quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Da Cecisinha da Caloi ao Proibido NÃO proibir: consturando uma nova identidade

Mais leve e mais sex? Eu?


Eu pedi para os meus alunos e launas que descrevessem qual o momento mais marcante da infância deles...E olha só o que um disse:



"- Professora, o momento mais marcante foi quando eu tava em cima de um carango velho e meio pai, meu veLho, chegou com uma bicicleta. Caramba! Era o meu sonho. Sendo que ela era aquela Cesinha com cestinha e tudo, rosinha, mas a felicidade doi grande demais...


Caramba costurando minha nova identidade e com o que restou do desmonte de mim mesmo, penso: E como a gente consegui ser feliz só por querer. E como a gente continua parendendo com outros....


Outra...


Li uma matéria na Veja de setembro que estão começando a pensar em PROIBIR o consumo do AÇÚCAR, pode acreditar? Assim, como as propagandas de cigarro estão sugerindo que venha nas embalagens do rótulos de produtos que contenham açúcar aquela aviso de alerta que tem nos cigarros:


"MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: COMER AÇÚCAR FAZ MAL A SAÚDE..."


E porque eles não acrescentam a isso: alimentos com conservantes, fast foods, agrotóxico, ar poluído, estresse...


Ok! Açúcar causa seus males todos sabem, mas o que é que não causa. Por isso foi tão ferrenha em relação a campanha contra o tabagismo, justamente, porque temia que outras coisas também fossem proibidas simplesmente porque "agora", e somente agora, descobriram que isso ou aquilo faz mal a saúde. Afinal o que não faz? Não se trata aqui d euma apologia ao cigarro, até porque nem fumar fumo, mas acho muito violento essa restrição aos fumentes que estão tendo que deixar na base do chicote o cigarro. Bem, o assunto do cigarro é polêmico, mas eu fico imaginando euzinha fazendo contra-bando de açúcar...Jesus! E que será o primeiro alvo da campanha? A empressas de refrigerante que contem açúcar liquido, segundoa s qpequisas mais nocivo poque o pâncreas não processa direito e daí até mecionaram a Coca-Cola. Com o ditado popular as avessa:

"Quem é Rei sempre pode perder a majestade"... ( O fim do Império Norte Americano? O fim do Império da Coca-cola que domina o mundo?)


Mais uma que pensei e gostaria de compartilhar sobre INTIMIDADE E SEGREDOS...


Quando a gente passa muito tempo guardando segredos, a presença do outro pode ser sentida como sendo a de um intruso, uma ameaça, constrangimento...Como alguém que estivesse prestes a ser pego.


E por fim...Esse texto de um blog que Jad viu e lembrou de mim...Me pareceu uma dica hem? Consideranod isso e usarei o recurso da pendrive quando necessário rs, rs...


Logo quando sai da minha fase “depressiva”, passei a me preocupar com meu conteúdo. Ia muito ao cinema, teatro, mostras;lia muito. Poderia estar em qualquer roda que eu sempre teria assunto para discutir nela, mesmo que com pessoas mais velhas.


Me perguntava por que fazemos- homens e mulheres- tanto esforço para ser “o máximo”. Quando vim pra NY, e aqui fiquei louca (naquele sentido) quase todos os dias, percebi que tudo isso é para nos garantir sexo.Assim como eu, muitas mulheres se desdobram para parecerem, não apenas inteligentes e estudadass, mas interessante;alguém sexy, desejada, excitante- era o que eu queria (hormônios, fazer o que?hahahahha).


Só que hoje eu cansei. Cansei. Cansei há uma semana, há um mês;há não sei quanto tempo, mas cansei. Estou “envelhecendo”. Ainda não é uma idade alarmante, mas o tempo está passando, não é?


A vantagem de “ficar velha” é que (na maioria das vezes, of course) deixamos algumas nóis de lado e já não temos mais paciência para fingir sejá lá o que for por muito tempo (se eu penso assim, no “auge” dos meus 18 anos, imagina uma madura e invejada mulher de 30?!).


