domingo, 30 de agosto de 2009

Adapta-se ao meu "ne me quitte pas"


Ontem depois de me degladiar com a net para baixar um player para filme, o que fiz da minha noite potiguar: VI FILME, ORAS!


Pois é, acho que a maioria das pessoas estariam pensando na balada devido a diversidade de opções, mas vamos dizer que eu ainda não cheguei naquela fase de independência que você simplesmente chega em um lugar e se diverte sozinha. Ainda estou acostumada a sair em "Clã". Vá que no "mundo das cavernas", alguém puxe uma clave e não há alguém que possa interceder? Brincadeirinhas a parte, o que é adpata-se ao meu "ne me quitte pas"? Refrão do filme o Divã cantado por Caetano. Tradução lieral é não me deixe, se adpate ao meu não me diexe. O filme é ótimo. Nem conto. Ou melhor conto em parte. Ao contrário do que sugere, não é um filme chato sobre análise, enfim...

Acho que trata-se de perceber que a vida não tem uma definição e você tem pelo menos duas alternativas: ou vê-la passar como numa vitrine, ou se arrisca e vive, sem saber se vai dar certo, se vai rir ou chorar. Pois é, no filme você mais rir do que chora. Mas cada lágrima vale a pena cada cadeia de risos. Uma troca justa. O que seria do riso senão fosse a lágrima e vice-versa tanto faz? Acrescento a isso, frases...:


"A gente não deixou de se amar, apenas não nos queremos mais"


As outras esqueci...Também... A noite foi menos divertida do que imaginei porque tive insônia. Que horas dormi? As 6 da manhã depois de dar uma volta na praia e ficar com frio;


* Acho que não consigo terminar a terceira temporada de Gilmore Girl's e olha que não é pela quantidade de horas em frente ao computador, mas porque começou a rolar as identificações de novo. Quais?


1) Já me senti a Rory, a Lorelay e até a Kim, normal, ok! Mas nunca havia encontrado um papel para o Jess ou Dean. Como assim? Achava que os meus relacionamentos não tinham garotos tão bons quanto o Dean, nem tão desajustados quanto o Jess, e o que descobri ontem? Que tive um Dean e que ele virou o Jess? Ai que horror, que decepção...Não sei se foi ter encontrado um "Dean" ou ele ter se tornado um "Jess" ou as duas coisas juntas...Definitivamente não dormir bem não faz bem. Redundante não? A cena em que Dean abraça a Rory e começa a dançar foi o que fez a ficha cair: ele deu um beijo na testa dela. Matou né? E quando ela disse que ele a protegia: Morri de novo e mal tinha acabado de ressuscitar. E por quê? Por que em mais um capítulo Lorelay perdi um partidão e seu sonho de família de margarina?;


2) Ok! Não vamos culpar o seriado ou a insônia. Pode ter sido a combinação explosiva dessas coisa com "Anjos da noite (parte III) e Divã. Acho que a "overdose" de relacionamentos desses filmes não me fez bem. Os filmes são ótimos, em categorias diferentes, mas sempre traz os amores platônicos...


3)Passei uma temporada sem conseguir ver filmes cabeças porque me remetia a questões sociais que me faziam sofrer porque não conseguia diluir o "quanto a sociedade é má..." ou coisas do gênero. E agora? Acho que estou na fase que não aguento ver amores se desfazendo, mas é fase..."Uma hora essa abstinência via passar". Adapte-se a esse meu "ne me quitte pas"...

sábado, 29 de agosto de 2009

Momento Penelope Charmosa


Verdade. Eu também tive meu momento de mulherzinha, mas o meu foi um tanto que por acaso. Bem, tudo começou...kkkk...Era uma vez...sério.


Estava tentando encontrar um player que passasse filme piratex no computador e comecei uma caçada árdua para encontar um programa. Por quê?


1) Porque eu não sou muito ligada em tecnologia. Vou em busca de algo somente quando preciso;

2) Meu pczinho é básico, carinhosamente batizado de Frida K em homenagem a pintora mexicana, sendo assim o bichinho não bomba. Eu que bombo ele e quero transformá-lo num "stúdio" como diz a irmã siamesa. Então ele tem programas caseiros para baixar música, tratar fotografia, editar música e hoje mais um programa para fazê-lo de cinezinho;

3) Porque me aocmedei em namorar muito tempo uma cara das tecnologias. Então tava seu saco e chamava logo o "Rabugento" para ajudar. "Rabugento" não porque a gente não tem mais nada, mas porque se ele sempre reclamava quando pedia esses servicinhos com urgência ai que reclamav aainda mais...


Bem, finalmente, encontrei o player. Isso é que é ser dura na queda...quando encasqueto...Para quem precisar: Kplayer. E enquanto baixava os bichos fiquei fazendo testizinhos d emulehrzinhas e vendo dicas sobre o que combina com o que, de artesanato tudo nesse outro site. Sim...


1) Ah! Amei essa reportagem de transformar seu chinelo velho num novo;

2) Detestei essa das camisetas que traz toda mulher com cara de modelo. Onde estão as humans hem?

3) Gostei dessas combinações de roupa, seja para rir ou aderir...

4) Essas dicas sobre sair e razar também são legais..Nunca tinha aprado apa pensar em algumas coisa...tipo bar é melhor decote, as pernas ficam cobertas...

5) Quanto aos testezinhos fiz esse...que me pareceu razoável como resultado...




Digamos que você está se esforçando para fazer dele seu passado definitivo. Às vezes bate uma saudade, mas não faz disso um mar de lamúrias. Guarda com carinho os bons momentos juntos, mas não sofre por uma volta que não virá. Pelo contrário: enxerga que acabou e sabe que boas oportunidades só vão surgir se estiver aberta a novos relacionamentos.


Fiz esse também e achei um tanto absurdo par amim, mas quem sabe?




