sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Masturbatorium


Quatro mulheres, quatro estranhas, quatro histórias, em quatro lugares diferentes e ao mesmo tempo. A primeira transava com o marido. A segunda com o namorado. A terceira com um quase desconhecido. E a quarta e última estava vendo TV na sexta-feira à noite.

A casada estava no banheiro, chorando escondida depois de ter transado com o marido. A água do chuveiro se confundia com as lágrimas e a dor no peito ocasionada por mais uma transa maluca que seu marido tinha inventado. Era a maneira que ele encontrava de subjugar seus sonhos e a aprisionar seu gozo porque apenas um poderia ser pleno naquela ópera egoísta de apenas um ato.

A segunda suspirava de decepção porque mais uma vez seu namorado, sem sentimentos por nada nem ninguém, tinha precisado de “ajuda” para gozar sozinho. Problemas com álcool, ereção e ejaculação precoce era tudo de que ela precisava para segurar um relacionamento e se sentir importante para alguém, necessária.

A terceira esperava uma noite alucinante, ou quem sabe, na pior das hipóteses, uma “brisa”. Caía na noite e nos braços de um homem que conhecia não muito bem, mas o necessário para depositar alguma confiança de que talvez, dessa vez, dessa vez...Ops! Mas acabara de não ser...Era mais um incompetente metido a sabichão para quem ela precisava fingir e não deixá-lo com o ego detonado.

A quarta, essa? Essa enquanto assistia comédia na TV acabo decidiu subitamente chamar pelos seus cinco amigos porque apenas um não bastava: Midinho, Vizinho, Maior de Todos, Fura-Bolo e Cata-Piolho. Sem sentimentos, sem imagens românticas e idealizadas, apenas ela e os cinco. Uma conta precisa que precisou do tempo necessário para que o calor, a dormência e o torpor do prazer tomassem conta daquele momento:
- AAAAAM! – e em seguida uma boa gargalhada porque o personagem do filme tinha feito uma boa piada.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Eu tô trevaliando tô?


No popular nordestês trevaliar significa ficar doido ou ter lapsos de consciência...E por quê eu me fiz a pergunta se estou trevaliando?


  1. Por que antes eu achava que moradia podia ser qualquer uma que tivesse o mínimo do mínimo para sobrevivência. Com o tempo, a idade, problemas com sono e tipos de comida, comecei a perceber que não é bem assim...Respeito o jeito que cada um quer viver - se numa barraca de campim, num casarão, numa pocilga - mas eu sei que eu preciso do mínimo mais para básico: lugar central, arejejado, limpo, seguro e confortável. Por isso que aqui em Natal procurei algo assim: simples, mas básico. Entreanto, fui sacaneada. Optei por uma hospedagem para adaptar-me em ficar de fato sozinha, mas nem tanto, e nisso a senhora com quem fiz o acordo disse-me que o melhor quarto ficaria para mim, com excessão de uma locação no feriadãod eoutubro passado. Então, ficaria uma semana num outro quarto menor. No ato ela não me mostrou o quarto porque estava ocupado, mas confiei nela - hoje duvido se estava mesmo...Mas como sou daquelas que acreditam que as pessoas são inocentes até que provem o contrário. A mulher depois deuma semana me informou que era o "quarto caixa de fósforo ou nada", com todo o arrodeio do gato subiu no telhado, ou nada. Era alta temporada e eu não poderia ficar no quarto que estava. Mas ela não me informou nada no ato? E agora como é passar a maior parte do tempo para descansar num quarto pequeno, quente, numa cama pequena e desconfortável, que para tomar banho tenho que estar fora do box porque sou grande e desviar do ventilador de teto?Às vezes me pego rindo dessa situação, sabe? Mas dei uma de doida e vou catar outro lugar mais cedo do que ela previa. "Olho por olho, dente por dente". Eu sou boa, mas quando sou ruim sou melhor ainda...

  2. Por que será que a gente tem o que merece? Tô perguntando isso simplesmente porque aqui ou lá sou posta em situações do tipo: "não quero ler", "não quero entregar a atividade"...e eu faço a conciliação, um acordo, sendo uma profê tipo democrática, mas hoje quando interpelei gentilmente sobre estarem atrapalhando a aula, um veio com quatro pedras na mão e para não pedir que se retirasse como se faz no maternal, em plena faculdade, ignorei e fiz de conta que nada tinha acontecido. Mas que meu vontade de mandar pelo menos tomar no cú, deu...Agora me diga como pode haver imparcial nessas situações em que um acha que sabe tudo e mostra que não sabe nada? Que acha que tudo pode ser conseguido no "grito"? Não tem como...Se não colabora quando está ausente nem presente, paciência! Com que escala avaliou um trabalho que num diz né com cré? Não há acordo que suporte...E olha que nem só do tipo que cobra presença. Não quer estar presente, saia. Sem ônus. Se é autoditada que bom para você;
  3. Bestando...tudo bem que nada se cria, tudo se transforma, mas a novela Viver a Vida não é muito recorte e cole não? E olha que ata amigas minhas noveleira falaram à respeito. Tipo Renata faz um tipo de Amy Winehouse, As amigas Helena, médicas e loira fatal o quarteto Sexy in the City e por fim e não é quer Lilian Cabral e Niemayer parecem que repitiram a dobrinha do casal do filme Divã. Ah! Tô suspeitando que até Dora e a filha é um clone mãe/filha em Gilmore Girl's...;
  4. Há! Quando vejo aqueles regadores de grama aqui, me dá uma vontade de tomar banho...nesse calorão hem? Hoje pela manhã vi um casal fazendo isso e ri...Massa!

Ás vezes pareço trevaliano, pareço? Acho que não...Por isso que muitas vezes só a estupidez e autoritarismo são entendidos e obedecidos à risca. Que saco! Mas tá bom. Sem reclamações. Ossos do óficio...