Não serei hipócrita: ainda me importo com o que as pessoas acham de mim, é verdade, mas com bem menos relevância- e um dia isso finda.Fiz o favor a mim mesma de enfurnar em algum lugar os livros-cabeça, e os troquei pelas revistas e “livros de mulherzinha” (meu cérebro-dominador-do-mundo agradece).


Foi tudo muito rápido, como magia. Nietzsche, de repente, tornou-se uma lembrança distante- até vaga. Freud deixou de ser meu melhor amigo e comprei um porquinho da índia. Me entreguei sem qualquer pudor à minha futilidade, a qual eu demorei quase duas décadas para assumí-la.Gosto de estar em rodas e falar bobagens. Gosto de me jogar no sofá e ver séries que não me fazem pensar. Gosto de jogar Mario (ever!!!) até me acabar no Wii. Gosto de soltar meus venenos. (6) Voltei a desenhar- só bonecos de palitinho são permitidos. Fui a um jogo de Baseball e não tentei entender: apenas gritei que nem uma louca de pedra. hehehe


Recentemente, pouco antes de eu embarcar para os EUA, uma amiga reclamou que os homens não gostam de mulheres seguras de si, “poderosas”; segundo ela, eles querem mesmo as boazinhas-complacentes. Por que isso?Segundo o “Coelho”, duas pessoas muito decididas geram conflitos entre si- mesmo que o ideal é que as pessoas sejam assim. Por que os humanos são complicados, hein?Hahahaha.


De qualquer forma, partindo da idéia que ele está certo (cada dia me convenço mais), faço o “apelo”: tenho estado bem comum ultimamente;se alguém estiver disposto, basta mandar os dados por e-mail. Hahahhhahaha.Bom, se alguém que eu gostar fizer questão do conteúdo, eu dou um pendrive com tudo: músicas que gosto, e-books que marcaram minha vida, fotos das viagens interessantes que fiz, textos que atuei, textos que escrevi, minhas resenhas, meus devaneios (e um link para o meu blog, claro hihihihhi). Fechado?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Levando uma vida moderninha: fragmentos diários


E quem dera que meus professores tivessem sido assim também, moderninhos...


"- Thaisaaaaaa!

- Esse é aqui é o meu namorado, o australiano. Não é lindo? Ele não fala muito bem português - uma aluna.

- Oi, então traduza aí. Ela já me ameaçou várias vezes caso marque aula extra por sua casa. Só fala em você.

- Ela é loca (portuglês)."


E-mail de mais outra aluna:

"- Ei gataa amanha a gente sai viuu????[não é lésbica tá?] tava querendo te levar pra conhecer a ribeira ja q vc n gosta de forro..mas se la n tiver bom podemos ir pra outro lugar...onde vc mora????xeruu


O candidato a Clak Kent no celular:

"- Oi, como você está? Desculpa não ter aparecido, minha semana tem sido muito cheia e agora fazendo cursinho para o concurso da receita está ainda mais cheia.

- Ah! Tudo bem, recebi uns convites para sair esse fim-de-semana e estou vendo [Eu aplicando mesmo teste de confiança de revista kkk...]. E ele:

- Ah! Que bom! É bom que você saia mesmo, conheça outras pessoas. Tem peça no teatro tá sabendo? Domingo à noite te ligo apra saber como foi seu passeio..."


O quê? Sem discursos machistas? Meu Deus uma raridade...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A lá Carte: completamente desavergonhada


"...O tom da nossa vida. Em que tom a queremos viver?...


Em meios-tons melancólicos, em tons mais claros,


com pressa e superficialidade ou alternando a alegria


e prazer com momentos profundos e reflexivos" (Lya Luft, p.12)






É essa autora que está na minha cabeceira marítima com "Perdas e Ganhos", já que duas vezes por semana, pelo menos, bem cedo vou a praia, até o morro do careca, estendo minha canga e fico lendo, ouvindo e vendo o mar...Perfeito. Me sinto revigorada. E em todos os bons sentidos, desavergonhada.