Impressionante

Você causa impacto sem forçar [EU? TEM CERTEZA?]. É muito comum as pessoas quererem saber mais e mais de você. Mérito da sua afiada intuição, que a ajuda a captar e a se adequar rapidinho às intenções alheias. Assim, sabe exatamente onde, quando e como ser ousada. Verdadeira craque em mostrar interesse pelo outro e depois recuar na medida para deixá-lo intrigado!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um ótimo dia para vocês


O que estamos procurando na vida não é a felicidade? Sim porque quem não procura é doido... Afastar-se de prazeres fugazes e destrutivos pode nos por mais perto do que acreditamos ser felicidade.


Nos negando esse tipo de prazer para buscar a felicidade é agir não nos recusando ou negando algo, mas nos pondo em movimento em direção de algo. Uma atitude de união com a vida e não de rejeição a ela.


Esse tipo de percepção subjacente de estarmos indo em direção a algo nos ajuda a tomar decisões diárias. Exerce um impacto mais profundo pois nos torna mais perceptivo e abertos para a alegria de viver.
Sabio Dalai Lama...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dos copos ao altar



“- Amor como é que você está? (Pausa ao telefone) Sim. E as novidades? (Outra pausa). Certo. Ei, to aqui no shopping e vi aquelas alianças da última vez que a gente teve aqui. E aí? Compro? – isso era a minha colega num banco de um shopping enquanto eu era pega de surpresa pela notícia e pela “sutileza” de conduzir a negociação – Olha, elas custam R$ 80,00. São mais caras porque é de uma marca diferente e tal, mas é semelhante a que vimos da outra vez é porque não tem os nossos números. Compro? Certo. Ta assustado? (Pausa). Se é para sempre? É né? Né não?Por quê? Se são as definitivas? Ei amiga, são as definitivas?O povo agora manda apenas polir quando casa. Então ta vou comprar viu?...Por quê?Porque elas são boleadas e a mulherzinha disse que resiste a tudo. São a prova de fogo até.

Calma! Só para deixar claro o pedido não é meu e nem para mim. Por enquanto...Assustada pela notícia e pela praticidade da coisa, emprestei até o meu dedo para medir o tamanho do dedo do futuro noivo...Tempos modernos esse. Sim porque minha amiga, a do pedido, se diz o machinho da relação e não agüentava mais as “catitas” dando em cima dele. Portanto, ela decidiu fazer xixi no território: pneu no dedo chamada de alianças em aço Italy. E haja crise depois: se estava pressionando; se era precipitado; que não queria casamento na Igreja, mas ele e a família de ambos queriam enfim, enquanto ela transformava esse momento do ritual numa tortura, eu já imaginava o vestido, a igreja, a cerimônia...todos os detalhes. O que fiz para consolá-la?

“- Como já disse uma vez, vocês dois não são mais bebezinhos, portanto, não tem porque adiar. Já sabem o querem. Se ele não quisesse não tinha quem fizesse aceitar. E outra diz a ele que é um anel de compromisso. Um anel que representa a intenção que vocês tem de se casarem quando as coisas em breve estabilizarem” - eu

E em pensar que tudo começo com copos...Os copos foram o primeiro ato. Ela falando em casa e do desejo em ter copos vermelhos. VALOR: 6 copos por R$ 60,00 em promoção. E o clássico pedido:

“- Príncipe, compra vai? Ta pela metade do preço” – ela torrou e ele comprou.

O último caso que vi parecido foi o de Jad: 10 anos e cerca de R$ 350,00 em copos e taças. Podre de chic...

Seria então os copos o enunciado do altar? Bem, copo do QUI QUI BISCUIT, um desenho animado. VALOR: 1,99. RESULTADO: rompimento e o copo foi parar no lixo pelas mãos do rapaz.

Outro caso: copo da Coca-cola. VALOR: R$ 7,00. RESULTADO: “- Não é você mesmo que fala que não vale a pena comprar coisas que tem um preço capitalista, avassalador e estuprante? Então?”...ou seja, há coisas que não tem preço e não é a propaganda do VISA.

domingo, 23 de agosto de 2009

A meia luz de tantas dúvidas


Aquela tarde seria decisiva. Foi parar nos alojamentos próximo ao campus universitário . "Por que é que ele ainda insiste em ir a esses lugares? A só conhecer pessoas desse universo? Como ele consegue morar em lugares assim?" Eram essas as perguntas que a tonteavam.


E ao cair do dia lá estava ela naquele edifício soturno. A luz esmaecida decorava a recepção. A medida que andava pelos corredores percebia naquele lugar o estranho hábito de estarem todos nas portas. Era como se morassem fora e não dentro de seus apartamentos. Bebiam, fumavam, riam...A polifonia tomava conta do ar: jazz, rock, músicas antigas... Um cortiço? Não, não. Era uma opção de vida que ela não entendia e nem conseguia se adaptar. Uma opção aparentemente caótica.


Na medida que andava o apartamento parecia mais longe e sua decisão maior. A situação era insustentável. A diferença entre eles havia se tornando um trambolho entre os dois. Um elefante no meio da sala. E não mais motivo de risos, desculpas ou encantamentos.


Enfim o apartamento ao final do corredor. E com a porta escancarada ela viu um homem grande e forte jogado ao chão ao lado de duas mulheres belas porém consumidas pelos vícios ou como eles costumavam dizer, "pelos prazeres da vida". Elas dormiam um sono leve, o sono dos anjos, enquanto ele parecia estranho. Na verdade ele parecia...MORTO! Seus lábios estavam roxos, as extremidades de seu corpo pareciam não ter um pingo de sangue.


Imediatamente ela com uma força que arranjou Deus sabe de onde, arrancou do meio das duas e o sacudiu, chamando-o pelo nome. E ele sonolento, ou sabe lá o que, foi parecendo distinguir a figura dela do fundo daquele apê de paredes escuras e um tanto nodosas, onde a luz não parecia entrar e a sujeira se escondia pelos cantos.