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ui, que susto!


Sabe quando você não quer pensar? Eu não quero pensar, por isso que para mim, relaxar é não pensar...E hoje enquanto dava aula e mostrava um curta vi a imagem do "ex " no vídeo. Pense num susto. Parecia que tinha encontrado-o na vera, ao vivo, e de surpresa. E num é que eu tinha esquecido que tinha imagens dele? Ok, o coração acelerou, mas logo se recompôs por saber que estávamos a quilômetros de distância. Não vê-lo é não pensar no que se foi...perdeu tá perdido ora!

Apesar do impacto encarei como um test drive porque afinal um dia vou encontrá-lo e não vai ser sozinho. Óbvio. O duplo impacto poderá ser amortecido então por essa experiência de remapeamento cognitivo...Essa minha reabilitação vai valer a pena. Tem que valer.

QUERO MANDAR UM SALVE:

Para Jad: SALVE! Sim me meto em roubada, mas é sem querer, querendo...kkk, mas não dei mais pé para que a "criatura" procurasse o meu ouvido. Não dei nem sinal de vida aos torpedos de agradecimento que vieram depois. Tô ficando inteligente.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ama-se o amor ou o amdao? O meu retrato de Dorian Gray




Essa pergunta me veio em mais um episódio com o “Super-Sincero”. Quando eu já imaginava que já estava tudo certo, ele reaparece de surpresa para me perguntar, depois de um logo rodeio do tipo “o gato subiu no telhado”:

“- Eu queria saber se ficou claro para você sobre a nossa última conversa? Também porque eu não queria que você ficasse com raiva de mim. Queria que você fosse minha amiga...

De cara achei o menino um tanto perturbado, do tipo que não aceita rejeição e tal, ou então, que ele estaria me subestimado quase me perguntando se precisava desenhar para que eu entendesse. Não falei o que pensei. Guardei a indignação para mim porque não queria dar um “piti” e parecer loca-loca pelo cara. Coisa que realmente nunca estive. Bem à primeira vista mesmo, ele me pareceu interessante. Algo que foi desconstruído logo no segundo encontro e telefonemas.

Depois de ter dito a ele que tinha entendido a plaquinha de “danger” ele engrenou um papo tipo eu e minha “ex”. Cara eu não acreditei. Como assim Bial? Eu tinha virado um grande ouvido humano para o caso da ex. Uma “amiga psicóloga”. Isso era novidade para mim. E para mim isso era coisa que só acontecia com “o vizinho”. Mas, enfim, imaginei que depois dessas, por que não foi uma, mas várias mancadas a criatura ia me esquecer né? Que nada. Durante a mesma semana me ligou e eu não atendi porque estava dormindo. Na mesma semana ligou de outro número e ao atender disse que teve vontade de conversar comigo...E daí tentei sair pela tangente: “-Ah! Se eu não tiver estudando ou dando aula, de repente, a gente pode conversar tá?” Ainda fazendo a linha simpática e madura. Vale salientar que uma tarefa árdua nesse episódio em particular.

Só sei que em pleno domingo enquanto me degladiava com os livros, mas um número desconhecido e como estava de guarda baixa, atendei. Já era ele na porta de casa me chamando para andar no calçadão da praia. Como assim? Eu não tinha nem como dar o “dispensa”. Ok! E lá vamos nós. Isso parece coisa de novela de Manoel Carlos... E daí de cara disse-me:

- Você foi um anjo que Deus pôs em minha vida.

Arra! Eu sabia. Eu sabia que na cabeça dele eu tinha um “propósito maior” na vida dele, do tipo: nada acontece por acaso. Esse meu sexto sentido...Tirando a parte do elogio, ouvi uma longa conversa sobre ele e a “ex”. No começo estava atenta aos detalhes e disposta a ser “alugada”, arrancando alguns detalhes para entender o que diabo se passava e menino desmitificasse essa coisa de que eu era algo “maior”...mas caramba lá para as tantas o que descubro: não é que a história dele tem haver com a minha história. Teve momentos em que eu o achei uma “encarnação” de mim mesma nos estágios iniciais da minha relação. Palavras como vício, projetos de vida, respeitar o jeito dela... Depois achei mais parecido com o ex e daí tive vontade de correr com medo. Até que disse uma coisa quando ele tomou um fôlego que doeu nele e depois em mim...Jesus me salve:

“- Ela até pode sentir algo por você. Pode também estar confusa porque não sabe definir ao certo o que sente por você e também não quer abrir mão...é mais confortável ter você por perto, caso algo dê errado. Não descarto essa hipótese, mas não quer se responsabilizar pelo que venha a acontecer e você quer uma pessoa que se responsabilize. Talvez ela não seja seu grande amor, mas seu primeiro grande projeto a dois e é disso que você não quer abrir mão. É isso que você quer concertar porque começar do zero é muito mais difícil e significa que o projeto não vai ser o mesmo. Não é o vaso de cristal que você idealizou, mas um mosaico desse vaso que nunca vai voltar a ser o que era, mas vai tomar outros sentidos que, se você conseguir, vai ter uma figura própria, um significado particular. Nem melhor, nem pior”.

Caramba! Ele parou e chorou. E eu pedia desculpas enquanto ele me dizia que a dor era necessária para “tirar o elefante da sala”. Como não sou adepta a exposição, principalmente a quem mal conheço, me senti na obrigação em dizer que tinha passado por uma situação parecida e que já tinha experimentado todos os estágios. E que ele ficasse a vontade para fazer o que achasse melhor para ele porque eu estava numa zona estranha do QUASE: eu quase fui algo para ele, eu quase era amiga dele e nunca poderia ser sua quase psicóloga. Aconselhei que ele procurasse uma profissional da área psi que era o mais sensato que eu poderia fazer por ele nesse momento.