Algumas pessoas gostam de usar esse adjetivo para qualificar outras que estariam fazendo algo "pecaminoso". Meu pecado? Fazer as pazes com meu corpo e comigo. Quando cheguei a quase 20 poucos dias atrás morria de vergonha de mostrar meu corpo. Até porque quem me conhece sabe que me trato carinhosamente como "O Mostro do Marshimelow" do filme "Caça Fantasmas". Me acho imensa, gorda...Minha barriga? Nossa! E percebi que nem é tanto assim oh! E sabe como? Observando outras pessoas na praia...Elas não estão nem aí! Usam biquíni de tênis, "tomaras que caias" com o peito caindo junto, inclusive uma senhorinha que parecia uma maracujá murcho se sentindo..."Então, por que não eu, aaaa, porque não eu?" Refrão de música do Leoni, mas verdade.


Fui me libertando aos poucos e quando me vi lá estava eu: de tomara que caia [lindíssimo por sinal] e sainha branca como se fosse uma TOP. Vergonha eu? Que nada...Percebi que alguns homens até paravam para reparar e ficavam boquiabertos babando...


Uma vez ouvi o despautério que a autora Lya [porque estamos íntimas tá?] era um pouco auto-ajuda. Descordo completamente porque para quem já traduziu obras densas como Virginia Wolf torna-se impossível escrever algo desse gênero. Basta ver um pouco da biografia da autora no filme "As Horas" com Nicole Kidman e outras atrizes de peso como Glan Close.

Enfim, aí vão algumas notas para serem escolhidas a lá carte, se possível. Tirem suas próprias conclusões sobre o livro. Lembrando que essa é a segunda vez que leio e releio esse livro em momentos difrentes da minha vida:


"Não sou a areia


onde se desenha um par de asas


ou grades diante de uma janela


Não sou apneas pedra que rola


nas marés do mundo,


em cada praia renascendo outra.


Sou a orelha encostada na concha


da vida, sou construção e desmoronamento,


servo e senhor, e sou


mistério.




A quatro mãso escrevemos o roteiro


para o palco de meu tempo:


o meu destino e eu.


Nem sempre estamos afinados,


nem sempre nos levamos


a sério." (p.16)




"O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar" (p.11)




"Na arte como nas relações humanas, que incluem os diversos laços amoros, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexequível. O essencial nem poder ser compartilhado: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um - solitariamente." (p.13)




"É uma idéia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamso conforme nossa abertura em relação ao mundo" (p.17)




"Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes fragéis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desaber. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.


O que se produzir - casa habitável ou ruína estéril - será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca" (p. 18)




"Marcados pelo que nos transmite os outros, seremos malabaristas em nosso picadeiro. A rede estendida por baixo é tecida de dois fios enlaçados: um nasce dos que nos geraram e criararm; o outro vem de nós, da nossa crença ou nossa esperança" (p. 19)




"Todo amor tem ou é crise, todo amor exige paciência, bom humor, tolerância e firmeza em doses sempre incertas. Não há receitas nem escolas para se ensinar a amar..." (p.23)




"Carregamos muito peso inútil. Largamos no cmainho objetos que poderiam ser preciosos e recolhemos inutilidades. Corremos sem aprar até aquele fim temido, raramente nos sentamos para olhar em torno, avaliar o cmainho, e modifar ou manter nosso proejto pessoal. ou tínhamos desejos pessoais. Nos diluimos nas águas da sorte ou da vontade alheia. Ficamos tênues demais para reagir. Somos os que se encolhem nos cantos ou sentam na beirada da poltorna nos salões da vida" (p.23)




"Sair do estabelecido, do habitual, mesmo ruim, é sempre pertubador. O desejo de ser livre é forte, o medo de siar da situação conhecida, por pior que ela seja, pode ser maior ainda. Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal, o projeto de cada um de nós...Não preciso ser um rei para ser importante, mas devo me sentir admirado" (p.29)




"Algo elementar pode ter sido mais deletério do que podíamos suportar. Feridos de morte no início, passaremos o tempo espreitando para os lados: quem agora vai me ferir, d eonde virár o próximo golepe, a próxima traição? Crescendo, amadurecendo e envelhecendo: com que olhar nos contemplamos?"(p.33)




"Reinventar-se inteiramente é impossível: o controno deessas margens, o terreno de que são feitas está estabelecido. Trazemos uma chancela na alma - mas podemos redefinir seus limites. Quem sabe mudamos as cores aqui, ali abrimos uma clareira e erguemos um abrigo" (p.49)




