segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ameacei: "Vou matá-lo e me livrar do seu corpo"


Bem foi exatamente isso que disse ao meu mais recente candidato “a bom moço”:

- Eu vou matá-lo e me livrar do seu corpo, o que vai se difícil...

- Nossa! Não sabia que ensinavam isso na universidade.

Também depois de passar um tempão rodando e ele trocando em menos de um segundo as músicas de modo compulsivo, eu me estressei e implorei que ele deixasse passar pelo menos uma música inteira porque senão iria matá-lo. Sem contar que o menino não queria ir para agito, mas sugeiru uma casa de forró, mesmo eu tendo dito que não suportava forró. Teve sessões de desejos e indecisões do que comer, organizando sempre em horários...

Abre parênteses:

[Eu sabia que ele tinha um defeito. Além do forró, ansiedade, super organização e regrado, apresenta-se como uma versão mais antiga e obsoleta de mim mesma na época do vestibular...Socorro!]

Prometi a irmã siamesa que iria tratá-lo com gentileza até que provasse o contrário. E mesmo ele me irritando muito, mentalizava que estava dentro de um mantra Zen.

É melhor começar de algum começo:

- Desculpa, mas não planejei nada [sexta à noite...]. Não tive tempo e aceito sugestões.

- Não conheço muita coisa, mas já ouvi falar da Ribeira.

- É mas, lá é assim...

- O que? Qual o preconceito?

- É alternativo.

- Ótimo, “vamo cair dentro...”

- Não, acho melhor não ficarmos. Estou cansado, aqui é agito e tal.

- Então escolha o que você quer fazer.

-Não sei.

- Ah! Já sei vamos para “O Sala de Reboco”.

- Não! FORRÓ não! Eu preciso de um porre antes;

- Ah! Meu deu fome. Vamos comer sushi.

- Pode ser.

- Eita, ta fechado e agora?

- Pizza?

- Na verdade estava com vontade de comer sanduíche. Tem problema para você?

- Não claro que não.

- Tem certeza?

- Tenho.

- Porque se você não quiser podemos comer pizza.

- Não, então, vamos.

- O que? Embora para casa?

- Não! Comer seu sanduíche ora...

E pior no final do encontro olhava para cara dele e lembrava do Ex. Socorro! Aí que me deu vontade de sair correndo e gritando. E não era o ex como ele é, mas como foi. Surtei? No outro dia enterrei-me na cama e fui resgata pela irmã porque a única coisa que vinha na minha cabeça era: Será que nunca mais vou sentir algo avassalador, intenso, forte, como já senti? Foi tão único assim?

Conselho da siamesa:

- Deixa para você tirar conclusões sobre sentimentos quando você varrer metade da cidade. Aproveite e não seja imediatista.

E para consolar, a irmã me fez bater perna no shopping como se eu fosse Patty girl, mas foi só religar o celular já havia mensagem convidando para filme. “Saída pela direita...”. Terceira chance? Sei não...O primeiro encontro foi ótimo, o segundo foi estressante e o terceiro? Nossa!


A irmã me fez prometer o terceiro enocntro.

Sugestão dele: filme no shopping. Ok! Nada mal. E em seguida mais alguns dilemas de domingo: Esse ou aquele shopping? Esse ou aquele filme? Essa ou aquela lanchonete? E eu:

- Tanto faz. Escolha.

A escolhida verdade nua e crua: comédia romântica de como homens se disfarçam e são garanhões ao mesmo tempo, e de como mulheres são mulherzinhas apaixonadas e decidas qaundo querem. Rendeu umas boas risadas até que ele ligou para saber sobre o edital do concurso da Receita Federal daí pensei que o ar iria ficar preso nos pulmões dele. Pedi para que relaxa-se o acalmei, ele se desculpou ao me deixar em casa, dizendo que tinha que se empenhar a partir de agora [enterrar a cara nos livros, o que eu também preciso fazer...]. Já fiz a parte mais difícil por ele: dei um abraço, desejei boa sorte e disse que "não pirasse na batatinha" porque assim tudo daria certo e que ele iria ver o nome dele na lista de aprovados...

RESUMO DA ÓPERA: acho que como candidata a paquera, namorada ou afins sou uma ótima amiga...Além de terminado o que nem começou...E lá vmaos nós...

Um comentário:

  1. Ow meu Deus, nem fiquei sabendo desse pretendente!!! Mas aprendi uma coisa nessa vida, nada que não dá certo é em vão, as repostas sempre estarão lá ma frente! Beijos

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