Depois dessa longa conversa minha vontade foi tomar um porre. Mas graças a Deus, acho que sem sacar, sugeriu que tomássemos um Milk Shake de chocolate porque eu já tinha dito que amava chocolate. E foi bom para tirar o peso da conversa. Foi bom para parar de olhar o meu próprio espelho distorcido no espaço-tempo, como quem olha o retrato de Dorian Gray.

A minha cabeça já tinha começado a rodar e já bastava: “Amamos o amor, o projeto, a segurança, a idealização que representa, ou o amado, com suas imperfeições e mortalidade, no sentido de ser mortal e não inumano?

Eu? Eu amei o amor. E amar o amor, no meu caso, é amar tudo que pode ser salvo. Por isso sempre me meto em “causas perdidas” pessoalmente, profissionalmente, politicamente... Síndrome de super heroína. Naquela tarde queria salvar o Super-Sincero. Salvando-o, salvava a mim e ao meu ex. Mas a única coisa que pude me dar conta no fim de tudo é que quem precisa ser salva sou eu, por mim e de mim mesma. Eu sou nesse momento meu próprio projeto de amor, de salvação e de amada. Se é preciso ser sábio para saber quando voltar atrás, dar o braço a torcer e salvar, também assim o é para desistir, deixar partir e não salvar o que precisa ir.

sábado, 24 de outubro de 2009

Um mix de sonhos e coisas boas


Pegando um pouco da idéia dos oito sonhos de Jad e das coisa boas da vida da Patrícia...Lá vai as coisas boas e os sonhos:

  1. Acordar sempre perto do mar e ter tempo de desfrutá-lo de manhã cedinho e fim de tarde;


  2. Poder compar livros só porque me chamou atenção, sem ter que necessariamente fazer uma prova, dar uma aula ou estar atualizada com coisas da minha área;


  3. Não ter espinhas;


  4. Ter um amor que quando eu estiver triste me traga chocolate e revistinha da Mônica;


  5. Poder sempre trabalhar com o que gosto sem me preocupar se será para o resto da vida ou por um tempo, seja por causa da grana ou pela falta de instabilidade;


  6. Estar sempre com minha família unida numa melhor de três;


  7. Poder sempre ter momentos de muitas risadas com meus amigos;


  8. Abrir a bolsa e ter grana para comprar um sorvete quando me der vontade, independente da data do mês;


  9. Poder realizar sonhos dos que estão comigo;


  10. Deixar de ter insônia.


  11. E depois da postagem da Patrícia viver como na propaganda de cerveja.. .

    Acho que tá bom né?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Momento Helena de Manoel Carlos

Bem, em homenagem a novela que mi faz "mimi" porque todo pobre é "chic", toda Helena tem um gostosão de plantão mesmo quando esta sendo chifrada e todo mundo é fotográfo e tem uma máquina power...Hoje sai de máquina na mão e fui dar uma volta na praia de Ponta Negra e apesar de não ser a Helena e não ser fotografada as escondidas pelo Thiago Lacerda nas ruínas da Jordânia, gostei muito das fotos...Direto da minha cabeceira submarítima...Porque viver a vida também faz bem...


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Amor ou perversão?


Ela pegou o telefone e disse suas últimas palavras a respeito daquele encontro inesperado, conturbado, no entanto, desejado há tempos:

- Posso estar sendo insistente, mas não vou ficar engasgada. Primeiro: sim, você foi um idiota. Me magoou colocando-me na posição de grande culpada de tudo e vocês os mártires. Tomou dores que não são as suas. Tola solidariedade masculina. E nem amigo seu era. Não passavam de conhecidos até que me afastei dele e por coincidência,, automaticamente, houve uma aproximação entre vocês. Por que será? A melhor maneira de combater o inimigo não seria estando próximo a ele? Segundo: se ele fosse tão “gente fina” assim, o que justificaria o meu distanciamento depois de anos de convivência? Algo sério não teria acontecido, ou melhor, várias coisas sérias não teriam acontecido? Se ele é tão bonzinho assim, leve-o para casa e o experimente. Terceiro: na ocasião não tive oportunidade de te dizer o quanto ele falou mal de você em outras oportunidades. Um tanto que “estragando” o meio de campo: um cara underground, mais conhecido nas antigas por misturar psicotrópicos e drogas e que tinha como lugar mais comum de encontrá-lo, de bom grado, a sarjeta. Mas naquela ocasião qualquer coisa a você a respeito soaria como despeito. Aquelas informações me aterrorizaram e ele sabia onde atingir, o medo que cultivar. Quarto: pela sua covardia não haverá tempo a dar. É preciso coragem para saber sentir e viver. O trem passou e você perdeu na estação. Não quis se comprometer? Azar o seu. Detesto essa saída dos medíocres. Passar bem.

E ela desligou o telefone porque quem engole mosca é sapo.


QUERO MANDAR UM SALVE:


Para Larissa Lino que também tem as palavras certas nas horas certas. Salve!

domingo, 18 de outubro de 2009

Explicações


René Magritte

Como num conto de fadas. Um noivo maravilhoso, um apartamento só "deles", uma aliança e felicidade para dar e vender...Na medida em que a relação ganhava formas, assim também ganhava formas a intimidade e a seriedade do relacionamento dos dois. Não pensavam no histórico dele: uma separação e ex-namoradas. Tudo parecia perfeito. Trabalhavam juntos, viajavam juntos...contato total por telefone quando um se separava do outro. Parecia que um perdia o pedaço do outro nessas ocasiões inevitáveis.