"Ainda que a gente nem perceba, tudo é avanço e trasnformação, acúmulo de experiência, dores do parto de nós mesmos, cada dia refeito. Somos melhores do que imaginamos ser. Que no espelho posto à nossa frente na hora de nascer a gente ao fim tenha projetado mais do que um vazio, um nada, uma frustração: um rosto pleno, talvez toda uma paisagem vista das varandas da nossa alma" (p.50)




"Vive-se numa dupla solid~~ao: a de que se submete e a de quem até sem querer subjulga. Conviver não se torna diálogo nem parceria, mas um frustrante monólogo a dois" (p. 56)




"Alguns desconcertos se arrumam coma boa conversa...Outras amrcas são inapagáveis, queimaram mesmo, nos derformaram. Para essas é preciso bondade, doçura consigo mesmo, sabedoria e aceitação..." (p.57)




"Amadurecer serve para isso: o novo olhar, na lucidez de certo distancimaneto, permite compreender aspectos nossos e alheios antes obscuros. Por vezes promove-se uma espécie de anistia. Partindo dela podem-se reconfigurar padrões..." (p.59)




"Se nos valorizamos pouco não só tendemos a manter as como estão (ruim o que conheço, pior o que ignoro), mas tomamos - ou não tomamos - decisões sozinhas, medo da solidão, de sermos incapazes de decidir sozinhas, meda da opinão dos outros, medo." (p.61)




"Somos criadas em função do hipotético príncipe salvador que decidirá - e terá de gerir, ainda que lhe custe - o nosso futuro. E naturalmente vais nos tratar como crianças. Seremos sempre as despossuídas, sem espaço, sem força de decisão. Seremos dos pais, depois dos maridos, dos filhos e dos netos" (p.62)




"Em certos momentos não é humor que nos salva, mas é o humor...(p.64)




"Pode ser um último recurso: "Ou tento sorrir, até de mim mesma, ou corto os pulsos..." (p.64)"




"Todos os dias de nosso casamento ( de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher. O casal mais feliz haveria de ser aquele que não deesiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente a cada dia se olharia como da primeira vez, se enxergaria - e se escolheria novamente" (p.67)


" A melhor parceria deve ser aquela em que um aceita o outro sem ter de se submeter a qulaquer coisa pelo outro, em que um aprecia e admira o outro, mas tem por ele ternura e cuidados. Sobretudoaquela em que a parceria não investe no outro todos os seus projetos, à primeira decepção passando de amor a rancor" (p.68)


"Laços podem ser reconstituídos, remendados ou cortados. O corte se faz com mais ou menos generosidade, carinho ou hostilidade e raiva - sempre com dor. Porém nenhuma união deveria ser a sentença definitiva de aniquilamento múuto dentro de uma jaula" (p. 70)


"Na escolha do aprceiro opto pelo que julgo merecer. E aí é que podemos apunhalar o próprio peito. Escolho conforme minha sáude emocional ou minha doença, meus desejos mais obscuros, meus moviemntos inconscientes em direção de afirmação ou destruição" (p.73)


"A culpa, disse alguém, é como uma mala cheia d etijolos, peso inútil que carregamos de um lado para outro sem objetivo algum. haveria só uma solução: jogá-la fora inteira ou ao menos parte dela" (p.75)


" O tmepo será aquele velho ogro que devora criancinhas, e os momentos de crise vão nos jogar de um lado para outro como bonecos de trapo, seres humanos empalhados" (p.83)


Luft, Lya. Perdas & Ganhos. Rio de Janeiro: BestBolso, 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mudei o rumo e pedi a cabeça


Pois é, a postagem de hoje nem ia ter essa temática, mas mudei o rumo. Por quê? Porque um acidente nada auspiciosos aconteceu com o meu São José: ele perdeu a cabeça. Como assim? Por incrível que pareça ele caiu da estante a um palmo do frigobá, dentro de um copo de plástico quando ouvi sua cabeça quicando. Me desesperei.


