quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De quem é o tempo do tempo

O coelho de Alice no país das maravilhas


De um lado. Não, não! Para o outro! Tic-tac. Tic-tac. E o relógio corre como o coelhinho no conto de "Alice no País das Maravilhas":




- Eu tenho que correr. Eu tenho que correr. Não tenho tempo.




E o tempo, uma invenção humana, deixou de ser escravo para ser senhor. Mas quem deixou?Quem permitiu que ele fosse o mestre? Se dizem que Deus não existe, que nós não somos o mestre, o mestre é ele, o tempo? Afinal o mundo não se move no vácuo, mas na insustentável leveza do ser o que se está sendo, acrescento ao que já dizia Milan Kundera.




O tempo cronológico até pode ser o nosso senhor, mas o tempo subjetivo, interior...Esse não. Esse somente a nós pertence. É nesse interior que estamos indo e voltando. Viajando, pintando o mundo com nossas cores e para isso criamos o nosso próprio tempo, articulamos nossas próprias estratégias porque mesmo nesse tempo "pós-moderno" não temos tempo para dar ao tempo. E não passamos pelo mesmo ponto na espiral? Não somos nós que damos tempo ao tempo?




O tempo está sob nossa responsabilidade que não é o mesmo que culpa. O que fazemos do que fizeram conosco? Esse talvez seja o enigma. Descubra, ou então, seja devorado pelo tempo... A morte ou a vida? Você escolhe? E a chave agora está em suas mãos.

Um comentário:

  1. Eu ando submersa na tirania do relógio. Odeio essa sensação de estar sempre atrasada, correndo, correndo e nunca tendo tempo... bom post, a dúvida final me fez pensar.

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