A casinha que abrigava aquele amor era aos poucos ainda mais cultivava. Ele precisou viajar e dessa vez a convenceu que não seria bom para ela e que ficasse ali, naquele lugar, cultivando o amor e a espera dele, seu amado. Convencida e feliz. Essa viagem foi sucedida de vários telefonemas e vários presentinhos que a deixavam ainda mais "fofa" de felicidade. Até que um dia suspeitas, talvez um pouco improváveis diante de tanto amor, começaram não só a surgir na cabecinha dela como apresentavam vestígios.

Uma cama desarrumada no meio da tarde só veio a atiçar as suspeitas de um outro dia que uma colega de trabalho desceu do elevador e deu de cara com ela:

- O que é que você está fazendo aqui?
- Eu? Vim buscar um livro seu emprestado.
- Mas eu não moro aqui!

E rapidamente a colega se esgueirou para fora do rol do apartamento enquanto ele descia as escadas. Com um sinal ela indicou que ele as subisse novamente. No apartamento todo um interrogatório onde ele a fazia se sentir ainda mais paranóica. Mas a desculpa que ele deu não se encaixava com a dela. Desse dia em dia faltavam apenas mais alguns dias e provas porque nenhum crime é perfeito.

E num outro dia enquanto estava só no apartamento e ele fazia uma viagem rápida, lá estava na gaveta: as fotos da viagem que ela não foi junto com ele, mas com a colega de trabalho. Essa era a prova. Em meio a tantos telefonemas de amor era com ela que ele estava dissimulando...

A noite da descoberta foi longa e regada a duas garrafas de vinho e cigarro. Ao chegar logo cedo, ela notificou:
- Temos que conversar.
E nessa conversa ela jogou na cara dele as provas daquela traição. Como assim? Na cama dela, na casa dela, no trabalho deles...Era demais.

- Naquela gaveta eu não encontrei apenas as fotos da sua traição, mas o meu atestado de sanidade mental, o da sua ex-esposa e namorada.

Imediatamente ela pediu demissão, mas não deixou de ir ao último evento do ano do trabalho, aonde estariam reunidos todos os colegas, inclusive ela, a outra. Uma mulher casada, com um filho pequeno, que a torturava nas reuniões de trabalho, que fazia com que todos rissem dela porque não sabia de tamanha traição e que fez, por fim, questão de plantar a prova das fotos no apartamento deles.

Ela estava impecável ao lado dele. Apenas espreitando o clima de suspense no ar: será que ela se vingaria? Será que ela entregaria ao marido da outra as fotos comprometedoras?

Mas não. Ela preferiu o deleite de vê-la contorcendo e escondendo-se do raio de visão dela por toda a festa. Depois disso, o tempo se passou e algo havia quebrado. Eles ainda passavam às noites juntos enquanto ela se recompunha do golpe da traição, do sonhos despedaçados. Mas cada noite ficava mais curta porque simplesmente no meio dela ia embora. Deixando uma imensa cama vazia. E a certeza cada vez maior e mais contundente que ele acordaria cada dia a mais sem ela, sem a sua presença, junto com o vazio e sem ninguém para adorar o seu narcisismo.

Meses depois se separaram definitivamente. Ela quase inteira. Ele caminhando com sua vida do jeito que sabia. E a outra. Essa? Essa foi deixada algum tempo depois por ele mesmo e por causa de outra que aparecera. Enquanto isso aqueles mesmos colegas de trabalho, que viram sua glória e ascensão, naqueles últimos momentos viam uma mulher estrebuchando de dor e esgueirando-se pelos corredores porque além de ser a profissional que trabalhava com aquele homem, motivo das fofocas daquele setor, também era a mulher casada e abandonada pelo amante, cumprindo para finalizar o propósito a que veio: ser apenas mais uma e a ponta da vaidade daquele homem tão encantador.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Doces ou Travessuras


Não é haloween, não sei nem se já passou, mas não poderia deixar de registrar alguns eventos que sairam ontem na confraria de mulheres e bruxas aqui em casa. Quando era criança:
  1. Enfiei o grampo na tomada e levei um chocão;
  2. Escorreguei do balanço e fui parar num motinho de terra do parquinho;
  3. Levei um supapo da rede e fiquei quietinha enrolada na rede enquanto mami achava que eu tinha morrido;
  4. Na gincana da escola tinha uma prova que pedia o histórico escolar de um pai ou mãe que tivesse estudado na mesma escola e mami foi deixar o dela. E sabe o que fiz? Tirei o coro dela na frente de todo mundo porque ela tinha nota vermelha em matemática. Como eu já era "pela saquinho hem?";
  5. Coloquei um vidro de óleo Johnson na cabeça e uma caixa de maquiagem na cara quando minha mãe saiu;
  6. Me perdi no centro do Rio de Janeiro. Quando mainha se deu conta que eu não estava literalmente pendurada nos cóis dela foi reconstituir os passos e lá estava eu no meio de uma rodinha e o povo me perguntando quem eu era, onde morava...mami me tirou da rodinha aos supapos. Dessa vez a culpa não foi minha. Esqueceram de mim!;
  7. Dedurava/inventava coisas da minha mãe para o meu pai em troca de chocolate. Mercenaria hem?;
  8. Quase fui atropelada ao atravessar a rua correndo por causa de uma garrafa de coca-cola...
Acho que por enquanto é só. Nem são lá travessuras assim, enormes, mas foi engraçado lembrá-las...

QUERO MANDAR UM SALVE PARA:

Jad: que disse em seu blog que nossa amizade vigou com o tempo. Salve!