A história desse São José é a seguinte...Minha irmansiamesa comovida com as amigas e o amigo solteirões decidiu dar um São José para os três. Disse ele no final do ano passado que pesquisou com a tia dela catolisíssima que afirmou que o santo "casamenteiro" é o São José e não o Santo Antônio porque Santo Antônio dá qualquer namorado e São José é o patrono da família. Ou seja, manda o "indicado" Enfim, hoje o meu esbarrou caiu dentro de um copo de plástico e perdeu a cabeça. Liguei desesperada para siamesa que não foi nada consoladora:


"- Minha filha você fez até São José perder a cabeça? Seu caso é grave. Vamos ter que rezar você viu!?"


A cabeça está lá, pelo quarto perdida e a mãe da siamesa ainda me disse:


"- É, nesses casos tem que ficar com o santo sem cabeça e tudo"


Como assim? Se eu já planejava um despacho para o mar objetivando o retiro de possíveis mandigas?

Oh! E agora quem poderá me defender...Enquanto meu Santo Antônio em Campina está lá, intacto, mesmo com todos vuco-vuco já passados...E nem venham dizer que é porque sou desastrada porque nesse caso foi inédito. Minha contribuição foi mínima tá! Câmbio, direto do descarrego.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ameacei: "Vou matá-lo e me livrar do seu corpo"


Bem foi exatamente isso que disse ao meu mais recente candidato “a bom moço”:

- Eu vou matá-lo e me livrar do seu corpo, o que vai se difícil...

- Nossa! Não sabia que ensinavam isso na universidade.

Também depois de passar um tempão rodando e ele trocando em menos de um segundo as músicas de modo compulsivo, eu me estressei e implorei que ele deixasse passar pelo menos uma música inteira porque senão iria matá-lo. Sem contar que o menino não queria ir para agito, mas sugeiru uma casa de forró, mesmo eu tendo dito que não suportava forró. Teve sessões de desejos e indecisões do que comer, organizando sempre em horários...

Abre parênteses:

[Eu sabia que ele tinha um defeito. Além do forró, ansiedade, super organização e regrado, apresenta-se como uma versão mais antiga e obsoleta de mim mesma na época do vestibular...Socorro!]

Prometi a irmã siamesa que iria tratá-lo com gentileza até que provasse o contrário. E mesmo ele me irritando muito, mentalizava que estava dentro de um mantra Zen.

É melhor começar de algum começo:

- Desculpa, mas não planejei nada [sexta à noite...]. Não tive tempo e aceito sugestões.

- Não conheço muita coisa, mas já ouvi falar da Ribeira.

- É mas, lá é assim...

- O que? Qual o preconceito?

- É alternativo.

- Ótimo, “vamo cair dentro...”

- Não, acho melhor não ficarmos. Estou cansado, aqui é agito e tal.

- Então escolha o que você quer fazer.

-Não sei.

- Ah! Já sei vamos para “O Sala de Reboco”.

- Não! FORRÓ não! Eu preciso de um porre antes;

- Ah! Meu deu fome. Vamos comer sushi.

- Pode ser.

- Eita, ta fechado e agora?

- Pizza?

- Na verdade estava com vontade de comer sanduíche. Tem problema para você?

- Não claro que não.

- Tem certeza?

- Tenho.

- Porque se você não quiser podemos comer pizza.

- Não, então, vamos.

- O que? Embora para casa?

- Não! Comer seu sanduíche ora...

E pior no final do encontro olhava para cara dele e lembrava do Ex. Socorro! Aí que me deu vontade de sair correndo e gritando. E não era o ex como ele é, mas como foi. Surtei? No outro dia enterrei-me na cama e fui resgata pela irmã porque a única coisa que vinha na minha cabeça era: Será que nunca mais vou sentir algo avassalador, intenso, forte, como já senti? Foi tão único assim?

Conselho da siamesa:

- Deixa para você tirar conclusões sobre sentimentos quando você varrer metade da cidade. Aproveite e não seja imediatista.

E para consolar, a irmã me fez bater perna no shopping como se eu fosse Patty girl, mas foi só religar o celular já havia mensagem convidando para filme. “Saída pela direita...”. Terceira chance? Sei não...O primeiro encontro foi ótimo, o segundo foi estressante e o terceiro? Nossa!


A irmã me fez prometer o terceiro enocntro.