"- O que é? O que você veio fazer aqui? Você se importa comigo é? Você se importa comigo é?" - ele começou a falar enfurecido até que ela correu e só ouvia pelos corredores os ecos daquela mesma pergunta que pareciam vir de uma besta raivosa.


Ela chorava e junto as lágrimas iam-se todas as certezas daquele ponto final. Ela ainda não estava preparada? O que se passava? Por que ele temeu que ele tivesse morrido? E com mais esse turbilhão de perguntas continuou correndo pela avenida asfaltada que naquele momento não passava nem um carro para fazer-lhe companhia. Ela se sentia só ou ao menos na companhia de suas perguntas. E para completar, na correria e com o vento o lenço preso em suas vestes depreendeu-se de suas roupa, agora enforcando-a e enroscando seu pescoço .


E depois de tanto andar a única coisa que encontrou foi uma mulher muito parecida com alguém que ela já havia visto em algum lugar e naõ sabia onde, ou não queria lembar. E ela se deixou tomar pela imagem daquele mulher. Uma mulher numa fila de fast food rindo e perguntando a alguém sobre algo. Não era culpa de ninguém.




quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Santo não bateu


Felizmente ou infelizmente as relações da que quero falar não são do tipo sexuais, mas podemos dizer que são do tipo humana, mais específicamente aluno-professor...Sabe aqueles que você olha e diz: "Cara o Santo não bateu!". Pois é. isso aconteceu comigo. Na Psicanálise a gente chama essas reações no ato do contato de transferência e contra-transferência, ou seja, a gente atribui um significado a pessoa e ela a nós, positivo ou negativo. Pessoa legal, pessoa chata...


Em síntese, não é que o santo ou os Orixás desceram o cacete na pessoa, mas existe algo nela que nos encomoda e a gente responde a esse encomodo ou não...Sei lá como explicar isso.


Assim, pessoas que já sabe de tudo, tipo "e qual a novidade nisso";


Sem preconceito, porque eu tenho e amo amigos gays, mas aqueles que se sentem e disputam espaço e para arrematar falam uma abobrinha. Ai, eu detesto!


E finalizando a categoria anarquista, do tipo "vamos desconstruir, ninguém é de ninguém [bem a música dos Tribalistas]..." e você já está errado só porque existe. os argumentos sempre soam como uma afronta.


Ok! Confesso que dois desses três tipos foram personagens na minha vida e por isso minha tolerância a pessoas que se encaixam nesse perfil é zero. Me dá uma reiva. uma vontade de esbofetear...mas estou virando uma mocinha e falo baboseira do tipo...isso é compreensível, bem na linha diplomática e doida, no entanto, para mandar se fuder...Por que, por que, não posso fazer isso?


Owwwwwwwwwwww na ma shavaia...mantra

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Maldita conselheira

Igual ao Linu, meu objeto transicional

Quem é a maldita conselheira? A insônia. Hoje bateu mais forte aquele sentido de desenraizamento. E daí:



  1. Enchi o saco de usar calça jeans. Cara a piriquita esquenta para caralho. Que oposição hem? Além das brotuejas começarem a se manifestar na minha pele. Embora num país tropical ainda insistam em colocá-la no rank da vestimenta de melhor perfil profissional e de estética. Vou começar a repaginar minhas sais "meio-cano", nem longa e nem curta, bem como os vestidos;


  2. Apesar da hospitalidade, como é difícil se adaptar a dinâmica cotidiana dos outros.Do tipo: Suco com muito açúcar, principalmente o de laranja que prefiro sem açúcar; Nescafé para mim é um atentado a saúde pública e à noite basta um lanchinho leve sem tantos carboidratos. Como faz falta a coiminha da mamãe. Isso é frescura mesmo tá? Hoje estou dengosa;


  3. Saudade dos poucos amigos...


  4. Saudades de tomar banho berrando no banheiro músicas das quais só sei o refrão. Assim, na casa dos outros tem todo um policiamente para não ser um hóspede temporário "entrão";


  5. A lembrança do quanto a minha memória é olfativa. Nesse período de mudança o que me consola é o cheirinho do lençol que trouxe da minha casa, ou seja, o cheirinho da minha mãe, da minha família, da minha cama e o do mar;


  6. Por fim, a companhia dos livros não me fizeram dormir e me fez pensar no meu minuto de sabedoria da semana: exigência. Na faculdade minha professora de Psicanálise me disse uma coisa que veementemente discordei internamente: "Você tem um nível de exigência muito alto consigo mesmo e será a partir desse mesmo critério que você também perscrutará os outros ao se redor..." Hoje consigo entender porque me chateio mais com bobagens do tipo: por que o serviço público não funciona? Por que as pessoas tem preguiça para apreender?" E aprendendo a relativizar os tantos momentos da natureza humana penso: "Por que sempre poderá existir coisas melhores para se fazer...". No meu caso tentarei agora dormir descansadamente. Boa noite à todos! Ah! E quem sabe uma praiazinha esse fim-de-semana. Que tal? O mar é um ótimo conselheiro.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por que chorar é preciso, mais rir então nem se fala


Bem, depois de algumas postagens um tanto deprê acho que está na hora de escrever algo mais auto-astral. O fato é que ontem depois de um passeio pela orla de ponta negra [podre de chic ?] e de ter recarregado as energias escutado minha nova trilha sonora - as melhores do CD de Ivete Sângalo "Pode Entrar" apresentado pelo casal 20 Nilo e Jad - lembrei de um episódio engraçado se fosse trágico, podendo ser enquadrado na categoria trash, da minha última visita em casa.