Larissa Lino: Porque disse que tinhas as palavras certas na hora certa. Salve!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tapa com luvas de pelíca não, mas de boxe



- Ah! Como foi o evento da Universidade? Não pude ir porque estava resolvendo outras coisas, mas sinto que o professor sente falta quando a gente não vai... - e daí foi um blá-blá sobre as regras do jogo da pós quando de repente, na lata, me vem uma pergunta que parecia um tratado sócio-psicológico... - Metamorfo

- Assim, quanto tempo mesmo você não ver de fato e de direito ele? - Metamorfo

- Acho que uns quatro meses cortamos contato geral - Mística

- Na verdade eu queria saber qual a sua compreensão sobre uma relação difícil que descamba para problemática? - Metamorfo

E daí fui na melhor do "gato subiu no telhado", explicando que numa relação quando as diferenças se acentuam e angustia é maior do que as afinidades, quando você deixa de ser você para ser outra pessoa, quando se tenta de tudo - um entrar no mundo do outro respeitando as diferenças e mesmo assim não dá certo - é porque tá na hora de cada um seguir seu caminho...

Ufa! Nunca ninguém tinha me feito uma pergunta desse nível. Não era simplesmente responder,. com todas as emoções. Era excluí-la e deixar o racional falar...Dei uma descolada e só retruquei;

- Menino depois da sabatina do projeto tu ainda quer fazer uma sabatina sobre minha vida pessoal e profissional é? - Mística

- Na verdade eu gosto de conversar sobre essas coisas e sei que você não é uma pessoa blindada [e daí eu pensei na hora: "você está por fora, a diferença é que eu tenho problemas com a criptonita"]. - Metamorfo

- Vem cá, com quem você conseguiu informações sobre meu perfil relacional com "ele"? - Mística

- Ele mesmo me contou, não com essas palavras, mas eu fiz as minhas interpretações... - Metamorfo

E eu pensei filhos da puta pro dois...É rinha de galo ou competição de quem faz xixi no território mais longe. Detalhe: nem pensem que o alvo sou eu hem? Sou móvel...

A irmã siamesa perguntou porque é que você não perguntou: " Sim, mas qual é seu interesse nisso?".

Carríssimas fui pega de surpresa e tentei sair da saia justa de salto alto e não descompensada pô! Mas confesso que estou com ódio.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O backSpace do e-mail não postado


oi,

sei que já faz muito tempo que a gente não se fala, nem se vê e sei que da última vez fui, na medida do possível, polidamente enfática quanto ao nosso termino, mas está sendo tão difícil sem você, sem os nossos sonhos. Há um vazio a que dento e lá fora é dolorosamente insuportável. Então...venha. Por favor! Venha me ver. E tente não me culpar, nem me cobrar, apenas venha. Venha me salvar de mim mesmo e do vazio que a falta dos nossos sonhos fazem.

Ao final do e-mail percebeu que se o enviasse o preço cobrado seria alto demais. Uma fatura de cartão sem fim e com juros. Então ela acabou apertando o backspace e insuportando aquele vazio, sozinha. Prefirou relizar uma chamada sem identificação e dela ouvir pelo menos a voz:

"- Alô. Pode falar.O que você quer ouvir?

E o silêncio perdurou na linha até que ela desligasse"

Dias antes ela já tinha recebida uma mensagem que dizia...

“Tem coisas que não precisam ser ditas, apenas vividas e sentidas. Sinto saudade...”


Se, ela pelo menos tivesse esperança que as coisas pudessem mudar, que dessa vez pudesse ser diferente, mas não. Dessa vez não restava mais nada: nem a esperança de que dias melhores poderiam vir...Foi melhor assim.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eita feriadão arretado



Melhor do que praia? Praia com amigos.
E melhor do que praia com amigos?
Praia com amigos e família.
E melhor do que praia com família e amigos?
Praia com amigos, família e show do Skank...
Resultado final: diversão e um tampão do dedo a menos por causa do "trupicão"...Sem contar esperar o dia amanhacer dentro do carro depois do show. Essa vai para a minha listinha de caso de "mochilações"...
PS.: É impressão minha ou a galera de Jampa está menos alternativa? Vi tanta Paty de salto agulha num chão de terra batida...E essa não é a primeira, mas a segunda impressão.

"Sinto muito se não fui feito um sonho seu..."
(...)
"Porque eu te espero nas manhãs..."
(...)
"Prefiro continuar distante..."
(Skank)

sábado, 10 de outubro de 2009

E a vida imita a arte ou vice-versa tanto faz?


Bem, chegando em casa depois de bater perna vi essa cena da novela "viver a vida", que por sinal em nada me agrada, mas que bateu forte. Por quê? Porque eu já tive meu momento Miguel e meu momento Angela. Ou seja, de amar e chorar por amar. E sofrer por amar e amar o sofrer. Amor suicída e ser suicída por amor...sem saber ao menos qual a saída. Espero que nunca mais essa cena de autodestruição mútua se repita em minha vida.

Para quebrar o impacto desa filosofação...Vocês já virão a moda do adesivo para depilação artística, com desenhos? E aí eu fiquei discutindo com a irmã siamesa o cara no maior frison tirando a calcinha da mulher e ao olhar para vagina dela encontrar os pêlos pubianos desenhado em formato de estrela, florzinha, boca...Cara, essa moda pega? Sim, porque sinceramente eu brocharia na maior...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ano novo


Era um vestido branco e o mar. O vestido foi comprado por ocasião do último réveillon, quando substituído por outro. Um mais colorido porque era um ano no qual se guardava muitas expectativas, expectativas de mudanças: amor, paz, dinheiro... As mudanças haviam chegado. Foi então por ocasião do meio do ano que começava o novo ano.


Na semana anterior desse encontro com o mar, houve um outro, um primeiro. O dia parecia mais ensolarado do que os outros dias, a maré baixa e as pedras que quase sempre se esgueiravam ao sol nesse dia mostravam-se de forma sinuosa. Estavam desnudas, convidando os visitantes que a vissem, que a descobrissem, que fossem além dos caminhos de areiam dantes cobertos por águas salgadas.