Sugestão dele: filme no shopping. Ok! Nada mal. E em seguida mais alguns dilemas de domingo: Esse ou aquele shopping? Esse ou aquele filme? Essa ou aquela lanchonete? E eu:

- Tanto faz. Escolha.

A escolhida verdade nua e crua: comédia romântica de como homens se disfarçam e são garanhões ao mesmo tempo, e de como mulheres são mulherzinhas apaixonadas e decidas qaundo querem. Rendeu umas boas risadas até que ele ligou para saber sobre o edital do concurso da Receita Federal daí pensei que o ar iria ficar preso nos pulmões dele. Pedi para que relaxa-se o acalmei, ele se desculpou ao me deixar em casa, dizendo que tinha que se empenhar a partir de agora [enterrar a cara nos livros, o que eu também preciso fazer...]. Já fiz a parte mais difícil por ele: dei um abraço, desejei boa sorte e disse que "não pirasse na batatinha" porque assim tudo daria certo e que ele iria ver o nome dele na lista de aprovados...

RESUMO DA ÓPERA: acho que como candidata a paquera, namorada ou afins sou uma ótima amiga...Além de terminado o que nem começou...E lá vmaos nós...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vamos rir? Rá!


1. Olha essa questão de concurso. Não é lenda urbana não. Foi sobre conhecimentos Gerais e deixo para que vocês avaliem o que acham da mesma.


20 – Recentemente, um cantor brasileiro muito popular pela sua música, foi dado como desaparecido, inclusive, com a hipótese de ter sido morto. Felizmente, o mesmo, foi encontrado em uma pousada na pequena cidade uruguaia de San Gregorio de Polanco. O cantor brasileiro trata-se de:
A) Emílio Santiago
B) Luiz Melodia
C) Gonzaguinha
D) Neguinho da Beija Flor
E) Belchior


2. Depois de cinco horas de viagem CG-Natal a menininha desce do ônibus, segundo minha irmã siamesa e diz:

"- Ah! Meu Deus, obrigada. A gente chegou. Obrigada.


3. Jad mandou a foto da casa dos meus sonhos. Ela é colorida e nem parece a parada gay...pena que deletei o link, manda de novo Jad!!! Retrô moderno.
4. Você já trocou sua aliança três vezes? Pois é! Eu fiz isso com a irmã siamesa. Uma louuucura. Isso é que é ser amiga e dando voltas... Disse a ela que não pode trocar assim de marido não viu!?

Por hoje é só. Mais nada...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Prendi a governanta alemã no armário

Esse post merece epígrafe...
A lembrança dos teus beijos
Inda na minh´alma existe,
Como um perfume perdido[...]
Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar´cido
Revive numa saudade!
(Florbela Espanca - Trocando olhares - 01/01/1916)
Pois é, minha governanata alemã, chamada Helga, usa roupas cinzas e sempre diz "nine" [não]para tudo. Gente essa é Helga. Helga essa é gente. Ela mora dentro de mim e é a minha parte mais conservadora. Seguindo então os conselhos da minha amiga Jad deixei-a presa no armário de casa e sai com um estranho. Arrr! E ela gritava ainda de dentro do armário:


"- Lembre do que sua mãe disse: Não saia com estranhos."


Merda! Devia ter posto um mordaça nela, mas "vamo cair dentro".


Resumo da ópera o domingo foi divertidíssimo...Ele é do tipo que abre a porta do carro. Faz as vezes de umverdadeiro anfitrião me mostrando lugares que não conhecia no litoral sul, falando sobre fotografia e viagens. E ainda me levou para tomar sorvete e comer cartola. Nossa!


Ok! Ele parece do tipo normal. Engraçado, pontual, gentil, atencioso e focado no que quer. Inclusive refez a minha primeira impressão sobre a cantada óbvia em relação aos olhos. Disse que quando me viu entrando no departamento pessoal rindo e já estava na hora do almoço dele pensou que por estar rindo eu era legal. Nem sabia ele que naquela ora estava pensando:


"- Só me faltava essa. Perder três ônibus, um dia inteiro de aula e ainda um problema para resolver com o departamento em horário de almoço".


E então ele me disse:

"- Acho que foi a combinação do sorriso com os olhos..."