Vocês já ouviram falar que "praga" de mãe pega? Pois é! E de mãe/avó. Hitler profetizou da última vez que esteve lá em casa que o vaso sanitário um dia "hei de entupir". Por que? Porque mami Amy acha mais higiênico jogar o papel higiênico usado dentro do vaso, por isso quando nossa casa estava em construção pediu para que colocasse um cano bem largo. Além claro, de tomar medidas preventivas como comprar papel higiênico extra-macio, o que lhe rendeu várias tirações de onda minha do tipo "cuzinho de ouro". Papel colorido, com bichinho, perfumado, enfim, nada de papel de enrolar prego de armazém. Até que a alguns dias atrás minha avó usou nossa banheiro e um dia disse que minha mãe iria se arrepender quando tivesse que quebrar toda a instalação de cano da casa por caso desse hábito. Com a palavra mami Amy...


"-Eu é que não vou colocar papel de bosta dentro do meu banheiro para ficar aquele furtume e sem conta que as formigas podem ficar entrando e saindo daquele balde nojento. Nam! Prefiro deixar de comprar a carne para comer, mas não faço - nesse momento Mami Amy emendou com sua história de infância - Quando eu me lembro que quando era pequena me obrigavam a queimar papel de bosta. Olhe! Odeio cesto de banheiro e pinico porque passei minha vida toda [entenda-se a infância] carregando a bosta e o mijo dos outros".


Minha filha não deu uma semana não quando estava lá só ouvi meu irmão:


"- Gente! Jogaram um livro dentro do bojo".


Eu achei que era tiração de onda dele e fui conferir. Cara a água não estava descendo e tinha um monte de papel higiênico boiando...Quando disse a minha mãe ela já ficou dura. Sim, porque somente os mais íntimos sabem que mainha, como costuma chamá-la, tem mania de limpeza, se brincar é quase um TOC [transtorno obsessivo compulsivo]. era a hora do jantar ela disse que não queria saber, mas a forma como comia era cheia de raiva. Depois dessa reunião veio a tremedeira e ela nem conseguia olhar par aporta do banheiro.


Lá vamos eu e meu irmão tentar resolver o problema do banheiro. Quer dizer eu. Por que esse outro que tem TOC de limpeza e fica fazendo que ia vomitar. MEDIDAS: vários baldes d'água, saquinho duplo para revistar a mão e retirar o excesso de papel, depois enfiei um pedaço d e mangueira e nem um sinal de entupimento. O pior foi quando fui tirar o excesso de papel e um futucada no fundo... Mainha nessa hora foi ajudar. E o resultado? Quase me dava um bainho de água de bosta porque ela nem conseguia acerta o outro saco plástico para retirar os sacos plásticos que estavam na minha mão amarrados.


"- Mãe aqui! Aqui! Presta atenção" - e ela dura enquanto meu irmão ria e dizia que tinha sido praga de Hitler.


A partir dali até mesmo eu fiquei com nojo geral. Desisti da empreitada. Eles partiram para a segunda parte: ácido muriático e enfim o grande e velho desentupidor de desenho animado. Como meu irmão disse:


"- Agora comprei o super desintupiteitor TABAJARA".


O bicho parecia um desintupidor não. Parecia uma arma nuclear. Quando fui dar minha primeira bombada não resisti ao mal-cheiro e joguei a toalha: desisti porque a ânsia de vômito foi maior. Meu irmão colocou uma máscara e depois de duas bombadas: OOOOOOOORC! Desintumpiu para alegria da minha mãe e de sua tremedeira sem fim.


O motivo do entupimento tornou-se um mistério, mas quando sai de casa para viajar minha mãe não estava nada feliz em ter que recorrer ao velho e poderoso baldinho de banheiro...Coitada! E ao relatar o drama a irmã siamesa da troca de família que nesse momento havia saído, ela disse:


"- Ah! Minha filha por isso que o povo dessa casa quer que eu seja você. Afinal você é quase um machinho..."


E eu nem sei como é que resolveu-se o problema. Meu irmão declarou que iria desde já fazer greve e ficar entupido. Será que pode meu Deus?

domingo, 16 de agosto de 2009

Três murros na cara


Três murros na cara. Não foram físicos, mas não sei se seria melhor se os fossem. Foram murros emocionais...Deixa eu tentar explicar...


CENA 1 TOMADA 1: "Angustia da abstinência"

Saida as pressas de Natal para Campina Grande. Objetivo: Buscar roupas e para variar...LIVROS! No meio da cidade que para mim começava em lugar nenhum e terminava em também em lugar nenhum. Percebo o celular perdido dentro da bolsa, para variar, e quando o olho, estava lá: uma nova mensagem. Aflita, com o lugar estranho em todos os sentidos para mim, leio a mensagem: Aquilo já me deixou mais angustiava do que estava...

"Eita! Fiquei sabendo de sua mais nova conquista. Meus sinceros parabéns. Quando tiver um tempo vamos conversar pessoalmente" - diretamente da garrafa de cachaça que dança na minha frente "cara caramba cara caraô" para seduzir minha abstinência insólita.


Entre velhas e novas identidades. Nada que um banho e uma noite bem dormida não resolvam. A angustia a vontade de chorar era porque esse plano de ir par auma outra cidade tentar vida nova não era apenas meu. Era nosso. E mais um sonho, uma fantasia de enamorados, se desfez no ar.