Foi nesse dia que ela batizou-se. Depois de uma longa caminhada onde estava grata. Grata por um belo dia, por um novo ano, por estar em paz. E ao voltar para casa pegou o vestido branco do seu novo réveillon e simplesmente o vestiu, tornando-o a vesti-lo todos os fins de tarde para caminhar pelo calçadão e reencontrá-lo: o mar.


Mas houve uma tarde ainda mais especial. O sol acabara de se pôr e ela numa atitude voraz correu pela escadaria, desceu o calçadão e pulo em direção a areia da praia. E a beira mar caminhou rápido e mais rápido. Não era por medo, era por força.


Na praia quase deserta ela não temia nada e nem se sentia só. O mar estava agitado e o ribombo das ondas eram forte em suas pernas, molhando as pontas do vestido branco. O mar não a expulsava, mas a demonstrava o quanto era forte, do quanto à vida era como o mar: bela, cheia de desafios e que às vezes nos causa medo, mas podem trazer boas recompensas, boas notícias, bons ventos porque nem sempre o que a gente deseja é o que realmente nos fará feliz.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OPERAÇÃO RESGATE, VOCÊ JÁ REALIZOU ALGUMA HOJE?


“As mulheres possuem narrativas épicas em sua cabeça e

quando você não as descobre,

não a entende, elas simplesmente te tiram dela...”

(Personagem do filme

“Procura-se um Amor que Goste de Cachorros”)


Muitas vezes a gente não se dá conta de quantas pessoas resgatamos durante ao dia. Pois é, basta uma palavra e você simplesmente sem saber pode estar mudando significativamente a vida de alguém. Eu sempre me sinto assim quando recebo um scrap carinhoso, uma mensagem no celular surpresa, um telefonema para falar de abobrinha, ou então, um comentário no meu blog. Sinto-me reenergizada quando o dia parece coroado com esses momentos ou literalmente salvo por causa de horas “infernais”.

Ou quem sabe o resgate aconteça in locu, ou seja, no lugar, pessoalmente. Amigas vão ou você vai a casa delas, longas ligações, bebedeira, afogar as mágoas comprando, comendo, cozinhando, fazendo “mototerapia” (enquanto a moto é pilotada vai-se conversando e conversando...). Enfim, incomum é quando você tem que se deslocar intermunicipal e quase interestadualmente para fazer um resgate. Eu?

Eu já fiz isso. Na hora era a única coisa que pensei ser mais certa a fazer. Talvez impulsivo, passional, mas não podia ficar sem fazer nada. Fazer nada. Eu não consigo NÃO FAZER NADA. É horrível. Eu consigo até estragar as surpresas que pensam para mim porque eu sempre tomo a frente. Rá!

Janeiro desse ano fui bater em João Pessoa para resgatar um amigo que ligou chorando. Chorando não, em prantos. Ele nunca tinha feito isso. E detalhe: ele é do tipo que morre sem pedir socorro! Então pensei: “É sério!” E fui. Último ônibus da noite para Jampa e lá fui eu e a irmã. Bolamos um plano mirabolante. Conseguimos carro e armas [a parte das armas é brincadeira] e duas inimizades ao final do resgate. Outras pessoas que estavam no lugar se sentiram injustiçadas com a minha postura. E olha que não entrei com armas em punho fui naquela de....”Ei! Chegamos e vamos para o centro do agito, badalar. Urru!”.

Sei que no final do resgate da criatura que estava em tanto sequelada alcoolicamente, só escutei da ex-colega presente no cenário do resgate: “Thaisa, você não tinha direito de fazer isso”. O resgatado no outro dia decidiu voltar ao cativeiro e nunca mais eu e essa ex-colega nos falamos. Pedir desculpas a ela? Meditei e achei melhor não. Sei que todo mundo tem suas loucuras, mas temos liberdade para ir e vir. Ninguém é propriedade de ninguém e temos que dar liberdade aos amigos de serem, irem e virem quando quiserem. Isso não significa que nos ame menos. Então se ela simplesmente preferiu deixar de falar comigo sem conversar era porque decidiu ficar na “nóia” de todo mundo está contra mim. Ou algo desse tipo. De quebra uma outra colega que admirava muito também se afastou. Aquela coisa do telefone sem fio, de conversa distorcida...ainda tentei me aproximar, mas não deu certo. A essa queria ter explicado o meu lado porque toda história tem vários lados. E isso ainda me incomoda.

O fato é que quase a história do resgate se repetia. Uma colega liga chorando, sem conseguir dizer nem o nome e fiquei desesperada do outro lado da linha. Fazendo perguntas para saber do que se tratava, arriscando perguntas e tentando ouvir respostas em meio as lágrimas. E isso porque deixei uma mensagem na net. Sabia que estava passando por um momento de pressão, então coloquei que a vida leva a caminhos muitas vezes desconhecidos, não planejados e que a gente nem entende o porquê, mas que tudo termina bem ao final como nas comédias românticas ou como nos Simpsons...

Ao final da ligação ela pediu desculpas pelo susto e eu apenas disse:

“Espero que você esteja se sentindo melhor porque sinceramente eu não sei como eu iria proceder num resgate de Natal para Recife, sem saber de nada, nem o que fazer...”. Quase sempre a gente se exige tanto né? Que nem mais percebemos o quanto nos torturamos.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ui que fora! O Super Sincero


Quem nunca levou um fora "atire a primeira pedra"... Mas eu já tinha ouvido falar dos foras clássicos, tipo:


  1. Os que juram amor eterno à noite e no outro dia não liga;

  2. Aqueles que dão o número do telefone e quando você liga eles não atendem. Ou seja, desligam na sua cara, o telefone sempre na caixa postal, ou chama e ninguém atende;

  3. Aqueles que mandam mensagem e scraps pelo orkut e simplesmente desaparecem, como poeira no ar;

  4. Os que no outro dia fingem que nada aconteceu quando ver a outra pessoa;

  5. Aqueles que falam: "você é a pessoa certa no momento errado" [classíssima], ou então, "eu não estou preparado para envolvimentos..."