Abre parenteses:

[Já melhorou né?]


Mas embora Helga tenha ficado presa no armário de casa, durante o aprasível encontro outros personagens queria emergir da minha cabeça, enquanto tentava afogá-los no fundo do mar azuzíssimo.
"- Tanto zelo, que o menino está pensando na melhor ora para o abate..." [eu mesma]
" - Ele parece tão perfeito. É porque tem problemas... [meu irmão Jou costuma dizer]

"- Xii! Sei não, ele deve ter o pinto pequeno...[a irmã siamesa]"

" - Ele deve ser gay..." [a loura de parar o trânsito]


Ok! o que pude constatar, sem querer analisar, mas analisando, é que talvez ele seja inseguro e tímido e por isso tanto cavalheirísmo. Cheguei intacta em casa, me perguntando será que vai rolar química? Sei lá...Mas pelo menos fugi dos padrões de comportamento dos psicopatas e associados, pelo menos por enquanto.

sábado, 12 de setembro de 2009

Tu chavecas, ele chaveca, nós chavecamos, vós chavecais, eles chavecam


- Pois não!

- Ah! Aqui é o "Fulano". Liguei porque fiquei curioso em saber se você conseguiu resolver seu problema no departamento pessoal?"

-Ah sim! Consegui. Foi o que você havia dito mesmo.

- Ah! Que bom.
- Fico grata pela preocupação.

- Sim, mas eu te atrapalho?

- Não, estava descansando. Iria ligar para você na segunda agradecendo as informações e tal. Hoje cheguei tarde, cansada e imaginei que hoje sendo sexta, a maioria do pessoal sai pra curtir e tal...E além do mais não conheço muita gente aqui, então meu maior programa é trabalho e praia.

- Eu também acabei saindo tarde do departamento e estou saindo da especialização. Então já que você não conhece muita gente aqui, que tal praia esse fim-de-semana que é o que você gosta de fazer?


Parênteses como diz Jad

[Isso foi um convite, um encontro? E não foi do tipo pornô "e aí gatinha, vamos tomar uma cervejinha?"Pausa: nada contra a cerveja, mas...]


- É pode ser, então, você me liga tá?


[Outra pausa: ainda não dá para correr de medo no telefone a não ser desligar grosseiramente e isso não dá né?]

- Ah! E obrigada mais uma vez pela preocupação.

- Não a de que, mas não liguei apenas por causa disso. Quem pode esquecer seus lindos olhos verdes.


[Outra pausa: que cantada mais manjada. Touchdown para ele! Pontos a menos, mas não vou ser precipitada e tirar conclusões. Entretanto, gostei da agilidade com que ele me rastreou e se pos apostos.Touchdown para ele! Pontos a mais, o que significa coluna do meio. O fato é que o celular ainda se encontra desligada. Uma corridinha básica de medo, rs.]

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Direto da toca do lobo: a males que vem para bem


Pois é! "Estava puta da vida quando meu amor me chamou..."[marchinha de carnaval sem devida autorização para modificação vulgar]...De fato estava puta porque para mim quase sempre o problema não é trabalho, mas dinheiro. Não posso ver um caixa eletrônico que já tenho espasmos...Fui receber o pagamento do meu novo emprego e o que aconteceu? Estava faltando grana...Baixou o banzo e lá fui eu conciliar horários de trabalho para ir em um dos protocolos da vida.

Então, depois de perder três ônibus para a universidade e chegar na hora do almoço morrendo de calor e desesperançosa de encontrar alguém na "contabilidade", estava lá. O rapaz que me atendeu desde o início da minha contratação.

Como sempre solicito e atencioso. Expliquei a ele e foi então que ele foi verificar se estava tudo OK como meu contrato e quem deveria procurar para resolver a pendência financeira. Foi então que devido as explicações começou aquele momento: "Olhos nos olhos eu quero ver o que você faz"...Eu? O que é que eu faço? Sei lá, como sempre fico aterrorizada com vontade de sair correndo e gritando. Pois é, a mulher tão decidida profissionalmente é uma guria quando se trata de paquerar e tal. E essa é a segunda vez dentro de duas semanas que alguém paquera comigo deliberadamente e eu nem percebo e quando percebo saio pela tangente. O último atacou até minha mão dentro do ônibus de viagem enquanto eu dava uma desculpa esfarrapada esperando que ele pegasse as malas dele e fosse embora. Na verdade, ele não era feio. Bem apessoado e altíssimo, do tipo que dá para se pendurar no pescoço, usava trajes sociais.

