domingo, 16 de agosto de 2009

Três murros na cara


Três murros na cara. Não foram físicos, mas não sei se seria melhor se os fossem. Foram murros emocionais...Deixa eu tentar explicar...


CENA 1 TOMADA 1: "Angustia da abstinência"

Saida as pressas de Natal para Campina Grande. Objetivo: Buscar roupas e para variar...LIVROS! No meio da cidade que para mim começava em lugar nenhum e terminava em também em lugar nenhum. Percebo o celular perdido dentro da bolsa, para variar, e quando o olho, estava lá: uma nova mensagem. Aflita, com o lugar estranho em todos os sentidos para mim, leio a mensagem: Aquilo já me deixou mais angustiava do que estava...

"Eita! Fiquei sabendo de sua mais nova conquista. Meus sinceros parabéns. Quando tiver um tempo vamos conversar pessoalmente" - diretamente da garrafa de cachaça que dança na minha frente "cara caramba cara caraô" para seduzir minha abstinência insólita.


Entre velhas e novas identidades. Nada que um banho e uma noite bem dormida não resolvam. A angustia a vontade de chorar era porque esse plano de ir par auma outra cidade tentar vida nova não era apenas meu. Era nosso. E mais um sonho, uma fantasia de enamorados, se desfez no ar.


CENA 2 TOMADA 1 : "Enquanto o silêncio precede o esporro"


Fui a casa da avó Hitler em missão de Paz designada, pasmem, pela embaixadora da paz mami Amy. E olha que ela nem foi como a pop star para a reabilitação. Graças à Deus! E lá na casa de Hitler depois de um interrogatório interminável que iam das críticas as minhas espinhas até como estava a fibra do meu cabelo e a espessura da minha sombrancelha, eu querento fugir e ela querendo me pegar na toca do lobo, conseguiu "armar um plano" e me levar a casa da tia Ilca Tibiriçá, em outra missão de paz familiar. Sem escapatória fui para silada e o que encontrei: além da tia, novamente a garrafa de cachaça. Jesus, acenda a à luz! Encenar que tudo aquilo er anormal e que nada tinha aocntencido entre minha família e eu e entre a cachaça e minha abstinência foi chocante. Pior do que encontrar, participar da Paz Mundial, foi respondê-lo:


"- E aí? Quando é que você aparece por aqui? - a garrafa

- Não apareço. A viagem está muito ruim, a estrada está difícil, o tempo de estrada é longo, meus horários de trabalho ficaram quebrados e não blocados...Então, quem quiser me ver que vá até mim ou então por telefone fixo porque o interurbano sai mais barato... - minha abstinência respodendo de modo firme e não tão insólito que em outras palavras agora tinha acabado mesmo. Era o fim daquela agonia.

CENA 3 tomada 1: " A angustia da despedida"


Ainda com escorriações desse segundo murro em menos de dois dias, o terceiro...A mensagem que representava a última par de terra na cova do vício. Uma mensagem segundos antes da partida:

"- Amor não sei, apenas aquela vazio no peito..."

Fiquei me perguntando por que e aquela dor no peito parecia que ia me matar enfartada e tentava chorar para aliviar já no ônibus rumo a cidade grande e nada. O choro não via. Então, liguei para minha amiga afim de contá-la. Precisava desabafar. E ela disse aquilo que precipitou o choro:

"- Amiga, ele agora está tentando elaborar também a perda dele. E a distância geográfica entre vocês vai ser muito bom. Você sabe que não dava certo - me disse Rachacha.


- Mas por que essa mesnagem segundos antes da minha aprtida poxa? - eu


- Por que você sabe que ele é um ótimo jogador e não poderia ser a toa. Tinha que causar uma reação em você - Rachacha".


E de fato eu sabia disso. Quando perdemos algo importante passamos por várias fases para elaborar essa perda: negação, raiva, barganha até chegar ao consolo. Fases que nem sempre acontecem nessa ordem....Era uma reação de raiva ou de barganha quem sabe? Era de uma reação que ele precisava e daí chorei, chorei, chorei o que não era mais "um morto", mas um zumbi que se arrastava na minha vida. E do mesmo jeito que minha mãe disse-me que desde de pequena eu dizia que um dia eu ia embora para outra cidade, assim também vai ser dessa história.


Plagiando então a música de Pitty "Uma hora essa abstinênica vai passar..."



Um comentário:

  1. Querida,
    só quero te desejar muita sorte nesse caminho novo e muita, mais muita força mesmo para superar todos os obstáculos que insistem em te demover dos seus sonhos.

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