CENA 2 TOMADA 1 : "Enquanto o silêncio precede o esporro"


Fui a casa da avó Hitler em missão de Paz designada, pasmem, pela embaixadora da paz mami Amy. E olha que ela nem foi como a pop star para a reabilitação. Graças à Deus! E lá na casa de Hitler depois de um interrogatório interminável que iam das críticas as minhas espinhas até como estava a fibra do meu cabelo e a espessura da minha sombrancelha, eu querento fugir e ela querendo me pegar na toca do lobo, conseguiu "armar um plano" e me levar a casa da tia Ilca Tibiriçá, em outra missão de paz familiar. Sem escapatória fui para silada e o que encontrei: além da tia, novamente a garrafa de cachaça. Jesus, acenda a à luz! Encenar que tudo aquilo er anormal e que nada tinha aocntencido entre minha família e eu e entre a cachaça e minha abstinência foi chocante. Pior do que encontrar, participar da Paz Mundial, foi respondê-lo:


"- E aí? Quando é que você aparece por aqui? - a garrafa

- Não apareço. A viagem está muito ruim, a estrada está difícil, o tempo de estrada é longo, meus horários de trabalho ficaram quebrados e não blocados...Então, quem quiser me ver que vá até mim ou então por telefone fixo porque o interurbano sai mais barato... - minha abstinência respodendo de modo firme e não tão insólito que em outras palavras agora tinha acabado mesmo. Era o fim daquela agonia.

CENA 3 tomada 1: " A angustia da despedida"


Ainda com escorriações desse segundo murro em menos de dois dias, o terceiro...A mensagem que representava a última par de terra na cova do vício. Uma mensagem segundos antes da partida:

"- Amor não sei, apenas aquela vazio no peito..."

Fiquei me perguntando por que e aquela dor no peito parecia que ia me matar enfartada e tentava chorar para aliviar já no ônibus rumo a cidade grande e nada. O choro não via. Então, liguei para minha amiga afim de contá-la. Precisava desabafar. E ela disse aquilo que precipitou o choro:

"- Amiga, ele agora está tentando elaborar também a perda dele. E a distância geográfica entre vocês vai ser muito bom. Você sabe que não dava certo - me disse Rachacha.


- Mas por que essa mesnagem segundos antes da minha aprtida poxa? - eu


- Por que você sabe que ele é um ótimo jogador e não poderia ser a toa. Tinha que causar uma reação em você - Rachacha".


E de fato eu sabia disso. Quando perdemos algo importante passamos por várias fases para elaborar essa perda: negação, raiva, barganha até chegar ao consolo. Fases que nem sempre acontecem nessa ordem....Era uma reação de raiva ou de barganha quem sabe? Era de uma reação que ele precisava e daí chorei, chorei, chorei o que não era mais "um morto", mas um zumbi que se arrastava na minha vida. E do mesmo jeito que minha mãe disse-me que desde de pequena eu dizia que um dia eu ia embora para outra cidade, assim também vai ser dessa história.


Plagiando então a música de Pitty "Uma hora essa abstinênica vai passar..."



quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De quem é o tempo do tempo

O coelho de Alice no país das maravilhas


De um lado. Não, não! Para o outro! Tic-tac. Tic-tac. E o relógio corre como o coelhinho no conto de "Alice no País das Maravilhas":




- Eu tenho que correr. Eu tenho que correr. Não tenho tempo.




E o tempo, uma invenção humana, deixou de ser escravo para ser senhor. Mas quem deixou?Quem permitiu que ele fosse o mestre? Se dizem que Deus não existe, que nós não somos o mestre, o mestre é ele, o tempo? Afinal o mundo não se move no vácuo, mas na insustentável leveza do ser o que se está sendo, acrescento ao que já dizia Milan Kundera.




O tempo cronológico até pode ser o nosso senhor, mas o tempo subjetivo, interior...Esse não. Esse somente a nós pertence. É nesse interior que estamos indo e voltando. Viajando, pintando o mundo com nossas cores e para isso criamos o nosso próprio tempo, articulamos nossas próprias estratégias porque mesmo nesse tempo "pós-moderno" não temos tempo para dar ao tempo. E não passamos pelo mesmo ponto na espiral? Não somos nós que damos tempo ao tempo?




O tempo está sob nossa responsabilidade que não é o mesmo que culpa. O que fazemos do que fizeram conosco? Esse talvez seja o enigma. Descubra, ou então, seja devorado pelo tempo... A morte ou a vida? Você escolhe? E a chave agora está em suas mãos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Murdida do poirco em cobrança


Pois é, do mesmo jeito como se escreve "Murdida do poirco" e não "mordida do porco". Essa expressão popular geralmente é usada para descrever alguém irritado e que desconta sua raiva em outra pessoa nada a ver. Portanto, nada tem haver com a gripe suína tá, mas quem sabe? Quanto a "murdida" não sou eu a irritada, mas a vítima de tal mordida.


Estava eu fazendo um plano de curso concentradíssima quando atendo um telefone desconhecido, já que minha agenda se foi com o meu celular roubado, conseguindo resgatar apenas o chip para que as pessoas pudessem me ligar.


Quando do outro lado da linha:


"- Olá, tudo bem? Aqui é o "poirco"[nome fictício] - sabendo que essa pessoa não tinha o hábito de ligar para mim fiquei sem reação, embora tenha dito a um amigo que gostaria de se aproximar de mim, mas eu não permitia porque era muito fechada [olha aí meu sexto sentido funcionando...a pessoa era mal-caráter de olho junto mesmo].


- Oi, e aí? Diz - como costumo fazer com os colegas em geral

- Primeiro, como você está? - O poirco simulando uma falsa preocupação com o meu bem-estar

- Bem - e eu era doida de dizer o contrário.

- Olha estou ligando para acertar aquela nossa pendência porque não gostaria de sair no prejuízo.

- Claro, inclusive, liguei algumas vezes antes de perder a agenda do meu celular que foi roubado, mas não consegui falar com você, deixei um recado no orkut...

- Bem, eu não uso o orkut para tratar de negócios - disse-me o dito. Aff Maria nesse momento pensei que tinha uma dívida de um milhão ou que tinha vendido minha alma ao diabo sem saber.

- Certo - respondi e pensei: mas para alguém tão "chic", negócios pela internet é o auge do momento não? E que as páginas de relacionamentos são ótimas para catapultar "negócios". Afinal nessa sociedade global-local qual espaço é o espaço realmente? Mas tudo bem.