  6. Os que somente ligam quando não tem ninguém no caderninho para acionar e dizem: "lembrei de você e...blá-blá..."

  7. Os que dizem entre linhas "só canalha sim, não espere nada de mim, portanto, e você sabe disso e gosta né mina?"

Pessoal me ajudem, falta mais algum?


Agora eu vou apresentar uma nova modalidade de fora para vocês: o burocrático. Como ele acontece?


Bem, algumas postagens venho citado um candidato a Clark Kent, a "bom moço", que vinha deixado currículo insistentemente. Descobri até que ele era um pouco parecido com Adam Sandler... Estava um pouco descrente porque meus pezinhos estão quase sempre para trás e estava fazendo a linha simpática até que ele pisasse feio na jaca para dizer "e fora!", mas ele fez uma coisa que fiquei de queixo caído. Me ligou dizendo que apesar da falta de tempo, que até mesmo para ligar-me estava difícil, queria encontrar-me depois do "expediente" de estudos. Eu: "- Tá. - estava em casa mesmo vendo as reprises do TNT. Embora tenha tido o convite de uma recém colega "femme fatale" para irmos para uma prévia do carnaval fora de época. A dica dela: "Compre a camisa enrole na mão, ENTÃO vá de calça, ou de shortinho apertado com um PLATAFORMA. Lá dá muito gringo". Foi então que perguntei como era o evento e ela disse que era o trio parado e todo mundo correndo atrás do trio. E eu me imaginei correndo atrás do trio de plataforma. Ri na hora que ela me disse porque na época que brincava carnaval eu ia de tênnis. Foi quando ela disse: "-Tênnis não! Plataforma é mais classudo, arrumado..". Me desculpe, valeu a intenção, mas liguei para o irmão siamês que bolou de rir quando contei o fato e ficou provavelmente me imaginando nessa cena um tanto ridícula para uma pessoa um tanto cizuda feito eu...


Ok, mas voltando ao fora...Na hora marcada o carinha ligou, dizendo que não poderia me ver porque estava doente [conta outra vai?] e eu fazendo a linha mulher burra e compreensível. E daí ele começa a puxar um papo do tipo "o gato subiu no telhado"...Em resumo, o que ele me disse textualmente:


"- Assim, nós começamos um processo e de repente ele foi interrompido porque tenho prioridades profissionais. Mas me assusta a ideia de estar com uma pessoa muito parecida comigo; que coloca a carreira em primeiro lugar, que é uma mulher muito inteligente Isso me assusta...É muito difícil para mim".


Na hora pensei:


"Como? Eu tenho que pedir licença para existir é? Eu nem citei metade das "milhões" de estantes de livros que tenho na cabeça. Falei somente sobre filmes comédia romântica, pânico na TV...Nada de assuntos como aborto, genocídio, Freud, Marx, anarquismo, capitalismo, crise econômica global... Minha versão Paty não colou? Como assim Bial? Imaginem se eu tivesse ficado arriada com tanta gentileza? Eu tinha me FUDIDO".


Resposta a ele:


- Ui que fora! Ok! Eu entendo e respeito você - afinal eu exercito a maduridade e não poderia deixar, claro, que pelo menos uma vez um homem que tenha sido sincero se perdesse na vida por conta de um xilique (sincero até demais, era melhor que ele tivesse sumido afinal não havia começado nada entre a gente mesmo...)

- Não, por favor, não entenda como um fora - Adam.


- Não tudo bem sério. Fica bem e boa sorte tá.


Caramba quando desliguei o telefone pensei: Ops! Como assim eu sou boa demais e não sirvo para ninguém é isso? Que consolo...daí não pude deixar de lembrar de dois homens que me disseram isso entre linhas, tipo com cuspe para não doer tanto ou então de outro modo e fiquei ainda mais assustada porque com Adam eu não estava envolvida e não era muito eu. estava ensaiando uma nova versão. Mais clin, mais Paty, menos filosófica...E não colou...Conselho da femme fatale:


- Eu sempre digo: homem não gosta de mulher inteligente. Por isso eu faço isso: finjo que sou burra e depois domino o cara.


Mas e agora? Eu sempre preguei que as pessoas deveriam saber exatamente o que estariam levando para "casa". Sem tantos truques, para depois não começarei as cobraças do tipo, "mas você não era assim e tal"...


Ok! Para encerrar da próxima vez que um cara me mandar "currículo" peço para caso desista da candidatura ao cargo de "bom moço" me mande um memorando, um ofício, caso necessite, dando o fora tá?


No outro dia fui ao shopping procurar elementos para minha nova identidade e para variar não encontrei. Tudo era muito Lolita equilibrada?


Gente como é ser Sex? Jad diz que não é o que você veste, mas como você se sente e haja exercício de casa para mim hem?


domingo, 4 de outubro de 2009

Seguindo novas definições de palavras antigas


Inspirado nessa postagem da vida sem manual lá vai minha listinha...

Saudade: plagiando a poetisa portuguesa Florbela Espanca...: "uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê! Ou então como em Legião Urbana... [Um] "vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi..." Em síntese: saudade sei lá de quê e de tudo que eu ainda não vi...