Fuga realizada com sucesso, dessa vez, antes que pudesse fugir do departamento pessoal, o rapaz segura na minha mão e me dá dois beijinhos. Saí de lá com ego inflado claro e completamente desorientada. Não sabia mais nem o caminho para ir para sala de aula...Enfim, ele foge aos meus famosos padrões de de interesse relacional: não parece porra -loca e tem cara de menino de família e é um rapaz "mion". Mas lá vou eu dar mais algumas aulas e já até esqueci esse probleminha financeiro...kkk. Cãmbio, desligo, direto da toca do lobo e que bom que o mal financeiro veio para um bem

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Por justa causa


Não, não fui presa. Ainda bem...seria um transtorno, mas lá vão alguns eventos dessa semana que antecedeu o feriadão e pós, claro exigiram atenção e risos. E haja Thaisa para tudo isso:



  1. Por que será que quando a gente passa uma semana longe do computador a nossa vida virtual vira uma bagunça? Afff! pense numa enxurrada de e-mails. Daqui a pouco vão implantar um chip na gente quando nascermos para ficarmos concectados 24 horas na net. Deixou de ser facilidade para virar escravidão, nam;


  2. Peça Quebra-Quilos da Companhia Alfinim no Projeto Palco Giratório: muito boa. Humor, história, e arte. Basta dizer que há um momento que o palco se torna plateia e a plateia se torna palco. Fantástico. Você ainda percebe que um ato simples, como comer uma banana, pode ser cheio de personalidade. Sem contar a distribuição de alfinim. Moral dessa história: "o homem deixou de ser a medida de todas as coisas para que as coisas se tornassem a medida de todos os homens". Sem contar que... "Ser diferente, é ser especial, é sina";


  3. Uma tarde inteira viajando e ao chegar em Campina City estranhei a mudança brusca de temperatura: do calor intenso ao frio. No horizonte vi um tipo de fumaça e pensei: "Tô chegando ao Rio de Janeiro não é a Campina não, nam. Oxe, a cidade tá pegando fogo é?" ;


  4. Momento com os amigos que estão numa campanha "Adote Thaisa Já!". Porque ninguém pode olhar para mim que o povo já acha que tem paquera. Já avisei: vou sair com um laço de cowboy e laçar feito um bufalozinho o primeiro que aparecer...kkk, nam, povo doido;


  5. Quanto a justa causa refere-se a um dos acontecimentos dessa semana. Fui ser fiadora do apartamento para uma amiga e descobri que meu nome estava no SPC. Eu nem me lembrava mais o que era, nunca mais havia comprado no comércio nem utilizado cartão de crédito. Daí depois de uma consulta paga de R$ 3,00 descobri que foi por causa de R$ 30,00 de um cara que comprava livro no "escambo". Ou seja, algo deu errado. Mas tudo bem. Dívida pequena e foi por uma justa causa: livros. Daí Kel afirmou: " Ai meu Deus se eu fosse para O SPC seria porque motivo? Comida?";


  6. A "tragédia" que teve de ser diluída foi confroto de gerações entre mai Amy e vó Hittler. Tõ pensando em mudar para Ivone de Caminho das Ìndias que foi na minha casa jogar na cara da minha mãe que ela esta se sentindo muito importante com o meu novo trabalho...Como se ela não tivesse o direito de ficar feliz pela filha, por mim, neta dela. Mas tudo bem, tem gente que nasce para ser desagradável e estragar a vida dos outros. Mami chegou a pedir que Hittler se retirasse e ela disse que estava sendo expulsa. Mami entrou chorando e pensei que ela ia ter um troço. E o pior que já me deparei com situações assim. Alguém que amo ser perverso a ponto de querer enlouquecer...

Muitos eventos para pouco tempo. Que bom que mesmo assim foi um tempo bom...