- Quero saber um dia certo que você possa estar quitando a nossa pendência para que eu não saia no prejuízo - ele.

- Claro, inclusive, faço questão de pagar juros referente ao seu prejuízo - eu.

- Não é necessário, apenas vamos firmar uma data - ele disse e então eu expliquei para ele toda a minha questão com a prefeitura municipal de atrasos e multas que se arrolavam na minha vida e que preferia afixar uma data que fosse de acordo com o meu novo vínculo empregatício e que estava de mudança por causa de emprego.

- Agora mais um motivo para que a gente acerte issso - ele

- Calma! Eu não vou desaparecer não, inclusive estou te informando, resgatei o número do meu antigo celular... ["Meu amigo", quem não quer pagar some sem deixar rastro não?]- eu. - Olha gostaria que você determinasse uma data porque já fazem tantos meses - nas minhas contas eram menos, mas não quis discutir e dai continuou falando - porque eu sou assim eu deixo muito a vontade para pagar. Inclusive até demais, mas é importante que a gente sinta que exista uma intenção do outro em resolver a situação [como é que ele poderia adivinhar ou não se era ou não era minha intenção? Adivinhar minha angústia com as dívidas?].

-Temos outras formas de pagamento, você pode se lá. conversar com sua mãe, explicar a situação, enfim, você pode dar um jeito para resolver a situação [pedir a minha mãe? Mais sacrificada do que eu por algo que não poderia aguardar mais alguns dias, inclusive com a garantia do juros? A não]


Para encerrar aquela conversa disse ok. E mais essa vai entrar na minha listinha de motivos para ter deixado o trabalho que estava e arriscar no novo. Me senti humilhada pela terceira vez por causa dos problemas cuasados pelo meu antigo emprego e dessa vez foi mais firino. Não consegui nem dormir pensando naquilo.


Acho que por isso entendo que a nossa ética, a das pessoas que vendem sua mão-de-obra para SOBREVIVER, é uma ética diferente da ética burguesa e pequeno burguesa: nem todo trabalhador não paga porque NÃO QUER PAGAR, mas porque não pode ou não consegue pagar se arrolando num mote de dívidas. Não somos "velhacos" porque queremos, mas porque fomos postos numa situação aviltante, submetidos a condição de "não-pagante". Alguns ainda podem dizer: "mas se não pode então não compra?". E porque então, a sociedade nos enche todos os dias do consuma. Pague para respirar. Pague para morrer. Enfim, mas quem me conhece também sabe que não sou daquelas que "morro, mas morro no salto". Levo uma vida simples e não sou de luxo. Infelizmente cai no golpe do constrangimento. Aquele em que a pessoa diz: "Não mulher compra que não é possível que você não tenha condições de pagar isso. Aff..." E daí você se sente uma mexidinha lá no fundo do seu eu com essa afirmação e pensa: "É verdade. E quem disse que eu não posso nunca".


E olha que o que eu devia era pouquíssimo, a menorzinha das minhas poucas dívidas. Entretanto, preciso lembrar das sábias palavras da mamãe Amy com seu jeito às vezes rústico de ser: "Tem gente que tem o sangue ruim mesmo para a gente pagar. Dá o "gueba" você tá com o dinheiro na mão e o bicho some numa emergência qualquer..."


E falta outro "provérbio" da mami:


"Minha filha dever a pobre é dever duas vezes. Eu prefiro comprar a uma firma que se eu pagar, paguei, e senão me acerto com ele depois, com multas e juros, sem muídos para o meu lado". Pois é mami, lição aprendida. O problema é que quem nasceu para não pegar na chibata não sabe pisar na cabeça de ninguém por causa de dinheiro. E eu sou de filosofia comunista não posso negar. E a grande maioria dos meus amigos assim são porque uma mão lava a outra.


Compras agora só em cash e nada desse negócio de sentir-me constrangida a comprar para ajudar e ponto. Mas o poiquinho que me aguarde com a surpresa e eu quero que venha com esse papinho de amiguinho. Amiguinho uma ova porque não sou amiga de porcos capitalistas avassaladores e estuprantes, como costumo dizer. E vale lembra da roda da vida: um dia a gente está em cima, noutro a gente está embaixo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sob controle


* Pois é, cá estou eu na troca de familia, mas está tudo correndo bem. Ou seja, troca de família não é só coisa de intercâmbio, nem de programa de TV;


* Coisas para rir:

"- Olha quando lavar suas calcinhas não coloque-as exposta porque alguém pode pular o muro e roubá-las por maldade. O povo é ruim - mãe substitua da troca me falou.

- Vale-me Deus -eu"


* Alegria de Patricinha é o shopping. E alegria de Nerd? Uma biblioteca cheinha de livros dos mais recentes as edições esgotadas... Ai, ai, tive vontade de acampar na Biblioteca Zilda Mamede. Lembrete par amim: livro só digitalizado, o peso é menor... Tudo bem que houve uma pequena macula nessa alegria quando a assistente da biblioteca escreveu PiSICOLOGIA e não Psicologia...Tudo bem tanto saber convivendo lado a lado com os problemas de instrução de nosso país.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quando parti


Bem, na verdade parti dois dias antes do previsto ao meu local de destino. Objetivo: escala para antes fazer mais um "verstibularzinho" para garantir um emprego decente né? Mas já de início senti as "dores do parto".

Minha mãe me levando para rodoviária, passando minha mala pelo portão de desembarque e me dando chão pela janela. A vontade de chorar foi grande, mas se eu chorasse como ela ficaria? Naquele momento me senti como a menina de seis anos que via sua mãe voltando para o Rio de Janeiro para batalhar pela vida enquanto eu ficava em Campina Grande. Na verdade dessa vez quem partia era eu, para um lugar mais perto, lógico, mas parecia que era eu aquela meninha de seis anos que estava lá abaixo da janela dando tchau. Acho que se não fosse a companhia da irmã siamesa e as "mugangas" dela acabaria chorando. Ela escrevia como num cartaz usando o caderno mostrado pelo vidro do ônibus:


"Vá embora Ivone?"; "Vá balançar a bunda"; "Eu sou Melissa Chave de Cadeia...


