco né?Ouvi-o insensantemente. A conversa entrava pelo "pé do pato e saia pelo pé do pinto". O rapaz disse que era "esquizi" alguma coisa...[esquizofrênico?]. "Isso mesmo" - respondeu. Falou que o médico gostava de "alisar homem"; que Madonna assim como Maichol Jackson era pedofilia e que Alan Kardec dizia que as virgens se insinuavam atentando a pessoa...Enfim, conversas desconexas. Bem, para cessar a demanda de fala teve um momento que ele disse:
- Pode perceber que eu não sou bem. Entro numa conversa depois saio em outra e claro, com a minha sapiência, porque entendo de espiritismo, filosofia e outras coisas, mas tenho que dizer que o assunto fechou porque senão vou longe.

Foi então que peguei a deixa e:
- Então tá. Fechou?Fechou.
- Mas... - ele.
- Fechou certo.
E ele foi embora e ainda deu um chauzinho para mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...