Ansiedade: angustia pelo inesperado, expectativa do por vir;

Tristeza: vontade que o mundo imploda junto comigo porque as coisas nos sonhos e nas comédias Holiwoodianas;

Mentira: uma quase verdade;

Felicidade: estar de bem consigo e com o mundo;

Amor: plagiando agora frejat "Amor meu grande amor...Me chegue assim bem de repente sem nome ou sobrenome sem sentir o que não sente...(...) Só dure o tempo que mereça. E quando me quiser que seja de qualquer maneira...Enquanto me tiver que eu seja oúltimo e o primeiro. E quando eu te encontrar meu grande amor me reconheça..."

Orgulho: de sempre ter coragem para recomeçar; de não se colocar na posição apenas de vítima "porque não importa o que fizeram de ti, mas o que você faz do que fizeram de ti" (Sartre)

Luxuria: Delícia!

Preguiça: vontade boa de nada...

Paixão: um grande, imenso e intenso, exagero.

Vaidade: numa pitadinha? Necessária para estar de bem consigo mesma..."mesmo diante de nada se sentir plena de tudo", como em Clarice Lispector


Inveja: Braços esterilizados, o medo de enfretar os mares, os desertos e os soldados, medo de matar e de viver. Uma flor medrosa e amarelada. Inspirada no poema de Congresso Internacional do Medo de Drummmond.

Ciúme: consequência do exagero.

Inconveniência: o melhor de quebrar as regras.

sábado, 3 de outubro de 2009

Vai e volta: terminos e recomeços


Sex Girl:

dicas de músicas?

Identidade Bourn diz:

Isso pq meu HD emocional só toca aquele rocks antigos...aff!Ótimo, mas as vezes puxa para baixo né

Sex Girl:

kkkkkkkkkkk

Identidade Bourn diz:

e lembra o ex e na construção da minha identidade Bourn estão as músicas, mais Ivete, “pode entrar”...mas falta novidade

Sex Girl:

eu sou super suspeita pq nao acredito em relacionamentos que vão muito e vem muito acho que muito se perde no meio do caminho

Identidade Bourn diz:

eu que sou estou ainda em reabilitação que o diga: com certeza.

Eu descobri que na verdade me prendia a imagem de ex quando o conheci e me apaixonei. Era aquele homem q não queria desgarrar...

Sex Girl:

e pra ser bem sincera com vc, acho uma relaçao bem sem futuro, tanto pra ele, quanto pra ela

Identidade Bourn diz:

entendo abandonar os sonhos do início não é fácil, eu que o diga...

Sex Girl:

Nada... Vontade de fugir pra longe de tudo/todos

Identidade Bourn diz:

entendo eu fiz isso, mas a gente não foge da gente ta? Aí é q a gente entra em contato com a gente mesmo. É trash!

Sex Girl:

Mas é DISSO que estou precisando. Estou precisando ficar sozinha comigo mesma. Estou precisando de mim. Me ouvir, me sentir. Ouvir o que eu quero e o que eu não quero.

Identidade Bourn diz:

Em parte é bom

Sex Girl:

Só é ruim quando descamba pra depressão e, posso estar errada, mas acho que tou longe disso ainda kkkk

Identidade Bourn diz:

Kkkk, com certeza vc é muito alto astral. Na verdade no meu caso é porque era surda...ou não queria me ouvir, precisava do ruído para não me ouvir. Tinha medo...


E ao final dessa conversa lembrei mais uma vez no "ex". Quando descobri que ele contribuíz todos os meses para um hospital de câncer infantil,. Descobri por acaso e o que ele disse:

"- Não é preciso sair divulgando o que a gente faz que acha que é certo.. Crianças não tem culpa desse mundo ridiculo e com câncer então..."

E nesse dia eu me apaixonei mais uma vez pela imagem idealizada desse eu...

Não será uma barreira geográfica que irá findar o que deve ser findado, mas uma barreira interna.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enquete: homens com ou sem?

Pois é homens com ou sem sunga né? Numa conversa com a irmã siamesa sobre Clark Kente, na verdade ele está mais para Adam Sandler ela perguntou se na praia ele suava sunga ou shorte e eu disse suga. E ela:
"- Ai que horror!"
E daí exemplifiiquei com um menino qualquer da praia, aquelas sungas tipo shortinho? E ela continuou odiando...Assim nada contra shortes, já tive alguns rapazes de shorte, mas suguinha é legal. E você? O que você acha? Eu prefiro essa...


Uau!


Num gosto dessas pequenas e apertadas. Nam!

Pode ser...



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Colado na bunda ou na cabeça. Ocê quem sabe ô!


Essa coisa meio aqui e lá geograficamente me obrigou a ter mais contato com o celular. Aparelhinho que até pouco tempo abominava por achar muito controle, mas que hoje já está na cabeceira da minha cama. Sempre a espera de uma vez amiga, de um consolo, de um conforto...Enfim, saudades de casa, referência, essas coisas...Mas o engraçado disso é que tenho dois chips e um aparelho emprestado: o de Mami Amy.

Aconteceu que nesse troca-troca de chip acabei perdendo um deles no quarto. Caramba! Tanto cuidado. Não acredito. Depois de ter revirado tudo, quando menos esperei e passei a mão na bunda, lá estava ele: colado. A parte metálica do chip ficou colada na minha bunda e não senti. Novidade? Nenhuma. Por quê? Porque se quando usava roupas as coisas já grudavam na minha bunda e eu nem sentia [e por isso o povo zoava com minha cara], imaginem agora que passo a maior parte do tempo pelada no quarto, morrendo de calor, e cheia de protetor ou hidratante?

Isso foi o que colou na bunda. E o que colou na cabeça? O que minha aluna disse depois que o namorado australiano foi embora...

"- Tudo bem. Com ele aqui ou não. Tudo bem porque eu estou bem comigo"...

Caramba! Que lição. Quase pergunto a ela como ela faz para vender o resultado nas farmácias. Iria ganhar dinheiro a rodo. E dizem que a gente ainda não aprende quando ensina...