Era um riso misturado com o engolir seco de um choro. Bem, após o "vestibularzinho" a vontade de sair correndo para casa era grande e pela primeira vez senti aquela dúvida cruel: vida nova e sonhos ou "minha nada mole vida" e minha família de duas pessoas? Fui enfrente. Acho que será o melhor para todos. E ao pisar no meu mais novo local de trabalho, pensei: " O que somos capazes de fazer por nossos sonhos? E eu que pensava que sonho só era sonho quando era de gente simples que virava artista famoso... ". Pensei ainda: que saudade dos parcos momentos deitada no banco da Faculdade, dos sonhos de mudar o mundo, do meu chinelo com meu calção xadrez azul [sim porque aquilo não era um shorte não, era um calção masculino mesmo] ao invés dessa calça jeans nesse calor infernal e essa "pose de quem sabe tudo"... A saudade? Era boa. E a expectativa? Ainda melhor. De alguém que sempre desejou uma vida nova, uma nova oportunidade, uma Identidade Bourn...Finalizando como uma sacanagem...E claro, me perdi paa variar né? Já me perdi em Campina mesmo, em Sampa, em Jampa, em Galante, na França [e por quatro horas e sem conseguir falar o "dialeto tupiniquim" ou ligar pedindo socorro], então hoje não poderia ser diferente: "Que eu saiba me perder para poder me enocntrar" (Florbela Espanca).
Imagino eu o quanto foi difícil para Raul Cadore, de Caminho das Índias, deixar sua vida para trás em busca do que era um sonho. Tão pleno em nossa mente, mas que pode esvair-se na realidade. Entretanto, aqui não tem "boquinha não", as "Ivones" da vida as deixei no passado e as do presente/futuro as arranco a marretada se preciso for. Tim-tim!
Na sessão minhas respostas aos comments [plagiando Jad]:
Jad: minha filha depois dessa experiência com malas e bagagens acho que num compro mais nada em minha vida. Nam!
Patrícia: Valeu a força, mas ainda me resta muito da ironia para encarar a vida quando andava pela "Terra Prometida" perdida, no sol escaldante ainda cantei: "A burguesia fede...enquanto houver burguesia não vai haver poesia..."

sábado, 8 de agosto de 2009

Entre tapas e malas


Pois é, estava lá eu arrumando uma mala de emergência para viajar rumo a cidade grande em busca de vida melhor...Eita! Me lembrei daquelas música de imigrante que sai do Nordeste para o "Sul" (São Paulo ou Rio de Janeiro geralmente) para tentar a vida. Alguma música como a do Zé Ramalho...

Bem, mas voltando, era arrumando uma mala express de tamanho médio, aquelas de carrinho, das quais tenho trauma porque ao caminhar ela é instável, a alça de puxá-las é curta, enfim, quase um trambolho e uma mochila média, quando parei para ver a surra de Melissa em Ivone.

Gente estava mais do que na hora. Primeiro aquele tapa certeiro na cara e depois uma bela surra...Acho que o Brasil parou para ver a cena, como na época da novela VALE TUDO e o suspense da morte de Odete Roitman. Bem, mas o melhor do fato em questão foi que quem deu a surra na vilã não foi a mocinha e sim um personagem, que apesar de ter caído nas graças do público pela sua excentricidade, na verdade é uma anti-heroína, mais real né gente? Bem, surra bem dada como essa só a da novela "Celebridade" quando Malu Mader pegou Claudia Abreu no banheiro e tascou um cacete. É preciso deixar claro tá que sou a favor de paz e amor, mas se for preciso ir para guerra, caiu de pau mesmo.

Só para terminar é verdade a minha teoria de que rico não carrega mala, mas necesssáre, porque não precisa, afinal pode comprar o que quiser onde estiver? Sim, porque eu nem tenho muita coisa, mas juro que ainda falta umas duas malas grandes de itens e quimquilharias básicas para serem transportadas. O resto vai ficar na casa de mami Amy. E olha que eu sou da teoria que a gente não precisa de muito para viver...Ai ai ai

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Depois dos louros que amamos, aqueles

Bem, a idéia foi copiada do blog de Jad que fez os três mais dos louros. Porém eu que gosto de um belo rapaz, mas no fundo adoro os homens grisalhos [as amigas mais íntimas chamam de fundo de rende] faço os três mais da minha adolescência/adulta. Então se você não consegue votar nos meus indicados, faça os seus três mais...

Jorge Clooney
Pois é, Antônio Fagundes na Novela Renascer com trilha sonora de Adriana Calcanhoto

Podem rir, mas Lorenzo Ramos nas antigas naquela moto me matava...

Ei, dá para colocar um super-herói? Lá vai...Aquela máscara. E o mocinho? Ai, ai...






segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Para quem sempre quis um novo início


Olha a sorte de hoje que sempre aparece registrado no perfil do orkut e nem ligo. Se encaixa direitinho comigo:

Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final.

Forte né? Pois é...Minutos de sabedoria para mim hoje. Tavendo que nem tudo é lixo virtual.

domingo, 2 de agosto de 2009

Experiência de quase morte


Calma, todos. Não se trata de acidente grave, mas acho que esse é o título que metaforicamente melhor retrata aquele famoso flash back quando você pensa que vai morrer e volta a vida...Será que isso acontece quando estamos fechando etapas e iniciando outras? Bem a primeira cenquanto corria no centro da cidade organizando os afazeres, foi...

"Minha filha na faculdade era pior...Ela andava com um short xadrez azul e de chinela. E sabe acompanhada de quem? De "Mu caminhoneira". Eu minha filha que já tem medo dessa menina que olhava me comendo passei a ter medo dela também [se referindo a mim]"

De fato as minhas calças folgadas e meus chinelos da faculdade...Sem contar os colegas estranhos que andavam...Depois fui lembrando mais: da defesa da minha dissertação, do meu primeiro vestibular, da seleção do mestrado, meu primeiro dia de trabalho enquanto concursada no interior, as mudanças mais recentes com outro trabalho...viagem daqui viagem de lá...

E hoje por um segundo parece que não foi em vão...Mais fácil? Até poderia ser, até porque acho que nem tudo precisaria ser um martírio. No entanto, como meu irmão disse..."Minha filha quando você nasceu prematura rasgando mãe não foi a toa era porque sua vida ia ser assim: uma briga". E enquanto eu estiver viva e em pé para lutar, lutarei como a Skarlet Ohara em "E o Vento levou". Ei, Psiu! Por favor, dá para trazer de volta hem? Rsss...

Me parir não está sendo fácil...

sábado, 1 de agosto de 2009

Entre virtualidades. Tem coisas que só sua operadora faz por você


No plano principal: A Doninha Maluca da Era do Gelo 3
Doninha maluca:
- Amiga vc não sabe o q aconteceu
O mamute:
- oq?
Doninha maluca:
-qdo fui bloquear o chip do meu celular que perdi o atendimento me falou q o chip estava no nome de um homem e quem disse q eu sabia quem era?
O maute:
viiiiixe
Doninha maluca:
-dps de muito tempo lembrei. Era do ex...
O mamute:
-ah meu deus! T
Doninha maluca:
Tive q ligar para ele. Pense numa angustia e num medo d vc ficar d frente com a garrafa de álcool... Expliquei o ocorrido
O mamute:
ai jesus!
Doninha maluca:
- Pedi os dados dele
O mamute:
- Imagino
Doninha maluca:
- Ele me deu. Tudo na paz. Bloqueei na quinta a noite até q a operadora diz na loja que só o dono do chip podia fazer o resgate do número...
O mamute:
- Viiiiixe
Doninha maluca:
Lá vai ligar para ele de novo e explicar e pedir para que ele fosse na loja comigo
O mamute:
- Ah meu deus!
Doninha maluca:
- Qdo fui no banco ontem pegar a grana, a prefeitura num tinha me pago. Liguei para ele para desmarcar, pq não tinha grana e tal
O mamute:
- Sei
Doninha maluca:
-Ele fez; "Deixe de besteira pq vc já fez coisas assim por mim to chegando na loja". Amiga comecei a chorar
O mamute:
- Owww
Doninha maluca:
- Pelos mesmos motivos daquela grana q vc me emprestou: "Caraca! Trabalhar e num ter grana"
O mamute:
- Sei
Doninha maluca:
- Ficar de frente com o meu medo logo nesse momento que to correndo, frágil...Enfim..Como ele estava atrasado
O mamute:
- Q barra/!
Doninha maluca:
- Dobrei a esquina das damas para marcar consulta com o médico
O mamute:
-Hum
Doninha maluca:
- E quem eu encontro ao dobrar a esquina? Ele. Num esbarrão. Parecia coisa de filme. E o susto?
O mamute:
- Caraca!
Doninha maluca:
Eu fiz aquele som de susto: ARRRRRRRR! E fiquei morta de vergonha. Mulher num sei se foi pelo esbarrão, a tensão, pela aparência física dele...
O mamute:
- Aff q cena de filme trash. Q horror!
Doninha maluca:
- Fomos na loja e lá para aquele telefone do inferno que de linha direta não tem nada, só para o inferno da espera...
O mamute:
- Lembro sim!
Doninha maluca:
- Amiga mais de uma hora e nada porque constava que o chip não era dele pode
O mamute:
- Aff!
O mamute:
- Proooonto!
Doninha maluca:
- Enfim, dps de mais de uma hora descobrimos que estava cadastrado no RG e não CPF e que não tinha o tipo de chip compatível ao meu número pode? E daí nada resolvido
O mamute:
- Puta q pariu!!!!!
Doninha maluca:
-Naquela uma hora do telefone do inferno: a trilha sonora era de lascar. Sentei no chão para esparar pq a loja está ficando igual ao meu futuro AP: sem nada. E as músicas era tipo Marisa Monte, Ana carolina... Amiga comecei a chorar
O mamute:
- Aff....pra matar!
Doninha maluca:
-Agora eu entendo o que é ter medo de alguma coisa e ficar de cara com a coisa temida. Ele fez:
"o que foi? E eu: "Nada, vontade de chorar"
O mamute:
- Hum
Doninha maluca:
- E ele na dele sem investidas, o q era ótimo para mim
O mamute:
-Sei
Doninha maluca:
-Amiga sabe o q é um cavalheiro. Eu sentada no chão e ele: "Não fique assim não". E me deu a mão para me erguer do chão. Amiga parecia coisa de filme e q pena q eu nem nisso acredito mais. Aí é q comecei a chorar
O mamute:
- Ah meu deus!
Doninha maluca:
- Pq eu não queria mais passar por aquilo. Ele me acompanhou até o médico e foi trabalhar
O mamute:
- Q dia!
Doninha maluca:
-Ele disse: "Qualquer coisa pode me ligar" pq a atendente deu sinal verde para ir hj na loja sem ele já q ela tinha encaminho ao procedimento. Hj as 10 ele me liga perguntando se tinha dado certo e eu disse q não tinha chegado no centro, ou seja, aproximação estratégica. Dps ligou de novo perguntando se tinha conseguido e me fez o convite de ir para um churrasco na casa dele amanhã só com os amigos mais íntimos. Aí disse q provavelmente não dava pq ia estudar. Mas sabe qdo a garrafa de cachaça fica passando na sua frente e o alcoolatra diz:" Não!Não!" É assim que estou me sentindo...